Artigo
TITANIC
MIRANDA SÁ (E-mail: mirandasa@uol.com.br)
O engenheiro naval que projetou o Titanic, o luxuoso transatlântico da White Star Line, confiante de que o gigante do mar jamais iria a pique, mandou gravar na linha de flutuação o dístico com letras douradas: “No God, no Pope” (Nem Deus, nem o Papa).
Não há quem não saiba nas mais longínquas regiões da Terra, o que ocorreu com o navio, que cortado ao meio por um iceberg gigante, imergiu nas águas do Mar do Norte na noite de 14 de abril de 1912.
Como uma maria-vai-com-as-outras, o comandante do barco antes de zarpar de Southampton rumo à Nova Iorque, declarou à imprensa, cheio de arrogância e certezas: “Nem mesmo Cristo poderá pôr-me a pique”. Igualzinho a ele. os fanáticos lulo-petistas dizem que Dilma, o poste de Lula, não perderá esta eleição presidencial.
À frente da candidatura narco-populista flutua a consciência nacional. Os brasileiros bem informados, conhecedores das mazelas (bondade, são crimes) cometidas pelo PT-governo nesses 12 anos de poder, sabem que não será como “elles” esperam.
Por alheamento ou ignorância muitos colaboram como os passageiros do Titanic, com essa viagem desastrosa. Bastaria um pouco de patriotismo ou uma consulta à imprensa – mesmo nos grandes jornais regiamente pagos pela propaganda governamental – para saber o risco que correm.
Até os indiferentes que querem votar em branco ou anular sua intervenção, não o farão se conscientes dos riscos que correm com o fracasso econômico, o deperecimento das empresas estatais como a Petrobras e o desprezo pela Educação, Saúde e Segurança proporcionados pela pelegagem.
Isso feito, não se justifica um voto, ou a abstenção, na viagem fantástica da mentira e da fraude que se assiste a doze anos na condução da coisa pública no Brasil pelos lulo-petistas. Só os fanáticos, pequena fração eleitoral entre os beneficiários do aparelhamento da administração pública ou os favorecidos pelas bolsas disso ou daquilo, se acumpliciarão com a incompetência e a roubalheira.
Há também os que se fundem ao casco do Titanic bolivariano, temperados no aço da compra de votos mascarada de “política social”. O estaleiro corrupto do lulo-petismo constrói várias espécies de negociatas para cobrir fingidamente as promessas que nunca serão cumpridas.
Com isso, o repetido conto-do-vigário de Lula e dos seus parceiros igualou-os aos coronéis da República Velha. A única diferença é que no coronelismo o dinheiro saía do bolso dos candidatos, e agora subtraem o Erário. Distribuem-se casas populares, bolsas família, material de construção, cestas básicas, vales-transporte e próteses tipo a que apareceu na Bahia, um dia antes do ex-sorriso banguela aparecer na TV ao lado de Dilma…
A razão nos ensina que tudo o que tem começo, tem fim. É por isso que hasteamos a bandeira da Esperança para que o eleitorado brasileiro acorde vendo os corruptos lulo-petistas que navegam num oceano de mentiras.
Com as ondas da realidade estourando nos rochedos da fé inabalável dos patriotas em salvar o Brasil do aventureirismo, já aparecem os destroços da criminosa gestão dos pelegos. Fotografados, vêem-se dispersados os restos dos Correios, da Eletrobrás, dos fundos de pensão, da Infraero e da Petrobras…
Lula e Dilma, sobrenadando no entulho que produziram, só encontram salvação nos presságios do pré-sal ainda no fundo do mar, fora do alcance das benesses prometidas ainda por muitos anos.
Lembrando o fundo do mar, chega-nos à memória que foi em 2012 o aniversário de cem anos do naufrágio do RMS- Titanic, esmiuçado pela imprensa e romanceado em filmes hollywoodianos. Com ele afundou o mito do “navio inafundável”. Salvaram-se apenas 706 das 2.207 pessoas a bordo.
O Brasil também espera o afundamento do PT-Titanic, e que dele não escape um só pelego; que todos paguem com a perda das boquinhas e mergulhem no esquecimento popular pelo mal que fizeram a este País.
MENTIRA
MIRANDA SÁ (E-mail: mirandasa@uol.com.br)
“Não é permitido irritarmo-nos com a verdade”
Platão
São Tomás de Aquino oficializou na Suma Teológica, século 13, os sete pecados capitais que o papa Gregório Magno definiu, com base nas Epístolas de São Paulo. São: a avareza, gula, inveja, ira, luxúria, soberba e preguiça. É curioso que não conste entre eles, a mentira…
Sem medo de pecar, os lulo-petistas – muitos deles ateus praticantes – se converteram nos últimos 12 anos, porque é através da mentira que o PT constrói o seu projeto de manter o poder por 20 anos.
Parece que a militância petista adquiriu o vírus prescrito pelo festejado cronista Pitigrilli: “a mentira é contagiosa como a gripe. Onde haja um mentiroso, todos mentem pelo contágio”. Quem seria melhor do que Lula como responsável pela epidemia?
Na campanha para a reeleição, Dilma Rousseff discursa: “Vou investir 100% do lucro do petróleo na Educação”, contrariando o relatório da Petrobras à CVM que antevê prejuízo de R$1.346 bilhão da estatal no 2º semestre.
