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Dia dois de fevereiro dia de festa no mar

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Artigo semanal de livre expressão

Atrevida contribuição ao estudo da estratégia política

Miranda Sá (E-mail: mirandasa@uol.com.br) 

 

Não sei explicar como resolvi escrever esta atrevida contribuição à estratégia política. Pode ter sido uma “cosmovisão filosófica” de quê falava do general Meira Matos ou a “ultra-inquisitorial clarividência de todas as neurona acordada” como poetizava Augusto dos Anjos. Sei que tive vontade de levar aos meus selecionados leitores esta idéia.

Já conto com quase 3.000 seguidores que me envaidecem e me orgulham por terem discernimento e cultura; brasileiros teem régua e compasso para medir e aferir as análises que recebem no planeta da Informação.

É, acima de tudo, esta companhia letrada, que me leva a registrar – na tipologia gutemberguiana – como vejo a conjuntura sócio-política do Brasil. E, garanto, faço-o como patriota e amante das liberdades individuais.

Antes mais nada assumo com repugnância a recusa em aceitar a visão simplista da bi-polarização partidária no nosso País. Não sinto, nem vejo o povo brasileiro servil ao esquema dicotômico PSDB – PT; a minha análise é de que nossa realidade política é um caleidoscópio de legendas, tendências e facções configurando interesses variados sejam individuais ou coletivos.

Sigo o velho princípio de que as coisas são como são, e não como queríamos que fossem. E assim, vejo que a repartição do Brasil entre dois partidos é tática comum dos ideólogos petistas e tucanos para convencer a opinião pública dessa fantasia. O que querem é atingir seu objetivo ambilateral, o poder. Simplesmente o poder; nada mais do que o poder.

No campo restrito das conferências, notícias plantadas em jornais e deduções pretensiosas não aparecem discrepâncias… Se diferenças há no passo de ganso do PT e na tímida marcha do PSDB, encontramos somente a divergência em relação à estratégia.

Auto-assumidos sociais-democratas, petistas e tucanos terminam caindo no famigerado populismo. Para alcançá-lo, o PSDB criou uma porção de bolsas-auxílio, penduricalhos esmoladores que o PT aproveitou, unificou, maquiou e dessa maneira abriu um curral eleitoral de novo tipo. Com eleitores do “Bolsa-Família”.

O feudalismo político do PT-governo é que surpreendeu. O partido que propunha mudar o Brasil, adotou a política da surpresa, da terra arrasada, da contra informação, do uso de mercenários, do favoritismo político e, a mais diabólica de todas, a nomeação de suseranos ministeriais, com descarada corrupção em benefício próprio e do grupo político.

O Ministério do PT-governo é um Frankenstein com órgãos aproveitados de Clausewitz, Cesar Bórgia, Stálin, Mussolini e algum DNA de Al Capone. Com isso, os tucanos se assombraram e começaram a improvisar enquanto oposição.

Os acadêmicos do PSDB parecem seguir as lições de Sun Tzu, espelho intelectual da paciência chinesa, que ensinou: “O bom estrategista é aquele que é capaz de derrotar o inimigo sem atacá-lo, de conquistar a cidade inimiga sem destruir seus bens e ocupar um território sem combates sangrentos”.

… E foi assim que os tucanos quiseram fazer oposição. Poupando o adversário, dando-nos como exemplo a campanha de José Serra, derrotado por um poste… Isso não é oposição nem aqui nem na China. A réplica política tem que ser imediata, requerendo uma sincronia de inteligência e agilidade; a contestação deve aproveitar o descontentamento do povo.

Como não faz nenhuma coisa nem outra, o PSDB deve se contentar conseguindo manter o domínioem São Pauloe Minas Gerais, um café com leite no sentido literal. E chistoso.

Os funcionalismo está sem reajustes salariais; os aposentados continuam desprezados, os industriais discordam da política econômica; os estudantes estão insatisfeitos com as suas representações assumidas por pelegos.

A oposição se omite preguiçosamente diante deste quadro. O PT, negligente, compra consciências com o dinheiro do contribuinte. Duas táticas para a social democracia…

Brasileiro gasta com saúde mais que o próprio governo

Despesas das famílias são 29,5% maiores do que as do Estado

Embora o sistema público de saúde seja universalizado no país, o brasileiro gasta 29,5% a mais do que o governo para ter acesso a remédios, consultas, planos de saúde, hospitais e exames. Pesquisa do IBGE mostra, pela primeira vez, que, enquanto o Estado tem um dispêndio de R$ 645,27 por pessoa, o gasto per capita das famílias fica em R$ 835,65. No país, 55,1% das despesas totais do setor são arcadas pelas famílias, contra 43,6% da administração pública. Para o gerente do IBGE Ricardo Moraes, o desequilíbrio entre gastos de famílias e governo “se deve ao fato de a saúde no Brasil ser tão privatizada”. Especialistas dizem ainda que o quadro se agravou nos últimos oito anos, com o aumento da renda e o envelhecimento da população. “De um lado, temos a carência de serviço público de qualidade que empurra as pessoas para o privado e, de outro, milhões ascenderam socialmente e contrataram planos de saúde”, diz o economista Antonio Lacerda, da PUC-SP. (O Globo)

