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Ministro da Agricultura considera normal usar jato de agroempresa

Com 41 na Câmara, PR deixa base e promete devolver cargos de 2º escalão

O ministro da Agricultura, Wagner Rossi (PMDB), admitiu que ele e um de seus filhos, o deputado estadual Baleia Rossi (PMDB-SP), viajaram em jatinho de US$ 7 milhões da Ourofino Agronegócios. Graças a Rossi, a Ourofino foi uma das pioneiras no mercado nacional de produção de vacinas para a aftosa, nicho bilionário, antes dominado por multinacionais. Amigo do ministro e seu assessor especial no ministério, Ricardo Saud é fundador de uma subsidiária do Grupo Ourofino. Em nota, o ministro disse que pegou carona no avião “raras vezes”, sem detalhar em quais datas. Disse ainda que o processo para a liberação da vacina foi iniciado em 2006, antes de sua nomeação para o cargo, e envolveu avaliações técnicas. Mas a autorização para fabricar vacina é de outubro do ano passado, já com Rossi ministro. No centro dos escândalos no Transporte, que derrubaram o ministro e quase 30 pessoas, o PR anunciou sua saída da base do governo no Congresso e que entregará os cargos que ocupa. O PR tem 41 deputados e sete senadores, o que pode dificultar a vida do governo no Congresso. E tem de 12 a 17 superintendências do Dnit e uma diretoria de Furnas, entre outros cargos. (O Globo)

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Chamadas de capa_17.ago.11

O GLOBO – Ministro da Agricultura considera normal usar jato de agroempresa

JORNAL DO COMMERCIO (PE) –  Dilma veta aumento real para aposentados

FOLHA DE SÃO PAULO – Tele estrangeira poderá controlar televisão a cabo

CORREIO BRAZILIENSE – Ministro fere a ética pública e acha pouco

O ESTADO DE SÃO PAULO – Por paz com PMDB, Dilma mantém Rossi

ESTADO DE MINAS – Ministro infringiu Código de Ética

ZERO HORA – Deserção do PR deixa Dilma refém do PMDB

VALOR ECONÔMICO – Dilma assume compromissos com PMDB

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Dilma veta aumento real já acertado para aposentados

Decisão atinge quem ganha acima do mínimo; total de vetos é recorde

A presidente Dilma Rousseff passou por cima do acordo entre a base aliada e a oposição e vetou artigo da lei do Orçamento que garantia aumento real (superior à inflação) em 2012 para os aposentados com pensões acima de um salário mínimo. Com o veto, eles só deverão ter o reajuste correspondente à inflação, como determina a legislação atual. O governo alega que não tem como calcular os recursos necessários para cumprir o acordo. Dilma vetou pontos que limitavam gastos públicos e impediam que despesas crescessem acima dos investimentos. Com as medidas, Dilma sinaliza que o Orçamento de 2012 será de arrocho nos gastos e que o governo pretende ter controle mais rígido sobre os cortes e as áreas que serão ou não poupadas. Ao todo, foram 32 vetos – um recorde. A oposição considerou um desrespeito ao Congresso a quantidade inédita de vetos e ameaça obstruir sessões de interesse do governo até que eles sejam postos em votação. (O Globo)

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Chamadas de primeira página_16.ago.11

O GLOBO – Dilma veta aumento real já acertado para aposentados

JORNAL DO COMMERCIO (PE) – Dilma veta aumento real para aposentados

FOLHA DE SÃO PAULO – Para servidor, ministério de Rossi está corrompido

CORREIO BRAZILIENSE – Aposentados vão ficar sem ganho real em 2012

O ESTADO DE SÃO PAULO – Fora do cargo, Pagot ”assina” contrato do Dnit

ESTADO DE MINAS – Aposentados ficam sem aumento real em 2012

ZERO HORA – Dilma veta ganho real para aposentados

VALOR ECONÔMICO – Governo inicia ofensiva para unificar previdência de servidores

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Rede de laranjas e notas frias alimentam fraudes no Turismo

