Artigo

ESPIÕES

MIRANDA SÁ (E-mail: mirandasa@uol.com.br)

Muitos conhecem os filmes do agente ‘007’ com o script do autor de livros policiais, Ian Fleming. São inspirados nas ações do departamento de desinformação IRD – Information Research Departement, do serviço secreto inglês. Os casos são colhidos no meio político e no jornalismo investigativo influenciadores da opinião pública; e os primeiros se basearam em casos da guerra fria, enfrentando a espionagem da antiga URSS. As aventuras de 007 aproveitam também as ações fascistas e nazistas na Itália e na Alemanha sob Mussolini e Hitler. Como se sabe, as sinistras polícias políticas nazi-fascistas submeteram os seus povos e quase toda Europa ao regime totalitário derrotado na 2ª Guerra Mundial. A Gestapo hitlerista notabilizou-se pelo holocausto de judeus e o massacre de antinazistas, ciganos e gays, e foi o modelo para a repressão nos caricatos regimes fascistas da Hungria, Espanha e Portugal. Nessas ditaduras mirins a espionagem obedecia a métodos da GPU stalinista. Entre os fascistas latinos, a mais cruel ditadura foi a espanhola, de Franco. Um “Estado Sindical” que agrupava no mesmo órgão, empresários e trabalhadores. Por coincidência bem parecido com o bolivarianismo que o lulo-petismo quer implantar através do decreto 8243. Na esteira das aventuras do 007, tivemos contemporâneas manifestações de espionagem e a maior revelação vem dos EUA, que vigiam outros países e os próprios cidadãos. Foi denunciada pelo ex-técnico da NSA – Agência Nacional de Segurança, Edward Snowden, gravando intercepções de ligações telefônicas, skype, e-mails e de mensagens em redes sociais e chats. No Brasil, o PT-governo prontamente, condenou a rede de espiões dos EUA. O lulo-petismo fez um tremendo ba-fa-fá antiamericano. Foi uma festa: Dilma era espionada pelo imperialismo americano! E haja propaganda para ativar o patriotismo de araque dos satélites que giram em torno do poder. Por uma questão geopolítica gritaria petralha caiu no vazio. Não repercutiu como ocorreu na Alemanha, aonde a 1ª ministra Merckel teve também conversas espionadas; mas, seja como for, a espionagem ianque como fez a divisão clandestina da CIA, a NSA, iguala-se às piores ditaduras. Como o SNI (hoje ABIN) no Brasil, e o DINA de Pinochet, no Chile. Aqui, como Deus é brasileiro, não precisamos de um Snowden para descobrir a espionagem tupiniquim implantada entre nós pelas “vítimas” do imperialismo! Está comprovado que temos espiões de legítima casta lulo-petista, patrocinados pelo PT-governo na sua marcha para a ditadura narco-populista. A rede planaltina de espionagem cibernética interveio na Wikipédia, distorcendo perfis dos jornalistas Miriam Leitão e Carlos Alberto Sardemberg, modificando dados críticos sobre a administração Dilma e levantando calúnias. Tudo saindo da sede do governo federal e pago por nós! Quem não se lembra a “indignação” de Dilma e dos seus asseclas ao saber que teve conversas interditadas pela NSA? Agora é ela própria, que recebe no Palácio um bando de espiões. Talvez pela influência dos espionados, gente graúda da mídia, a opinião pública reagiu; e está inconformada com esta imprópria e descabida ação que espreitou jornalistas, e cada um se pergunta: se fizeram com eles, o que não fazem contra o cidadão comum? Já não é segredo que somos uma Nação vivendo sob o arbítrio de uma polícia política tal e qual os povos submetidos ao stalinismo e ao nazi-fascismo! E tal situação só poderia partir de Dilma, capaz de tudo. Acende uma vela a Deus e outra ao Diabo. Ao Diabo, selando uma aliança obscura para reeleger-se; e a Deus, em romaria pelas igrejas e seitas, jurando “contrita” a sua fé para católicos, evangélicos, umbandistas e outros! Diante disso, é preciso lutar para evitar que não ocorra no Brasil o que já assistimos nos países dominados pelo narco-populismo, Argentina, Bolívia, Equador e Venezuela, sem falar da ditadura cubana que chegou ao requinte de formar médicos-espiões e infiltrá-los em colaboração com o PT-governo degeneradamente ideologizado pelo stalinismo… É uma tarefa de todos os patriotas brasileiros, homens e mulheres, condenar os espiões, espiões aparelhados no governo e mantidos com o dinheiro público para subjugar a Nação.

SUSPEITAS

MIRANDA SÁ (E-mail: mirandasa@uol.com.br)

Com tanta mediocridade adejando no concerto das nações, e particularmente, no Brasil aonde se funde com os crimes na administração pública e na atividade política, vale a pena ir ao século 18 e receber de Holbach uma lição que nos dá na sua obra “Sistema da Natureza”.

