Artigo
Os ovos e a omelete
MIRANDA SÁ (E-mail: mirandasa@uol.com.br)
De volta da linda cidade de Rosário, onde passei a Páscoa, almocei na querida Buenos Aires apreciando uma omelete após os encontros profissionais e debates corporativos com colegas periodistas.
A capital portenha, tão rica na sua gastronomia e com restaurantes que dão inveja até aos paulistanos, sempre me leva à especialidade do Florida Garden, que fica ali, no coração da cidade velha, na esquina da Florida com a Paraguai.
Diz-se que a omelete veio da antiga Pérsia, à base de ovos misturados á ervas e batidos até endurecer e amorenar, permitindo o corte à faca. Percorreu o mundo árabe e chegou à Europa, mais precisamente na Espanha, onde virou a famosa torta e inspirou as tortillas das colônias americanas.
Na França foi batizada de “omelette”. Seu cheiro, sabor e textura transporta-me à infância, não a omelete francesa – cujo nome se popularizou de uns tempos para cá, mas como fritada (da italiana “frittata”), como era chamada por minhas avós, mãe e tias. Um prato trivial da classe média nordestina.
Fazer a omelete requer uma elaboração especial, enquanto a fritada não tem requinte: mistura-se o que tiver à mão com os ovos, mexe-se bem e leva-se à frigideira com óleo, banha ou manteiga até endurecer, vira-se pro outro lado e está pronta. As semelhanças entre as duas são muitas, mas a fundamental é que nenhuma se faz sem quebrar os ovos…
O genial Millôr escreveu que “Assim como não se faz uma omelete sem quebrar os ovos, não se faz uma revolução sem quebrar os ovos”. Este pensamento mostra que o PT é uma farsa, porque o partido nunca teve coragem de quebrar os ovos, mostrando que sua “revolução” é apenas uma retórica para acobertar a pelegagem e a corrupção.
Complementando Millôr na observação da fraude lulo-petista, Brizola observou que “O PT é uma galinha que cacareja para a esquerda e põe ovos na direita”… Banqueiros e empreiteiros que o digam.
A omelete petista do governo federal é uma crise permanente e ininterrupta que mistura arrogância com vitimologia, numa dialética cujas contradições personificam Dilma, alheia aos reclamos populares e às repetidas vaias recebidas onde anda. Em sua defesa acorre seu criador, o pelegão Lula da Silva, pedindo (imaginem!) “educação e respeito no exercício na política”.
Este piedoso apelo não vem só. O Pelegão aprimora o cinismo acusando “as elites paulistas”, omitindo que os protestos ocorrem no Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, em Santa Catarina, no Paraná e no Mato Grosso do Sul, e agora já gravadas nas pesquisas que derrubam o PT-governo em todas as regiões do País.
Não discuto sobre a habilidade manhosa de Lula, a mais do que perfeita malandragem dos pelegos sindicais; reconheço-a sempre, mas não me engano com ele, que a usa para o mal. Sua falta de credibilidade não merece atenção, a não ser dos apedeutas como ele, ou das mal-amadas que cultuam a sua personalidade.
Lula jogou Dilma no Palácio da Alvorada certo de que ela fracassaria no primeiro mandato, mas errou feio; ela atravessou o período aos trancos e barrancos, talvez por obra do diabo que invoca… Se ela malograsse, ele voltaria triunfante surfando na indiscutível popularidade que conquistou navegando nas águas tranquilas do Plano Real.
O fracasso da Gerentona veio após uma campanha de mentiras que escondeu a conjuntura econômica do País financiada pelas propinas recolhidas na Petrobras e em outras estatais, descobertas na Operação Lava-Jato. Essa corrupção escancarada fez Lula perder a aposta do retorno e o bonde da História.
Assistimos agora, ao som ensurdecedor dos apupos e do bater de frigideiras vazias, o repúdio nacional a Dilma, a Lula e ao lulo-petismo. Constamos que a omelete “revolucionária” deles não passa de um mexido grosso, com a gordura rançosa da ladroagem e a farinha mofada da inaptidão. Repelida pelos brasileiros conscientes.
