Artigo
Raça
MIRANDA SÁ (E-mail: mirandasa@uol.com.br)
A tenebrosa estratégia lulo-petista de dividir para dominar, além de incentivar a luta de classes característica do hitlerismo, ativou através da sua propaganda fascista um antagonismo racial que vinha desaparecendo na realidade brasileira.
Eram tão pontuais as manifestações discriminatórias e tão intensa a miscigenação no Brasil, que levaram o antropólogo Darcy Ribeiro a projetar um povo bronzeado, produto de todas as nacionalidades aqui convergentes.
No seu livro “O Povo Brasileiro”, o inesquecível Darcy defende com lucidez a tese da nossa formação plural, e não é vão o estudo científico da benéfica e saudável composição do povo brasileiro de originários africanos, europeus, indígenas e orientais. É mais comum entre nós ver-se a mescla de casais de procedência diferente do que a discriminação declarada nos EUA e na Europa, mesmo em alguns países latino-americanos.
Entretanto, por força do estratagema político do PT, renascem manifestações racistas de brancos contra pretos, pretos contra brancos, anti-semitas e desprezo pelos emigrantes bolivianos, índios e até regionais, de nordestinos contra sulistas e sulistas contra nordestinos…
A última manifestação degenerada de racismo surgiu quando o diabólico chefe do lulo-petismo, Lula da Silva, assacou contra a “elite branca paulista”, culpando discriminatoriamente este estamento social pelas vaias e xingamentos de sessenta mil pessoas à presidente Dilma, num estádio esportivo de São Paulo.
É abrangente o epíteto “elite branca”, criada pela manobra marqueteira, lulista. Manobra nauseabunda, aliás, porque atinge um dos pilares mais produtivos da população brasileira. Para os arautos nacionais do “socialismo bolivariano”, ávidos por reescrever a História do Brasil, é desprezível a emigração européia e judaica.
As levas de brancos europeus fugidos de guerras, perseguições políticas e pogroms, aqui aportados viajaram, em sua maioria, em semelhantes condições subumanas dos africanos. Não as primeiras emigrações estimuladas ainda no Império.
O ignorante pelego sindical que chegou ao poder por um estelionato eleitoral nunca estudou – e os seus comparsas “intelectuais” pendurados nas tetas do governo não lhe ensinaram que a imigração européia passou a fazer parte da política imperial, visando à ocupação de regiões despovoadas do Sul do País.
O próprio imperador, assessorado pelo genro francês, o Conde D’Eu, incentivou a formação de colônias do Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná, numa política de ocupação que deu certo, porque todos os núcleos prosperaram.
Alemães, seguidos pelos austríacos e italianos, exploraram e prepararam as terras inóspitas do Rio Grande do Sul e estenderam a ocupação seguindo o caminho dos rios. A região Sul recebeu então mais colonos germânicos e também poloneses, russos, tchecos, ucranianos e portugueses da Ilha da Madeira
No Sudeste, espanhóis, italianos e portugueses foram hegemônicos na migração. O Rio de Janeiro, Espírito Santo e principalmente São Paulo, ganharam com este surto, que promoveu a chegada de técnicos e artesãos que favoreceram as incipientes indústrias.
No desenvolvimento da agricultura, estavam os japoneses, e o progresso comercial deveu-se aos libaneses, sírios e turcos.
É esta a “elite branca” discriminada e esnobada pelos pelegos que ocupam o poder. Um governo que favorece e beneficia a entrada de bancos estrangeiros, privilegia a indústria automobilística e faz negociatas com empreiteiras, que, evidentemente, não estão nas mãos de negros, índios ou nordestinos.
A discriminação contra a “elite branca” tem a cara do PT e dos seus astutos roedores do Erário. Como mestiço que sou (e com muito orgulho) desprezo mais esta maquinação da pelegagem. E estamos conversados.
IVSTITIA
MIRANDA SÁ (E-mail: mirandasa@uol.com.br
Com a grafia “IVSTITIA”, os antigos romanos escreviam a palavra Justiça, universalizando-a graças à grande importância do Direito Romano para a civilização ocidental. Os símbolos da Justiça vieram de longe, da Caldéia, que usava uma balança significando a imparcialidade dos julgamentos, pela equivalência e equação entre o crime e a pena.
Também na antiguidade, chineses, egípcios, indianos e tibetanos, reverenciavam a balança, com ou sem figura humana, simbolizando a Justiça. No Egito, o deus Osíris assistia ao julgamento dos mortos pela deusa Maat, que com o instrumento pesava o coração do morto e decidia se merecia uma vida futura.
A estátua de mulher se impôs na Grécia, foi a deusa Thêmis, filha de Urano (Céu) e de Gaia (Terra). Era cega, para julgar sem se deixar enganar à vista dos réus; além da balança, trazia também uma espada simbolizando seu poder. Chegando a Roma, Thêmis mudou de nome; era a deusa Ivstitia, com uma venda cobrindo os olhos.
É indiscutível a importância da Justiça na História da Civilização, e no Brasil, está personalizada nos escritos e discursos de Rui Barbosa. Por isto, neste período trágico de desrespeito às liberdades constitucionais e ameaças à Justiça, é fundamental estudarmos Rui.
Na sua Oração aos Moços (que deveria ser leitura obrigatória no Ensino Médio), Rui discursou: “Os presidentes de certas repúblicas são, às vezes, mais intolerantes com os magistrados que lhes resistem, como devem, do que os antigos monarcas absolutos. (…) Os tiranos e bárbaros antigos tinham, por vezes, mais compreensão real da justiça que os civilizados e democratas de hoje”.
