CHOPIN
“Tirem seus chapéus, senhores; ele é um gênio”. Foi assim que, em um célebre artigo, o compositor alemão Robert Schumman referiu-se a Frederic Franciszek Chopin, então um jovem polonês de apenas 20 anos, tuberculoso e muito tímido, que resolvera trocar a provinciana Varsóvia pelas luzes da sofisticada Paris. O elogio derramado de Schumann não era à toa. Nascido em 22 de fevereiro 1810, na pequena cidade polonesa de Zelazowa Wola, Frederic Franciszek revelou-se um menino prodígio ao compor e executar publicamente sua primeira obra musical aos oito anos de idade.
Frédéric Chopin morreu em 17 de outubro de 1849, solitário e endividado, com apenas 39 anos, em seu apartamento em Paris. Havia deixado de compor desde o ano anterior e, insatisfeito com sua produção mais recente, chegara a destruir várias partituras inéditas. Antes do sepultamento, os amigos atenderam-lhe o último pedido, rabiscado em um papel, na véspera da morte: seu corpo deveria ser aberto e o coração extirpado. Isso porque o maior temor de Chopin sempre fora o de sofrer uma crise de catalepsia (doença que faz com que pessoas vivas pareçam temporariamente mortas) e ser enterrado vivo.
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