Artigo
PT fascista?
MIRANDA SÁ (E-mail: mirandasa@uol.com.br )
O fascismo chegou ao Brasil espelhando o fascismo italiano que surgiu como dissidência e reação ao movimento comunista internacional. Aqui, nasceu pelo acasalamento de anarco-sindicalistas e associações que reuniam artesãos e operários católicos organizados por inspiração da encíclica Rerum Novarum, do papa Leão 13.
Teve as suas primeiras atividades na década de 1920, manifestando-se em núcleos como a Ação Imperial Patrianovista Brasileira, Ação Social Brasileira, Legião Cruzeiro do Sul, Legião Cearense do Trabalho e Legião 3 de Outubro; e, chegando depois, o Partido Fascista Brasileiro e o Partido Nacional Sindicalista.
Essas estruturas políticas se unificaram e se projetaram graças à oratória convincente e culta do jornalista e escritor Plínio Salgado. Plínio participara da Semana de Arte Moderna e foi um dos fundadores do Movimento Verde-Amarelo, ao lado de notáveis intelectuais como Cândido Mota Filho, Cassiano Ricardo e Menotti del Picchia.
Conquistou a liderança do Movimento e fundou a Sociedade de Estudos Políticos (SEP), de caráter nitidamente nacionalista, antiliberal e anti-semita, cujo lema era “Deus, Pátria e Família”. A SEP gerou a Ação Integralista Brasileira, partido político de âmbito federal.
A ideologia fascista conquistou a hegemonia na AIB após a vitória de Mussolini na Itália e se fortaleceu com a subida de Hitler ao poder, na Alemanha. O crescimento dos integralistas levou Plínio Salgado a ser candidato a presidente nas eleições convocadas por Getúlio Vargas para 1937.
No ano que seria das eleições, Getúlio Vargas deu o célebre golpe de Estado com apoio da AIB, por orientação recebida de Mussolini. Getúlio, com apoio do Exército e assentado nas oligarquias estaduais, implantou a ditadura e fechou a AIB, como fizera antes com a Aliança Nacional Libertadora, de esquerda. Plínio Salgado se exilou em Portugal.
O fascismo, porém, não morreu. É uma falsa ideologia sempre presente entre intelectuais marginalizados, pelegos sindicais e a camada social carente de consciência política. Ressuscitou no Brasil agregando um feixe heterogêneo de dissidentes do partido comunista, padres esquerdistas, intelectuais obreiristas, pelegos, stalinistas, trotskistas e os carreiristas de sempre.
Assim nasceu o Partido dos Trabalhadores, com as mesmas características do nacional socialismo, à imagem e semelhança dos “fascios” de Mussolini. Quais comparações? Pela origem na sua formação social, o centralismo organizativo e, sobretudo, uma liderança carismática.
Começa “por não ter uma formação democrática, estruturando-se à base do personalismo”, como escreveu o professor Alberto Aggio, da UNESP; tal como o Partido Nacional Fascista, na Itália, o Partido Nacional Socialista dos Trabalhadores Alemães, a Falange Espanhola Tradicionalista e a União Nacional em Portugal. Mussolini, Hitler, Franco e Salazar tinham suas personalidades cultuadas como a alma dos seus partidos. No Brasil, uma professora da USP, disse certa vez que “quando Lula fala, uma luz se acende”, incentivando o culto à personalidade do chefe do Partido dos Trabalhadores.
Da mesma forma, cultuados foram e são, os “companheiros” do stalinismo. Fidel, em Cuba, Mao Tse-Tung, na China, Kim Jong Un, na Coréia do Norte, Pol Pot, da Cambodja, e o czar de todos os czares, Stálin, da antiga URSS.
Tudo o que os partidos fascistas e seus chefes fizeram, como se assiste aqui, tiveram uma capa de legalidade e se apoiavam em massiva propaganda junto aos seus povos…
Assim foi o PT, chegando ao poder por um estelionato eleitoral – quase um golpe. Assumindo, confundiu o partido e o Estado, cooptou os sindicatos e movimentos populares e acolheu no aparelho governamental a massa desprovida de consciência política e de classe, suscetível de servir aos seus interesses.
Governando o Brasil há onze anos, o PT, que se propunha ser um partido de novo tipo como dissidência e concorrente do Partido Comunista, propôs-se a derrubar os políticos oligarcas, o coronelato regional e a corrupção instituída por eles; mas aliou-se com os fantasmas do passado e se tornou um partido a serviço dos bancos e das empreiteiras, de onde tira apoio e arrecada dinheiro. Típico dos regimes fascistas.
Para se assumir fascista, o PT envenena ideologicamente sua militância com falsas promessas, e assume o projeto hegemônico de tornar-se um partido único no Brasil: submete o Legislativo, infiltra-se no Judiciário e nas Forças Armadas, desarma o povo e aparelha o Estado com seus partidários. Nesta clara marcha para o fascismo, tenta controlar os meios de comunicação.
O Brasil está às vésperas de barrar esta escalada através do voto, derrotando o Partido dos Trabalhadores e seu chefe supremo. Eles serão julgados nas eleições de outubro. Cabe ao povo brasileiro derrotá-los. E seja o que Deus quiser!
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Os fantasmas
MIRANDA SÁ ( E-mail-mirandasa@uol.com.br )
O lulo-petismo está apavorado ante a perspectiva de perder a eleição de outubro. Com a derrota, sabem que perderão as boquinhas, os privilégios e as facilidades que o PT-governo oferece a corruptos e corruptores.
