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Gene Krupa – Swing Swing Swing
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Impeachment relâmpago pode cassar presidente do Paraguai
Missão chefiada por chanceler brasileiro tenta evitar destituição de Lugo hoje
Isolado no Congresso, o presidente do Paraguai, Fernando Lugo, pode ser cassado hoje, num processo de impeachment relâmpago. A Câmara aprovou por 76 votos contra 1 seu julgamento político, a ser decidido pelo Senado. A velocidade com que ocorreu o processo, embora previsto na Constituição, foi denunciada como golpe branco pelos partidários de Lugo e despertou desconfiança entre presidentes sul-americanos. Ele telefonou para a presidente Dilma, e, após reunião de emergência da União das Nações Sul-Americanas, uma missão de chanceleres, liderada por Antonio Patriota, foi para Assunção e tenta contornar a crise. Lugo disse que não renuncia, mas irá respeitar a decisão do Congresso. Entre acusações de nepotismo, má gestão das Forças Armadas e de fraqueza no combate à violência, o estopim foi a morte de 17 pessoas num confronto agrário. (O Globo)
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Chamadas de 1ª página_6ª-feira,22.jun.12
O GLOBO – Imposto menor para segurar alta da gasolina
FOLHA DE SP – Rio+20: Protestos contra texto final da conferência
ESTADÃO – Paraguai abre processo de impeachment
C. BRAZILIENSE – Governo e OAB condenam PEC da farra salarial
VALOR – Governo quer limitar pensão por morte
ESTADO DE MINAS – Gasolina mais cara a caminho
J. DO COMMERCIO (PE) – Aumento da gasolina deve sair em breve
ZERO HORA – Brasil lidera missão para reduzir crise no Paraguai
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The Dave Brubeck Quartet “St Louis Blues”
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Milhares de manifestantes protestam no Centro do Rio contra resultados tímidos
O dia de ontem foi de levante da chamada sociedade civil contra os resultados tímidos do documento final da Rio+20. Diante de dezenas de chefes de Estado e governo no Riocentro, o libanês Waek Hamidan, da Rede de Ação Climática, anunciou que mais de mil instituições, entre ONGs e órgãos de pesquisa, estavam retirando suas assinaturas do documento. Os diplomatas ainda tentam mudar esse quadro e manter os nomes. O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, pediu mais ambição e foi categórico: “O recurso mais escasso de todos é o tempo. Não podemos mais nos dar ao luxo de adiar decisões.” Na Avenida Rio Branco, milhares foram às ruas protestar. (O Globo)
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Chamadas de 1ª página_5ª-feira, 21.jun.12
O GLOBO – Cai presidente do Banco do Nordeste
FOLHA DE SP – Governo uruguaio quer estatizar venda da maconha
ESTADÃO – Governo estimulou as famílias a se endividar
C. BRAZILIENSE – Deputados tramam fim do teto salarial
VALOR – Projeto permite ganho acima do teto de servidor
ESTADO DE MINAS – Brasileiros exageram nos cheques sem fundos
J. DO COMMERCIO (PE) – Presidente do BNB é afastado
ZERO HORA – Juiz relata ameaças no Caso Cachoeira
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Chet Baker – Time After Time
http://youtu.be/-o8Be7KG2r4
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Chamadas de 1ª página_4ª-feira, 20.jun.12
O GLOBO – Justiça, enfim, abre processo contra aloprados
FOLHA DE SP – PT perde Erundina e gera crise após se aliar a Maluf
ESTADÃO – Petrobrás quer combustível 15% mais caro
C. BRAZILIENSE – Desfalque no TRT chegou a R$ 22,5 mi
VALOR – Inadimplência volta a crescer em maio
ESTADO DE MINAS – Rio+20: Texto final passa com pendências
J. DO COMMERCIO (PE) – Transposição cada vez mais lenta
ZERO HORA – Juro cai, mas bancos têm tarifas mais altas
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Artigo temático da 4ª-feira
A repetição desacredita o ‘bode expiatório’
MIRANDA SÁ (E-mail: mirandasa@uol.com.br)
A corrida pelo poder e a ânsia de mantê-lo levou reis, barões, ditadores e agora os presidentes populistas a encontrar um ‘bode expiatório’ para justificar, junto a cortesãos e povos, os seus erros e fracassos…
A História registra muitos ‘bodes expiatórios’. Sacrificou-se na Roma antiga, os cristãos; culpou-se a ‘peste negra’ na Idade Média; perseguiram-se os judeus na Alemanha de Hitler; segregaram os comunistas na América do macarthismo, e combateu-se o imperialismo norte-americano nos países comunistas.