“A ignorância, o erro, o preconceito, a falta de experiência, de reflexão e previsão, eis as verdadeiras fontes do mal moral. Os homens prejudicam-se a si próprios porque não se informam dos seus próprios interesses”.

Contra esses males, deve-se ir à História na defesa da blogueira Adriana Vandoni da TV Pantanal no Mato Grosso, processada por comentar que para roubar, juntem parceiros e se filiem ao PT. Em favor de Adriana, usaremos a “suspeita” como o princípio jurídico, expresso no primoroso texto do promotor Ivaldo Lemos Junior, do MP/DF. O doutor Ivaldo defende o direito de policiais na abordagem por suspeita, direito adquirido pela experiência “dos que enxergam situações que olhares destreinados não percebem”.

Isso também ocorre com o comunicador municiado de fatos irrecorríveis que levantam suspeitas na seqüência histórica protagonizada por petistas, que parecem obedecer a um interesse comum.

Apenas três em inúmeros casos, poderão absolver Adriana Vandoni. Comecemos com a Operação Sanguessuga da Polícia Federal investigando a compra superfaturada de ambulâncias pelo Ministério da Saúde. Nela, a PF apreendeu em hotel de São Paulo US$ 248,8 mil e R$ 1, 168 milhão com o petista Valdebran Carlos Padilha da Silva, empreiteiro mato-grossense.

A denúncia saiu da CPI da Câmara Federal que apurou o esquema que resultou em 46 mandados de prisão contra políticos e assessores. Foi tão grande a repercussão, que resultou na derrota fragorosa do ex-ministro da Saúde, Humberto Costa, candidato ao governo de Pernambuco. O ex-ministro foi inocentado; mas tarde demais. Elegeu-se Eduardo Campos, hoje candidato à presidência.

Há também os assassinatos misteriosos dos prefeitos Celso Daniel e Toninho, de Santo André e de Campinas, mortos insepultos para permanente pesadelo dos lulo-petistas. Em ambos os casos, as investigações oficiais não foram conclusivas quanto aos motivos das mortes.

O caso Celso Daniel está no livro “Assassinato de Reputações”, de Romeu Tuma Junior, com a confissão do atual ministro petista Gilberto Carvalho, factótum do ex-prefeito, incumbido da movimentação financeira da Prefeitura de Santo André.

Carvalho disse que ia processar Tuma Jr., que ele confirmou a existência de um propinoduto em Santo André e que pessoalmente levava o dinheiro desviado para José Dirceu. O médico João Francisco Daniel, um dos irmãos de Celso, afirma a exatidão do fato nos termos relatados por Tuma Júnior.

Recentemente, num vaivém que se arrasta até hoje, temos envolvimento do deputado André Vargas com o doleiro Alberto Youssef, segundo diligências da Operação Lava Jato que investigou um esquema de lavagem de dinheiro e evasão de divisas.

A PF concluiu e o MP deu crédito. Registrou-se um íntimo relacionamento de Vargas com o doleiro Youssef. Mantinham encontros e trocavam mensagens de celular e telefones, combinando conversas em aeroportos, postos de gasolina, na casa do deputado, e até no gabinete da Câmara.

Na época, André Vargas era líder do PT na Câmara Federal e Youssef trazia longa folha corrida no submundo; era compadre do falecido deputado federal José Janene, peça chave do “mensalão”; foi investigado na CPI do Banestado; transacionava dinheiro para o exterior através das contas CC-5, e depositava dinheiro de políticos em bancos de Beirute, capital do Líbano.

Ambos, o deputado petista e o doleiro, estão implicados no esquema investigado e desbaratado pela PF. O alcance das operações chegou à Petrobras e enredou o antigo ministro da Saúde, Alexandre Padilha, hoje candidato de Lula ao governo de São Paulo.

Padilha nega qualquer ligação com o doleiro, e os petistas avaliam como positiva a sua defesa no caso do Laboratório Labogem, contra o qual pairam graves denúncias.

Por tudo isso, pelo faro e a experiência na observação da política e dos políticos, o comunicador tem o direito de levantar suspeitas.

Pergunta do natalense João Oliveira a Cláudio Humberto

“Afinal, para que serve, nos moldes atuais, o Congresso Nacional? Para gastar dinheiro público, para nos envergonhar, para enriquecer uns quinhentos e poucos inúteis, para chancelar um governo corrupto, para fazer de contas que existe uma democracia, para não legislar sobre coisíssima nenhuma que livre a sociedade da insegurança, da falta de assistência nas necessidades básicas? Israel deveria errar uma das suas bombas e que ela caísse justamente em cima do nosso parlamento quando estivesse lotado…aliás coisa bem difícil, não?”

