Notícias

Chamadas de capa_13.ago.11

FOLHA DE SÃO PAULO – ‘É pro governo, joga o valor vezes três’, diz foragido

ZERO HORA – Vazamento de fotos agrava crise política

O ESTADO DE SÃO PAULO – Fotos de presos pela PF geram crise

CORREIO BRAZILIENSE – Aliados tentam barrar CPI sobre corrupção

O GLOBO – Rio tem 13 magistrados sob proteção policial

JORNAL DO COMMERCIO (PE) – Esquema tinha cúmplices na Caixa, diz PF

ESTADO DE MINAS – Ministério foi alertado sobre convênio fraudado

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Luiz Melodia – Cabritada Mal Sucedida

 

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Dilma congelará em 2012 os gastos não obrigatórios

De novo, a crise: Governo pretende deixar cerca de 25% do Orçamento do ano que vem sem correção pela inflação

O governo Dilma Rousseff decidiu congelar a maior parte dos gastos obrigatórios no projeto de Orçamento para 2012. A determinação, reforçada pelo temor de efeitos da crise internacional, se refere à parcela de despesas em que o governo pode mexer livremente.

Ações não obrigatórias mas consideradas prioritárias, como a plano de combate à pobreza extrema, o PAC e iniciativas como bolsas de estudo para jovens no exterior, serão poupadas. (Folha de SP)

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Turismo no Planeta Corrupção

Depoimentos ligam deputada a propina

Detidos pela Polícia Federal acusam Fátima Pelaes; Temer fala em ‘exagero’ na operação Três detidos na Operação Voucher afirmaram à Polícia Federal que a deputada Fátima Pelaes (PMDB-AP) se beneficiava das fraudes no Ministério do Turismo. Fátima é autora das emendas cujos recursos teriam sido desviados. Segundo três pessoas ligadas à Conectur, ela recebia propina depois que as emendas eram liberadas. O vice-presidente Michel Temer disse que a PF exagerou e o uso de algemas “pegou muito mal”.

Curso de 10 minutos com verba do Turismo

A ONG Sociedade Evangélica Beneficente, do Paraná, recebeu do Ministério do Turismo R$ 7,5 milhões para dar cursos de qualificação. Mas o treinamento pode ser concluído em dez minutos pela internet.

No TCU, acesso privilegiado

O escritório do advogado Tiago Cedraz, filho do ministro do TCU Aroldo Cedraz, atua em processos no tribunal e também, segundo a PF, advogava para o Ibrasi, ONG pivô das prisões no Turismo. (O Globo)

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Chamadas de capa_12.ago.11

FOLHA DE SÃO PAULO – Convênio suspeito de fraude tem clone no PR

ZERO HORA – PMDB ameaça boicotar Dilma no Congresso

VALOR ECONÔMICO – CNBB defende investigação de denúncias de corrupção

O ESTADO DE SÃO PAULO – Deputada do PMDB recebeu dinheiro desviado do Turismo

CORREIO BRAZILIENSE – Oitenta mil concursados com vaga garantida

O GLOBO – Depoimentos ligam deputada a propina

JORNAL DO COMMERCIO (PE) – Oposição costura apoio para criar a CPI Mista

ESTADO DE MINAS – Festança ainda arromba cofres

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Artigo

Turismo no Brasil é o “Grand Tour” da corrupção´

MIRANDA SÁ (E-mail: mirandasa@uol.com.br)

Antes dos finalmente, achei interessante ver o conceito de turismo no mundo e sua distorção no Brasil, onde se criou um ministério específico para dar empregos e para facilitar a roubalheira dos profissionais da corrupção.

Dizem que é complicado definir o turismo, mas é puro esnobismo, porque turismo nada mais é do que viajar buscando paisagens estranhas, conhecendo coisas novas e contatando pessoas de costumes diferentes. A História registra que surgiu na Inglaterra colonialista o ciclo de viagens pelo império vitoriano, onde o sol nunca se punha.