Esta, porém, fica no varejo das mentiras de Dilma no balaio dos PACs, das 6.000 creches, dos 800 aeroportos, da escola pública de qualidade, da saúde à beira da perfeição e da crise econômica internacional produzindo no Pibinho…
O médico Arthur Frazão, estudioso dos distúrbios de personalidade, aponta a mitomania como uma tendência compulsiva pela mentira. E a diagnostica como uma doença, mentira obssessivo-compulsiva.
Para o doutor Frazão, na mitomania o mentiroso obssessivo-compulsivo mente para tirar vantagens, e nunca admite suas mentiras. Tem, porém, plena consciência do seu hábito de mentir, mas não se constrange quando suas mentiras são descobertas.
Também o cientista alemão Anton Delbrück afirmava que a mentira compulsiva é uma doença, seria a “pseudologia fantástica”, uma patologia em que o hábito de mentir extrapola limites sociais (e políticos) aceitos.
A contaminação da mentira na família lulo-petista é um fato científico. Quem não se lembra da história de Zé Dirceu morando não-sei-quantos anos com uma mulher sem revelar sua verdadeira identidade? E de Zé Genoíno inventando uma enfermidade para não cumprir a pena imposta pelo STF? E do próprio transmissor da doença, Lula da Silva, dizendo e se desdizendo que não sabia de nada a respeito do Mensalão?
Dizia Bismarck: “As pessoas nunca mentem tanto como antes de uma eleição”, palavras que constatamos verdadeiras, diante dessa pandemia de mentiras. No caso de Dilma, se agrava na campanha reeleitoral a contaminação viral da gripe lulo-petista.
Inventa obras inacabadas e até invisíveis, exibindo-as no balcão fraudulento da propaganda eleitoral do PT. Engendrou para Aécio Neves um esquema de corrupção num aeroporto mineiro; e, sem nenhum pudor, usou a educadora “esquerdista” Neca Setubal, para acusar Marina de se apoiar em banqueiros. Neca é dona de apenas 1,3% das ações do grupo Itaú, e, incrível, participou da campanha do “poste” Fernando Haddad…
As acusações feitas aos adversários são imposturas transparentes. Vai a um pequeno aeroporto no interior das Minas Gerais, enquanto financia mais de US$ 150 milhões em aeroporto de Cuba com dinheiro público, sem prestar contas à Nação; e mexe com uma educadora, parente de banqueiro, quando o seu governo dá à banqueirada nacional e estrangeira lucros jamais vistos neste País.
Quando Dilma repete, como um disco de vinil furado, promessas que não cumpriu durante todo o governo, e as vantagens que o pré-sal trará com os lucros por vir dele, levanta suspeita, porque a tragédia do mentiroso é que, mesmo falando a verdade, ninguém acredita nele… Essa obsessão-compulsiva dela revela a gigantesca fraude do momento: É ela própria, Dilma, uma mentira de Lula.
ABREU E LIMA
MIRANDA SÁ (E-mail: mirandasa@uol.com.br)
Um dos livros de história romanceada do Brasil que mais me comoveu foi “Dezessete” do jornalista, escritor e poeta paraibano Eudes Barros. Por ele passam a exploração colonial portuguesa e os heróis nordestinos lutando pela liberdade.
Descreve a Revolução de 1817 cujo motivo é semelhante à saga de Tiradentes nas Minas Gerais: A derrama, na região das minas; e os pesados impostos sobre a exportação do algodão produzido nos estados da Paraíba, Pernambuco e Rio Grande do Norte.
Para encher os cofres da corte de João VI, transmigrada para o Brasil por causa das guerras napoleônicas, os ruralistas foram achacados, na melhor expressão do termo.
Assim, organizaram-se com os cidadãos de Olinda e Recife para uma reação independentista, que eclodiu em março de 1817. A Igreja teve uma grande importância no movimento, pregando as idéias iluministas de igualdade e liberdade nascidas da revolução francesa e conquistaram a Europa.
José Inácio Ribeiro de Abreu e Lima, que largou a batina para casar-se, continuou sendo chamado de Padre Roma, e foi um dos chefes da revolução de 1817. Esta, fracassada, levou-o à prisão e à morte. Deixou um filho, um jovem militar de nome Abreu e Lima que, perseguido pelo poder dominante, foi obrigado a abandonar o País.
Abreu e Lima alistou-se como capitão nas tropas de Bolívar, que lutava pela independência dos países andinos. Esteve nas vitórias que libertaram a Colômbia e a Venezuela, e nesses países é reconhecido como um herói.
Nos sombrios dias do narco-populismo que atravessamos, seu nome foi conspurcado numa repugnante parceria de Lula da Silva e o finado Hugo Chávez, que inventaram a instalação de uma refinaria em Pernambuco, com seu patronímico.
O projeto da Refinaria Abreu e Lima é um típico conto-do-vigário. Chávez prometeu investir nele não-sei-quantos bilhões de dólares, e Lula, através do BNDES outros tantos. O dinheiro da PDVESA – Petróleo de Venezuela S.A., nunca chegou ao Brasil e o BNDES esfarelou o investimento na peneira da corrupção que se instalou na Petrobras.