Com as viseiras do continuísmo, não viram e pouco se incomodaram em assistir e de se comover com o assassinato da fada ESPERANÇA e sua substituição pelo fantasma do MEDO na propaganda do partido, claramente assessorada pelo diabo que Dilma evoca para ajudá-la na reeleição.
Os matutos da minha terra dizem que “o medo é uma moita” quando se caminha no escuro… Na TV, o PT balançou a moita do governo da escuridão para assustar os incautos, dizendo que “o Brasil não quer voltar atrás” e não pode deixar que “fantasmas do passado voltem”…
A Rainha das obras inacabadas perde intenções de voto porque perdeu o senso do ridículo; sua agenda de inaugurações, esgotando a entrega de ambulâncias, tratores e carrinhos-de-mão, leva-a a estádios ainda com bate-estacas e andaimes suspensos, e depois essa esquizofrenia visará os “puxadinhos” improvisados nos aeroportos prometidos.
Recentemente, esteve num canteiro de entulhos da transposição do Rio São Francisco, restos do que seria uma “obra” prometida para inaugurar em 2012, mas que dobrou em tempo e nas vultosas verbas que financiam as eleições do seu partido. Na Bahia, com um discurso esquizotípico, alegou que a Transposição é um empreendimento feito pelo PT-governo.
Neste vazio visionário, materializou-se na cabeça da candidata petista o perispírito do MEDO. Seu marqueteiro sentiu que precisaria usar este fantasma para intimidar o eleitorado; um método fascista de propaganda, usado por Mussolini contra o “perigo do capitalismo” e por Hitler alertando para a ameaça de domínio judaico-maçônica sobre a “raça ariana”.
O fantasmagórico clipe da propaganda petista chegou ao exagero de parodiar o “aprés moi, le delúge” de Luiz XV… Com leviano cinismo, o PT diz aos brasileiros que depois deles será o caos…
Ora, o caos é o que temos hoje. Não bastassem os renovados escândalos de corrupção, o triste declínio da Petrobras, o aparelhamento inconseqüente da administração pública e a marcha a passo de ganso para o totalitarismo, descobriu-se que o fundo partidário foi usado pelo PT para pagar os advogados de José Genoino e Rosemary Noronha! E talvez tenha engordado a vaquinha para pagar as multas dos mensaleiros.
Ao ver os ocupantes do poder substituírem a Constituição pelo Livro dos Médiuns, na evocação do Fantasma do Medo, fomos a Charles Dickens e seu magistral “Conto de Natal”, a história de Ebenezer Scrooge, um personagem avarento, com o coração de pedra, indiferente ao humanismo das festas natalinas.
Scrooge recebeu três fantasmas, do passado, do presente e do futuro. Todos o assustaram com o destino que lhe era reservado se mantivesse o comportamento sovina e indigno. Um recordou a infância, outro a visão da noite de Natal e o terceiro, do futuro, a cena de sua própria morte, humilhante e solitária.
No Brasil, conhecemos o Fantasma do Passado. Veio na ditadura, que nos seus erros e acertos subtraiu a liberdade de imprensa e de expressão; e mais tarde veio também trazendo o Plano Real e, de contrabando, o perverso instituto da reeleição.
O Fantasma do Presente exibe o que temos aí: A propagação do vírus da pelegagem e as mutações políticas que deturparam a ética e depravaram a Democracia e a República pela decomposição dos costumes, da família e da decência no trato da coisa pública.
O Fantasma do Presente, com o lulo-petismo no poder, abre o espaço para desenvolver em contágio o vício, o suborno, a mentira e, sobretudo a maquiagem dos indicadores econômicos e sociais. Fez até aparecer cartilhas para deturpar o idioma e censurar ícones da literatura brasileira como Monteiro Lobato e Machado de Assis, que recentemente teve a deturpação do seu livro “O Alienista” sob o argumento de levá-lo aos analfabetos.
Estamos à espera do Fantasma do Futuro, com a vinda anunciada para as eleições de outubro. Esperamos que traga consigo o deleite de assistirmos o exorcismo corpo eleitoral, extirpando o diabo que assessora Dilma e o PT, e os levem para o inferno!
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Dá-lhe Ultraje ao Rigor!!
Roger interrompe show do Ultraje para reagir a José de Abreu: “Quem está me pagando é o povo, através de um órgão do governo que não pertence a um partido político” O vocalista Roger interrompeu o show de sábado do Ultraje a Rigor no Festival CCBB de Música Urbana, no Vale do Anhangabaú, em São Paulo, para reagir a militantes virtuais do PT como o ator José de Abreu, que havia questionado sua integridade no Twitter por “meter pau no governo federal”, mas aceitar patrocínio para se apresentar no evento.
Hoje fui atacado no Twitter pela militância virtual do PT, os chamados MAVs.
Gente paga para militar. Gente que, na impossibilidade ou incapacidade de defender suas ideias, ataca a pessoa.
Gente baixa, gente escrota, como o ator global José de Abreu, o dublê de jornalista Pedro Alexandre Sanches e gente tão covarde e insegura de suas convicções que se esconde atrás de pseudônimos, como é o caso de Stanley Burburin.