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ABUTRES

MIRANDA SÁ (E-mail: mirandadasa@uol.com.br)

De vez em quando a mídia dá relevo a um termo que, como um meme, é um fenômeno de recepção e transmissão com divulgação maciça. Agora se fala de abutres. O que são abutres? São aves falconiformes carnívoras, como águias, gaviões e falcões, e, primos em segundo grau, os corvos. O Dicionário Aurélio registra designação brasileira para os urubus.

Os ‘abutres’ da hora, são os grupos financeiros que compram ações de empresas pré-falimentares, visando “ressuscitá-las” a longo prazo, lucrando com isto. A denominação “fundos abutres” é importada de Walt Street, nomeando os fundos “que gostam de carniça”, como os que levaram a Argentina ao calote por se recusarem negociar a dívida daquele país.

Os brasileiros, particularmente os letrados e bem informados, enfrentam a grave ameaça de outros abutres, os petralhas, que impedem o Brasil de trilhar o seu destino democrático, com desenvolvimento, justiça, liberdade, e livre da corrupção endêmica que se alastra na administração pública.

Lulo-petistas são capazes de ‘fazer o diabo’ para se manter no poder, ocupando posições de mando e as tenebrosas transações que levam o País à inadimplência igual a da Argentina, gêmea univitelina pela forma de governar.

É preciso reagir. Não podemos cair na desilusão e o abatimento, nem mesmo à resignação que atinge principalmente os jovens, como se observa na baixa procura ao título eleitoral às vésperas de uma importante decisão política.

Como virou moda falar de ‘abutres’ entre os ‘economistas’ narco-populistas, é preciso videogravar a revoada das aves brasileiras de rapina também presentes na estrutura política e administrativa do País, sem precedentes históricos.

A olhos vistos arma-se um golpe contra as instituições republicanas através do decreto 8243, e a base dessa ruptura constitucional está no aparelhamento do Governo e do Estado pelo partido ocupante do poder.

Isto não é novidade para os esclarecidos; mas passa despercebida pela população. Em grande parte, a alienação e o apoliticismo contribuem para isto; mas a corrosão vem da intervenção culposa e organizada dos abutres que bicam os poderes republicanos, nos ministérios e nas empresas estatais.

Esses gaviões corromperam os movimentos sociais, antes influentes, críticos e reivindicantes. Cooptados pela ideologia degenerada do PT, os sindicatos não passam de ninhos da pelegagem abutre, e aplainam o terreno para a marcha totalitária do lulo-petismo. E, pela mesma razão, a ABI, a CNBB, a OAB e a UNE se submetem ao governo narco-populista.

É também por causa dos falconiformes, a desatenção e inadvertência das classes médias, dos intelectuais, artistas, magistrados, médicos, militares e professores, assombrados com o assalto dos abutres. Assim, impera o silêncio diante do crescimento tumefacto dos ministérios e do abuso pelo aparelhamento de 25 mil cargos comissionados no governo federal.

Os cargos de livre nomeação no Poder Executivo passaram de 17,6 mil, no final de 2003, para 22,6 mil em outubro de 2013; e os DAS – Direção e Assessoramento Superior –, com funções de comando e/ou assessoria, cresceram 46% em uma década, chegando a 4.814.

Segundo reportagem investigativa da Folha de São Paulo, os salários desse bando partidário vão de R$ 2.152 a R$ 12.043 e aos nomeados se permite acumular o cargo nas ‘comissões’ dos conselhos administrativos.

Juntam-se aos abutres “estrelados” os falconídeos dos partidos associados ao peleguismo. Na maioria são incompetentes; e se resumissem suas funções apenas ao contracheque, até seria melhor para o País. A parte podre se locupleta para troca informações privilegiadas por propinas, e/ou facilitando licitações obtendo percentagens ilegais.

Ministros e diretores das estatais são lenientes com o vôo profuso e até festivo das aves de rapina nas esferas de sua influência. Servem aos aparelhados na estrutura administrativa e se servem deles sem sentimento de culpabilidade.

No processo degenerescente implantado pelo lulo-petismo esvoaçam os urubus oportunistas e carreiristas, sobrevoando a carniça que não querem largar nas próximas eleições. Por eles, já se tem notícia do uso de bens do Estado para propaganda eleitoral, com a Justiça Eleitoral alheia ao fato.

Meios de comunicação, transportes, deslocamentos remunerados e assessorias oficiais, estão à disposição dos cabos eleitorais que corvejam no PT-governo. Nem mesmo o ‘bolsismo’ subornante terá um efeito semelhante de coação no eleitorado.

É fundamental, portanto, que se levante um gigantesco espantalho para afastar os abutres prenunciadores da desgraça nacional. Para isso, precisamos fortalecer a resistência nas redes sociais contra o devastador aparelhamento e só assim poderemos enfrentar e derrotar o entulho da intoxicação e da decomposição que atraem os abutres.