A Refinaria Abreu e Lima custará três vezes mais do que qualquer projeto semelhante em qualquer lugar do mundo, graças a roubalheira desenfreada dos pelegos que privatizaram a Petrobras para o lulo-petismo.
Muitas denúncias caíram no vazio até o último 7 de setembro, o Dia da Pátria, quando estourou como uma bomba o pedido de delação premiada do ex-diretor da estatal, Paulo Roberto da Costa. Os estilhaços causaram polvorosa nos círculos governamentais. E Costa tornou-se um arquivo vivo de um esquema de corrupção jamais visto no País.
Tudo começou na Operação Lava Jato, da Polícia Federal, que revolveu as relações do doleiro Yousseff, com hierarcas do PT e Paulo Roberto da Costa. Descobriu-se um oligopólio das maiores empreiteiras do País, comprovadamente corruptoras, pagando propinas milionárias ao PT, governadores e parlamentares seus aliados.
Envolvidas nas acusações estão às construtoras Camargo Corrêa, Odebrecht, OAS e Mendes Júnior antigas e generosas doadoras de campanhas eleitorais. E a Refinaria Abreu e Lima representou um ponto de convergência do escândalo, pois o delator era responsável por ela, indicado por Lula da Silva.
Como ex-diretor de Abastecimento e Refino da Petrobras, Costa foi responsável pela obra da refinaria pernambucana, campeã em esgotamento de verbas. Ele documentou e sabe de tudo que se passou ali, razão pela qual deixou Lula desesperado, viajando às pressas para participar em Brasília de uma “reunião de emergência” convocada pela presidente Dilma Rousseff. Coincidentemente, usou um jatinho da empreiteira Andrade Gutierrez.
Com as manhas da pelegagem, Lula propôs a adoção de uma linha ofensiva de discurso, e mesmo com Dilma constrangida, chamar urgentemente a amiga Graça Foster para propor-lhe o costumeiro “pedido para sair” da presidência da Petrobras. Ainda há muitas coisas por vir, sacudindo e desmistificando a já combalida Era Lula.
Desse turbilhão de criminalidade lulo-petista, resta aos patriotas brasileiros dignificarem Abreu e Lima, herói de três pátrias, varrendo para sempre, pelo voto, os que enlamearam seu nome.
PANDORA
MIRANDA SÁ (E-mail: mirandasa@uol.com.br)
Na sua tendência mórbida para o logro, Lula da Silva – o “Metalúrgico” – fundiu umas limalhas colhidas num ferro-velho e arremedou um poste, que chamou de “Gerentona”, elegendo-a presidente da República. Oportunista, quis dar seqüência à sua participação no poder com seus pelegos e aliados, os piores politiqueiros do País.
Foi um desastre essa macaqueação. O que se assistiu foi o Brasil ser sucateado pelos desmandos da incompetência e infectado pela corrupção desenfreada de ministros, diretores de estatais e assessores de coisa nenhuma…
Não há exemplo maior do definhamento dos valores nacionais do que a tomografia computadorizada dos escândalos da Petrobras, nascida dos reclamos do povo brasileiro na histórica campanha do “petróleo é nosso”, e criada por Getúlio Vargas nos idos de 1950.
Considerada um ícone da economia nacional, a estatal de economia mista e capital aberto – tendo o governo como acionista majoritário – pouco chama atenção na Bolsa de Valores, exceto pelos acionistas individuais burlados e roubados pelos pelegos lulo-petistas que a privatizaram por interesses peculiares. Frequenta inadequadamente as páginas policiais da imprensa.
Hoje, a Petrobras tem um ex-diretor preso, Paulo Roberto Costa, e vários colegas de diretoria com os bens bloqueados pela Justiça, a pedido do Tribunal de Contas da União. A sua presidente, Graça Foster, escapou dessa punição, blindada pelo acumpliciamento do Poste de Lula, também envolvida na desastrosa condução da empresa.
O assalto à Petrobras envolve reprováveis e criminosas compras de refinarias no Exterior: a Nansei Sekyiu no Japão e a Pasadena, nos EUA. Ambas acarretaram prejuízos inumeráveis ao patrimônio nacional. Delas, já se esgotaram as denúncias que estão presentes em comissões de inquérito no Congresso; uma de mentirinha e outra que não sai do lugar por sabotagem orientada pelo PT-governo.
Um escândalo imenso se encontra em território nacional, as obras superfaturadas da Refinaria Abreu e Lima, uma maracutaia de Lula da Silva associado ao finado ditador venezuelano Hugo Chávez. Esta associação criminal revolta qualquer um que tenha conhecimento dos seus subterfúgios para esconder o sobre-preço e a roubalheira descomedida.
Os ponteiros do relógio marcam a hora do maior abalo na opinião pública: A revelação de um formidável esquema de propinas envolvendo ministro, governadores e parlamentares: a delação premiada de um pupilo de Lula da Silva, Paulo Roberto Costa, tratado carinhosamente pelo Pelegão de “Paulinho”.
Esta abominável situação enterra Petrobras com a cumplicidade do “Poste”, levando-nos à mitologia grega. A passagem que conta como Júpiter amassou um pouco de lama e amoldou um objeto à imagem de mulher. Minerva vestiu essa coisa com uma atraente túnica branca e ornamentos de sedução. Fez dela, na expressão de Hesíodo, possuidora da “arte da mentira e das palavras enganosas”, e batizou-a de Pandora.