Se vivo fosse e estivesse entre nós, Rui entraria na Lista Negra do fascistóide Cantalice e seria condenado pelo lulo-petismo. Bastava expressar seus pensamentos como “Justiça tardia nada mais é do que injustiça institucionalizada” e/ou, “O bom ladrão salvou-se. Mas não há salvação para o juiz covarde”.
Rui defendeu que tivéssemos juízes vitalícios e irremovíveis para garantir-lhes a independência, mas nunca vê-los nomeados sem nenhum pudor por governantes de um presidencialismo autoritário.
Com nossa República vilipendiada pelos pelegos ocupantes do poder, os brasileiros estão sujeitos à amoralidade, ao desprezo pelo Direito Positivo e ao desconhecimento do sábio ensinamento de Platão: “O juiz não é nomeado para fazer favores com a Justiça, mas para julgar segundo as leis”.
Isto é o que vem ocorrendo no País: Juízes nomeados pelo Poder Executivo – o que é condenável – não seguem o princípio republicano de considerarem-se funcionários públicos, mas obrigando-se a pagar obséquios a quem os indicou para a Corte. Viu-se assim no rebatido julgamento dos mensaleiros condenados e presos por corrupção.
Numa segunda decisão, os ministros do STF mostraram indiscutível parcialidade, revisando o que anteriormente havia sido decidido pelo relator e presidente do Tribunal, o honrado Joaquim Barbosa. Concederam a José Dirceu, hierarca do PT e chefe do Mensalão, licença para trabalhar fora do presídio, firmando uma jurisprudência intolerável, por confundir o juizado das execuções penais.
Dessa maneira, mostraram á Nação estupefata, sua falta de isenção para julgar. Arrancaram das mãos de Thêmis a balança da equidade; e, covardemente, abdicaram da espada que representa o poder republicano do Judiciário.
Não se lhes pode negar aos senhores ministros, a legalidade da sua investidura, por que, embora protegidos facciosamente pela presidência da República, foram aprovados no Senado com os votos da dita oposição parlamentar.
Investidos da nobre função não deveriam deixar-se manobrar; seria preferível abdicar à missão e deixar os maus governantes imitarem os despóticos ditadores do século passado criando tribunais de exceção.
Relembremos que o único fim daqueles tribunais deformados era manter regimes totalitários e submeter a sociedade ao terror oficial. Nos dias atuais, os que recorrem a esses estorvos jurídicos devem lembrar-se que eles estão enterrados sob os escombros do bunker de Hitler ou nos entulhos do muro de Berlim. Ou, ainda pior, como Mussolini, pendurados num gancho de açougue.
Os ministros do STF precisam se conscientizar do seu papel republicano para evitar a própria condenação como serviçais de uma facção político-partidária. E se a justiça não voltar a ser “IVSTITIA” entre nós, só resta aos patriotas brasileiros a insurreição contra um regime contrário à República e à Democracia. Seguir Vitor Hugo que ensinou: “A insurreição é às vezes ressurreição”.
Lista Negra
MIRANDA SÁ (E-mail: mirandasa@uol.com.br)
Logo que o nazismo assumiu o poder na Alemanha, em 1935, Hitler criou o Ministério da Propaganda e Informação, entregando-o ao seu fanático comparsa Joseph Goebbels; este, ao assumir, providenciou o controle da imprensa escrita e falada.
Na esteira do totalitarismo, o novo ministro criou listas negras nominando peças de teatro, filmes, livros e personalidades que denominou de “inimigos do governo e do partido”. De saída, proibiu a exibição de filmes como “Anna Karenina”, e as peças de Bertold Brecht.
Sobre o rádio (naquele tempo não havia televisão e muito menos internet), prescreveu: “A verdadeira emissão radiofônica é legítima propaganda”… A seguir, determinou a ocupação das sedes dos partidos e sindicatos, e organizou piquetes para invadir centros universitários e bibliotecas para dali tirar livros proscritos pelo regime.
Entre as personalidades que deviam ser atacadas, havia um rol de nomes de advogados, artistas, intelectuais, médicos e professores. Constaram dele Erich Kästner, Henrich Heine, Heinrich Mann, Sigmund Freud e Stefan Zweig.
No Brasil atual, no passo de ganso para a ditadura fascista, apareceu no Partido dos Trabalhadores uma minúscula caricatura de Goebbels, servindo de boi de piranha para Gilberto Carvalho e Franklin Martins: Alberto Cantalice, vice-presidente nacional do PT e coordenador de redes sociais do partido.
Numa comunicação do comissário Cantalice posta no site do PT, saiu uma “Lista Negra” de comunicadores atuantes na mídia, como “inimigos da Pátria”. Relacionou Arnaldo Jabor, Augusto Nunes, Danilo Gentili, Demétrio Magnoli, Diogo Mainardi, Guilherme Fiúza, Lobão, Marcelo Madureira e Reinaldo Azevedo. Distribuídos à sorrelfa para os MAVs, muitos nomes com atividade nas redes sociais.
Às escondidas devem estar os companheiros da Tribuna da Imprensa e o seu destemido diretor, o bravo jornalista Hélio Fernandes. Espero, vaidosamente, estar entre eles, pois considero uma condecoração, não daquelas decorativas que as nossas FFAA distribuem para agradar os poderosos-de-dia, inclusive corruptos presos na Papuda.
A “Lista Negra” aponta os que se sobressaem atuando contra as “medidas progressistas” do PT-governo, ou críticas ao Nº1, Lula da Silva, e à sua marionete na presidência da República, Dilma Rousseff.
Não há prova maior do que esta para mostrar a fragilidade da república dos pelegos, evidenciada pelos desmandos, incompetência e roubalheira da Copa da FIFA, trazida por Lula como o trunfo eleitoral para manutenção no lulo-petismo na administração federal.