Empresa investigada pela PF tem o mesmo endereço de outras 200

Principal beneficiária dos desvios de recursos do Ministério do Turismo, a ONG Ibrasi operava com ajuda de empresas de fachada especializadas em emitir notas fiscais falsas e fraudar concorrências. Com sedes e donos diferentes, elas são na verdade uma rede: os sócios se conhecem e operam em conjunto. Uma das firmas subcontratadas pelo Ibrasi, a Barbalho Reis Comunicação e Consultoria, informa como endereço uma sala no centro de Brasília – mas uma secretária disse que no local funcionam mais de 200 empresas. Na suposta sede da Sinc, outra consultoria investigada, ninguém conhece tal empresa. Segundo relatório da Polícia Federal, os sócios das duas empresas são irmãos. A PF descobriu que notas frias emitidas por empresas diferentes foram preenchidas pela mesma pessoa. (O Globo)

Alvo da PF no Turismo, ONG fica em Igreja

Entidade que deu origem ao esquema de corrupção investigado no Ministério do Turismo, a Conectur é registrada numa igreja evangélica, informa o repórter Leandro Cólon. A ONG recebeu R$ 2,5 milhões do governo, mas no endereço funciona a Assembléia de Deus Casa de Oração Betel. O pastor Wladimir Furtado, dono da Conectur, mora no local e foi preso na Operação Voucher, da Polícia Federal.

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Chamadas de 1ª página_14.ago.11

FOLHA DE SÃO PAULO –  Agricultura pagou R$ 5,5 mil a empresa em nome de laranjas

CORREIO BRAZILIENSE – Brasiliense aprende a driblar o trânsito

O GLOBO – Rede de laranjas e notas frias alimentam fraudes no Turismo

JORNAL DO COMMERCIO (PE) – Crise global também chega a seu bolso

ESTADO DE MINAS – Ficha suja, dinheiro limpo

ZERO HORA – Novas denúncias contra ministro

O ESTADO DE SÃO PAULO – Alvo da PF no Turismo, ONG fica em Igreja

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Artigo

Defesa dos corruptos é atacar a imprensa

MIRANDA SÁ (E-mail: mirandasa@uol.com.br)

 Já lá se vão mais de sessenta anos que iniciei a minha vida de jornalista como uma espécie de estagiário (figura que não havia naquele tempo) na pequena redação do Diário Trabalhista, jornal hoje desaparecido. Colhia informações e revisava o texto do repórter de polícia, Rodrigues da Silva.

Uma das primeiras lições que aprendi foi discernir sobre a distinção óbvia de que polícia é polícia, bandido é bandido, e jornalista é jornalista. Estas três peças do noticiário policial não poderiam jamais ser embaralhadas.

Abalava profundamente a ética uma possível relação de policial com bandido e qualquer um dos dois com um repórter. Às vezes, até uma simples suspeita poderia custar o emprego na Secretaria de Segurança e cortar a carreira do jornalista.

A coisa mudou. Como comportamento de um mandatário se reflete sobre os seus comandados, um corrupto no governo degenera os princípios morais da administração pública, como um legume podre deteriora toda sacola que o guarda.

Há mil e tantos exemplos de prefeitos, governadores e até de presidente da República que se deterioraram, de juízes e policiais que enveredaram pelo caminho da bandidagem, e de jornalistas que abdicaram à vocação profissional pervertendo a sua função social.

Sem ser por corporativismo – juro – acho que o estamento social que menos se adulterou foi o jornalismo. São exemplares os bons profissionais que militam na imprensa atual, desde os grandes veículos de comunicação aos órgãos interioranos; na onda do rádio, na telinha da tevê e na Rede Social.

Quando se noticia uma invasão de propriedade, a explosão de uma caixa eletrônica ou o arrombamento de um cofre colhe-se a informação da Polícia. Se o suspeito vira réu, os dados saem da Justiça.

Tratando-se da atual e desenfreada roubalheira na administração pública, a cachoeira de denúncias impede que sejam escondidos os malfeitos e seus autores. E a imprensa esteve presente com excelentes trabalhos da reportagem investigativa, acompanhando desde o começo o arrastão dos subornos, peitas e propinas no Ministério dos Transportes.

