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Ismael Silva – Antonico

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Mais um escândalo

Ministro da Integração manobrou para irmão chefiar estatal

O ministro Fernando Bezerra Coelho(Integração Nacional) usou brecha na legislação que proíbe o nepotismo na administração pública e fez do irmão Clementino Coelho presidente da Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e Parnaíba(Codevasf) durante praticamente um ano, informa o repórter Eduardo Bresciani. Após questionamentos do Estado, o governo anunciou que Guilherme Almeida será nomeado para a presidência da estatal, que terá orçamento de R$ 1,3 bilhão em 2012. Clementino, porém, continuará como diretor. Ele assumiu o comando da estatal em janeiro de 2011, 21 dias após Bezerra ter assumido o ministério. Diretor da Codevasf desde 2003, Clementino Coelho tornou-se presidente após a exoneração de Orlando Castro. O estatuto da empresa diz que na vacância da presidência, o diretor com mais tempo de casa responda interinamente,e não houve nomeação formal. (Estadão)

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Artigo de fim-de-semana

Ministério da Integração corrompe em ritmo de frevo

MIRANDA SÁ (E-mail: mirandasa@uol.com.br)

Encontraram mais um ministro entre os cascalhos da bateia da corrupção que garimpa o loteamento imoral do primeiro escalão do governo Lula Rousseff. É o “socialista” enganador Fernando Bezerra, da Integração Nacional.

Insensível com as tragédias nacionais, Bezerra corrompe de sapatilhas e sombrinha em ritmo de frevo, enviando para o seu curral eleitoral, Petrolina, em Pernambuco, R$ 25,5 milhões dos 28,4 milhões liberados em2011. Aquantia, segundo a ONG Contas Abertas, representa 89,7% do total dos recursos do Ministério.

O dinheiro, destinado à recuperação de 27 cidades se concentrou praticamente numa só, para o apetite eleitoral dos Bezerra Coelho, oligarquia municipal pernambucana que aumentou seu prestígio com os milhões desviados do flagelo.

Afirma Sua Excelência novilha que nada fez sem a aprovação da presidente Dilma, no que faz coro o governador Eduardo Campos, cuja ética levou a mãe (dele) para o Tribunal de Contas da União. Não sei se mentem, mas até agora não foram contestados pela gerentona.

Seja lá como for, acumpliciado com Dilma, ou não, a verdade é que está fotografado mais um escândalo nas capitanias partidárias, cujos capitães mores são insensíveis aos desastres naturais que matam e desabrigam milhares de pessoas anualmente. No caso específico do “socialista” Bezerra, ficou constatado que quando o Ministério da Integração deveria dar assistência em vários estados, destina 90% dos recursos para o seu.

Há quem o considere a sua astúcia fraudulenta um crime doloso responsável pelos prejuízos materiais e a morte de dezenas de pessoas no Estado do Rio, por subtrair os recursos que deveriam ser destinados às situações de risco desta unidade federativa.

Criminalistas cariocas pensam até em processá-lo criminalmente pelo fato e indenizar do próprio bolso ou do caixa do PSB as vitimas das enchentes no Rio, Minas e Espírito Santo.

Esta situação vexatória mostra que a Presidente – eleita com a fama de durona – reforça a convicção de que não tem o menor controle sobre o que fazem seus comandados ou se acumplicia com eles, endossando os desvios, fraudes e roubos.

Nessa cena impudica assistimos ao jogo burlesco do cinismo, com Dilma enraivecida interrompendo as férias de seus comandados (ops!) e, farsista, anunciando medidas como a tal “intervenção branca” na pasta, só para inglês ver.

Esta mis-en-céne só convence os sectários do PT aparelhados na administração pública, os bolsistas e os retardados mentais influenciados pela bilionária propaganda governamental. Primeiro, por que não é um fato novo, mas a repetição do que fez o antecessor de Bezerra, o baiano Geddel Vieira Lima que no exercício do cargo destinara à Bahia 48%.

É um vício político estimulado pela fórmula da “governabilidade” introduzida por Lula da Silva para atrair os 300 picaretas do Congresso que antes combatia. Esta perversão é como disse um editorial do Estadão, “uma prática habitual, convalidada pelo Palácio do Planalto”.

Os recursos originários dos mais altos impostos do mundo servem de um cheque eleitoral para os políticos corruptos. Gedel queria ser governador da Bahia, como Bezerra é forte pré-candidato à prefeitura de Recife, como trampolim para suceder Eduardo Campos.