Nas críticas feitas aos comunicadores, a hierarquia lulo-petista considera “pessimismo impatriótico”, a repercussão dos protestos populares contra as despesas do governo em estádios e na fictícia infraestrutura de mobilidade urbana que não saiu do papel.
Já repercute na imprensa internacional a xerox hitlerista da “Lista Negra” contra a liberdade de imprensa e expressão. Camille Soulier, coordenador para as Américas dos Repórteres sem Fronteiras, expressou em nota “a inquietação pelas graves acusações dirigidas contra os jornalistas, provenientes de um alto cargo do PT”.
Isto vem se somar à última Classificação Mundial da Liberdade de Imprensa, elaborada pela entidade, vigilante em defesa do jornalismo livre: situou o Brasil no 111º lugar em 180 países, nos atentados â imprensa livre.
Também a Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo contabilizou 17 agressões de jornalistas no âmbito de manifestações desde a abertura do Mundial, tendo como vítimas correspondentes da CNN e das agências internacionais Reuters e a Associated Press.
Neste quadro sombrio com as cores funestas do nazi-fascismo, poder-se-ia desenhar o desespero do PT-governo, corrupto e corruptor, amedrontado com a resistência aos seus crimes, mesmo mantendo uma propaganda bilionária no País e no Exterior comprando jornais, grandes e pequenos, e financiando uma rede de agentes provocadores nas redes sociais
A aflição da pelegagem que projeta a futurologia da derrota eleitoral é fotografada em grande angular revelada na “Lista Negra”. Mal sabem os coléricos lulo-petistas que os defensores da liberdade de expressão e de imprensa, não temem as intimidações dos bobos da desmoralizada falange de Lula & Cia.
A História nos mostra que o nazismo foi enterrado nas ruínas do bunker onde se suicidaram Goebbels e Hitler.
O “Nº 1”
MIRANDA SÁ (E-mail: mirandasa@uol.com.br)
A História, sempre a História! Estudando a Era Vargas, encontramos a origem do peleguismo, ovos da serpente fascista. Em 10 de novembro de 1937, entrava em vigor a Constituição Brasileira – apelidada de “Constituição Polaca” por ser uma cópia da Carta imposta à Polônia pelo ditador Psuldisky. A inspiração das duas foi a Carta del Lavoro, promulgada por Mussolini na Itália.
No Brasil da época políticos liberais enfrentaram no Congresso as inclinações totalitárias de Vargas, e os sindicatos – na maioria clandestinos, de inspiração anarquista – mobilizavam-se denunciando a linha corporativista e a tutela do Ministério do Trabalho.
Os políticos sofreram um golpe de Estado, e a representação parlamentar foi extinta, e vigorando a Polaca, os sindicatos foram legalizados como órgãos governamentais que exerciam funções delegadas pelo poder público e de caráter assistencialista.
Foi assim que nasceram os “pelegos”. Com esta alcunha, os sindicalistas autênticos apelidaram os interventores sindicais que, com a redemocratização, em 1945, continuaram pelegos, tornando-se colaboradores e informantes disfarçados do Ministério do Trabalho.
Este perfil que traço do “Nº 1” começa com a formação do pelego Lula da Silva, fruto da colaboração de trabalhistas getulistas e comunistas. Ele entrou no Sindicato dos Metalúrgicos pelas mãos do irmão mais velho, membro do Partido Comunista Brasileiro (PCB); seu personalismo e habilidade de enganar levaram-no à liderança sindical, como agente da Volkswagen e informante do Dops paulista durante a ditadura militar, conforme descreve o livro “Assassinato de Reputações” de Romeu Tuma Jr.
Lula da Silva não herdou o lado bom da organização sindical dos anos 1930, como a Consolidação das Leis do Trabalho, adotada por vários países do mundo, embora trazendo a digital fascista, mas também sob influência da Encíclica Rerum Novarum e das convenções da OIT do sindicalismo norte-americano.
Com Lula, esteve presente a essência autoritária e corporativa da Constituição de 1937, pela utilização dos sindicatos e dos trabalhadores para fins infectados pelo personalismo, o uso de meios ilícitos para manutenção do poder, e o saque das verbas públicas, a começar pelo Imposto Sindical…
Seus ‘patrões’ alemães da VW orientaram-no a conduzir greves com um duplo objetivo: mostrar ao mundo que havia liberdade sindical no Brasil, manejando-o a conduzir greves fajutas e faturar com elas; além disso, ajudar a ditadura enriquecendo o fichário do Dops com informações sobre sindicalistas ligados à resistência.
Graças aos trotskistas e dissidentes do movimento comunista, católicos “de esquerda” e o obreirismo insano de intelectuais paulistas, fundou o PT pelas mãos do general Golbery do Couto e Silva, titular emérito do regime militar.
Amoral, carreirista e astuto, Lula elegeu-se presidente da República pela leniência simpatizante dos partidos sociais democratas. Assim, tornou-se o “Nº 1” do partido, levando-o à degenerescência e à corrupção; comanda-o na marcha fascistizante do Marco Regulatório – para controlar a mídia e as redes sociais, e do Decreto 8243, que subtrai à representação parlamentar substituindo-a pelos “conselhos”, tentáculos do lulo-petismo.
Vê-se com isto que Lula segue a estratégia do Foro de São Paulo, que reúne o narco-populismo latino-americano em nome de um vago (e já fracassado na origem) “socialismo bolivariano”.