 

 

 

Fronteiras

MIRANDA SÁ (E-mail: mirandasa@uol.com.br)

Nunca será bastante referirmo-nos às ameaças a nossas fronteiras escancaradas pela política frouxa executada pelo PT-governo, por leniência ou de propósito, favorecendo o contrabando de armas e de drogas trazidas dos países vizinhos contra os quais se levantam suspeitas de atividades ilegais.

Falar de fronteiras nos leva à Antiguidade Clássica, quando os romanos chamavam de bárbaros todos os povos fronteiriços, que não falavam o latim, não mantinham seus costumes, nem respeitavam a sua legislação.

O Direito Romano tão invocado pelo mundo jurídico, ratifica o princípio de cidadania e territorialidade. Seus princípios nortearam o direito positivo brasileiro e a diplomacia do nosso País, fixada pelo Barão do Rio Branco nas questões de fronteira.

Rio Branco foi diplomata, advogado, geógrafo e historiador brasileiro. Atuou com brilho defendendo os interesses nacionais contra a Argentina ao Sul, no litígio sobre o Amapá com a França, e conduziu brilhantemente as negociações entre o Acre e a Bolívia.

A defesa da nossa soberania, do espaço político e econômico indesviável da geopolítica a ser seguida pelo Estado e o Governo. Preocupou Getulio Vargas com a sua “Marcha para o Oeste” e ao regime militar (1964-1985) com a política de integração nacional, criando municípios fronteiriços para a ocupação e a preservação de limites ao Oeste.

A Constituição de 1988 preocupa-se em preservar nossas fronteiras incluindo no seu artigo 144 e parágrafos, a prevenção e repressão dos tráficos ilícitos. É com revolta que vemos o descaso do Partido dos Trabalhadores com a Constituição, ferindo a soberania e a segurança nacional.

Com o PT-governo, nossas fronteiras são complacentes, como certas ocorrências de elasticidade observadas na morfologia anatômica… Isto está patenteado no lúcido e contundente artigo sobre a Estratégia Militar da Defesa publicado no UOL por Luiz Eduardo Rocha Paiva.

Para o articulista “A defesa do país é tratada como algo irrelevante e gerida na base do faz de conta”; e vai além, considerando que “as informações sobre a situação da defesa do País não podem se restringir às transmitidas pelas fontes oficiais e autoridades governamentais, que jamais questionam as próprias estratégias e omitem deficiências e vulnerabilidades.”

Concordo com Luiz Eduardo Rocha Paiva em gênero, número e grau, principalmente com relação à necessidade do Brasil de possuir um poder militar capaz de enfrentar quaisquer países que venham a ameaçar ou acometer contra os interesses brasileiros.

A análise não se refere apenas aos limítrofes do Oeste, mas lembra que a França e a Inglaterra, com influência nas Guianas, sempre mantiveram o olho grande sobre a Amazônia, principalmente a calha norte do Rio-Mar.

Luiz Eduardo Rocha Paiva tem autoridade de sobra para abordar o tema da soberania; além de respeitado conhecedor da geopolítica, é general da reserva. Como tal, democraticamente, mapeou a real fragilidade das Forças Armadas diante de um perigo efetivo e iminente.

O PT-governo, que distribui milhões de reais em espécie a ditadores africanos e narco-populistas sul-americanos e caribenhos, nega verbas para as FFAA disporem de sistemas operacionais estratégicos, como recursos para as essenciais e indispensáveis pesquisas tecnológicas e científicas.

O pior de tudo é que em vez de resguardar o País dos bárbaros além fronteiras, que é a sua missão constitucional, as FFAA estão fazendo papel de polícia… Agora mesmo, o Exército – quem diria! – cria um órgão específico para monitorar manifestações populares…

Desconfia-se ser proposital fronteiras abertas para beneficiar vizinhos narco-populistas, como o ‘cocalero’ Evo Morales, com quem Lula da Silva, chefe do PT, se exibiu cortejado com colar de folhas de coca.

Contribui para tal descalabro a diplomacia anã do Itamaraty, cortejando “ideologicamente” governos comprometidos com o tráfico de drogas e de armas. E isso é revoltante. Para concluir, retornamos ao patriótico texto do general Rocha Paiva:

“Todos os projetos estratégicos de defesa não recebem recursos suficientes para cumprir o cronograma ou eles são contingenciados. Se algum dia forem concluídos, já serão antiguidades. Descaso com a defesa!”.

Lilipute

MIRANDA SÁ (E-mail: mirandasa@uol.com.br)

A miopia diplomática levou o PT-governo a convocar o embaixador brasileiro em Tel-Aviv, ferindo o tradicional princípio de respeito à autodeterminação dos povos do Itamaraty. Até para quem não se acostumou a testemunhar o definhamento da nossa diplomacia, sob a assistência de um comissário político, considerou a medida deplorável.

Pela mesquinhez, o Itamaraty recebeu uma resposta inequívoca. O porta-voz da Chancelaria israelense qualificou o Brasil de “anão diplomático” e de “parceiro irrelevante que cria problemas em vez de contribuir com soluções”.