Júpiter presenteou a mulher com um pequeno cofre, cujo conteúdo ela deveria ignorar e estaria proibida de abri-lo. Ensinou-lhe como encontrar Epimeteu, irmão do titã Prometeu que roubou o fogo dos deuses para dar aos homens. Pandora seria levada por Epimeteu até eles para dar início à Humanidade.
No caminho, por curiosidade, a mãe do gênero humano, descerrou a tampa da arca e, ao fazê-lo, todos os males se espalharam pelo mundo; fechou imediatamente o cofrinho, porém o mal estava feito: só restou na caixa a Esperança.
É a Esperança que sobra para nós, patriotas brasileiros, livrarmo-nos dos males soltos por Dilma Rousseff, a Pandora de Lula…
BUROCRACIA
MIRANDA SÁ (E-mail: mirandasa@uol.com.br)
Com o estelionato eleitoral que levou Lula da Silva à presidência da República, o Brasil foi subtraído de pensamento criador, do desenvolvimento econômico e da consolidação democrática. Além das ameaças às liberdades constitucionais, o potencial de crescimento industrial e agrícola não evoluiu, e o Estado e o Governo se definem pela sua burocracia.
A burocracia governamental e partidária centralizou uma força incontrolável em todos os segmentos da administração pública, apropriando-se do poder e apossando-se da riqueza nacional.
O que é “burocracia”? Cracia vem do grego κρατία (“força, poder”), uma herança lingüística para todo o mundo ocidental. Deu-nos Aristocracia, governo de aristocratas; Democracia, governo do povo; e Plutocracia, governo dos endinheirados…
A “Burocracia”, como definição, é coisa nova. Surgiu no século 18 na França, aplicado às repartições públicas com um sentido crítico e irônico; a palavra casou o grego “cracia” com o francês “bureaux”, este com vários significados, do escritório à escrivaninha; e, atualmente, o burocrata senta-se às mesas de controle da televisão, de equalização de som e imagem, de computadores, usando telefones, vídeos e infográficos.
O povo, na sua sabedoria, usa o termo “burocracia” no sentido pejorativo, incriminando suas regras complicadas, exigências redundantes e normas desnecessárias…
Infelizmente, a burocracia entre nós é um sistema. Não começou com o PT-governo, que alardeia ser da sua criação tudo que se fez “neste País”. A História registra que a nossa burocracia atravessou o Atlântico com a transmigração da família real portuguesa fugindo de Napoleão. Daí fixou-se no Império e infiltrou-se na República.
Está presente nos regimes democráticos e nas ditaduras. Com o PT-governo se ampliou pela porta escancarada do empreguismo, inchando-se de militantes partidários e arrivistas de sempre. Obesa pela gordura dos aspones irradiou-se na administração pública, corrompendo-a e desviando-a das suas funções constitucionais.
É uma realidade que modificou a relação entre o Governo e a Nação. Através da burocracia lulo-petista, o exercício do poder passou às mãos de uma fração política que favorece a corrupção nos serviços e fornecimentos adquiridos pelo Estado, enriquecendo ilicitamente os governantes e seus filhotes.
A burocracia dos pelegos com ações ilimitadas controla o Orçamento, os impostos, o câmbio, o crédito, os preços e os salários! Por ela, o Brasil tornou-se um grande shopping, onde se compra e se vende consciências, e dissimula os desacertos econômicos pelo criminoso estímulo ao consumismo.
Nos doze anos no poder, o partido hegemônico também se burocratizou; apóia os crimes dos dirigentes e conspira para se manter no poder, preparando golpes de estado “pela via pacífica” com o decreto fascista 8243, um indefinível plebiscito e uma suspeitosa constituinte. Tudo para destruir a Democracia.
Sob seu domínio, estabeleceu a impunidade dos corruptos que assaltam ministérios, autarquias e empresas estatais. Aproveita-se da desilusão dos que se frustraram com o PT e se afastaram; tira vantagem da indiferença dos alienados e dos setores cooptados com verbas públicas
Às vésperas de uma derrota nas eleições (se não houver fraude nas urnas eletrônicas) precipita-se o pavor mórbido dos burocratas de perder as “boquinhas”, e por isso, multiplicam velhas e novas promessas e reciclam as costumeiras falsificações. E falam de “renovação da esperança”, desconhecendo que a Esperança, inseparável da fé e da confiança, não pode se renovar depois delas mortas.
A burocracia lulo-petista tenta fingir por auto-preservação que se refaz, usando métodos superados, maquiagens estatísticas e impostura contábil. Felizmente, as esfarrapadas bandeiras petistas e os discursos da Gerentona fracassada já não emocionam sequer à massa ignara, que não crê mais no País das Maravilhas criado virtualmente para enganar o povo.
Assim se desvanece o idílio do “socialismo bolivariano”, somente acolhido pelos burocratas do andar de baixo. Pelo povo brasileiro, não. Este assiste ao seu deperecimento no malogro das obras inacabadas e nos pífios resultados econômicos.