Fui atacado porque segundo a lógica distorcida desses cretinos, eu estaria aceitando dinheiro de um governo que não apoio para tocar hoje aqui, e que isso não seria coerente.
Pois bem, quem está me pagando hoje não é um partido que se considera dono do Brasil. Um governo honesto deve apenas administrar o dinheiro que recolhe do povo e devolvê-lo ao povo em forma de serviços, de acordo com a necessidade desse mesmo povo.
Não vou agora discutir se isso está sendo feito ou não, mas o fato é que estou sendo contratado para exercer meu ofício, nesse caso, trazer cultura e diversão para o povo.
Quem está me pagando é o povo, do qual eu faço parte, através de um órgão do governo que, repito e enfatizo, não pertence a um partido político, ao contrário do que querem acreditar esses canalhas que me perseguem por eu exercer meu direito de pensar e me expressar livremente.
E eu estou com o saco cheio dessa violência indiscriminada, dessa luta de classes cruel e ignorante que vem sendo incentivada de uns tempos pra cá.
Somos todos brasileiros. É esse tipo de miséria que eu gostaria que acabasse no Brasil: a miséria cultural, a pobreza de espírito, a falta de educação de qualidade. Tenho certeza que, bem educados, ninguém precisaria de esmolas do governo, assim como eu nunca precisei.
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Dois e dois são cinco…
MIRANDA SÁ (E-mail: mirandasa@uol.com.br )
O julgamento da Ação Penal 470 pelo Supremo Tribunal Federal é um marco histórico não somente para a Justiça, mas para a satisfação dos brasileiros que lutam contra a impunidade. Foi batizada como “Mensalão”, termo usado pelo então deputado Roberto Jefferson, quando denunciou a mensalidade paga a deputados para apoiarem o Governo Lula. A designação se popularizou e dicionarizou.
No início, a acusação levou o Presidente, acossado, referir-se ao Mensalão em reunião ministerial no dia 12 de agosto de 2005. Disse que se sentia ” traído por práticas inaceitáveis”. E fez autocrítica: “Não tenho nenhuma vergonha de dizer que nós temos de pedir desculpas. O PT tem de pedir desculpas. O governo, onde errou, precisa pedir desculpas”. E demitiu da Casa Civil um dos réus, José Dirceu, substituindo-o por Dilma Roussef.
Lula deletou tudo o que falou anteriormente. Recentemente, voltou a falar do Mensalão numa TV portuguesa vomitando insânias contra o julgamento da Ação Penal 470. Disse que a condenação dos ‘companheiros’ foi uma decisão 80% política e 20% jurídica. Felizmente, a Nação conhece o seu cinismo e a total ignorância do Direito Positivo…
Mas a calúnia mobilizou seus seguidores fanáticos, a burocracia partidária e os aparelhados no governo, para recrudescer a campanha contra Barbosa; virulência vista até em notas oficiais do PT, com uma linguagem boçal contra a Justiça.
O alvo é intransferível: Joaquim Barbosa, um juiz íntegro, que estudou, trabalhou, destacou-se no Brasil e no Exterior, e ingressou na Corte Suprema e a preside pelos próprios méritos, obedecendo ao espírito da Lei.
Lula e seus parceiros omitem a participação dos procuradores gerais da República, Antonio Fernando de Souza, que fez a denúncia oficial ao Supremo, e Roberto Gurgel, que apresentou a peça acusatória. Também não manifestam que foi a maioria dos ministros do STF que condenou os mensaleiros.
Persuadidos pelo Chefe, os bonzos da militância para-fascista se soltaram. Dois, até onde eu saiba, ameaçaram de morte Joaquim Barbosa pela Rede Social: Sérvolo de Oliveira, secretário de organização do PT em Natal e membro da comissão de ética; e Antonio Granado, destacado membro do partido em Santa Bárbara do Oeste, São Paulo.
Em conversação pelo Twitter com um jornalista do Rio Grande do Norte, obtive um argumento dele dizendo que “não podemos incriminar todos os petistas porque um supostamente fez merda” (sic).
O tema dos dois militantes petistas que puseram em risco a vida do presidente do Supremo Tribunal Federal e as explicações do conjunto da militância petista me levou a uma canção de Roberto Carlos, apaixonada e subjetivamente filosófica, “Dois e Dois”.
Cantou com elegância de estilo o Rei, e mais tarde tivemos uma virtuosa interpretação de Caetano Veloso: “Tudo vai mal, tudo/ Tudo é igual quando eu canto e sou mudo/ Mas eu não minto, não minto/ Estou longe e perto/ Sinto alegrias, tristezas e brinco…/ Meu amor, tudo em volta está deserto, tudo certo/ Tudo certo como dois e dois são cinco.”
Para o meu correspondente, está tudo certo, não se podem julgar dois por cinco… Conheci alguns petistas; eram militantes idealistas das bases, mas sofreram uma lavagem cerebral e obedecem disciplinada e religiosamente as ordens “de cima”, contribuindo para a marcha totalitária do fascismo vermelho.
Os fanáticos são cegos. Crêem nas promessas dos dirigentes como milagrosas; não estão vacinados como nós contra a demagogia narco-populista. Bom número dos meus conhecidos já saiu do partido; entre eles, um fundador da sigla, que queria uma mudança qualitativa no Brasil, e se desencantou. Disse-me que “o PT exalta o socialismo como sua própria filosofia, mas também o sufoca, o corrompe e o degrada.”