Jovens ingleses ricos saiam pelo mundo designando isto de “Grand Tour”, ficando conhecidos como “touristes”, termo mais tarde consagrado na literatura por Stendhal nas suas “Mèmoires d’un Touriste”.

No Brasil o turismo não teve esta semelhança. Começou com a vinda dos degredados, a migração forçada dos negros e com os indígenas perseguidos em fuga do litoral. Deve ter sido penoso, pois a concepção de turismo que nos foi transmitida não é lazer, ou aventura, mas fuga, saque ou busca predatória.

Nos tempos atuais, do Ministério do Turismo, os turistas perambulam e se locupletam na administração pública. Ganham cargos por apadrinhamento espúrio e praticam fraudes, como se viu agora rastreadas desde o governo do “ex” Lula da Silva, marcado pela tatuagem comprometedora das máfias,

Na Era Lula levou-se ao apogeu a infame tradição patrimonialista da mescla dos interesses privados com o tesouro nacional. De lá para cá, assiste-se que não é apenas num órgão governamental que avaliza práticas fraudulentas, como no Turismo, onde um dos seus chefes, o secretário-geral do Turismo, Frederico Silva Costa, orientava empresários a montarem firmas de fachada para assinar convênios lesivos ao Erário.

O Turismo ficou visível recentemente, com prisões de ocupantes de segundo e terceiro escalões, inclusive o número 2 desta secretaria de Estado. Na Operação Voucher, da Polícia Federal e Ministério Público, ficaram escancaradas rotinas contrárias às leis e à Justiça.

Lá, se desvendou também que os tentáculos da corrupção e da astúcia alcançavam vários organismos do aparelho estatal, inclusive o Tribunal de Contas da União, através do filho de um ministro, contratado para antecipar informações sobre processos que tramitavam na Corte.

Uma das gravações feitas pela PF registra como esse escritório de advocacia agia para defender a quadrilha. Um sócio de Tiago Cedraz, o filho do ministro, diz a um interlocutor que “Quanto ao tribunal, sabemos tudo o que se passa”.

O capítulo que transcorremos não pontual. Percorre uma esteira de malfeitos na Casa Civil, Transportes, Agricultura, no interior e nas ramificações desses órgãos administrativos.

Incrível, não é? Mas o pior é que desacatando a opinião pública que condena as deformações, desvios, favorecimentos, propinas e traficâncias, é a própria presidente da República e os ministros “da casa”, saírem em defesa dos executores das contravenções, delitos e crimes praticados contra o Erário.

Os ocupantes do poder chegaram ao extremo restringir à Polícia Federal as investigações do itinerário dos escândalos, desautorizando-as e condenando-as.

Defensores do PT-governo seguem o roteiro oficial de inocentar as quadrilhas que atuam nos serviços públicos. Além do comprometido “ex” Lula, o ministro da Justiça se mostrou aborrecido e descontente com a ação de “sua” polícia. Ambos consideraram a devassa inexplicável, as detenções precipitadas e o uso de algemas condenável.

As figuras secundárias, sabujos ministeriais, também se pronunciaram contra a Operação Voucher, por cumplicidade, como fazem no Congresso os 300 picaretas, enquanto os “ideólogos da bandidagem” fazem eco à condenação da varredura dos corruptos.

Argumentam que uma Operação Mãos Limpas no Brasil ameaçaria a governabilidade fazendo em pedaços o arrimo da Presidência, sem ver que isto já ocorre, com a descaracterização dos valores morais pela ambição e a manutenção do poder pelo poder.

