Notícias
Chamadas de 1ª página_9.abr.12
O GLOBO – Quatro em dez jovens infratores reincidem
FOLHA DE SP – Falta juiz da infância em São Paulo, afirma CNJ
ESTADÃO – Um em três ministros recebe auxílio-moradia
C. BRAZILIENSE – Até secretário de Sgurança sente falta de PMs
VALOR ECONÔMICO – Criação do bloco PR-PTB é resposta de Renan ao Planalto
ESTADO DE MINAS – Congresso ignora 1.414 vetos do governo
JORNAL DO COMMERCIO – Suspeitas e intervenção branca na gestão do DF
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Affonso Romano de Sant´Anna
Limites do Amor
Condenado estou a te amar
nos meus limites
até que exausta e mais querendo
um amor total, livre das cercas,
te despeça de mim, sofrida,
na direção de outro amor
que pensas ser total e total será
nos seus limites da vida.
O amor não se mede
pela liberdade de se expor nas praças
e bares, em empecilho.
É claro que isto é bom e, às vezes,
sublime.
Mas se ama também de outra forma, incerta,
e este o mistério:
– ilimitado o amor às vezes se limita,
proibido é que o amor às vezes se liberta.
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Artigo de fim de semana
Brasil Sindicatão: a República dos Pelegos
MIRANDA SÁ, jornalista (mirandasa@uol.com.br)
Está em várias cabeças, como numa rede telepática, o repúdio às falsas representações sindicais que contrariam a concepção original dos sindicatos de trabalhadores. Ou seja, já não é a ocupação profissional que necessita de um sindicato representativo, mas são espertalhões ou grupos de aproveitadores que criam sindicatos de fachada para obter vantagens pecuniárias ou políticas.
Do noticiário jornalístico, recolhemos a informação de que durante a gestão Lupi no Ministério do Trabalho foi registrado um sindicato por dia, máquinas caça-níqueis desempenhando falsamente o papel de representação classista.
Essa fragmentação – atomização, seria melhor dito – da delegação corporativa enfraqueceu o movimento sindical e, o que é pior, levou à degenerescência o sindicalismo como forma de organização social.
Não é preciso dizer que isto é fruto de um desvio político que foi combatido pelos sindicalistas autênticos durante muitos anos. É a intervenção fascista do Governo, imprimindo a dependência política e financeira dos sindicatos através de um imposto sindical, a contribuição dos trabalhadores de um dia de salário.
Esse imposto gera a fortuna de mais de R$ 2,5 bilhões em 2010 distribuída entre as centrais sindicais e mais de 14 mil entidades. O Brasil tem atualmente sindicatos de variadas e divergentes categorias, e até de categorias inexistentes, sem prestar qualquer assistência aos afiliados, exceto a simulação anual de reivindicações por melhores salários e condições de trabalho.
Dá tristeza reconhecer que a liberdade sindical garantida pela Constituição como direito dos trabalhadores, tenha extinguido o ideal e a luta de milhares de heróis anônimos, que desde o século 19, até a ascensão de Sua Majestade Metalúrgica, lutaram contra o egoísmo e a ganância patronal de capitalistas selvagens.
Se os anarco-sindicalistas, comunistas e socialistas do século passado voltassem à vida, abominariam as estruturas fantasmagóricas das caricatas instituições atuais, que só aparecem nas chamadas datas-base salariais ou em greves político-partidárias.
Os ecos do passado ressoariam contestando a corporação fascista de empregados e empresários, e odiariam a enganosa existência de associações sindicais de servidores do estado e do governo, e até de aposentados!
A astúcia de alguns, que alimentam esta situação, investe contra a sociedade. Por que fingem reivindicar ilusoriamente e intuir greves contra o povo que lhes paga para defendê-lo. Isto ocorre com professores, médicos, pessoal da Educação e Saúde, condutores de transportes coletivos e até de juízes e promotores; enfim, toda a sequência de carreiras da administração pública.
Defendemos a tese de que todo o trabalho deve ser remunerado de acordo com o seu valor social. Se os poderes político e econômico negam os salários, vencimentos e subsídios justos devem ser combatidos como anti-sociais. Então, a busca da justiça pelo valor do trabalho proletário exige uma ação direta contra os detentores do poder.
Infelizmente, o pensamento socialista é deturpado neste Brasil Sindicatão – a República dos Pelegos como nunca, em tempo algum da nossa História. Esta situação leva o sindicalismo a se transformar em empresa de rendimentos e resultados, sem favorecer os trabalhadores e muito menos a população. Apenas oferece vantagens em dinheiro e benefícios políticos a falsos líderes.