E aprendeu que o nosso grande inimigo está no desastroso desfile da burocracia lulo-petista que expõe, mesmo sem querer, o PAC das obras inacabadas e o filhote da burocracia econômica, o “pibinho”, anunciando o fim de um ciclo…
TEMPO
MIRANDA SÁ (E-mail: mirandasa@uol.com.br)
Não me lembro se foi sempre assim. As manhãs de outono aqui no Rio são cinzentas e frias. Parece outro lugar; para os esnobes, o fog londrino, ou garoa paulistana para os nacionalistas como eu…
Fico pensando que nos dias atuais o tempo é virtual, como o governo do PT; fica espremido entre o catastrófico aquecimento global e o frio glacial hollywoodiano. Este “tempo” é resumidamente climático. Não nos dá a noção de presente, passado e futuro. A cronologia tem uma medida, com átimos, segundos, horas, dias, semanas, meses e anos, (até séculos!). Sua mensuração é independente das condições metereológicas.
Não há um estudo científico que aponte quando surgiu a medida do tempo; os pesquisadores vão ao Período Paleolítico, cerca de 20.000 anos, encontrando indícios da sua origem; e concluem que tudo começou pela observação dos fenômenos naturais, a periodicidade da migração dos animais e a frutificação, sujeitos que eram os homens à caça e a colheita.
Nossos tupis-guaranis, práticos, distinguiam a passagem do tempo pelas fases da lua, e como esta observação vinha dos pajés, essa realidade simples tinha algo de magia. Isso nos leva à comédia “O Feitiço do Tempo”, um filme sob a direção de Harold Ramis, interpretado por Bill Murray e Andie MacDowell.
Desenrola-se na ida de Phil Connors, um egocêntrico homem do tempo da TV, a uma pequena cidade cobrir a previsão de uma marmota para o fim do inverno. Connors sofre uma alucinação do dia se repetir várias vezes, enlouquecendo-o. Termina com o happy end do romance entre ele e a produtora de filmagem.
A magia do tempo nos dias atuais se dissipa no amontoado das ofertas de relógios: vão dos japoneses, a R$ 15,00, até o preferido dos ditadores e dos pelegos que se locupletam com eles, o Rolex, cujo mais barato, o Submariner Date Stahl, está na base de R$ 12.056,00 e o mais caro é o Daytona Palatin custando R$ 129.158,00.
A análise do tempo político, porém, dispensa relógios e calendários; é a vivência do dia a dia, acumulando fatos irretocáveis, ou colhendo informações da mídia; assim chegamos à década perdida do Brasil sob os governos lulo-petistas.
Tudo começou quando os brasileiros, após o desastroso impeachment de Collor, o bem-aventurado governo Itamar Franco e FHC com seu Plano Real, elegeu-se em 2002, Lula da Silva para a Presidência da República. Este fato trouxe a ilusão de mudanças para muitos brasileiros. Mas foi um estelionato: o Pelegão curvou-se a Wall Street chamando Henrique Meirelles para dirigir o Banco Central, e simultaneamente aliou-se com Sarney, Renan, Jáder Barbalho e Collor…
Com o tempo, desvaneceu-se a esperança da militância honesta do seu Partido dos Trabalhadores. Os idealistas saíram de pronto, e pouco a pouco foram seguidos pelos bons que restavam. Ficaram os carreiristas hipócritas e os autômatos fanáticos.
O projeto de poder da República dos Pelegos reconduziu Lula a um segundo mandato e a seguir empurrou-nos garganta a dentro um fantoche que manobra. Assim, o PT mostrou sua cara horrenda. É amoral, inumano, desumano, totalitário e ditatorial.
Além dos oportunistas, que se acercam do poder para obter vantagens, gente mais moça, ignorando ou se recusando a acreditar, colaboram com o regime narco-populista no poder. Os corruptos se lixam para a História, e os inocentes úteis desconhecem o modelo stalinista do PT e seus satélites.
A magia do tempo poderia transportar esses estúpidos para a década de 1950 e a revelação das atrocidades e crimes cometidos por Stálin, emergidos do Relatório Kruschev. Se forem probos, abandonarão a idéia do igualitarismo sentimental e o internacionalismo voltado para ditadores sangrentos e corruptos.
Desconhecer a passagem histórica do fascio-comunismo do século passado, é aprisionar-se por si nas grades da ignorância. Felizes são os letrados e bem-informados de intelecto e horizonte amplos, que repudiam a enganosa taumaturgia do País das Maravilhas inculcada pela facciosa propaganda lulo-petista.
Escreveu Tolstoi que “o tempo e a paciência são dois eternos beligerantes”. Verdade. Mas é preciso estimular esta guerra, aconselhados por um poeta que cantou “Os moinhos do Senhor movem sem pressa, porém moem muito fino”.
DENTES
MIRANDA SÁ (E-mail: mirandasa@uol.com.br)
Temos que ir a um passado distante, dos fins do Império e à República Velha, para conhecer o que foi o “coronelismo” e como seus métodos foram adaptados pelo “governo dos trabalhadores” instalado pelo lulo-petismo.
Encontra-se na enciclopédia livre da Wikipédia o verbete “coronelismo”, como um modo classista de agir para conquistar o poder através de fraudes eleitorais, trocando votos por apadrinhamentos e favores.