Cumprindo a escalada totalitária quando presidente, Lula abriu as fronteiras e com isso, facilitou o tráfico de drogas e armas. Enfraqueceu as Forças Armadas e sucateou a PF. Estimulou a campanha para o desarmamento da cidadania e para extinguir as polícias militares. As Farcs e o crime organizado agradecem-no.
Nomeio-lhe de “Nº 1” por que traz consigo o apodo que a reação contra a tirania soviética deu a Stálin; cujo culto da personalidade o rivalizou com Hitler, Mussolini, Franco e Salazar. Também os atuais “Nos. 1” de Coréia do Norte, China, Cuba, Laos e Vietnã; além de vários sobas africanos e suas caricaturas ditatoriais.
O Brasil não suportaria ser dominado por um “Nº 1”, analfabeto e boçal, assentado numa falange de fanáticos. Temos que derrotá-lo nas eleições de outubro, senão…
A COPA
MIRANDA SÁ (E-mail: mirandasa@uol.com.br)
Com o meu filho participando e colaborando, penduramos duas bandeiras na sacada do apartamento; o glorioso pendão da esperança, que nos orgulha, e uma bandeira de mesmo tamanho, negra, mostrando nossa desaprovação pela maneira com que foi trazida e executada a Copa do Mundo de 2014.
Foi uma jogada nossa, de protesto. Não nos importamos se haveria alguma reclamação, dos passantes ou mesmo de moradores do prédio; se ocorressem, receberiam nossos argumentos e, se fossem indelicados, seriam repudiados veementemente.
Nossos dribles são os mesmos da Declaração de Voto que divulguei no campo das redes sociais com inserção no Twitter, dia 11/6, e venho repetindo desde então: “Não sou contra a Seleção; sou contra a roubalheira, as mordomias e a corrupção!”
Sou inconformado com a quantia gasta no empreendimento: mais de R$ 30 bilhões – valor ainda sujeito a oscilações de gastos que ainda rolarão até muito tempo depois do encerramento dos jogos. E há inúmeros registros e tabelas numéricas mostrando quantos hospitais e escolas seriam construídas com este desperdício.
A bola fora foi com as obras de infraestrutura (que seriam o legado da Copa para o povo brasileiro) que foram relegadas e até sem ficar prontas, mesmo que fossem para inglês ver…
Não há outra razão para os protestos resumidos numa afirmação do presidente da ONG Rio de Paz, Antonio Carlos da Costa: “Não conseguimos nos conectar com essa Copa em razão do fato de ela estar sendo realizada com o dinheiro do povo brasileiro”. A ONG Rio de Paz fala pelo povo brasileiro quando exige que o PT-governo peça desculpas pelos gastos excessivos de dinheiro público e que o povo brasileiro seja consultado, a partir de agora, antes que de qualquer despezas em grandes eventos internacionais.
Os treinos coletivos das classes médias tradicionais, letradas, foi nas ruas manifestando-se contra a condução oficial das preparações; infelizmente impuseram-nos faltas na intervenção ardilosa do PT e aliados infiltrando mascarados infames com atos de vandalismo, afastando os manifestantes democráticos. O apito encerrou o jogo, mas não calou o clamor público.
Está claro que um evento da magnitude da Copa não poderia ter sido bancado por um País em situação de crise política, econômica e social. Não ocorreria sem a interferência megalomaníaca e o duvidoso ufanismo de Lula da Silva, cuja ganância rateou bilhões com os parceiros corruptos e empreiteiras.
Não vivêssemos um regime de fancaria conduzido por um partido cujo único projeto é a manutenção do poder, os coordenadores da Copa da FIFA estariam enquadrados em crime de responsabilidade. Aliás, duplo crime de responsabilidade, porque além do alheamento pelas reais necessidades do País e a desenfreada roubalheira, assistimos uma clara alienação de nossa soberania.
A sorte do time de Lula e seus pelegos ávidos pelo assalto aos bens do Estado é a subversão da ordem republicana, sem equilíbrio entre os três poderes. O Legislativo é submisso, corrompido na mansidão do fisiologismo, e o Judiciário vive uma fase difícil. Este é o quadro da fictícia democracia alimentada por fraudes, multidões arrastadas pela focinheira de uma assistência social eleitoreira e uma imprensa submetida por verbas bilionárias.
Nem tudo, porém, está perdido. A indignação e a revolta dos patriotas queimam como fogo de monturo, no falar camponês para um risco invisível de incêndio. O que vemos é que o Brasil não estava preparado para bancar a Copa, acontecimento esportivo mundial importantíssimo, reunindo países de culturas diferentes e chamando a atenção de todo planeta.
O que mostramos ao mundo é que o povo brasileiro está carente de escolas, hospitais, de um sistema de segurança que não precise convocar as forças armadas para substituir as polícias, sob uma autoridade que faz ouvidos moucos às queixas nacionais. Os atuais governantes preocupam-se tão somente para sua continuidade no poder.
Nem precisamos exibir a crise econômica, porque é monitorada pelos organismos internacionais; mas chama a atenção para a maquiagem dos números, as mentiras repisadas na propaganda maciça que tenta esconder o descontrole, e a corrupção endêmica e epidêmica.
Isto constrange os patriotas, e a revolta contra o estado de coisas é irrefreável, como assistimos na abertura dos jogos. Felizmente a Copa registra, pela internet e as redes sociais, o crescimento da oposição às vésperas de uma eleição presidencial.
O voto será a virada no painel geopolítico. A esperança nos leva a um belo pensamento de Howard Fast: “Esperemos, esperemos. A História tem seu próprio modo de ser verídica.”
Comentário
Mentor Muniz Neto (jornalista, SP)
Eu quero falar sobre uma única coisa dessa abertura da Copa do Mundo.