Os (muitos) dissidentes petistas recuperaram a sanidade mental, repudiando os caranguejos da utopia, descerebrados, que andam para traz com a carga tributária mais alta do mundo, promovem a volta da inflação e administram o governo de modo a favorecer a corrupção endêmica e epidêmica.
Para estes que se libertaram da hipnose stalinista, insubordinando-se contra a disciplina desvairada que só favorece a hierarquia do PT, fica válida a realidade lírica de Roberto Carlos: “Tudo certo como dois e dois são cinco”.
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O último baile
MIRANDA SÁ (E-mail: mirandasa@uol.com.br )
Todo sistema político em decadência, por ironia do destino (e, parece, um estratagema da História) ensurdece e cega os ocupantes do poder. Na aproximação do fim, não se dão conta disso e fazem festa…
Assim ocorreu quando o império romano decaiu: Seus banquetes são descritos em vários depoimentos: conjuntos musicais com liras, tambores egípcios ou castanholas orientais, animavam os convivas; e à mesa servia-se iguarias, línguas de passarinho. E depois, todos se acomodavam nos ‘tricliniuns’, para assistir a exibição dos balés exóticos e eróticos, dando início às orgias.
Na corte francesa do tempo de Luis XVI, às vésperas da queda da Bastilha, os divertimentos eram diários. Sua mulher, a rainha Maria Antonieta, amava os bailes de máscara, onde participavam convidadas plebéias, favoritas da nobreza.
Este ambiente festivo era tão alienado que quando uma multidão invadiu as Tulherias –jardins do Palácio de Versalhes – Antonieta perguntou o que a multidão queria; responderam-lhe que pediam pão. Ela, no seu alheamento, disse que se faltavam pães, porque não lhe davam brioches…
Tais circunstâncias ocorreram no Brasil, nos fins da monarquia. O Rio de Janeiro assistia a agitação carnavalesca da nobreza. Os salões da Ilha Fiscal eram cenário de luxo e ostentação. Uma das reuniões dançantes, em outubro de 1889, realizou-se em homenagem a oficiais da marinha chilena, cuja capitânia estava ancorada na Baía da Guanabara. Calcula-se em mais de 4.000 convidados e se gastou cerca de 250 contos de réis.
Enquanto os convidados chegavam, oficiais republicanos do Exército e da Marinha reuniam-se no Clube Militar, conspiravam para a derrubada do Império, o que aconteceu, um mês depois, em 15 de novembro, com a proclamação da República.
O desmoronamento do PT-governo começa com a irresponsável demagogia populista da presidente Dilma no dia 1º de maio, onerando os cofres públicos em mais de R$8 bilhões na ânsia de se reeleger.
No seu pronunciamento em cadeia nacional de rádio e televisão, apresentou um País das Maravilhas, prometendo melhorar ainda mais. Mas omitiu o banquete da corrupção, cujo prato principal é o caso da Refinaria de Pasadena, no mínimo, um dos piores negócios feitos pela estatal e suspeitosamente, uma roubalheira extravagante. O Brasil, com isto, teve um prejuízo de US$1 bilhão.
No banquete lulo-petista, serviu-se como canapés as propinas pagas pela holandesa SBM Offshore a altos funcionários da Petrobras que teriam recebidos mais ou menos US$ 139 milhões, para ‘facilidades’.
Ainda como petisco, o ajantarado da patota governista degustou o caso da Sociedade Geminio, uma associação dolosa entre a Petrobras, imposto aos cotistas da empresa com ajuda de poderoso tráfico de influência de cima para baixo.
O imprevisto hors d’oeuvre, a compra da Refinaria de Nansei Sekiyu em Okinawa, Japão, com 87,5% das ações compradas pela Petrobras em 2008 por pouco mais de US$ 50 milhões, e os restantes 12,5% adquiridos dois anos depois com claro dano para a estatal. E, na mistura, a venda de metade das ações da Petrobras Argentina, a Pesa, uma suspeitíssima e prejudicial transação fechada com um amigo da presidente Cristina Kirchner.
A sobremesa fornecida, é uma doçura para os que não mais suporta os desmandos do PT-governo: Investigações do Tribunal de Contas da União, da Polícia Federal e do Ministério Público, que encerrará o festival de corrupção que assola o País.
Assim, como no fim do império romano e do reinado dos luíses na França, o povo brasileiro assiste, com Pasadena e seus acepipes corruptos, o último baile do PT-governo. Para apressar o fim, exigimos a imediata investigação da CPI da Petrobras.
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O Julgamento
MIRANDA SÁ (E-mail: mirandasa@uol.com.br)
Nos livros sobre os grandes julgamentos sempre encontramos casos das testemunhas avocadas, ou não comparecerem ou declararem nada saber sobre o réu. Desde Roma antiga, temos o julgamento de Catilina movido por Cicero, grande orador, de inteligência privilegiada e muita erudição.
Cicero usou os dons para condenar Catilina acusando-o de conspiração contra a República, desonestidade e liderança “de uma horda de falidos morais e fanáticos desonestos”. Concluía os discursos com a famosa frase “Até quando abusarás da nossa paciência, Catilina?”.