A princípio, os “coronéis” alteravam as cédulas (eram de papel) revertendo o resultado dos votos; inutilizavam as urnas ou sumiam com elas; criavam eleitores fantasmas e até os mortos votavam. Após a revolução de 1930 e a Constituição de 1934, elaborada pela representação classista, o coronelato sofreu uma mudança na sua maneira de agir.
Então, inventaram outros artifícios, como dar um pé do par de sapatos para completar o donativo caso vencessem as eleições; pelo mesmo método adiantavam meia nota de dinheiro; e mais tarde, doavam cadeiras de rodas, objetos domésticos, óculos, e “dentaduras”…
Numa obra de referência, “Coronelismo, enxada e voto”, o jurista e cientista político Victor Nunes Leal descreve como se estruturavam os “currais eleitorais” e a traficância de votos em troca das peças pleiteadas pelos eleitores.
Aspeei “dentaduras” porque estão na pauta política, com farta distribuição delas pelo PT-governo em favorecimento da reeleição de Dilma. O marketing desavergonhado do lulo-petismo aproveitou-se de uma pesquisa da Organização Mundial de Saúde mostrando (aproximadamente) que 15% dos brasileiros são desdentados totais.
A pesquisa da OMS foi realizada por avaliações odontológicas em 108.921 pessoas, de bebês (18 a 36 meses) a idosos (65 a 74 anos), de maio de 2002 a outubro de 2013.
O amoralismo lulo-petista aproveitou-se dessa amostra para somar aos 40 milhões das bolsas-família que considera eleitores cativos, mais 30 milhões de pessoas que anseiam por suprir esta necessidade básica.
Assim, a distorção programática e a estupidez ideológica do PT e seus satélites levam o Brasil de volta ao passado dos coronéis, submetendo à servidão eleitoral nossos compatriotas de baixa condição socioeconômica.
Registre-se que em 12 anos no poder, o PT-governo cumpriu apenas uma das cinco metas da OMS relacionadas à cárie e à perda dentária. E o fez de propósito, como faz abandonando a assistência médica e desagrega o ensino público como estratégia para a manutenção do poder.
Aliás, o único projeto dos pelegos narco-populistas é manter o poder. Veja-se a presente campanha eleitoral. Nos programas de propaganda de Dilma, cheios de tempo e vazios de conteúdo, sobram dentes nos sorrisos hipócritas, sobram promessas e falta vergonha na omissão da incompetência e das verbas públicas surrupiadas.
Desfigurando a República e a Democracia através da poluída pelegagem, o lulo-petismo assume um governo inepto e corrupto, importando de Cuba e da Venezuela a ideologia viciosa do narco-populismo.
O pior de tudo é que se constata no arremedo da leniente legislação eleitoral o estupro da Constituição, extraindo múltiplos carreiristas inspirados na conquista estelionatária do poder.
Com a trágica morte de Eduardo Campos e o constrangido lançamento da candidatura Marina Silva pelo PSB, testemunha-se o desabrochar desses cogumelos venenosos que brotam do putrefeito stalinismo e do socialismo real apodrecido.
Com Marina, são cinco ex-petistas candidatos à Presidência da República. Vieram do PT Luciana Genro (PSOL), Eduardo Jorge (PV), Zé Maria (PSTU), e Rui Costa Pimenta (PCO).
Todos eles, a metade entre 10 candidatos, defendem o execrável decreto golpista 8243, caminho inexorável para o totalitarismo. E é neste ponto que se estabelece a diferença entre os verdadeiros democratas e os que querem implantar uma ditadura totalitária. Precisamos combater isto com trincar de dentes!
METÁSTASE
MIRANDA SÁ (E-mail: mirandasa@uol.com.br)
A “democradura bolivariana” que o lulo-petismo quer implantar com o decreto 8243, privando o Congresso Nacional eleito pelo voto para representar o povo, precisa ser desmascarada. É intolerável a implantação de “conselhos populares” nomeados pelo Poder Executivo submetendo o Poder Legislativo.
Convenhamos que atualmente senadores e deputados, em sua maioria, não são flores que se cheire; entretanto, por bem ou por mal, foram sufragados por uma eleição democrática. Temos defeitos nesta delegação e urge evitar que seja deturpada. A Lei da Ficha Limpa já foi um passo neste sentido.
Mesmo reconhecendo seus defeitos, não queremos substituir parlamentares eleitos pelos pelegos que dominam os movimentos sindicais e populares, ONGs fajutas e órgãos estudantis cooptados pelo PT-governo.
Os “conselhos populares” são na verdade “comitês bolivarianos”, assemelhando-se ao sistema cancerígeno no corpo humano. São uma “metástase”, o terror dos portadores de câncer.
A palavra vem do grego, “metastatis”, significando mudanças de lugar; e, na medicina, refere-se a uma nova lesão tumoral a partir de outra, pelo desprendimento de células neoplásicas que se disseminam pelo corpo, até mesmo a locais distantes do local de origem.
É triste reconhecer que as metástases só se irradiam tendo por origem tumores malignos, e o novo tumor é chamado de metastático.
Essa observação se vê também no nosso sistema político. O que ocorre neste caso é explicado pela multiplicação de células artificiais no conjunto da sociedade civil. A organização corporativa sadia que existia antes da ascensão da pelegagem, já não existe.