Nossa Páscoa
MIRANDA SÁ (E-mail: mirandasa@uol.com.br)
Eu, distante, gostaria de celebrar a Páscoa ao lado dos patriotas brasileiros que estão sob o jugo da mentira e roubados pela corrupção lulo-petista. Enquanto esperamos o dia 12, seria a nossa Páscoa, a festa da libertação.
Aproveitando a poética de Lupicínio Rodrigues, meu pensamento está voltado para o Brasil, e “como é que a gente voa, quando começa a pensar” matutei sobre as distorções da antiga tradição familiar de setenta e tantos anos atrás.
Embora meu pai fosse positivista (e talvez por isso) lá em casa se respeitava os símbolos pascais primitivos, o peixe, o ovo e o cordeiro. Comíamos peixe na sexta-feira da Paixão e cordeiro assado no sábado; mamãe pintava ovos e os espalhava pelo jardim para que nós os achássemos…
Também a ganância do comércio ainda não havia desvirtuado a Páscoa para obter lucro, com o peixe virando bacalhau importado; o ovo chocolate e o cordeiro passando por uma mutação inexplicável, transformado em coelho…
A Páscoa de que fala a Bíblia só ocorre entre os judeus ortodoxos que a festejam lembrando a história do seu povo, levando á mesa o pão ázimo, ervas amargas e o cordeiro é abatido deixando o sangue escorrer. Servem-se do pão sem o fermento, que é condenado pela contaminação, de ervas amargas lembrando a escravatura no Egito, e o cordeiro é a paga do sacrifício exigido por Jeová.
Hoje, se nos reuníssemos como tanto eu desejo, o nosso banquete seria político: brindaríamos com um bom vinho argentino que, aqui em restaurante, custa R$ 16,00, enquanto em supermercado do Rio custa R$78,00… E falaríamos mal da carestia e da inflação, e compararíamos Dilma com Cristina K., pois são tão iguais e transparentes como água de esgoto…
Aqui, na Argentina, os kirchneristas inventaram um “Dia del Veterano de Guerra e los Caídos em las Islas Malvinas” para desviar o foco da roubalheira generalizada no País, e do último escândalo envolvendo um filho e uma sobrinha da Presidente. O quadro é semelhante ao que ocorre no Brasil, e o discurso de Cristina repete o mesmo chavão sobre a Democracia, às liberdades e contra a corrupção…
Tudo igual como um caminhão carregado de soja… O El Clarín traz uma página internacional com Dilma, sem uma palavra sobre a corrupção e o descontrole da economia; apenas novas promessas, juramento de que vai cortar gastos. E a repetitiva falácia de que lutou e foi presa para garantir a democracia que os brasileiros têm hoje…
Ambas, Cristina e Dilma, são bonecas falantes e, pelas mentiras, ostentam um avantajado nariz de Pinochio… Pensando nelas, volto à distante infância e juventude quando as famílias s se juntavam para malhar o Judas – incorporando um personagem escolhido entre políticos condenados pelo povo por mau comportamento.
Por tudo isto, na nossa Páscoa poderíamos nos unir aos “hermanos” argentinos para manter a antiga tradição, e pendurar no poste os judas dessas duas figuras sinistras que nos envergonham pela mentira e nos revoltam pelo cinismo…
De Volta ao Passado
MIRANDA SÁ (E-mail: mirandasa@uol.com.br )
“A experiência é uma lanterna dependurada nas costas que ilumina o caminho já percorrido.” (Confúcio)
Diante da situação caótica que o Brasil atravessa, vale à pena recorrer à experiência para se analisar a realidade. E dessa maneira estamos de volta ao passado graças à caricatura distorcida da falsa esquerda que compõe o narco-populismo.