Quando os senadores se reuniram para o julgamento, Cícero fez a denúncia; mas quando lhe foi pedido que apresentasse testemunhas; alegou que não as tinha e entregou uma maçaroca de supostas provas…
Na modernidade houve um processo na França que teve repercussão mundial, tendo como réu Alfred Dreyfus, capitão do exército francês de origem judaica. Acusado de traição com testemunhos falsos, foi defendido pelo escritor francês Emile Zola em artigos resumidos no livro “Eu acuso”. Dreyfus foi condenado, mas depois anistiado e reabilitado.
Após a derrota do nazismo na Segunda Guerra Mundial, o Tribunal de Nuremberg julgou os hitleristas sobreviventes. Tiveram uma defesa sob pressão jamais vista. Um dos criminosos de guerra, Rudolf Hess, dispensou advogado, afirmando não confiar nele e nem nos depoimentos apresentados. Disse: “Sinto-me perfeitamente bem só”.
No Brasil, temos nos arquivos os Autos da Devassa da Inconfidência Mineira. A condenação de Tiradentes à forca, num julgamento em que o delator, Joaquim Silvério dos Reis, traidor da conjuração mineira, só tinha contra Tiradentes a acusação de “costumadas práticas de convidar gente para o seu partido”, sem comprovar a denúncia.
Agora, reina na atualidade a fraude dos pelegos defendendo-se das maracutaias: “Eu não sabia de nada!”. É uma tática de falsa inocência dos profissionais do oportunismo e da corrupção, para todos os escorregos, malfeitos, crimes, fatos antijurídicos e culpáveis.
Encontramos tal defesa, nos casos de roubo no Ministério da Saúde pelos sanguessugas, na corrupção nos Correios, nas falsificações dos aloprados, nos furtos no Dnit, na associação com doleiros e contraventores, nos altos prejuízos na Petrobras e fundos de pensão, e na compra de apoio parlamentar pelo famoso Mensalão.
O Mensalão teve um julgamento exemplar dos corruptos que atentaram contra as instituições republicanas e a Democracia; foram 37 réus, com 25 condenados e 12 absolvidos.
Os efeitos jurídicos da Ação Penal 470 – nome oficial do Mensalão – receberam o aplauso nacional. Voltou à pauta em abril na odienta declaração de Lula da Silva dizendo que o julgamento foi “80% político e 20% jurídico”. O costumeiro cinismo do chefe do Partido dos Trabalhadores, não apaga suas declarações anteriores de que se sentiu traído, e que demitiu da Casa Civil o coordenador da maracutaia, José Dirceu.
Esta intervenção do pelego da Volkswagen e, de acordo com o livro de Tuma Jr., informante da ditadura militar, sob codinome de “Barba”, não é digna de crédito.
A habilidade do Pelego em enganar restringiu-se apenas aos oportunistas, carreiristas e corruptos usufrutuários do poder, e à seita em que o PT se transformou.
A Ação Penal 470 rastejou desde 2007. No início, a direção do PT subestimou o processo, crendo que não entraria em pauta do Supremo Tribunal Federal, e que as prováveis penas iriam prescrever. Um ministro ligado a Lula procrastinou ao máximo o exame da matéria, até que o presidente do STF, Ayres Brito, soltou a peça para exame do relator, Joaquim Barbosa.
Quando Barbosa apresentou a denúncia, enfrentou uma carreira de obstáculos. No percurso, Lula tentou chantagear o ministro Gilmar Mendes, por envolvimento com Cachoeira; o ensaiado coro lulo-petista cantou um refrão: “as denúncias são falsas para prejudicar o PT e o presidente Lula”; e quando apareceram as provas, mudou-se a cantoria: “Não houve propinas, era “Caixa 2” e acerto de campanhas dos partidos aliados… Mas não teve mais jeito!
A instrução do processo teve fim em 2011. Progrediu com ampla e livre defesa assistida pela televisão, onde se viu e ouviu a oratória e as filigranas jurídicas dos mais caros advogados do País.
Quando os ministros decidiram por absolvições e condenações de cada um dos réus, o pano caiu. E o Brasil, contra a impunidade, aclamou “O Julgamento”.
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A “desova”
MIRANDA SÁ (E-mail-mirandasa@uol.com,br )
Pero Vaz de Caminha, de nobre descendência no Reino de Portugal, foi um escrivão nomeado por D. Manuel I para redigir, na qualidade de Vereador, os capítulos da Câmara Municipal do Porto a serem apresentados às Cortes de Lisboa
A tarefa realizada com maestria, rendeu-lhe a chefia da fortaleza de Calecute, na Índia, em 1500. Por isso viajava na nau capitânia da armada de Pedro Álvares Cabral que chegou ao Brasil.
A coincidência da presença de Pero Vaz na “descoberta” e por ser um hábil escrivão, deu-nos o primeiro documento sobre a nossa Pátria, de cujo teor os estudantes do ginásio na minha época, pinçavam textos que nos orgulhavam, e decoramos um deles que descrevia o esplendor e a abundância das riquezas da nossa terra. Ei-lo:
“A terra em si é de muito bons ares frescos e temperados como os de Entre-Douro-e-Minho, porque neste tempo d’agora assim os achávamos como os de lá. Águas são muitas; infinitas. Em tal maneira é graciosa que, querendo-a aproveitar, dar-se-á nela tudo; por causa das águas que tem!”
Li outro dia, ainda não faz um mês (me perdoe o autor de não me lembrar do seu nome), que dizia mais ou menos assim: “antigamente, ao se cavar a terra, das enxadadas saiam minhocas; hoje, na política dominada pelo lulo-petismo, em toda cavucada aparece um escândalo”.