Sentimos vergonha, mas defendemos o direito do Estado de Israel de se manifestar dessa maneira, pela impudência do governo lulo-petista.

Não se trata de assumir um dos lados entre israelitas e palestinos, por que não nos cabe julgar se a guerra em que se empenham é justa ou injusta. O que nos revolta é ver aonde chegou o corpo diplomático brasileiro, que era admirado e respeitado pela cultura, altivez e integridade, mediando conflitos.

Do outro lado, essa situação de vexame revela ao mundo a verdadeira face do Brasil aviltado por um partido hegemônico e degenerado. Ficou indisfarçável o nanismo ético, moral e abastardado que os brasileiros constatam.

Doravante a desgraça nacional já não se limita à resistência dos patriotas; atravessou as nossas fronteiras. Agora, a imagem do Brasil lá fora é em grande angular. Reflete a ocupação do 79º nível entre 167 países no Índice de Desenvolvimento Humano, a ruína da Educação e da Saúde Pública; reproduz-se na decadência das empresas estatais (o exemplo é a Petrobras), e pela corrupção.

Visto pelas lentes internacionais, o gigante pela própria natureza converteu-se num anão. Reprisa a “A Ilha da Fantasia”, com o inesquecível Ricardo Montalban interpretando Sr.Roark, e o seu fiel escudeiro, o anão Tatoo, por Hervé Villechaize. Mr. Roark é o comissário Marco Aurélio “Top-Top” Garcia e Tatoo, a composição nanica do Itamaraty…

O desnível entre a fantasia petista e as reais expectativas nacionais de recuperar o País, leva-nos, também, à alegoria do genial escritor e político irlandês Jonathan Swift, no seu livro “As viagens de Gulliver”.

“As viagens de Gulliver”, classificado entre nós como literatura infanto-juvenil é muito mais do que isto: nele encontramos um compêndio de ensinamentos filosóficos, sociológicos e políticos de fazer inveja a muito PhD…

Swift nos conta a presença de um náufrago arremessado à ilha de Lilipute. O sobrevivente, Gulliver, rapaz de um metro e setenta, foi aprisionado pelos liliputeanos, pequenos seres de oito polegadas de altura. Chamado de Homem-Montanha foi à presença da majestade imperial e este lhe propôs colaborar com o reino em troca de alimentos e bebidas (capazes de suprir 1.728 liliputeanos). O acordo foi aceito e o Homem Montanha viu-se em liberdade.

O Brasil – “gigante pela própria natureza” – está preso pelos pigmeus do PT; carece de alimentos por causa de uma inflação incontrolável e tem sua liberdade ameaçada por um decreto fascista, que visa instalar uma República Sindicalista, eufemismo de ditadura narco-populista dos pelegos.

O País-Montanha virou um País-Anão. Por isso sua diplomacia é orientada por ideologias ultrapassadas: curva-se diante do cocalero Evo Morales, ajuda ditaduras africanas e mendiga uma representação no Conselho de Segurança da ONU.

Diante de tamanha mediocridade, tremem no túmulo Rio Branco e Joaquim Nabuco que nos orgulhavam. Homúnculos que aparelham os órgãos do PT-governo não chegam aos pés dos liliputeanos descritos na carta de Gulliver ao seu primo Sympson. Nela, o Homem Montanha afirma que os habitantes de Lilipute “têm tanta existência quanto os habitantes de Utopia”…

Por felicidade, nossas redes sociais materializam nossa existência, não utópica, mas real. Batalham por um Brasil que mereça respeito, pelo desenvolvimento, justiça e liberdade. Lutam contra o rebaixamento nacional sem se intimidar pelos MAVs nanicos, defensores da infame política externa que faz do Brasil uma Lilipute no concerto das nações.

Pelegos

MIRANDA SÁ (E-mail: mirandasa@uol.com.br)

“Pelego” é um termo depreciativo que se popularizou na década de 1930, no primeiro governo de Getúlio Vargas. É a designação gauchesca para um retalho de lã de carneiro que amacia a sela de montaria. Quem se deixa sentar em cima é servil… O Dicionário do Aurélio define: Pelego: Pessoa subserviente, capacho.

O termo foi usado para indicar os delegados do governo getulista infiltrados nos sindicatos; em vez de defender os filiados, faziam jogadas nas negociações com o patronato. Mais tarde, os próprios empregadores usaram este método de controle remoto no movimento sindical dos trabalhadores e nos próprios…

Inúmeros desses agentes conquistaram a direção de sindicatos e por muitos anos controlaram federações e confederações de trabalhadores através de maracutaias estatutárias. Ainda hoje, valendo-se das imunidades que lhes são garantidas por lei, muitos se reelegem indefinidamente.

A figura do pelego não serviu apenas ao governo Vargas. Estendeu-se às administrações governamentais posteriores, inclusive na ditadura militar, quando apareceram como interventores no sindicalismo submetido ao sistema imposto.