No Brasil, os sindicatos não teem mais o significado original de defender categorias de trabalhadores. Foram substituídos por caça-níqueis de pelegos assalariados ou empresários; e, quando não estão movidos pela ganância e a corrupção, servem de trampolins eleitorais.
Igualmente os movimentos sociais, antes constituídos por pessoas bem intencionadas e realmente representativas, são indefinidos e desatentos quanto às reivindicações populares, mas ativos em ações diversionistas para proveito dos seus titulares; muitos desses órgãos foram substituídos por ONGs que, se dizendo “não governamentais”, lavam dinheiro da corrupção político-administrativa, e/ou sustentam-se com verbas públicas premiando seus titulares.
Como tumores metastáticos, os “conselhos” multiplicaram-se e se espalharam por inspiração do lulo-petismo. Suas atividades se regem por ordem “de cima”. Lutam mais para prejudicar os críticos do PT-governo do que nas demandas dos seus seguidores, inocentes úteis ou mercenários.
A fragmentação dos sindicatos e a inutilidade das associações ditas populares, não lhes dão o direito de representar a nacionalidade. Substituíram pelo partidarismo as patrióticas ações em defesa da democracia e da liberdade, das reformas estruturais e dos direitos das mulheres, idosos, crianças, indígenas, negros e homossexuais.
As reivindicações dessas células são hoje apenas badalações televisadas. Em lugar das aspirações por cidadania e justiça, as manifestações desses grupos se vinculam ao PT-governo, dependentes de “bolsas” disso e daquilo.
Foi por isso que os pelegos e políticos corruptos, seus aliados, se assustaram com as manifestações de rua de junho de 2013, nascidas dos sem-partido com a pureza de exigir mudanças nas instituições dominantes e combater os métodos vigentes de fazer política.
Os brasileiros assumindo os combates de Junho repudiam as promessas demagógicas de um governo incompetente, corrupto e corruptor. Exigem que Saúde funcione, escola pública de qualidade, transportes de massa eficientes, moradias accessíveis a todos, e contra a violência urbana.
Para evitar a metástase das células fascistas que o lulo-petismo e seus satélites querem usar como aparato de poder, é fundamental a derrubada do decreto totalitário 8243 na agenda da Câmara Federal.
É preciso ter em mente o perigo representado pela tumorização metastática dos conselhos oriundos do PT-governo, para extirpar o tumor do narco-populismo nas cirúrgicas eleições de outubro
VAIAS
MIRANDA SÁ (E-mail: mirandasa@uol.com.br)
“Tudo o que se suprime não é vaiado” (Eugênio Scribe)
Vinte e quatro horas após o caixão de Eduardo Campos descer à cova saiu apressadamente uma pesquisa da Datafolha. Os midiáticos que a promoveram não esperaram sequer a oficialização de Marina Silva como substituta de Campos, e ela apareceu com 12 pontos a mais do que o titular tinha anteriormente.
Pelos números divulgados, a provável candidata do PSB empatou tecnicamente com Aécio que manteve como Dilma, a mesma posição anterior. Não se sabe se as intenções para Marina saíram dos votos brancos ou dos que não opinaram na pesquisa de julho…
Isto certifica o que dizia Otto Von Bismarck, “nunca se mente tanto como antes das eleições, durante uma guerra e depois de uma caçada”. Em eleição, guerra e caçada, a amostragem da Datafolha é um gato escondido com o rabo de fora.
Apresenta um dado que assombra os que andam de ônibus ou metrô e fazem compras na feira e no supermercado: Atesta (?) que de julho para cá os “eleitores pesquisados” deram mais seis pontos de aprovação ao PT-governo, passando de 32% mês passado para 38% agora!
Esta subida – perdoem-me os autores da pesquisa – é uma mentira deslavada. Aliás, os índices da pesquisa são uma fraude. Não bastasse a inflação corroendo a economia dos assalariados, levantando o clamor público contra a carestia de vida, ainda temos as vaias!
Onde aparece a Presidente, candidata à reeleição, tome-lhe vaia. Assim foi em Belo Horizonte, Cuiabá, Curitiba, Fortaleza, Porto Alegre e no Rio de Janeiro. A manifestação de repúdios parece à Datafolha, que dá menos votos do que as milionárias verbas publicitárias do PT-governo.
O fenômeno da assuada e zombaria não é provocado apenas pela inflação, que os economistas da escola dos Irmãos Marx, Luiz Werneck Vianna e Maria da Conceição Tavares fazem questão de subestimar, provocando chacota nos círculos acadêmicos e empresariais. É certo que as vaias não saem somente do bolso, mas também das cabeças pensantes.
Qualquer pessoa bem ou mal informada acompanha os escândalos no seio da administração Dilma, como na revoltante situação da Petrobras abatida pela corrupção e irresponsabilidade. Todos os exemplos de malfeitos governamentais teem a participação de Dilma, no mínimo, graças à sua incompetência.
