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Artigo publicado n’ O Jornal de Hoje (Natal/RN)

Marchas da indignação contra a roubalheira

MIRANDA SÁ (E-mail: mirandasa@uol.com.br)

Muitos padres católicos e pastores evangélicos teem condenado em seus sermões o surto desenfreado da roubalheira do dinheiro público; uns mais eloqüentes, outros menos, mas firmes em suas pregações moralizadoras. Mas até agora nenhum se comparou ao arcebispo de São Paulo, dom Odilo Pedro Scherer, na sua prédica da missa de Nossa Senhora Aparecida.

Disse dom Odilo: “Quando não somos mais capazes de reagir e nos indignar diante da corrupção, é porque nosso senso ético também ficou corrompido”. Quero aplaudi-lo, e assinar abaixo dessas colocações.

É pensando assim que tenho acompanhado todas as marchas contra a corrupção mobilizadas pela Internet no Rio de Janeiro. No meu protesto contra os aliciamentos, cala-bocas, peitas e propinas, assumo o bom combate contra a perversão dos ocupantes de cargos públicos nos três poderes.

As marchas e concentrações populares são a resposta da inteligência brasileira ao pavoroso desfile dos casos escandalosos de corrupção nas prefeituras, câmaras municipais, assembléias legislativas, Câmara, Senado, e nos governos estaduais e Federal.

Somos poucos nas manifestações, é verdade, mas estamos seguidamente calcando nas cabeças das pessoas honestas a consciência do maldito capítulo da História do Brasil em que a impunidade triunfa pelo acumpliciamento com os três poderes da República.

É também verdade que se deve ao eco das marchas a queda de cinco ministros envolvidos em casos de corrupção; e, como isso não bastasse, entrou na agenda política dos governantes. É visível a preocupação da presidente Dilma Rousseff em abordar o tema.

A partir do dia 7 de setembro – quando teve início o incentivo das redes sociais para as marchas irem para as ruas e praças em nome da moralidade pública – há uma movimentação espontânea das massas, sem o apoio da mídia nem a participação dos movimentos sociais, em grande parte cooptados por verbas públicas.

Também não contam com o apoio dos partidos de oposição, temerosos de que as reclamações do povo respinguem sobre si. Não se conta com um mínimo de incentivo desses partidos para que sua militância participe individualmente das concentrações.

Aparecem desculpas amarelas para explicar e justificar sua ausência omissa, atitude que não é compartilhada com pequenos partidos de esquerda, como o PCB, PPS, PSOL e PSTU, que sem exibir suas bandeiras participam – pelo menos no Rio de Janeiro – das demonstrações contra a corrupção.

É triste a constatação de que as militâncias do PT e do PC do B, que sempre estiveram presentes nos atos de indignação da sociedade contra os malfeitos do poder central, engavetem os seus princípios, deformem as suas ideologias e reforcem a imaginação popular de que o poder corrompe.

Analisamos igualmente a falta de comparecimento das classes médias (as autênticas, não a do efeito propagandístico do PT-governo). Por que não se faz presente esse seguimento social, que é por formação, defensor da ética na política?

O que afasta da luta cidadã as pessoas de classe média é o medo das perseguições, da perda de empregos e de posições conquistadas, e até da violência física da parte do aparelho de repressão e blindagem dos políticos corruptos e corruptores.

Para mim, isso expõe o não comparecimento de artistas, intelectuais e profissionais liberais, presos a esquemas de financiamento de produções culturais. É certo que tomam conhecimento de atos desabonadores nos corredores ministeriais e estão informados das denúncias não desmentidas.

Que há exceções, há. Em Copacabana, no dia 12, encontramos vários atores, cantores, músicos e jornalistas. Todos assumindo o temor pela acelerada degeneração dos políticos e das instituições republicanas.

É assim. Cidadãos e cidadãs bem informados desprezam a contra-informação da agência central dos corruptos. Não querem desestabilizar o governo Dilma, nem fazer o jogo da oposição de fachada. As marchas da indignação contra a roubalheira se alimentam dos sucessivos escândalos que a imprensa desvenda, sem contudo fazer o jogo de proprietários dos meios de comunicação.