Os regimes populistas da América Latina estão encontrando, meio desajeitadamente, essa desculpa para impor-se à opinião pública. Os pelegos da Bolívia, Equador e Venezuela pelejam contra os EUA; e Cristina K, na Argentina, incrimina o Reino Unido pela ocupação das Malvinas.
No Brasil, Lula da Silva passou todo o primeiro mandato responsabilizando o antecessor, Fernando Henrique, pelas mazelas nacionais; e o continuado governo populista, de Dilma, além da obstinação contra os norte-americanos, aponta a crise externa e a expansão chinesa como responsáveis pelas suas culpas… Até o empréstimo que o Banco Mundial deu para a Espanha foi justificativa para a redução do PIB brasileiro…
E foi por coincidência, que no mesmo dia em que a Espanha recebeu o empréstimo de 100 bilhões de euros, o Banco Mundial reduziu a previsão de crescimento do PIB brasileiro.
O ‘bode expiatório’ vem de longe, como dizia Brizola. Desde priscas eras. A religião judaico-cristã registra (Levítico 16.15) a história de dois bodes nos rituais do Dia da Expiação. Fazia-se sorteio: um dos bodes era sacrificado e seu sangue representava a morte do esperado Salvador; e o outro bode era solto no deserto levando consigo os pecados do povo judeu; este era o ‘bode expiatório’. Católicos e judeus aceitam esta versão rabínica.
No nosso País, o pior bode foi o Lula, ao dizer, por ignorância, que a crise do capitalismo, com o estouro da bolha imobiliária nos Estados Unidos, era uma ‘marolinha’. Ele não teve a noção de como os desdobramentos da tensão financeira americana se espalharia como uma onda. E cobriria a economia mundial como um tsunâmi…
Hoje, a crise econômico-financeira atinge os Estados Unidos, a Europa e a China. É relativamente reduzida nos países periféricos como o Brasil, mas aqui não se suaviza tanto, porque nossa inserção na economia mundial é de total dependência.
Além da subordinação econômica, temos um desequilíbrio nas exportações, faltando compradores por não oferecermos preços competitivos nem tecnologias avançadas.
Registre-se ainda o falado (e elevado) “custo Brasil”, que afeta principalmente as novas fábricas de automóveis aqui instaladas, que sem preços convidativos para exportação, limitam-se ao mercado interno graças ao protecionismo governamental e a pouca exigência dos consumidores.
Este modelo está estagnado, e a presidente Dilma, junto ao todo poderoso (quão incompetente) ministro Mantega, continuarão buscando “responsáveis” – ‘bodes expiatórios’ – para purgar os seus lapsos.
Nos rituais que antecedem o sacrifício, Dilma chamou os governadores oferecendo-lhes crédito atraente e desburocratizado para investir nos seus estados. É a mesma política, em escala maior, que o PT-governo oferece ao povão com sua irresponsável política consumista.
A Presidente é incapaz de ver trilha o caminho errado, e os seus partidários jamais lhe dirão isto, interessados apenas no enriquecimento imediato e ilícito à custa do Erário. Dessa maneira, em vez de fazer autocrítica, Dilma faz bravatas irresponsáveis para a oposição inexpressiva…
E não é somente esse desafio presidencial aos que criticam a política econômica nacional; o ministro Mantega também escorrega na maionese dos desvarios de Lula fantasiando a auto-suficiência do petróleo e do pré-sal: Joga o engodo para os governadores que, mais sabidos do que ele, encontrarão as brechas para se aproveitar do embuste…
Eric Clapton – Layla (versão jazz)
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