Quero falar sobre um momento em que parte da torcida gritou por 4 vezes seguidas a frase:
“Ei, Dilma, vai tomar no *”.
Vou dividir esse post em três.
Primeiro, falemos da frase em si.
O ato de olhar na cara de outra pessoa, e conscientemente gritar em alto e bom som essa frase é deplorável.
Mostra que você perdeu completamente o poder de argumentação.
É grosseiro.
Numa situação de convívio democrático equilibrado, não existe justificativa para uma agressão como essa.
Depõe contra qualquer causa.
Ponto final.
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Segundo.
O jornalista Ricardo Boechat, disse uma vez que precisamos CONSTRANGER os políticos.
Concordo plenamente.
Ele continuou dizendo que temos que riscar os carros desses políticos.
Discordo veementemente.
Constranger os políticos é o que nos resta para mostrar a esses políticos e aos próximos que vão se eleger em outubro, que nós brasileiros estamos cansados de um determinado estado de coisas e que queremos mudar uma situação onde a política nacional foi colocada à venda.
Que queremos que os políticos voltem de alguma maneira, a trabalhar para nós, como deveria ser quando TODO PODER EMANA DO POVO E EM SEU NOME DEVE SER EXERCIDO.
Mas há limites para este constrangimento.
Existe uma monumental diferença entre uma vaia histórica e a grosseira atitude da torcida de hoje.
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Terceiro.
Não estava no estádio para garantir que esses gritos começaram, como muitos estão dizendo, na “área VIP”.
Nem posso afirmar, como fez o jornalista Juca Kfouri, que os gritos vieram da “elite branca paulista”.
Acho, inclusive, nefasto classificar, qualificar ou desqualificar alguém por ser da “elite branca”.
Uma expressão tão nojenta e racista como qualquer rótulo que seja dado a outras minorias, oprimidas ou não.
Polarizar, dá nisso.
O tecido moral de nossa política já esgarçou. Há anos.
E a evidente polarização que vem acontecendo em nossa sociedade estimula a ruptura de outro tecido tão ou mais importante quanto o moral. O social.
Dizer que quem xingou a DIlma foi a elite branca, ou os pretos pobres é uma leviandade perigosa, que cria cisões irreparáveis.
Divide o Brasil, curiosamente num dia e local onde todos vestiam as suas camisas amarelas.
Concluo:
Xingar a Dilma é grosseiro e simplista. Não leva a lugar nenhum.
Vaiar a Dilma e todos os políticos corruptos é um ato que constrange e demonstra de forma clara nosso descontentamento.
Julgar quem falou o que, no meio de uma multidão de brasileiros, é leviano e perigoso.
Update:
Tem uma coisa que esqueci de escrever aqui e o Alexandre Chumerlembrou bem.
Nada disso que escrevi minimiza o fato de que essa foi uma manifestação espontânea, que deveria fazer a nossa Presidente e sua turma ficar bem preocupada.
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A Elite
MIRANDA SÁ (E-mail: mirandasa@uol.com.br)
Tuitando, trago repetidamente duas sentenças: um pensamento de Platão e um comentário de Oscar Wilde. Platão orienta meu posicionamento político: “A vida sem questionamentos não merece ser vivida”; e Wilde reprova a rudeza, o chulo e o grosseiro, ao manifestar: “Nenhum crime é vulgar, mas toda vulgaridade é um crime.
Sobre a vulgaridade, li uma interessante expressão do jornalista italiano Pitigrilli, que fez furor nos anos pós-guerra com crônicas diárias em quase todos os jornais do mundo. Para ele “existem duas vulgaridades, a exterior e a interior. A primeira se corrige ou não se corrige; a segunda se esconde por meio da educação”…
Eu diria que ambas as características podem ser corrigidas, sim, pela educação, sociabilização e civismo. E se não forem eliminadas desse modo, então devem ser consideradas crime, e condenadas.
Jamais será vulgar quem adota o ditado popular “faz favor e muito obrigado não custam dinheiro”; e externa civilidade ao se dar “bom dia”, “boa tarde”, “boa noite”; cedendo lugar nos coletivos aos necessitados; e dando ao outro, o tratamento que gostaria de receber.
Há, sem dúvida, complexidade nas características particulares, físicas e psíquicas, por isso pesco na cultura popular com o jargão “em cada cabeça uma sentença”. Há, por exemplo, necessidade de legislação para certos comportamentos, como o hábito de fumar. Uma pessoa educada jamais acenderia um cigarro em interiores ou soltaria a fumaça sobre mesas num restaurante… Só os trogloditas do século 21.
Antes da ruptura do progresso com a ascensão dos pelegos ao poder, o Brasil se desenvolvia culturalmente; mas recuou no tempo com a eleição do apedeuta Lula da Silva, sem instrução e sem modos. Anteriormente sentíamos que as pessoas educavam-se se afastando da vulgaridade, independente de classe social, cor, filosofia de vida ou credo religioso. Hoje estão presentes os antagonismos estimulados pelo PT-governo jogando negros contra brancos, desconfianças religiosas, discriminações políticas e o estribilho da impunidade.
Impera entre nós o trogloditismo meio animal. O lado animalesco carrega a falta de inteligência e o lado humano é dominado pelo personalismo, atrevimento e desprezo pelo coletivo. Os homens de Neanderthal do século 21 encarnam o exemplo mais-que-perfeito da vulgaridade.
Esta minha colocação deve-se a uma leitura antiga, de mais de 40 anos, dos fragmentos do diário de N. S. Rubachov, prisioneiro político sob o stalinismo: “Os macacos devem ter rido a valer quando o homem de Neanderthal apareceu pela primeira vez sobre a Terra”:
“Civilizadíssimos, os macacos pulavam graciosamente de ramo em ramo; o homem de Neanderthal era desajeitado e andava colado no chão. Os macacos, saciados e pacíficos viviam numa atmosfera de jovialidade artificiosa e requintada; o homem de Neanderthal pisava no mundo pesadamente, distribuindo cajadadas a torto e a direito.