Perfeito. Na camada externa da política, qualquer ranhadura mostra um pelego do poder petista envolvido em aloprações, negociatas e desvios de verbas. Isto, na Rede Social é motivo para os tuiteiros criarem “o escândalo do dia”.
Nos primeiros meses de 2014, se multiplicam e vulgarizam denúncias que são geralmente comprovadas em investigações da Polícia Federal; vão desde o desaparecimento de vigas de 40 toneladas no Rio de Janeiro até o sumiço de US$ 10 milhões de uma conta da Refinaria de Pasadena.
Uma das últimas maracutaias não envolve dinheiro, nem falsificações, nem associação criminosa com doleiros. Trata-se do patrimônio humano: a desova em São Paulo pelo governador do Acre Tião Viana, de migrantes ilegais ou refugiados haitianos. Com as nossas fronteiras escancaradas no melhor estilo bolivariano, e a leniência do governo chefiado pela oligarquia “esquerdista” dos Viana, aquele estado é porta de entrada de drogas e de emigrantes ilegais.
O dicionário do Aurélio define “desova” como “fornecer em grande quantidade”; e foi o que ocorreu: a chegada sem aviso em São Paulo de 400 haitianos com passagens pagas por Tião Viana, superlotando os centros de acolhida do Estado.
Como todos brasileiros sabem, principalmente os brasileiros do Norte e Nordeste, os paulistas sempre receberam sem preconceitos os camponeses fugidos das agruras da seca e os jovens em busca de horizontes mais amplos. Com esses brasileiros, também alemães, bolivianos, espanhóis, coreanos, italianos e japoneses, trabalham sem discriminações em São Paulo
A acolhida humana dos paulistas é consagrada. Mas o governador Tião aproveitou-se de um alerta justíssimo da Secretaria de Serviço Social do Estado, para fazer politicagem à maneira lulo-petista dizendo que a “elite paulistana” é preconceituosa e não quer receber os refugiados haitianos.
Ora, o preconceito foi dele, Tião Viana, quando pediu ao PT-governo o fechamento das fronteiras para os refugiados, tentando enganar mais uma vez os acreanos insatisfeitos com a numerosa presença de haitianos no Estado.
Então, Tião resolveu ajudar os pelegos a ocupar São Paulo com suas hordas de militantes ávidos de locupletar-se no estado mais rico do País. Aí se desembaraçou daqueles seres humanos no estilo de sobas africanos no tráfico negreiro.
Porque São Paulo? Porque não mandou os haitianos para a Bahia, o Rio Grande do Sul e mesmo para o Distrito Federal, unidades da Federação governadas por lulo-petistas? Assim, poderia com ajuda dos “companheiros”, resolver os problemas sociais que afligem o Acre…
Para descarrego dos seus problemas, Tião até conveniar com o “companheiro” Haddad, o prefeito pródigo em dar bolsas a drogados e crachás aos traficantes no execrável narco-populismo. Mas não; preferiu fazer uma “desova” no colo de Geraldo Alckmin. E proferir um discurso injurioso contra os paulistas.
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Padilha vs Padilha
MIRANDA SÁ (E-mail: mirandasa@uol.com.br )
Sou de um tempo em que se um adulto andasse na rua sem a carteira do Trabalho assinada, era preso por vadiagem. Hoje vivemos o avesso: na Era Lulista, o PT-governo dá bolsa para vagabundos e moradores de rua, e até, como ocorre na capital de São Paulo, drogados recebem cachê e traficantes de drogas usam crachá da Prefeitura…
O Rio era capital da República. A cidade, bem policiada, vivia um clima de segurança e assistíamos uma vigorosa repressão à ociosidade, às drogas, à prostituição e aos atentados ao pudor público.
Foi quando surgiu uma figura curiosa, titular da Delegacia da Vadiagem, insensível, intransigente e arbitrário: Deraldo Padilha. O delegado era temido pelos criminosos, cafetões e malandros; ficou tão famoso que inspirou o samba de Moreira da Silva “Olha o Padilha!”. Tornou-se popular.
Carlos Lacerda, governador da antiga Guanabara, deu-lhe a tarefa de disciplinar o trânsito carioca e coibir as facilidades das propinas e ao favorecimento dos “sabe com quem está falando?”.
A imprensa criticava o delegado Deraldo com fortes ataques, até que ele foi para a geladeira, sem comando na polícia civil. Voltou em 1968 para a Delegacia do Trânsito e no mesmo ano foi aposentado e cassado pelo AI-5, por repreender a mulher de um general que cometera infrações.
Como vivemos a época do avesso, da impunidade epidêmica, da amoralidade triunfante, da corrupção tolerada e até premiada, surgiu outro Padilha, o Alexandre, que assumiu o Ministério da Saúde por ser petista e amigo de Lula da Silva.
Sentindo-se sob os holofotes da mídia, foi entrevistado por Jô Soares declarando-se “Especialista em Infectologia”, título que não consta nos registros das entidades responsáveis.
Convocado pelo Conselho Regional de Medicina do Pará para responder a processo ético, Alexandre Padilha apresentou diploma da USP, título que teria sido “fabricado”, por incoerência das datas no documento e a contradição de haver sido assinado por coordenadores de 2004 e não pelos de 2001, no período alegado.