O aperfeiçoamento dos métodos de corromper pelo lulo-petismo diferenciou a prática dos antigos desvios de verbas públicas, de extravio e apropriação dos bens patrimoniais do Estado. A política de deixar fazer e deixar passar os alcances, no Erário, por políticos profissionais sedimentou-se com o loteamento do Governo.

Os ministérios são capitanias – felizmente não hereditárias – controladas pelos partidos, que colhem os dízimos para engordar caixinhas eleitorais ou vão direto para os bolsos dos chefetes apelidados de “líderes”.

As descobertas atuais da patifaria politiqueira é a colheita de uma semeadura consciente, teimosa e perseverante de um projeto de poder. A queda uma a uma das pedras de dominó, Casa Civil, Transportes, Agricultura e Turismo, arrastando vários setores da administração pública assustam.

Essa patifaria é uma droga estupefaciente, tonteando a opinião pública, diante do comportamento inusitado da presidente Dilma. Ela vinha se mostrando séria, tratando com moderação as denúncias feitas ao seu governo. Chegou a apoiar publicamente o que seus marqueteiros batizaram de “faxina” e foi elogiada por isso.

Neste capítulo do Turismo atrás das grades, porém, parece que Dilma baqueou diante da pressão dos 301 picaretas que a cercam, reabilitando o modo lulo-petista de governar, isto é, aceitando a criminologia contida na espúria aliança partidária.

Com os pelegos do PT de um lado e as raposas prateadas do peemedebismo do outro, tendo seu criador como conselheiro, deleta os escândalos, absolve os protagonistas, blinda os parceiros mais chegados e acoberta os interesses ilegítimos disfarçados de governabilidade.

Acho que não dá mais tempo para uma recuperação de consciência patriótica. A presidência, além dos antigos e conhecidos picaretas, está cercada de pelegos personalistas e incompetentes, tipo Ideli Salvatti, Marta Suplicy, Mercadante, e Vacarezza, cuja defesa da corrupção é o ataque à imprensa.

 

 

Artigo

Defesa dos corruptos é atacar a imprensa

MIRANDA SÁ (E-mail: mirandasa@uol.com.br)

Já lá se vão mais de sessenta anos que iniciei a minha vida de jornalista como uma espécie de estagiário (figura que não havia naquele tempo) na pequena redação do Diário Trabalhista, jornal hoje desaparecido. Colhia informações e revisava o texto do repórter de polícia, Rodrigues da Silva.

Uma das primeiras lições que aprendi foi discernir sobre a distinção óbvia de que polícia é polícia, bandido é bandido, e jornalista é jornalista. Estas três peças do noticiário policial não poderiam jamais ser embaralhadas.

Abalava profundamente a ética uma possível relação de policial com bandido e qualquer um dos dois com um repórter. Às vezes, até uma simples suspeita poderia custar o emprego na Secretaria de Segurança e cortar a carreira do jornalista.

A coisa mudou. Como comportamento de um mandatário se reflete sobre os seus comandados, um corrupto no governo degenera os princípios morais da administração pública, como um legume podre deteriora toda sacola que o guarda.

Há mil e tantos exemplos de prefeitos, governadores e até de presidente da República que se deterioraram, de juízes e policiais que enveredaram pelo caminho da bandidagem, e de jornalistas que abdicaram à vocação profissional pervertendo a sua função social.

Sem ser por corporativismo – juro – acho que o estamento social que menos se adulterou foi o jornalismo. São exemplares os bons profissionais que militam na imprensa atual, desde os grandes veículos de comunicação aos órgãos interioranos; na onda do rádio, na telinha da tevê e na Rede Social.

Quando se noticia uma invasão de propriedade, a explosão de uma caixa eletrônica ou o arrombamento de um cofre colhe-se a informação da Polícia. Se o suspeito vira réu, os dados saem da Justiça.

Tratando-se da atual e desenfreada roubalheira na administração pública, a cachoeira de denúncias impede que sejam escondidos os malfeitos e seus autores. E a imprensa esteve presente com excelentes trabalhos da reportagem investigativa, acompanhando desde o começo o arrastão dos subornos, peitas e propinas no Ministério dos Transportes.