“Os macacos divertiam-se olhando-o do alto das árvores e ficavam horrorizados por que enquanto comiam frutos e plantas tenras, o homem de Neanderthal devorava carne crua, matava animais e até seus semelhantes. Era rude, cruel e primava pela ausência de toda e qualquer dignidade animal.
“Os últimos sobreviventes da espécie dos chipanzés ainda torcem o nariz, muito enjoados, quando vêem um ser humano.”
Relembrando isto, sinto-me como um macaco, testemunhando a arrogância e o ar de superioridade dos homens de Neanderthal que pontificam na vida pública, com espírito vulgar, pesado, desprezível e condenável. Pergunto-me que autoridade eles teem no Brasil de tantos intelectuais ilustres e das grandes figuras políticas do passado.
Sempre me desperta a curiosidade de ver o que pensam e fazem os novos homens de Neanderthal que ocupam o poder no Brasil. Nas suas últimas façanhas vejo quanto lhes falta de senso moral e como se desviam dos princípios da ética. É este comportamento pré-histórico se assistiu no programa da presidente Dilma em redes de rádio e televisão: Mentiu despudoradamente sobre a Copa dos Roubos, coerente com as precedentes manifestações contrárias à verdade do seu partido.
Uma semana antes, tivemos também a investida antediluviana do líder do PT, Vicentinho, contra a cultura, apresentando um projeto que proíbe a importação de livros de procedência estrangeira, impedindo o esclarecimento do povo na tentativa lulo-petista de implantar não apenas a ditadura política que almeja, mas igualmente a ditadura da ignorância.
Assim, temos o incontestável atestado de como são vulgares os homens de Neanderthal que presidem nosso pobre País! Eles nos obrigam, como a elite que somos, a macaquear nas redes sociais contra sua criminosa vulgaridade .
A HISTÓRIA
MIRANDA SÁ (E-mail: mirandasa@uol.com.br)
Embora sem ser historiador ou tiver a pretensão de sê-lo, enfileiro-me entre os que consideram a História uma ciência. Àquele, se obriga a acompanhar a vida social do homem desde a sua existência, pelo que dizem os estudiosos a mais ou menos 200 mil anos… Mas para mim, de cultura ocidental, o show do movimento histórico e o progresso da humanidade, não vem de tão longe, mas de 4.000 anos antes de Cristo.
O estudo científico projeta que cada época tem a sua própria análise filosófica e, no dizer do filósofo russo Giorgi Plekhanov, não deve se limitar a uma sucessão de fatos, mas saber a razão por que tais fatos se sucederam à sua própria maneira.
Hegel ensina que a filosofia da História é a História considerada como inteligência. Para ele, “Os fatos são tomados tais quais são, e o único pensamento que ela neles introduz é o pensamento de que a razão domina o mundo”.
Eu escrevo apenas o que acompanhei – sendo, como o antigo Repórter Esso, “testemunha ocular” – não adoto o fatalismo dos árabes ou o pensamento cristão, seja católico (Agostinho) ou evangélico (Calvino), de tudo depende da vontade de Deus.
Pretendo mostrar as coisas como são ao meu modo de ver, e o importante papel do indivíduo impondo-se aos acontecimentos. Vou ao exemplo colegial que ensinava na minha adolescência mostrando que se não tivesse ocorrido a Revolução Francesa, Napoleão teria morrido com as divisas de coronel ou talvez de general…
Nesta apreciação sobre a política brasileira, levo em conta de que percebi que as particularidades individuais se impuseram a situações causais. Não tivesse havido uma ruptura democrática com a derrubada de João Goulart em plena “guerra fria”, o general Golbery do Couto e Silva não teria assumido o importante papel que ocupou no regime militar.
E sem Golbery, a existência de Lula da Silva, como indivíduo, não passaria de um pelego sindical do ABC paulista; e que o Partido dos Trabalhadores possivelmente não teria existido. E os 12 anos de poder de Lula e do seu partido não teriam importância se não fosse o famigerado instituto da reeleição imposto por Fernando Henrique Cardoso.
Relembro que a criação do PT, “um novo gênero de partido”, nos deu uma organização política “acima das classes”, como Mussolini adotou ao estabelecer as bases do Partido Nacional Fascista na Itália. E assim, o PT vem se mostrando como uma cópia de papel carbono do mussolinismo.
Como o fascismo, o crescimento e a sustentação do lulo-petismo se devem principalmente à capacidade de modificar sistematicamente suas posições diante das situações difíceis, como ocorreu no caso do Mensalão; e se alicerça na bilionária propaganda de massa promovida pelo governo e pelas empresas estatais.
Enquanto o PT-governo enche de favores banqueiros, empresários e indústria automobilística, o partido recebe contribuições das empresas dependentes de contratos governamentais, principalmente das empreiteiras. E vem dinheiro também da arrecadação do dízimo de mais de 25 mil aparelhados ocupantes de cargos comissionados na administração pública.
Esta gorda “caixinha” fortalece a organização, sustenta uma vasta burocracia e atende à manutenção de agentes provocadores. Isto se viu recentemente com a mobilização de jovens atuando organizadamente nas redes sociais para enfrentar a oposição na internet; esse recrutamento tem as mesmas características dos Fasci Giovanilli di Combatimento, do Partido Nacional Fascista.