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Chamadas de 1ª página_19.jan.12

O GLOBO – Brasileiro gasta com saúde mais que o próprio governo

FOLHA DE SP – Haddad acha aliança com Kassab improvável

ESTADÃO – Serra avisa aliados que não disputará Prefeitura

C. BRAZILIENSE – Cidadão gasta mais com saúde do que o governo

VALOR ECONÔMICO – Oposição terceiriza seu projeto de poder

ESTADO DE MINAS – Brasileiros gastam mais com saúde do que o governo

JORNAL DO COMMERCIO – Plano antigo de idosos sobe até 80%

ZERO HORA – Porto Alegre será sede de projeto piloto anticrack

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João Gilberto e Caetano Veloso – Acontece que eu sou baiano

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Naufrágio do navio Costa Concordia

Diálogos expõem descaso de comandante

Mais cinco corpos foram retirados ontem do navio Costa Concordia, que encalhou no litoral da Itália, elevando para 11 o número de mortos. A situação do comandante Francesco Schettino, que está preso, complicou-se após a divulgação do áudio de telefonemas entre ele e o capitão Gregorio de Falco, da Guarda Costeira. De Falco ordena várias vezes que Schettino, um dos primeiros a deixar o navio, volte à embarcação. (Estadão)

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Dilma gasta R$ 13,7 bi sem licitação em seu 1º ano

Compras que dispensaram concorrência cresceram 8% em 2011, representando 47,84% do total

As compras e contratações do governo federal sem licitação cresceram 8% no ano passado, o primeiro do mandato de Dilma Rousseff, atingindo R$ 13,7 bilhões. Nos dez primeiros meses da gestão de Dilma, esse modelo de contrato atingiu 47,84% do total, a maior fatia desde 2006, contra 45,25% no último ano da presidência de Lula. Os dados do Ministério do Planejamento mostram que alguns ministérios usam licitação ainda menos do que outros. A Cultura, por exemplo, aumentou em 83% a dispensa e a inexigibilidade de licitação no ano passado. As pastas de Minas e Energia (63%), Trabalho (58%) e Desenvolvimento (45%) também apresentaram forte aumento. A dispensa e a inexigibilidade de licitação estão previstas na Lei de Licitações, de 1993. (Estadão)

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Estados terão de investir mais R$ 3 bi em Saúde

Lei prevê cumprimento imediato, mas alguns governos podem ter problemas

Com a regulamentação da Emenda 29, os estados deverão fazer um investimento adicional de até R$ 3 bilhões para atingir o piso de 12% de suas receitas em Saúde, estimam especialistas. Mas pelo menos o Rio Grande do Sul, que em 2011 investiu 6,5% em Saúde admitiu que não conseguirá atingir este ano o percentual mínimo. Um dos trechos vetados pela presidente Dilma Rousseff, ao sancionar a lei anteontem, estipulava prazo de quatro anos para que os governadores se adequassem à lei. Agora, o cumprimento deve ser imediato. A regulamentação criou regras claras sobre o que pode ser considerado gasto em Saúde, acabando com a maquiagem na prestação de contas que alguns estados faziam, incluindo, por exemplo, despesas com aposentadorias e pensões. O governador Sérgio Cabral disse que não terá problemas para cumprir a lei. (O Globo)

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Chamadas de 1ª página_18.jan.11

O GLOBO – Estados terão de investir mais R$ 3 bi em Saúde

FOLHA DE SP – Justiça determina acesso de alunos à redação do Enem

ESTADÃO – Dilma gasta R$ 13,7 bi sem licitação em seu 1º ano

C. BRAZILIENSE – Partidos reforçam o caixa para gastança

VALOR ECONÔMICO – Dilma discute com Temer ‘ajuste’ no ministério

ESTADO DE MINAS – Juiz decide pelo acesso dos feras à correção do Enem

JORNAL DO COMMERCIO – Justiça dá acesso a todas as redações do Enem

ZERO HORA – Despesas sem licitação aumentaram com Dilma

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A vizinha do lado – Dorival Caymmi e Chico Buarque

http://youtu.be/X6yqD1NQnBk

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