Essa aberração, infelizmente, seduz grupos sociais revoltados e ignorantes. Semi-analfabetos (embora sagazes, sabidos, como se diz), repetem como um disco de vinil rachado, as palavras-de-ordem dos chefes, acreditando na Utopia que pregam.
Nunca leram um livro, ou por preguiça como Lula, ou simplesmente por acreditar que erudição se adquire por osmose. De outro lado, com a viseira do sectarismo, seus assistentes partidários nada acrescentam além da Xerox de Gramsci.
Essa falta de conhecimento teórico é tão grande, que uma senhora amiga de minha família, antiga militante comunista, hoje no PC do B, disse-me que o grande marxista da atualidade no Brasil é frei Boff… E vai além, repassa por e-mail todos os artigos dele como se fossem psicografias de Marx, Engels e Lênin…
A lanterna da experiência me divertiu nessa conjuntura: levou-me ao roteiro de Zemeckis e Bob Gale “De volta para o Futuro”, feito filme dirigido pelo próprio Zemeckis, o maior sucesso cinematográfico de 1985.
Foi rotulado como ficção científica, por tecnologias futuristas, com seus carros e skates voadores… Entretanto, foi mais que isto, estimulou idéias; não foi por acaso candidato ao Oscar e ao Golden Globe.
Estrelado por excelentes atores, com Michael J. Fox no papel de Marty McFly, e Christopher Lloyd como o Dr. Emmett Brown, a aventura leva McFly ao passado num invento do inquieto cientista Brown. A quem interessar, o filme está à disposição no Google e no Netflix.
A lembrança que tenho da fita levou-me a Confúcio, cuja citação optativa abre este texto. K’ung-fu-tzu, literalmente em chinês “Mestre Kong”; é o admirável filósofo da moralidade pessoal e governamental que nos legou belos ensinamentos como “Se queres prever o futuro, estuda o passado”.
Nada mais útil de pensar nesses infelizes tempos em que reinam a amoralidade e a imoralidade lulo-petistas. E foi o que fiz pesquisando as origens da desmoralização das esquerdas que cultuam a personalidade de Lula da Silva. É dele a responsabilidade da economia e da política brasileiras correndo como uma locomotiva sem freio para o desastre.
O passado é revelado com o que escreveram para Lula e ele assumiu a autoria da “Carta aos Brasileiros” que está fazendo 13 anos agora (oh, número negativista da Cabala, 13!). Eis um excerto bom de lembrar:
“– O Brasil quer mudar. Mudar para crescer, incluir, pacificar. O povo constata com pesar e indignação que a corrupção continua alta e, principalmente, a crise social e a insegurança tornaram-se assustadoras. O País não pode insistir nesse caminho. O povo brasileiro quer mudar para valer. Quer trilhar o caminho da reforma tributária que desonere a produção. Da reforma agrária que assegure a paz no campo. Da redução de nossas carências energéticas e de nosso déficit habitacional. Da Reforma Previdenciária. O novo modelo não poderá ser produto de decisões unilaterais do governo. Acredito que o atual governo colocou o País novamente num impasse.”
Penso que se imprimíssemos estas palavras em forma de boletim, os “esquerdistas” diriam que estávamos pregando um golpe. Se distribuíssemos este material na segunda grande manifestação pelo impeachment de Dilma no dia 12 de abril, nos chamariam de subversivos…
A verdade é que estudando o passado, enterraremos para sempre a grande mentira que é o PT, e o impediremos de voltar a enganar o povo brasileiro.
Semente do Mal
MIRANDA SÁ (E-mail: mirandasa@uol.com.br)
Gregos e troianos reconhecem que a presidente do Brasil, Dilma Rousseff, é uma irresponsável, ignorante e contribui para o desastre econômico da atualidade; mas isto se comprova com o recente encontro dela com o MST, cujo vandalismo persegue o agronegócio, o setor mais produtivo e lucrativo do País.