 

 

 

Cúpula do Turismo deu aval a fraude em convênios

Gravação mostra também que secretário executivo orientou empresário a montar instituto de fachada

Uma gravação telefônica da operação da Polícia Federal no Turismo mostra o secretário executivo do ministério, Frederico Silva Costa, orientando um empresário a montar entidade de fachada para assinar convênio com o governo federal e liberar dinheiro, informa o repórter Leandro Colon. Frederico foi um dos presos na terça-feira sob a acusação de envolvimento em esquema fraudulento no ministério. O relatório do Ministério Público, que atuou em conjunto com a PF, mostra que a cúpula do Turismo avalizava as prestações de contas fraudadas entregues pelas entidades de fachada que faziam convênios. O Tribunal de Contas da União bloqueou novos pagamentos à entidade protagonista do escândalo no Turismo. (Estadão)

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Chamadas de primeira página_11.ago.11

FOLHA DE SÃO PAULO – Dilma chama de ‘acinte’ ação da PF

ZERO HORA – Escândalos: Postura de Dilma frente a denúncias irrita aliados

VALOR ECONÔMICO – PMDB e aliados paralisam votações na Câmara

O ESTADO DE SÃO PAULO – Cúpula do Turismo deu aval a fraude em convênios

CORREIO BRAZILIENSE – Máfia do Turismo contratou filho de ministro do TCU

O GLOBO – Dilma: base se rebela e obstrui votações

JORNAL DO COMMERCIO (PE) – Base aliada faz greve branca na Câmara

ESTADO DE MINAS – Quadrilha do turismo teria laços com TCU

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Rio revive trauma do ônibus 174

Três homens armados com granadas fazem 20 reféns e deixam quatro feridos, na Presidente Vargas

Uma tentativa de assalto a um ônibus frescão (Praça Mauá-Caxias) ontem à noite, em pleno Centro do Rio, levou a cidade a reviver o trauma do ônibus 174 – o assalto com reféns que terminou com mortes no Rio, em 2000. Durante cerca de uma hora, 20 passageiros e o motorista foram mantidos reféns por três homens armados de pistolas e granadas. O motorista conseguiu acenar para uma radiopatrulha da PM, que pediu reforço. Um quarto bandido conseguiu escapar, levando como refém uma passageira. Cinco carros da PM cercaram o ônibus, e o trânsito na Presidente Vargas foi interditado por três horas. O veículo tentou furar o bloqueio, houve perseguição e intensa troca de tiros. Quatro pessoas foram baleadas duas passageiras, um pedestre e um PM. Uma das mulheres foi baleada no tórax e chegou ao Hospital Souza Aguiar em estado grave. Com o ônibus sob o controle da quadrilha, equipes do Batalhão de Operações Especiais (Bope) chegaram ao local e negociaram a libertação dos passageiros. Às 21h35m, a Secretaria Estadual de Segurança deu oficialmente por encerrado o sequestro, com a rendição dos bandidos.

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PF prende 35 no Turismo, e governo reclama de ‘abuso’

Novo escândalo atinge PMDB e petista ligado a Marta Suplicy

Em mais um escândalo na Esplanada dos Ministérios, a Polícia Federal prendeu ontem 35 pessoas por desvio de recursos do Turismo, entre elas o secretário executivo da pasta, Frederico Silva da Costa (indicado pelo PMDB com apoio do PTB), o ex-presidente da Embratur Mario Moyses (ligado ao PT e à senadora Marta Suplicy) e o secretário Colbert Martins, ex-deputado pelo PMDB da Bahia, além de servidores e empresários. “O que a gente sabe é que o dinheiro chegava às mãos deles (Costa e Moyses) por esse esquema”, afirmou o diretor executivo da PF, Paulo de Tarso Teixeira, referindo-se ao desvio de recursos via emendas parlamentares. Só num dos endereços do diretor executivo da ONG Ibrasi, Luiz Gustavo Machado, também preso, policiais encontraram R$ 610 mil em espécie. Os valores desviados podem superar a casa dos R$ 10 milhões. O PMDB e o Planalto saíram em defesa do ministro do Turismo, Pedro Novais, alegando que os fatos aconteceram antes de ele assumir. Líderes governistas acusaram a Justiça e o Ministério Público de abuso, e a ministra Ideli Salvatti chegou a dizer que Novais foi vítima de “armação da imprensa” . (O Globo)

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