Foi um bom começo para conquistar o lulo-petismo. Hoje é pré-candidato a poste de Lula em São Paulo, para o governo estadual, com a mesma coerência dos mal-feitos sempre presente na esfera do petismo.
A Polícia Federal em relatório da Operação Lava-Jato cita-o junto aos companheiros André Vargas e Candido Vaccarezza, por envolvimento com um doleiro preso, Alberto Yousseff.
Seu codinome (Pad) está gravado nas conversas entre Vargas e Yousseff. Nas mensagens interceptadas, Vargas diz ao doleiro: “Falei com Pad agora e ele vai marcar uma agenda comigo”; e, em outro telefonema, indica um executivo para a Labogen, laboratório-fantasma do doleiro, que servia à lavagem de dinheiro. E alerta: “Foi Padilha que indicou”.
O “executivo” apadrinhado é Marcus Cezar Ferreira da Silva que foi assessor de Padilha num fundo de pensão controlado pelo PT e trabalhou na campanha de Dilma. Na Labogem, encontra-se com o empresário Pedro Paulo Leoni Ramos, ex-ministro de Collor, que a PF descobriu ser sócio oculto de Yousseff no fraudulento laboratório.
Em nota, o ex-ministro Padilha nega que tenha indicado alguém para a Labogen e que seu nome foi usado indevidamente por André Vargas. “Ser ou não ser”, é a questão. O pessoal de Lula, e ele próprio, negam todas as acusações e na impossibilidade de fazê-lo, apelam para fórmula mágica, “eu não sabia”.
Há mais trocas de comunicações e recados de André e Yousseff. Uma delas, o doleiro diz: “Achei que você estivesse aqui na casa do Vacareza”, e André: “Estou indo”. E mais, Yousseff pergunta se André tem acesso a um superintendente da Caixa Econômica Federal.
Continuando a conversa sobre transações na Caixa, os dois contraventores combinam de participar juntos a encontro com um representante da Funcef. Vargas avisa depois que não poderá ir, e manda Yousseff sozinho à sede da Funcef. Então, Yousseff pergunta se pode usar o seu nome, e Vargas, diz que “sim”. Após a reunião, Yousseff passa um informe a Vargas: “Acabei de ser atendido. Falo depois com você como foi…”
Com a narração desses acontecimentos, constatamos que temos dois padilhas… Padilha vs Padilha. Um irascível cumpridor da lei e moralista extremado; outro suspeitosamente envolvido em velhacarias e extremista. Oh, tempos, oh, costumes.
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Chamem Floriano!
MIRANDA SÁ (E-mail: mirandasa@uol.com.br )
Nos primeiros anos da República, o marechal e presidente Floriano Peixoto, enfrentou os saudosistas da monarquia. Sob o pretexto de enfrentar o autoritarismo dele, que o povo apelidara de “Marechal de Ferro”, surgiram várias revoltas contrárias ao seu governo.
A maior das insurgências foi a “Revolta da Armada” pelo apoio que obteve de altos oficiais da Marinha; este motim criou atritos diplomáticos e, além de abalar a governabilidade, ameaçou a própria unidade nacional conquistada no Império.
No Rio de Janeiro, então capital federal, estavam sediadas muitas empresas e bancos que representavam os interesses estrangeiros no País. Por esta razão, aproveitando a divisão interna, forças navais européias e norte-americanas fecharam a saída da Baía de Guanabara com navios de várias bandeiras.
Por delegação das nações interventoras, uma comissão inglesa desembarcou e pediu uma audiência ao presidente Floriano Peixoto que a recebeu. No encontro, os ingleses indagaram como seria recebido o desembarque de tropas para garantir propriedades dos súditos estrangeiros. Floriano, curto e grosso, declarou: “Será recebido à bala!”
De lá para cá, o Brasil tem mudado para pior. Assistimos um vácuo de patriotismo, e a forte presença da traição nacional pelo desbaratamento da economia e alienação patrimonial do povo brasileiro. Isto nos leva a pensar que é chegada a hora do espírito da nacionalidade gritar: “Chamem Floriano!”
Entre os desmandos impatrióticos, assistimos que os ocupantes do poder, não satisfeitos em doar ilegal e amoralmente nossas riquezas para ditadores africanos e narco-populistas latino-americanos, de submeter à legislação do País à suspeitíssima entidade internacional FIFA, os governantes lulo-petistas promovem a invasão do país por militares estrangeiros.
O PT-governo, numa maquinação antipatriótica urdida nos porões do Foro de São Paulo, enviou à Câmara Federal o Projeto de Lei Complementar 276/02, que delega ao ministro da Defesa a permissão para trânsito e permanência de forças estrangeiras no País, sem autorização do Congresso Nacional.
É vergonhoso constatar que tal monstrengo foi aprovado quase à unanimidade pelos deputados, por 270 votos a 1; e que a matéria deverá ser levada ao Senado para votá-la com urgência como ocorreu com o Marco Civil.
Temo que se repita o que ocorre na Venezuela chavista com a presença de tropas cubanas para sufocar os anseios de liberdade do povo. Sinto que passo a passo, a marcha totalitária do Partido dos Trabalhadores segue em direção à ditadura narco-populista.
Não é por acaso o desarmamento da população contra a vontade nacional; o sucateamento da Polícia Federal, e nem a impostora campanha em favor da desmilitarização das polícias militares.