Seria fastigioso elencar os males que o MST trouxe ao País, sempre prestigiado pelos governos federais, e se tornado, por afinidade, um dos braços políticos do PT. Como linha auxiliar dos aloprados, foi invocado há poucos dias por Lula da Silva como o “exército de Stédile”.
Foi no Rio Grande do Sul, a presença da Presidente no meio da massa de aplaudidores contratados em contra ponto das estrondosas manifestações do “Fora Dilma”. Estavam lá representantes da Via Campesina, a estúpida milícia que destruiu anos de pesquisa da empresa Futurene em Itapetininga.
A reunião abominável deu-se quando ainda não passara um mês que o bando de mulheres ignorantes e mercenárias da Via invadiu a propriedade e arrasou as estufas com milhares de mudas de uma espécie transgênica de eucalipto, que está enriquece a Austrália, o Canadá e a Finlândia. As sementes arruinadas aumentariam em mais de 20% a sua produtividade e diminuiriam o tempo da colheita.
Nota-se que diante disso a chamada “grande imprensa” e a saltitante intelectualidade abrigada pelo PT-governo, silenciam se acumpliciando pela omissão diante deste crime contra a ciência e, porque não dizer, contra o futuro.
A grande imprensa e os chapas-branca fazem um alarde medonho com a derrubada de estátuas da antiga cultura budista e islamita, pelos bandidos do talibã e do Estado Islâmico, mas se calam diante do terror bárbaro dos sem-terra no Brasil.
Este amparo sigiloso (como os empréstimos do BNDES) atravessa os governos do PT desde Lula da Silva, que no seu primeiro mandato, facilitou as mesmas porras loucas da Via Campesina a ocupar pela força uma fazenda da Aracruz e destroçar seus laboratórios.
Não se sabe a serviço de quem o lumpemproletariado venal recrutado do “exército de Stédile” realiza terrorismo com a cobertura material do PT-governo e apoio ideológico dos partidos satélites.
Dilma, que pelas contumazes mentiras é comparada ao Pinóquio do livro imortal do escritor italiano Carlo Collodi, infelizmente não tem um grilo falante como aquele que aconselhava o boneco de Gepeto até transformá-lo num menino de carne e osso.
Um conselheiro ou assessor amigos e independentes poderiam informar a Presidente o que realmente ocorre nas ações dos sem-terras, abrindo seus olhos… Alguém deveria dizer-lhe que o campo experimental da FuturaGene é de uma empresa nacional, a Suzano Papel e Celulose, festejada nos círculos científicos, e acrescentando à economia nacional mais de quatro bilhões anuais e mantém sete mil empregos diretos.
A semente do mal plantada pelo PT-governo e o Partido do Trambique nos leva à Parábola do Joio e o Trigo, de Jesus Cristo, contada no evangelho de Mateus (13:24-30) e na versão abreviada do gnóstico Evangelho de Tomé.
Esta alegoria bíblica projeta o Juízo Final com os anjos vindo para separar os “filhos do maligno” (o “joio”, ou ervas daninhas) dos “filhos do reino” (o trigo). E, antecedendo, tem o complemento educativo da Parábola do Semeador.
Atualíssimo como lição de vida, a Parábola do Semeador está presente nos três evangelhos sinópticos e no apócrifo Evangelho de Tomé. Ensina-nos como devemos esclarecer os patriotas sobre as maldades que recaem sobre nós pela semeadura incompetente e corrupta da dupla Dilma-Lula.
O Evangelho de Mateus (13:1-9) fala do semeador que deixou cair uma semente entre espinhos num terreno rochoso, e ela se perdeu; mas quando semeou em boa terra, o grão germinou e cresceu, multiplicando a colheita por cem vezes.
Daí, os brasileiros esclarecidos vêem que nos cabe plantar a boa semente em solo fértil, para colher um futuro radioso para nossos filhos e netos, desprezando e rejeitando a semente do mal do lulo-petismo apodrecida nas rochas escarpadas do peleguismo, onde definham a ética, a honestidade e a moral.