Essa personagem sinistra não foi criação brasileira, e também não foi por acaso. Nasceu com o fascismo italiano e a Carta Del Lavoro de Benito Mussolini. E, a bem da verdade, excetuando dos pelegos, a Carta Del Lavoro foi o modelo para a Consolidação das Leis do Trabalho, CLT, que, apesar das minudências legislativas inúteis, trouxe garantias aos trabalhadores que até os anos 1930 eram semi-escravos.

Os sindicatos surgiram nos albores do século 20 no Brasil, na bagagem de emigrantes italianos e espanhóis anarco-sindicalistas; e substituídos mais tarde pelos comunistas, cuja influência justificou a intervenção neles pela ditadura Vargas. Com a redemocratização de 1945, os pelegos influenciados pelo getulismo atuaram no Partido Trabalhista Brasileiro (PTB).

No seio do movimento sindical, trabalhistas e comunistas se digladiaram até João Goulart assumir a presidência da República com a renúncia de Jânio Quadros. Daí se aliaram sob o janguismo confundindo-se na pelegagem…

O movimento militar de 1964 derrubou Jango e, ao se consolidar, ampliou o peleguismo: estimulou a criação de sindicatos rurais, de pescadores e também os “conselhos comunitários”, aparelhando-os.

Nesse cenário, surgiu Lula da Silva servindo a três senhores, como é do seu feitio oportunista: Era ligado ao partido comunista (PCB), informante do Dops, e prestava serviços à Volkswagen. Com seu amoralismo conquistou a confiança de todos três, e foi assim que mereceu do general Golbery do Couto e Silva uma sigla partidária e fundou o Partido dos Trabalhadores com a função de servir como anteparo ao PTB e ao PCB.

Na origem, o PT de Lula foi um balaio onde se juntaram anarquistas, trotskistas e stalinistas dissidentes do PCB, e a esquerda católica. Conforme o combinado propôs-se a enfrentar o trabalhismo, o comunismo soviético, o imperialismo norte-americano, o latifúndio, e, vagamente, o capitalismo. O manifesto de lançamento, com tais propostas, poderia ter sido escrito por Benito Mussolini.

O jornalista Hélio Schwartsman lembrou, num artigo publicado na Folha de São Paulo, um fato relativo à pelegagem que anda esquecido. O objetivo dos sindicatos corporativistas do fascismo era eliminar a luta de classes. Como se vê no Brasil do lulo-petismo.

Perguntem a professores, pessoal da Saúde, servidores públicos, pessoal das empresas estatais que tanto ajudaram a subida do PT ao poder e se desencantaram. Seus sindicatos estão isolados, e suas greves relegadas e reprimidas. Na marcha totalitária dos petistas e seus sabujos, obesos de autoritarismo, defendem hoje a sua “paz social” para manter-se no poder.

E dessa maneira, sindicatos e movimentos sociais controlados serão usados como “conselhos” na “república sindicalista” que o abjeto decreto executivo 8243 arrisca impor ao País.

Não fosse a resistência patriótica das redes sociais, a aprovação do 8243 materializaria o sonho do pelego-mor Lula da Silva, para conveniência e proveito dos corruptos e corruptores que ocupam o Palácio do Planalto em nome do degenerado “socialismo bolivariano”.

 

 

Soviets

Miranda Sá (E-mail: mirandasa@uol.com.br)

                                  “O Brasil é o inventor do socialismo de direita”
                                                                   Millôr

 Com humor filosófico, o grande Millôr Fernandes brincou dizendo que o Brasil é o inventor do socialismo de direita. Como piada, é excelente; mas há um equívoco histórico: foi Mussolini quem misturou o espectro esquerda-direita na Itália do século passado.

Como a História registra, o fascismo surgido após a 1ª guerra mundial, nasceu através de núcleos chamados fascios, inspirados na organização dos sovietes leninistas que antecederam a revolução de 1917.

Mussolini, filho de pai anarquista, filiou-se na juventude à ala esquerda do Partido Socialista que abandonou defendendo a entrada da Itália na guerra, contra a orientação pacifista do partido. Jornalista, militou no jornal socialista “L’avanti”, mas rompeu com a sua orientação e fundou o “Il popolo d’Italia”.

No seu novo jornal, o futuro “duce” defendia com retumbantes artigos “uma terceira posição entre o capitalismo e o socialismo marxista”. Propunha unificar a nação através de um Estado totalitário corporativo. Sugeria que o governo fascista seria sustentado pelo “democracia direta” com os fascios exercendo-a.

Essa “democracia direta” vinha influenciada pela experiência leninista. Como no período pré-revolucionário na Rússia os bolchevistas de Lênin e Stálin eram minoria no parlamento (Duma), levantaram a palavra-de-ordem “todo poder aos sovietes” para com eles reduzir o poder dos deputados.