 

MP da desoneração vai aumentar imposto

Artigos incluídos no texto pela Receita Federal elevam os tributos sobre empresas e investidores

A medida provisória que desonera a folha de pagamento de quatro setores industriais também aumenta a cobrança de impostos de empresas e investidores. O pacote tributário, que foi incluído às escondidas no texto do MP pela Receita Federal com a benção do Palácio do Planalto, contempla artigos prevendo desde um maior controle sobre a transferência de ações até a cobrança inédita de mais um tributo sobre a divisão de lucros entre sócios de uma companhia.

O Estadão teve acesso à nova versão do MP, que está no Congresso e passou a contar com 31 artigos e não mais os 24 originais. Uma das mudanças de maior alcance permite a Receita arbitrar o valor de ações ou títulos, usadas para elevar o capital social de uma empresa, em um período de até dez anos. Dessa forma, o Fisco poderia arrecadar mais. Procurados, o Ministério da Fazenda e Receita Federal não se pronunciaram. (Estadão)

Depois da tragédia

Bombeiros intensificarão blitzes em restaurantes

Depois da explosão do restaurante Tiradentes, que funcionava há três anos no Centro do Rio com autorização provisória da prefeitura, mas sem nunca ter sido vistoriado pelo Corpo de Bombeiros, o comandante da corporação, coronel Sergio Simões, garantiu que vai intensificar a fiscalização. Segundo ele, serão realizadas operações nos estabelecimentos que não têm alvará definitivo e nunca foram inspecionados pelo órgão, como o Filé Carioca. O delegado Antônio Bonfim, que investiga o acidente, disse que o advogada do dono do restaurante mentiu ao afirmar que os cilindros de gás eram armazenados em lugar ventilado. Eles estariam perto do vestiário. (O Globo)

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Chamadas de 1ª página

O GLOBO – Câmaras aumentam vereadores e custos

FOLHA DE SP – Dilma cobra explicação de ministro do Esporte

ESTADÃO – Denúncias colocam em risco cargo do ministro do Esporte

CORREIO BRAZILIENSE – Copa 2014: Fifa quer plenos poderes

VALOR ECONÔMICO – Dilma pede explicação a ministro do Esporte

ESTADO DE MINAS – Fifa quer renomear estádios

JORNAL DO COMMERCIO – Ministro Orlando Silva na corda bamba

ZERO HORA – Dilma exige explicações públicas de Orlando Silva

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Raul Seixas – Cowboy Fora da Lei

 

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Gastos com proteção social já superam investimentos

Benefícios dados pelo governo consumiram R$ 116 bilhões em 2010

Os programas do governo federal que transferem dinheiro à população de baixa renda consumiram ano passado R$ 116 bilhões, mais do que o dobro dos recursos destinados a investimentos – R$ 44 bilhões, incluindo a construção de estradas e obras de infraestrutura. A opção de priorizar a chamada rede de proteção social, que abrange benefícios como o Bolsa Família e as aposentadorias rurais, divide a opinião de especialistas. O economista Raul Velloso diz que parte desses recursos não vai para quem está na base da pirâmide social e afirma que a fatia do Orçamento para investimentos despencou de 16% para 6,8%, entre 1987 e 2010, comprometendo o futuro do país. Já o diretor de Estudos e Pesquisas Sociais do Ipea, Jorge Abrahão, lembra que 28 milhões de pessoas deixaram a miséria desde 2003, graças a esses programas, fortalecendo o mercado interno e aquecendo a economia. (O Globo)

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Primeiras páginas_16.out.11

O GLOBO – Gastos com proteção social já superam investimentos

FOLHA DE SP – Orlando Silva é acusado de receber propina

ESTADÃO – Brasil não sabe quanto custará a Copa

CORREIO BRAZILIENSE – Cartão corporativo paga motel, festinha…

ESTADO DE MINAS – “Indignados” protestam em todo o mundo

JORNAL DO COMMERCIO – Outro ministro de Dilma sob suspeita

ZERO HORA – Denúncia de propina atinge ministro

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Renato Russo e Zélia Duncan – Catedral

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Chamadas de primeira página

O GLOBO – Desmatamento até em área de proteção total

FOLHA DE SP – Lixo hospitalar dos EUA é vendido em loja no Nordeste

ESTADÃO – TSE promete aplicação rigorosa da Ficha Limpa

CORREIO BRAZILIENSE – IPI sobre importados vira guerra na OMC

ESTADO DE MINAS – Bancários aceitam proposta e greve deve acabar na terça

JORNAL DO COMMERCIO – Brasil recebe críticas durante reunião da OMC

ZERO HORA – Mendes é internado para cirurgia

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Djavan – Se