Diante dos gedéis e dos bezerras, os prefeitos corruptos cassados no Rio de Janeiro por desvios de verbas públicas e donativos privados, são fichinhas. O exemplo vem de cima para baixo, com a falta de escrúpulo e a certeza da impunidade.

No quadro surrealista da corrupção e dos desmandos, vemos não somente a subversão dos valores éticos e morais; mas o total domínio da improbidade e da incompetência, presentes no governo Lula Rousseff, sob o silêncio da oposição oficial…

 

 

Chamadas de 1ª páginas_7.jan.12

O GLOBO – PT e governo saem em defesa de Bezerra

FOLHA DE SP – Ministro privilegia filho deputado com recursos

ESTADÃO – Ministro da Integração manobrou para irmão chefiar estatal

CORREIO BRAZILIENSE – Denúncia derruba irmão de Bezerra

ESTADO DE MINAS – O que o ministro não quis ver

JORNAL DO COMMERCIO – Aposentadoria sobe menos que a inflação

ZERO HORA – Reajuste a aposentados fica abaixo da inflação

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Sidney Miller – Nós os foliões

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RJ: Cheia avança no estado e expõe obras malfeitas

Trecho de BR reconstruído pelo Dnit é arrastado por rio pela 3ª vez desde 2007

Pela terceira vez desde 2007, o Km 120 da BR-356 (Itaperuna-Campos) não resistiu à força das correntezas do Rio Muriaé, no Noroeste Fluminense. Ontem, com o rompimento de um dos diques que cercam Campos, um pedaço da rodovia foi levado pelas águas. Quando uma rachadura de 20 metros apareceu, a Defesa Civil teve que retirar às pressas os quatro mil moradores do distrito de Três Vendas, a 15 km do Centro da cidade. Em janeiro de 2007, uma mulher morreu ao cair com o carro na cratera da BR-356, e, em dezembro de 2008, o próprio Dnit cortou parte da estrada para facilitar o escoamento da água represada. “Nestes anos, só houve a reconstrução da estrada”, criticou o coordenador de Defesa Civil do Noroeste Fluminense, Douglas Paulich. O superintendente substituto do Dnit, Celso Crespo, disse que o órgão é que é vítima das inundações: “O Dnit está sendo vítima desta enchente.” (O Globo)

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Chamadas de 1ª página_6.dez.12

O GLOBO – Cheia avança no estado e expõe obras malfeitas

FOLHA DE SP – Planalto atua para conter crise com partido aliado

ESTADÃO – Consumidor terá R$ 1,4 bi a mais na conta de luz

CORREIO BRAZILIENSE – Bezerra usa Ministério para prestigiar irmão

VALOR ECONÔMICO – Reforma ministerial busca equilíbrio de forças

ESTADO DE MINAS – Verba de Pernambuco é o triplo da de Minas

JORNAL DO COMMERCIO – Reconstrução no Sudeste terá R$ 500 milhões

ZERO HORA – Verba para segurança não chega ao Piratini

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Em 2012, de novo, verba contra enchente privilegia Pernambuco

Ministro diz que estado não pode ser discriminado só por ser o seu

Reduto político do ministro Fernando Bezerra, Pernambuco tem, na previsão para 2012, a maior verba da Integração Nacional contra enchentes: R$ 81,4 bilhões, 11,6% dos recursos da pasta para o Programa de Gestão de Riscos e Resposta a Desastres. O Rio, estado que mais sofreu com enchentes em 2011, terá 10,4%, e Santa Catarina, 4,4%. Em 2011, Pernambuco recebeu 21,9% da verba para prevenir desastres. Após intervenção da presidente Dilma na pasta, Bezerra disse ontem que não houve direcionamento político de verba e que Pernambuco não pode ser discriminado por ser seu estado. (O Globo)

Chamadas de 1ª página_5.jan.12

O GLOBO – 2012: Verba contra enchente privilegia Pernambuco

FOLHA DE SP – Governo federal deixa de investir R$ 529 milhões contra chuvas

ESTADÃO – Anvisa ignorou queixas de brasileiras contra prótese

CORREIO BRAZILIENSE – Acuado, Fernando Bezerra joga a crise para o governo

VALOR ECONÔMICO – MP vai regular direito a uso de redes das teles

ESTADO DE MINAS – Sobrou tempo. Faltou dinheiro

JORNAL DO COMMERCIO – Revisão inédita no Enem para nota de fera

ZERO HORA – Baixo nível de barragens ameaça energia no Estado

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Primeiro artigo de 2012

Ficha Limpa já, para evitar mais escândalos

MIRANDA SÁ (E-mail: mirandasa@uol.com.br)

Ao contrário dos mancheteiros de escândalos, não me alegra o noticiário sobre a roubalheira generalizada na administração pública, obrigando-nos a ressuscitar uma expressão do jornalista Carlos Lacerda: um verdadeiro mar de lama.