O partido marxista russo instruiu os “camaradas” a se infiltrarem no movimento popular e sindical, organizando dentro deles os “sovietes” – palavra que em russo, se traduz como “conselho”.

Não é preciso escavacar ainda mais o itinerário histórico do totalitarismo para demonstrar o que o Partido dos Trabalhadores quer fazer no Brasil com os “conselhos” do decreto 8243. Aliás, com uma adulteração para pior: os fascios e os sovietes nasceram nas corporações, e os “conselhos” com os quais o lulo-petismo quer implantar a sua “democradura”, serão designados pela secretaria-geral da Presidência da República!

Na Itália, os fascios se unificaram e formaram um partido; na URSS, após a conquista do poder, os sovietes assumiram a forma estatal da “ditadura do proletariado”. Aqui, com o decreto 8243, não usam essa máscara. Os “conselhos” já são tentáculos do PT.

Felizmente, este golpe enfrenta reação na Câmara Federal através de deputados conscientes da subtração de poder do Legislativo. No primeiro embate, enquanto quase 300 deputados votaram a urgência para decidir a derrubada do decreto 8243, viu-se a mobilização minoritária da extrema esquerda dissidente do PT, mas fiel á imposição de uma ridícula “ditadura do proletariado”.

Ficou translúcida na sessão da Câmara, que a divergência de opinião e interesses dos que saíram do PT e fundaram partidecos “de esquerda”, não cortaram o laço umbilical com o stalinismo hegemônico da origem.

Do outro lado, a oposição parlamentar – com raras e honrosas exceções – ainda não mostrou coragem para denunciar duramente, sem reticências, a falácia da “democracia direta”. Teme enfrentar a pelegagem dos “movimentos sociais”.

A brandura vacilante da oposição parlamentar arrisca o decreto legislativo anti-8243, que está sob pressão autoritária ou corrupção governista. E é triste reconhecer que há no Congresso parlamentares fisiológicos que são capazes de decidir pela autodestruição.

O Brasil conta apenas com a agressividade patriótica das redes sociais, sem proveitos partidários nem ganho político. Só no Facebook, Twitter, Blogs e Sites, encontra-se o rompimento com o “politicamente correto” limitador, as denúncias que os grandes jornais não publicam, o combate à subserviência dos jornalistas chapas-branca e o repúdio às provocações dos MAVs reconhecidamente mercenários atuando com fanatismo bem remunerado..

A guerra contra a marcha fascista do lulo-petismo e a batalha travada contra o decreto 8243 é o começo da derrocada dos totalitários. Para isto, é preciso defender a Democracia com “ousadia e alegria”…

Catarse

MIRANDA SÁ (E-mail: mirandasa@uol.com.br)

Aristóteles, aluno de Platão e responsável pela educação de Alexandre, o Grande, estudou o comportamento do público assistente após as tragédias teatrais, utilizando o termo catarse (do grego “kátharsis”) para o efeito causado na platéia. Para o grande filósofo, havia uma purificação da alma popular com a descarga emocional provocada.

A reação gerada na catarse foi usada por Freud na psicanálise para a cura de problemas emocionais dos seus pacientes usando, no processo, a hipnose pelo método do seu colega Joseph Breuer.

As igrejas cristãs, começando pela anglicana e principalmente pelas evangélicas norte-americanas, usam nos seus rituais métodos catárticos, de hipnose através da música, danças e mesmo procedimentos hipnóticos freudianos.

Nos círculos midiáticos esportivos reclama-se uma purgação no futebol, não como terapia clínica, mas uma intervenção política no futebol diante do trauma provocado pela acachapante derrota da seleção brasileira na Copa que sediou, com gastos exorbitantes, um verdadeiro escarno para uma Nação necessitada de serviços básicos na Educação, Saúde e Segurança.

A “tragédia” no Brasil com a convulsão de paixões, batucadas, gritos e choro, estimulados pela perda futebolística nos jogos mundiais, reclama por uma catarse, no estertor do “patriotismo do chute” e tornou-se um mantra entre os comentaristas esportivos, principalmente no “jornalismo” televisivo.

Fraudulentamente, a exigida depuração do futebol foi proposta pelo PT-governo num oportunismo típico da pelegagem: a sinistra estatização da CBF, arrastando verbas públicas que escorrem nos ralos da corrupção e proporcionando o empreguismo à disposição dos eternos aproveitadores.

Um dos jornalistas de grande audiência na TV, Juca Kfouri, embora colaboracionista do poder lulo-petista, usou sua inegável inteligência, para “queimar” a Futebras – a estatal pensada pelos governistas. Ele propõe uma agência reguladora, mesmo sabendo que essa jamais funcionará nesse governo, como as outras que foram escanteadas pelos atuais dirigentes.