À similitude do lulo-petismo com o fascismo italiano, descrita acima, acrescenta-se que, como os fascios faziam com Mussolini, o PT vive à base do egocentrismo de um chefe, Lula, que tem sua personalidade cultuada.
Arriscando-se (acho quase certo) a perder as próximas eleições presidenciais, o lulo-petismo põe as garras de fora, abrindo um caminho para o estado totalitário através do decreto presidencial 8243, furtivamente baixado pela presidente Dilma.
É uma lei de exceção, uma Carta Fascista para substituir a Constituição: Transfere o poder dos representantes eleitos para os farsantes “movimentos sociais”, as gangues dos sindicatos apelegados, MST e derivados, ONGs fajutas e toda espécie de arrumadinhos “caça níqueis” intitulando-se “do povo”.
Este maldito decreto dá ao PT-governo o arbítrio eventual sobre toda sociedade. Torna-o, não um adversário político, mas um inimigo do povo brasileiro, com ilimitado poder totalitário. Permitirá a implantação de uma máquina policial tentacular, como a ditadura militar não teve.
Certamente irá suprimir as liberdades de imprensa, de opinião e reunião, e deixará as cabeças pensantes do País sem condições legais de divergir, obrigando-se a manter subterraneamente a luta pelas liberdades individuais e públicas.
Somos uma Nação que pela origem multi-racial e a consequente formação democrática e liberal, cristalizou uma cultura de resistência passiva. Mas a História está cheia de explosões populares, inúmeros levantes contra as invasões estrangeiras e a dominação colonial portuguesa são o melhor exemplo.
Para evitar isso, uma guerra civil fratricida, será preciso enfrentar uma batalha para que o decreto fascista do lulo-petismo não se imponha. Nas ruas, nas redes sociais, em família, na igreja, no trabalho e no clube.
O Terror
Miranda Sá (E-mail: mirandasa@uol.com.br)
Muitos colaboraram com a ascensão do Partido dos Trabalhadores, mesmo sem filiação ou dar-lhe o voto. Após a redemocratização reinava uma simpatia pelas atraentes propostas de Democracia e Justiça Social que ele acenava. Intelectuais de várias escolas filosóficas acompanharam interessados a evolução do partido e admiravam o idealismo de suas bases que atraía estudantes, jornalistas, médicos, pequenos empresários, policiais, professores, religiosos, servidores públicos e sindicalistas.
A legalização desse partido (“de novo tipo”) passou pelo crivo do general Golbery do Couto e Silva, eminência parda do regime militar. Com ele propunha enfrentar o Partido Comunista oficial, burocratizado, a serviço da URSS e desarvorado pelas denúncias anti-stalinistas contidas no Relatório Kruschev.
Subestimou, porém, o amoralismo de Lula, sindicalista, pelego da Volkswagen e agente duplo como informante do Dops paulista, segundo Tuma Jr.. O General jamais imaginou que o PT se transformasse numa ameaça fascista para o Brasil. Golbery era um duro inimigo dos totalitarismos e registrou no seu livro Conjuntura Política Nacional & Geopolítica do Brasil este contundente registro:
“Rememorando as caçadas medievais às bruxas, os desmandos cruéis de Pizarro, a escravização dos africanos e o extermínio dos indígenas na América do Norte, Hitler dominou a Alemanha com sua tétrica estratégia do terror, hordas dos novos bárbaros das SS e os pogroms racionalizados dos campos de concentração e das câmaras de gás.”
Como Golbery, o cérebro da geopolítica (e “gênio” da raça, segundo Glauber Rocha) eu embaralho o fascismo com o terror. Sempre relembro o livro “1984”, de George Orwell, trazendo o extrato do totalitarismo, baseado nas ditaduras fascistas e no stalinismo.
É lenta e gradual a marcha do lulo-petismo para o terror fascista; com essa estratégia, agregou o fisiologismo de políticos corruptos, o oportunismo dos aventureiros, o crime organizado e os lúmpens desideologizados que infestam as cidades, drogados e vadios.
Assim, o PT-governo e a pelegagem declassé que o domina, mesmo sem coragem de centralizar a administração pública, aparelha órgãos-chave do governo com militantes fiéis à voz do dono. Mantém centenas de funcionários do partido com dinheiro público, usando-os como massa de manobra.
Devagar, devagarzinho, o lulo-petismo compra a mídia burguesa com abundantes verbas públicas e, não satisfeitos, aprova decretos no Congresso servil para submeter a imprensa não comprada e disciplinar jornalistas.
Ainda não tiveram condições políticas para montar a “Polícia do Pensamento” e reprimir os opositores, mas sucatearam a Polícia Federal e criaram uma “Força Federal”, guarda palaciana à disposição do PT-governo.
Avançam para dominar o que resta do Judiciário, com a mesma tática das ditaduras assemelhadas ideologicamente, principalmente as ditaduras narco-populistas da América Latina. Atentando contra a República, instalaram um governo de manifestações sectárias. A maioria dos ministérios – que são 40 – não cumpre as suas tarefas básicas, limitando suas atividades a um esquema propagandístico cientificamente elaborado. Aos principais ministérios, Defesa, Educação, Meio Ambiente, Saúde e Transportes, agregaram secretarias subordinadas à Presidência, a fim de embalar as massas e distrair os movimentos sociais cooptados.
Agora, o PT-governo investe no inconstitucional decreto presidencial 8.243, de 23 de maio, que em seu artigo 1º, fala em implantar a “democracia participativa”, um “modelo político” que dá poder aos movimentos sociais, sindicatos, ONGs e entidades corporativas, cooptados através de verbas públicas e tornados frentes legais do PT.