Devo, entretanto – e devemos todos, em minha opinião – constatar que com os feudos partidários ministeriais dos aliados do PT-governo, não surpreendem quando uma reportagem investigativa da chamada “grande imprensa” descobre rapinas, bandos de gatunos, subornos, propinas, enfim, o cenário criminoso que se instalou no PT-governo.

Entre os cinco ministros já afastados sob suspeitas de corrupção, e um sexto balançando sôfrego para não cair, nenhum deles é culpado, de acordo com os próprios. Todos se dizem inocentes e, os mais audaciosos, imitam o ícone da depravação, Lula da Silva, dizendo que “não sabia de nada”.

Neste quadro surrealista, o estranho é constatar que os processos penais inexistem, as ONGs prosseguem fazendo convênios, os feudos ministeriais continuam nas mãos dos partidos e, para uma massa ideologicamente corrompida, não existem corruptos nem corruptores.

Os eternos aproveitadores, carreiristas e oportunistas se infiltram entre militantes (ainda) crédulos, empregando esforços para manter a situação e as condições propícias para a prática das ilegalidades. Foi o que se viu na troca de comando do Ministério do Turismo, a militância ideologicamente corrompida, ovacionou o ministro derrubado por suspeição, economizando aplausos para o que assumiu ainda descomprometido com as maracutaias provadas e comprovadas.

Institucionalmente, os esquemas de propinas e extorsão das ONGs e Ocips conveniadas com órgãos governamentais, não interrompem o processamento das atividades criminosas. Elas subsistem pelo vácuo dos governos incompetentes, aplicando o velho conto do vigário de criar dificuldades para vender facilidades. E confiam na impunidade reinante.

A cidadania consciente viu que uma das maneiras eficazes de combater esse mal seria uma lei que criminosos e contraventores se candidatassem a cargos eletivos ou ocupassem cargos executivos. Assim surgiu a Lei da Ficha Limpa, de iniciativa popular.

Ocorre que como as pedras que rolam na estrada, esta medida saneadora ainda não foi usada na construção de um País livre da corrupção. O exemplo ocorreu ano passado no Supremo Tribunal Federal, quando os ministros-juízes se enredarem em discursos vazios e terminaram adiando o pronunciamento constitucional reconhecendo a Lei.

O relator, ministro Luiz Fux, intercalou, segundo especialistas, algumas brechas que facilitariam a saída elegante dos ficha-sujas, uma das quais só os torna inelegíveis se renunciarem aos mandatos após a instauração do processo de cassação.

Essa apreciação que o STF julga é uma das três ações impetradas sobre o tema, sendo a mais badalada a da OAB, que pede a legalidade de todos os pontos da Lei e que ela seja aplicada já nas eleições municipais deste ano do Senhor de 2012.

Outra ação é mais restrita. A Confederação Nacional das Profissões Liberais pede a inconstitucionalidade de um parágrafo da Lei da Ficha Limpa que torna inelegíveis os excluídos do exercício profissional por decisão do órgão competente que imponha uma infração ético-profissional.

Enfim, a perspectiva dos milhões de eleitores que se mobilizaram para aprovar a Lei da Ficha Limpa é que ela se torne rapidamente um fundamento da nossa Democracia, contra a corrupção e a impunidade. E não queremos que esse instrumento saneador fique restrito ao sistema eleitoral.

A esperança é a abrangência para todas as funções públicas, principalmente para os titulares de ministérios e ocupantes de cargo de confiança do Executivo, das mesas do Congresso e das presidências do tribunais e órgãos judiciários.

Enfim, não bóia no mar da Utopia pretender o controle social da República através da Lei da Ficha Limpa. Se os ministros de Estado, secretários estaduais e municipais, e diretores de empresas estatais, fossem nomeados sob o seu crivo, a maioria dos escândalos seriam evitados.