A catarse a ser perseguida por nós é a CPI do Futebol, abrangente, reestruturando federações e confederações do setor, e capaz de alcançar os desmandos que assistimos no País desde o sediar da Copa/14, até a tragédia da derrota da Seleção, passando pela desenfreada roubalheira de governantes, “consultores” e empreiteiras.

A descarga emocional provocada pelo drama da Seleção não é dos fortuitos “patriotas do chute”, nem dos “comentaristas” usufrutuários da safra promovida pela FIFA, mas sofrida pelos autênticos amantes do futebol.

Estes defensores honestos da limpeza e modernização do esporte das multidões repudiam a politização dos jogos por um governo medíocre sedento de se manter no poder a qualquer custo; e não confiam que venha dele nem dos seus arautos a catarse para a purificação do futebol, como de resto da administração pública corrupta…

Liberdade

MIRANDA SÁ (E-mail: mirandasa@uol.com.br)

                               “Liberdade, Liberdade, abre as asas sobre nós”
                                                      Hino da Proclamação da República

Com a derrubada da monarquia no Brasil, o governo republicano provisório instituiu um concurso para a adoção de novo hino nacional. Em julgamento realizado a 20 de janeiro de 1890 no Teatro Lírico, Rio de Janeiro, foi aprovado o Hino da Proclamação da República com música de Leopoldo Miguez e letra de Medeiros e Albuquerque.

O cântico tem um ritmo marcial e um poema que invoca o patriotismo e o amor à liberdade, traduzindo as lutas do povo brasileiro ao longo de séculos, desde a colônia ao Império.

Nunca é demais lembrar às novas gerações, que não receberam nos bancos escolares lições cívicas sobre a História do Brasil, que a República não veio de graça numa época em que em quase todo mundo as monarquias eram consideradas divinas; as nações devem a institucionalização do regime democrático às revoluções francesa e norte-americana.

Os patriotas brasileiros, colonizados pelo reino de Portugal, encetaram muitas lutas pelos ideais independentistas e republicanos. No século 18, registram-se as chamadas “conjurações”, a Mineira (1789), a Carioca (1796), a Baiana (1798), também conhecida como a Revolução dos Alfaiates e também a Revolução Pernambucana.

Estes movimentos se deram ainda na colônia. A principal delas, nas Minas Gerais, destacou a figura de Joaquim José da Silva Xavier – O Tiradentes – tornado o proto-mártir da Independência.

Outras ações armadas se seguiram no império após a independência, mostrando a bravura dos brasileiros na luta por ideais. As mais notáveis foram a Confederação do Equador (Nordeste – 1823/1824); Federação dos Guanais (Bahia – 1832); A Rusga (Mato Grosso – 1834); Revolução Farroupilha (Rio Grande do Sul – 1835/1845); e, Insurreição Praieira (Pernambuco – 1848/1850).

Os heróis do republicanismo são um exemplo para os que lutam pela liberdade no século 21! São heróis de verdade, pátrios, e não os sectários exaltados pelo PT, presos por corrupção e até formadores de quadrilha, livres dessa condenação por duvidosa interpretação da fração majoritária do Supremo Tribunal Federal ao artigo 288 do Código Penal.

Este escorrego da Corte Suprema assusta e mobiliza os herdeiros de Tiradentes diante da marcha totalitária dos atuais ocupantes do governo federal. Estamos assistindo nos regimes narco-populistas na América do Sul, exemplos de implantação de sistemas políticos que sufocam a liberdade com golpes ou infiltração espúria na Justiça.

Aqui, já surgiram abortos legislativos tipo Marco Civil da Internet, que institui cibercrimes de responsabilidade civil a usuários da Rede Social. Nele, as denúncias se farão em nome da “segurança da informação”, mas que poderão ser usadas, ao sabor dos governantes, em defesa da “segurança nacional” deles…

O Partido dos Trabalhadores, mantendo a hegemonia no governo, traz no seu programa propostas de controle da mídia, submetendo jornais ao domínio governamental e sujeitando jornalistas à “disciplina” (!?). Isto seria o fim do jornalismo investigativo, impedindo-o de alimentar a opinião pública com denúncias de crimes de peculato e extorsões na administração pública.

E temos o último arreganho totalitário do PT e dos lulo-petistas, o inconstitucional e anti-democrático, o Decreto 8243, que cria uma caricata “política nacional de participação social”, que entrega o poder a sovietes – movimentos fajutos controlados por pelegos que são, na verdade, tentáculos do partido.

Como enfrentar sem liberdade essa marcha batida para uma ditadura de nova roupagem? É preciso, como ensinou Montesquieu, que os poderes republicanos sejam independentes e iguais, para que o poder freie o poder.

Isto se mostra difícil com um Legislativo notoriamente subordinado ao Executivo e um Judiciário pouco atento às infringências de um Executivo onde governo e partido se confundem, ameaçando o Estado e a sociedade.

Liberdade, Liberdade. Que nossos heróis e mártires republicanos quebrem o mármore e o bronze das estátuas voltando à vida novamente!