Foi desta maneira que Fidel Castro dominou Cuba, inspirou Chávez na Venezuela e influencia os governos narco-populistas latino-americanos. Uma cópia em xerox dos “sovietes” stalinistas apodrecidos pela burocracia e corroídos pela corrupção, e sepultados pela História.
Com o decreto 8243 teremos a implantação oficial do terror, extinguindo os direitos individuais consagrados na Constituição, controlando as manifestações religiosas e impondo a educação estatal das crianças policialescamente.
Não é por acaso a diáspora partidária das pessoas honestas que se decepcionam e se afastam. Reagem por que foram iludidos, são estudantes, jornalistas, médicos, pequenos empresários, policiais, professores, religiosos, servidores públicos e sindicalistas.
Diante disso, vamos nos unir, e não basta criticar e sim incentivar as contradições políticas para impedir a implantação da ditadura petista. Se faltar eco das forças vivas da sociedade, só restará uma coisa contra o terror: o voto consciente contra o PT.
Cinismo
MIRANDA SÁ (E-mail: mirandasa@uol.com.br)
De longe, a gente vê o Brasil com uma lupa. A minha experiência é antiga; sempre que estou fora do País enxergo as coisas com mais clareza, e agora que estou convivendo com uma realidade semelhante – o narco-populismo de Cristina K – me convenço de que o cinismo lulo-petista atingiu o auge…
Comprovei isto, assistindo as respostas dos MAVs às mensagens no Twitter mostrando fotos do relacionamento íntimo de Lula da Silva e da sua laranja presidencial, confraternizando com os fantasmas do passado Sarney, Collor, Renan. As marionetes mantêm os mesmos argumentos: “O PSDB e FHC tinham as mesmas relações…”
Silenciam, porém, quando aparecem os fantasmas do presente, mensaleiros corruptos presos na Papuda, o falsário Pizzolato na Itália, e os sempre sorridentes André Vargas, Padilha e Paulo Roberto Costa – companheiros de fé. Calam-se porque a companheirada nada tem a ver com o tucanato.
Vou usar um velho clichê: é um cinismo revoltante. Este cinismo nada tem a ver com os filósofos Antístenes de Atenas e Diógenes de Sínope, neo-socráticos, fundadores da Escola Cínica. Àqueles pregavam um retorno à vida austera dos gregos; os cínicos lulo-petistas, ao contrário, querem a volta da esbórnia politiqueira que o seu partido antes condenava.
O PT se igualou ao que havia pior na política brasileira. Emparceirou com os 300 picaretas denunciados por Lula da Silva quando fingia combater a corrupção, embora pelego da Volkswagen e, segundo Tuma Jr., alcagüete do Dops paulista, sob o codinome “Barba”.
Os iludidos (se os há) representam uma fração por um inteiro. A velha militância, que se afasta envergonhada, denunciando as descobertas, algumas tardias, das estripulias do pelego-mor e da pelegada que o acompanha; os que ficaram são os caranguejos da utopia socialista, andando para trás na busca de um passado obsoleto com as bandeiras desbotadas de uma ideologia defunta.
Os novos são arrivistas, carreiristas, mercenários e oportunistas. Quando não estão pendurados nas tetas da administração federal recebem algo por fora… São estes que foram recrutados pela hierarquia do partido interno para “agitar” as redes sociais. Além dos blogueiros chapas-branca – com o banner de alguma estatal – surgiram os MAVs, com direito a congressos e seminários para aprender a atuar no mundo da Internet.
Estão fadados ao fracasso. São bloqueados pela má-educação ou linguagem inadequada; ou isolados pela ignorância do mundo real na cegueira da propaganda enganosa do virtual País das Maravilhas.
Os MAVs nem sequer alcançam o cinismo profissional da pelegagem; ficam no andar de baixo (ou nos porões) formando a rede de imposturas e de exageros na dissipação do dinheiro público. São aqueles cachorrinhos da antiga propaganda da RCA Victor ao pé do alto-falante ouvindo a voz do dono.
Felizmente não teem condições de iludir ninguém, a não ser os que querem ser iludidos ou tiverem interesse nisto. Nós, que lemos os pensamentos de Abraham Lincoln, sabemos que: “Você pode enganar uma pessoa por muito tempo; algumas por algum tempo; mas não consegue enganar todas por todo o tempo.”
Quando um cínico lhe provocar pergunte-lhe pela inflação. Ele calará porque a inflação é indisfarçável. Ele não pode usar a estatística maquiada do PT-governo, porque os números dos preços na feira não mentem jamais.
O Índice de Preços Gerais do Mercado (IGP-M) sobe mês a mês. No primeiro trimestre já superou os números do mesmo período do ano passado. E a maior pressão veio dos gêneros alimentícios. Esse é o retrato de corpo inteiro do dragão, que havia sido acorrentado nos subterrâneos da República pelo Plano Real.
A volta da inflação radiografa a incompetência do PT-governo, e de sobejo o cinismo do ministro Mantega e de Tombini, presidente do Banco Central. Eles amordaçaram os institutos sérios deste País, o IPEA e o IBGE sob protestos dos seus pesquisadores e técnicos, mas de nada adiantou.
O problema está longe de ser apenas a alta dos preços. Ela vem associada ao crédito, aos gastos públicos, à renda familiar e às leis do mercado. Está na intervenção política no câmbio e nos juros.
A política econômica de Dilma – o mamulengo de Lula – está fora dos eixos. Rebaixamentos da nota do Brasil pela Standard & Poor’s apontam o excesso de gastos do PT-governo, o desperdício e a corrupção. Lápis, base, cremes, batom e blush da “contabilidade criativa” é uma maquiagem que já não trapaceia.
E não é só a inflação econômico-financeira. É a inflação do cinismo.
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