O aperfeiçoamento dos métodos de corromper pelo lulo-petismo diferenciou a prática dos antigos desvios de verbas públicas, de extravio e apropriação dos bens patrimoniais do Estado. A política de deixar fazer e deixar passar os alcances, no Erário, por políticos profissionais sedimentou-se com o loteamento do Governo.

Os ministérios são capitanias – felizmente não hereditárias – controladas pelos partidos, que colhem os dízimos para engordar caixinhas eleitorais ou vão direto para os bolsos dos chefetes apelidados de “líderes”.

As descobertas atuais da patifaria politiqueira é a colheita de uma semeadura consciente, teimosa e perseverante de um projeto de poder. A queda uma a uma das pedras de dominó, Casa Civil, Transportes, Agricultura e Turismo, arrastando vários setores da administração pública assustam.

Essa patifaria é uma droga estupefaciente, tonteando a opinião pública, diante do comportamento inusitado da presidente Dilma. Ela vinha se mostrando séria, tratando com moderação as denúncias feitas ao seu governo. Chegou a apoiar publicamente o que seus marqueteiros batizaram de “faxina” e foi elogiada por isso.

Neste capítulo do Turismo atrás das grades, porém, parece que Dilma baqueou diante da pressão dos 301 picaretas que a cercam, reabilitando o modo lulo-petista de governar, isto é, aceitando a criminologia contida na espúria aliança partidária.

Com os pelegos do PT de um lado e as raposas prateadas do peemedebismo do outro, tendo seu criador como conselheiro, deleta os escândalos, absolve os protagonistas, blinda os parceiros mais chegados e acoberta os interesses ilegítimos disfarçados de governabilidade.

Acho que não dá mais tempo para uma recuperação de consciência patriótica. A presidência, além dos antigos e conhecidos picaretas, está cercada de pelegos personalistas e incompetentes, tipo Ideli Salvatti, Marta Suplicy, Mercadante, e Vacarezza, cuja defesa da corrupção é o ataque à imprensa.

 

 

Juíza é assassinada no Rio; outros 69 estão ameaçados

Linha dura contra milícias, Patrícia Acioli levou 21 tiros; magistrados reclamam de insegurança em todo o País

Uma juíza foi assassinada ontem com 21 tiros ao ser cercada em seu carro, quando chegava em casa, em Niterói (RJ). Patrícia Lourival Acioli, de 47 anos, era conhecida por atuar de forma rigorosa contra policiais envolvidos com milícias, grupos de extermínio e máfias de vans, combustível e caça-níquel, além de traficantes e bicheiros. O caso expôs a insegurança de juízes que lidam com o crime organizado –uma lista da Corregedoria Nacional de Justiça relaciona 69 magistrados sob risco no País. Patrícia contou com escolta policial entre 2002 e 2007, mas, quando soube que a proteção seria reduzida a apenas um PM, irritou-se e preferiu abrir mão dela. “Não há segurança nenhuma”, disse o juiz titular da lª Vara Criminal do Rio, Fábio Uchôa. Na Bahia, os magistrados temem ser mortos dentro do próprio tribunal.

Política de segurança do Estado entra em xeque

O assassinato da juíza Patrícia Acioli ocorre em um momento difícil para a política de segurança do Rio, que voltou a conviver com crimes de grande repercussão – como o sequestro de um ônibus, na terça. (Estadão)

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Muito além das algemas – Fotos de presos provocam dura reação

Planalto e aliados dizem que vazamento é inaceitável; Cardozo pede investigação ao CNJ

A publicação de fotos de seis presos na Operação Voucher, incluindo o secretário-executivo do Ministério do Turismo, Frederico Costa, e do ex-deputado Colbert Martins, causou forte reação em Brasília. O ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, pediu ao STF que o Conselho Nacional de Justiça investigue o vazamento, que teria sido feito pela Polícia Civil do Amapá. A presidente Dilma discutiu o assunto com Cardozo. O Planalto considerou inaceitável a divulgação das fotos num jornal do Amapá. Aliados e advogados dos acusados também protestaram. Ontem, a Justiça Federal mandou soltar 16 presos. Oito deverão pagar fianças de R$ 109 mil a 163,5 mil, como prevê a legislação sancionada em maio, que mudou o Código Penal. Costa não poderá reassumir o cargo. (O Globo)

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