Minha intuição kantiana (anschaulich) me encaminha a desejar que este festim licencioso com as verbas públicas deva ter urgentemente um fim. Ou acabamos com o famigerado imposto sindical ou reconheceremos um regime burocrático-policial como aqueles que foram enterrados com os cadáveres de Hitler, Mussolini e Stálin…
Interesse por 7.193 vagas oferecidas pelo governo foi de apenas 20%
Prefeituras no interior do país e nas periferias de grandes cidades não estão conseguindo, mesmo oferecendo em alguns casos salários vantajosos, atrair médicos para atender a sua população. Para amenizar o problema, o governo federal lançou o Programa de Valorização Profissional da Atenção Básica, que incentiva a ida de recém-formados a cidades que pediram ajuda ao Ministério da Saúde. No entanto, só 1.460 médicos demonstraram interesse nas 7.193 vagas, e apenas 460 já começaram a trabalhar. O ministério identificou também que 2.130 cidades, ou 38% do total, apresentam dificuldade para manter ou expandir o Programa de Saúde da Família. (O Globo)
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Um terço dos ministros ganha salários acima do teto
Titulares das pastas ampliam rendimentos com participação em conselhos de estatais e empresas públicas
Levantamento feito nos 38 ministérios aponta que um terço dos ministros do atual governo tem salários superiores ao teto de R$ 26.723,15, informa a repórter Eugênia Lopes. Treze ministros ganham jetons por participação em conselhos de empresas. Celso Amorim (Defesa) recebe R$ 46,1 mil mensais brutos, acumulando salário e pró-labore de R$ 19,4 mil pagos pela Itaipu Binacional. Conselheiros da Petrobras e da BR Distribuidora, Guido Mantega (Fazenda) e Míriam Belchior (Planejamento) têm renda bruta de R$ 41,5 mil. (Estadão)
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Chamadas de 1ª página_8.abr.12
O GLOBO – Líder do governo tem a mulher como suplente
FOLHA DE SP – Enteada de ministro do STF deixa gabinete de senador
ESTADÃO – Um terço dos ministros ganha salários acima do teto
C. BRAZILIENSE – Militares espionaram a UnB após a ditadura
ESTADO DE MINAS – Militares espionaram a UnB após a ditadura
JORNAL DO COMMERCIO – Vítimas da doença do ‘governismo’
ZERO HORA – Ameaças obrigam juíza gaúcha a pedir proteção
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Bocage
SONETO NAPOLEÔNICO
Tendo o terrivel Bonaparte à vista,
Novo Hannibal, que esfalfa a voz da Fama,
“Ó cappados heroes!” (aos seus exclama
Purpureo fanfarrão, papal sacrista):
“O progresso estorvae da atroz conquista
Que da philosophia o mal derrama?…”
Disse, e em fervido tom sauda, e chama, [férvido]
Sanctos surdos, varões por sacra lista:
Delles em vão rogando um pio arrojo,
Convulso o corpo, as faces amarellas,
Cede triste victoria, que faz nojo!
O rapido francez vae-lhe às cannellas;
Dá, fere, macta: ficam-lhe em despojo
Reliquias, bullas, merdas, bagatellas.(1)
(1) Este soneto foi escripto na occasião em que o exercito francez
commandado por Bonaparte invadira os estados ecclesiasticos (1797),
chegando quasi às portas de Roma, e ameaçando o solo pontificio. O verso
nono: “Dellas em vão rogando um pio arrojo,” envolve uma especie de
equivoco, ou como hoje se diria um calemburgo [ou trocadilho]; porque
Pio VI era o papa, que então presidia na “universal egreja de Deus”. O
penultimo verso lê-se em algumas copias do modo seguinte: “Zumba,
catumba; ficam-lhe em despojo”. [nota da fonte]
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Chamadas de 1ª página_7.abr.12
O GLOBO – Deputado conversou 70 vezes com Cachoeira
FOLHA DE SP – TCU aponta mais irregularidades na Pesca
ESTADÃO – Cachoeira tinha apoio de policiais
C. BRAZILIENSE – Agonia de Chávez
ESTADO DE MINAS – O PAC do prejuízo
JORNAL DO COMMERCIO – Pacote de crédito pode afetar bancos
ZERO HORA – Cachoeira contava com apoio de rede de policiais
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Adélia Prado
Tempo
A mim que desde a infância venho vindo
como se o meu destino
fosse o exato destino de uma estrela
apelam incríveis coisas:
pintar as unhas, descobrir a nuca,
piscar os olhos, beber.
Tomo o nome de Deus num vão.
Descobri que a seu tempo
vão me chorar e esquecer.
Vinte anos mais vinte é o que tenho,
mulher ocidental que se fosse homem
amaria chamar-se Eliud Jonathan.
Neste exato momento do dia vinte de julho
de mil novecentos e setenta e seis,
o céu é bruma, está frio, estou feia,
acabo de receber um beijo pelo correio.
Quarenta anos: não quero faca nem queijo. Quero a fome.
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Dilma cede e negocia dívida de Estados em troca de apoio
Planalto atende governadores e muda índice de correção para ter projetos fiscais aprovados no Congresso
Em troca de apoio para aprovação no Congresso de projetos de seu interesse, o Palácio do Planalto cedeu às reivindicações dos governadores e mudou o índice de correção das dívidas com a União, o que representará alívio aos cofres estaduais. Os governadores vão mobilizar suas bancadas para por fim à “guerra dos portos” – incentivos fiscais concedidos por alguns Estados, como Santa Catarina e Espírito Santo, a produtos importados – e para aprovar a Proposta de Emenda Constitucional (PEC) que altera a cobrança do ICMS no comércio eletrônico. Com o acordo, o Senado começará a votar a proposta já na próxima terça-feira, em reunião antecipada da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ). Na quarta-feira pela manhã, será a vez de a Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) tratar do tema. A expectativa é de que, no mesmo dia, o plenário do Senado possa votar a matéria em caráter definitivo. (Estadão)
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