Mas, fazendo justiça: a Presidente é competentíssima para mentir, como fez na ajustada entrevista com a TV-Globo no Palácio do Planalto, dizendo que o PT-governo criou a CGU e que diminuiu a demanda por médicos com a traficância de médicos cubanos escravizados pela ditadura Castro. Pegou mal neste blá-blá-blá que recebeu uma tremenda vaia virtual pelo Twitter…
Pelas mentiras e asneiras, os apupos acompanham Dilma até em velórios, como se viu no enterro de Eduardo Campos. E para nos fazer de trouxas, a Datafolha omite as vaias que para o instituto não influem na opinião pública!
Uma coisa, porém é certa. A revolta dos apupos servirá para a eleição de outubro, para que os brasileiros derrubem da cena política o partido dos mensaleiros e doleiros, dos pelegos André Vargas, e dos ligados ao PCC, os “companheiros” Moura, Luiz e Sinval.
Tirá-los de cena como nos lembra uma passagem de Alexandre Dumas que, assistindo o ensaio de uma das suas peças, sempre ouvia exclamações e risos de jovens estudantes de teatro atrás de si; mas quando entrava determinado quadro da sua produção, os sons eram muxoxos e zunzuns. Dumas voltou-se e perguntou aos moços qual a razão da apreciação negativa. Uma das presentes candidata a atriz, disse-lhe: –“Porque esta cena é muito chata, não dá para acompanhar”.
Pelo prenúncio de futuras vaias, o autor do “Conde de Monte Cristo”, cortou imediatamente a cena do roteiro. É o que os brasileiros devem fazer: deletar o pesadelo chato que o lulo-petismo trouxe ocupando o lugar dos nossos sonhos… E de Dumas, temos também uma lição: “Para toda a espécie de mal, há dois remédios: o tempo e o silêncio”.
MORTE
MIRANDA SÁ (E-mail: mirandasa@uol.com.br)
“Quem sabe se o viver seja o morrer e o morrer, contrário, viver?” Platão
A tragédia que arrancou Eduardo Campos do cenário político e chocou a Nação Brasileira, surpreendendo e causando tristeza, nos obriga a refletir sobre o destino e a esquadrinhar a História procurando saber porque a morte ceifa tantas vidas jovens e promissoras. Santo Agostinho, na sua sabedoria, deixou-nos na “Cidade de Deus” uma resposta:
“Do mesmo modo que depende de Deus afligir e consolar os homens, também Dele depende a duração da vida que abrevia e prolonga segundo a Sua vontade”. A concepção deísta de Agostinho não alcança a crença na vida após a morte, como na religião egípcia, que no Livro dos Mortos trazia um código moral e espiritual com o qual se julgava a vida humana. Entre os antigos egípcios imaginava-se que o morto seria julgado no tribunal do deus Osíris.
Lá, o coração era pesado e, de acordo com o comportamento na vida, proferia-se uma sentença: Para os bons havia uma espécie de paraíso, para os negativos, Ammut devoraria o coração. Os cristãos e os pagãos se completam. Segundo os primeiros, a existência de Campos foi abreviada pelo arbítrio divino; e para os outros, será julgado post-mortem e certamente o peso do seu coração o levará ao paraíso…
A morte prematura é sempre contristável. Como no caso de pais que perdem filhos, invertendo o curso normal do viver humano. E assim ocorreu no caso de Campos, cujo protagonismo na campanha eleitoral o aproximou dos defensores da mudança que a inteligência brasileira exige.
Será enfadonho repetir o seu perfil, profusamente publicado pelos jornais e revistas. Sua vida pessoal e sua carreira política encontram-se nos abundantes comentários de colunistas e declarações múltiplas de políticos, sinceras ou hipócritas.
O julgamento de Eduardo Campos está sendo feito. Entre os brasileiros, avaliando o seu peso na História da política nacional, leva-se em conta a observação das críticas dele aos desvios do governo Dilma com alinhamentos ideológicos abastardados, incompetência e pouca clareza nas contas públicas.
Pronunciamentos arquivados de Campos mostram sua mira atirando nos erros mais óbvios do governo Dilma, principalmente na descontinuidade de programas, o menosprezo pelas agências reguladoras e no desrespeito à Justiça.
Apesar da pouca exibição na mídia, o falecido presidenciável mostrou uma posição favorável à autonomia do Banco Central e na defesa do Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social, este, sem custear juros das linhas de crédito a longo prazo.
Nas suas entrevistas, pela inegável formação democrática, manifestou-se como defensor da liberdade de imprensa e da livre expressão do pensamento, coerente com a Constituição que os lulo-petistas querem rasgar através do golpe embutido no decreto fascista 8243. Aliás, Campos pregava contra a ‘velha política’ execrando Sarney, Collor e Renan.
Pelas posições assumidas, o eminente desaparecido deverá ser avaliado com imparcialidade, independente do PSB, partido que presidia e que o indicou como candidato à Presidência da República. Também vale separá-lo das composições alinhavadas para a campanha eleitoral, lembrando a participação conseqüente do oposicionista PPS.
Sem mais acrescentar, limitado ao espaço gutemberguiano sem adjetivação atributiva, é importante lembrar a Família deixada por Eduardo Campos, exemplo de coesão e harmonia; inviolável base da sociedade que o sistema que ele combateu quer destruir.
Para os seus parentes e amigos, fica a lembrança de Vladimir Nabokov: “Nossa existência não é mais que um curto circuito de luz entre duas eternidades de escuridão”.
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