Com isto, o lulo-petismo mostra obediência à cartilha onde o usurpador Hugo Chávez e seu tresloucado herdeiro, Nicolás Maduro, aprenderam. Ali se ensina a experiência ditatorial implantada por Fidel Castro em Cuba.
A desmilitarização das PMs, ao contrário do que defendem os seguidores do Foro de São Paulo, inoculados pelo vírus da doença infantil do comunismo, deixará a população desarmada, desprotegida, ao sabor do crime organizado ligado às Farcs, braço guerrilheiro do narco-populismo.
E assim entrará em cena a polícia especial petista, a chamada Força Nacional de Segurança, para a qual se planeja recrutar 500 mil homens armados que ficarão ao arbítrio do PT-governo e certamente serão usados contra a população.
Foi noticiado semana passada que o PT-governo trará policiais moçambicanos, os mais violentos da África, para garantir a Copa que Lula e a FIFA trouxeram para garantir o festival de roubalheira que se viu e ainda se vê.
Se o Senado aprovar a Lei Complementar 276/02, passada a Copa do Mundo e às vésperas de uma eleição em que certamente o PT será derrotado, virão os destacamentos militares cubanos.
Não consigo imaginar o que pensa a jovem oficialidade das Forças Armadas, do aquartelamento, da prontidão em respeito à Bandeira, das ordens-do-dia e do respeito à hierarquia, sobre este ultraje à soberania nacional.
Espero que não acompanhem a ideologia dos folgados adidos militares no Exterior ou dos membros de comissões de porra nenhuma que por ilusão ou oportunismo foram cooptados pelo PT-governo. Que chamem Floriano!
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Camisetas pelo avesso
MIRANDA SÁ (E-mail: mirandasa@uol.com.br )
Nos primeiros anos da presença humana na Terra, as pessoas simplesmente se cobriam com peles de animais, mais para proteger-se do frio e contra a vegetação espinhosa. Os indígenas brasileiros, na Idade da Pedra Polida, apesar dos enfeites, cocares, colares, brincos e pulseiras, andavam nus.
Da antiguidade da Suméria ao Antigo Egito usava-se um saiote e uma pequena capa que cobria os ombros e o peito. Evoluiu na Grécia, para a túnica de formato retangular que cobria o corpo até as coxas; e Roma, sob a influência grega criou a toga, que ia dos ombros aos tornozelos.
Os tempos modernos, com a Revolução Industrial e nascimento da indústria têxtil, vieram calções, calças as camisas. Mais tarde como invenção disputada por italianos e franceses, apareceram as camisetas que eram usadas como roupa de baixo.
A História registra que nos navios, os marinheiros usavam o dorso nu, ou usavam camisas sem manga amarradas à cintura. Só na Primeira Guerra – a guerra calorenta das trincheiras – os soldados europeus vestiram camisetas leves feitas de algodão, o que levou o exército americano a encomendar às pressas tais peças para substituir os pesados dólmãs de lã.
No Brasil, imigrantes italianos, espanhóis e portugueses trouxeram as camisetas, úteis no calor tropical, mas os brasileiros usavam-nas sob camisas de manga longa. Só era adotada por jogadores de futebol até que, a partir dos anos 50, os jovens passaram a vesti-las socialmente. Então, tornaram-se comuns numa tradução da americana T-shirt.
Dez anos depois, um marqueteiro descobriu-a e lançou-as com dísticos políticos e efígie de candidatos e logomarcas de partidos. Daí em diante foi impossível uma campanha eleitoral sem distribuição de camisetas.
Com a redemocratização, surgiu partido, o PT, prometendo mudar o Brasil… Adotou camisetas vermelhas que ganharam as ruas contra as oligarquias, o nepotismo e a corrupção. Prometiam escolas públicas de qualidade e assistência médica gratuita para todos. Juravam construir um País de liberdade, justiça, segurança e paz.
Cativando o povo, chegou ao poder, mas passados doze anos, o que se vê são as camisetas vermelhas vestidas pelo avesso. O ensino público está abandonado a começar dos salários miseráveis dos professores; a Saúde Pública virou peça de marketing com importação de médicos cubanos de discutível capacidade; a sociedade não vive um clima de paz: a violência se estabeleceu com 52 mil assassinatos por ano; e a impunidade impera.
Com as camisetas da esperança pelo avesso, o PT aliou-se aos oligarcas, sucateou a administração pública; assaltou o Erário e depreciou as empresas estatais pela incompetência e desonestidade; e, pior, zomba da opinião pública solapando a República pela compra do Legislativo e infiltração no Judiciário.
Sob os punhos de renda de uma diplomacia ideologizada, as camisetas pelo avesso desmoralizam a política externa apoiando e distribuindo de benesses às ditaduras africanas e ao narco-populismo latino-americano.
Com as camisetas pelo avesso, petistas encapuzaram-se para desmoralizar as manifestações democráticas do povo. E, controlada a imprensa por verbas bilionárias, sentam-se diante de computadores tentando calar o último e autêntico baluarte oposicionista.
O PT vermelho, decomposto pela vulgaridade, desmoralizado pela incompetência e adulterado pela corrupção, traz as camisetas vestidas pelo avesso, desbotadas e molambentas. É por isso que apela para os macacões da Petrobras, vestindo-os como a mortalha o último suspiro para enganar o povo falseando um patriotismo que não é seu.
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