Cabeça de Juiz
MIRANDA SÁ (E-mail: mirandasa@uol.com.br)
A sabedoria do povo nordestino criou um provérbio que vigorou até o aparecimento das urnas eletrônicas. Rezava: “Não se pode saber o que vai sair da cabeça de juiz, das urnas eleitorais e da bunda de criança”.
Hoje, com as urnas eletrônicas sujeitas a software usadas no Brasil pela facilidade em fraudá-las, o resultado de uma eleição é previsível; enquanto da bunda de criança só depende do leite materno. Da cabeça de juiz, há advogados espertos que podem prever…
Assim, com as urnas de fora, crianças e juízes deveriam ambos usar fraldas; naquelas, no lugar adequado para prevenir diarréias, e nestes, na cabeça, para evitar que o cérebro liquefaça o Direito…
Por fraqueza moral e intelectual, há exemplos de juízes que surfam na prevaricação e muitos dos casos são influenciados pelo desvirtuamento ético reinante na República dos Pelegos. De Lalau para cá, assistimos a comportamentos reprováveis e sentenças suspeitas que nos levam a Rui Barbosa.
Escreveu o Mestre: “Medo, venalidade, paixão partidária, respeito pessoal, subserviência, espírito conservador, interpretação restritiva, razão de estado, interesse supremo, como quer que chamem prevaricação judiciária, não escaparás ao ferrete de Pilatos! O bom ladrão salvou-se. Mas não há salvação para o juiz covarde.”
Vale perguntar: Salvar-se-ão os juízes que soltaram os agentes da violência que mataram o cinegrafista da Band Santiago Ilídio Andrade? Este profissional foi morto por vândalos quando trabalhava cobrindo uma manifestação no Rio de Janeiro.
Discute-se juridicamente se o ato de lançar o rojão letal sobre a multidão deve ser considerado homicídio doloso ou culposo; mas será sempre homicídio. Ao dirigir o foguete em direção à concentração, há presunção de que o explosivo atingiria alguém.
…E foi o que fizeram os terroristas infiltrados nos atos democráticos. Mataram e tiveram o desplante de se comunicar com os parceiros nas redes sociais dizendo que o artefato serviria para confrontar com a polícia…
Para eles, se a vítima não fosse o jornalista, mas um policial militar estava justificado; também no âmbito político surgiram opiniões (com sectarismo) de que o delito teria ocorrido por falta de cuidado ou imperícia dos extremistas Caio Silva de Souza e Fábio Raposo. O vídeo (de cinegrafista russo) mostra que nada disso é verdade: vê-se claramente a intenção deles.
Analisando a decisão baixada pela 8ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Estado do Rio, vê-se a fraqueza da decisão: foram duas cabeças de juízes contra uma, o que não convence ninguém. Esses três impediram o júri popular de julgar os assassinos. Esta sentença que livrou os assassinos de Santiago Ilídio Andrade lembra as ilegalidades cometidas na mais dolorosa audiência da (In)Justiça, que a História capitulou e se encontra na página brilhante de Rui:
“No julgamento instituído contra Jesus, desde a prisão, uma hora talvez antes da meia-noite de quinta-feira, tudo quanto se fez até ao primeiro alvorecer da sexta-feira subseqüente, foi tumultuário, extrajudicial, atentatório aos preceitos hebraicos. A terceira fase, a inquirição perante o Sinedrim, foi o primeiro simulacro de forma judicial, o primeiro ato judicatório, que apresentou alguma aparência de legalidade, porque ao menos se praticou de dia”.
Foi de dia e da cabeça de juízes que se perpetrou a crucificação do Cristo.
Há juízes em Brasília?
MIRANDA SÁ (E-mail: mirandasa@uol.com.br)
Estamos tão desconfiados se temos ou não temos uma justiça boa e perfeita, que gostaríamos de parodiar honestamente a frase do moleiro de Sans-Souci que, disputando uma causa com o rei Frederico II, foi indagado por que enfrentava a majestade; ele exclamou: – “Porque ainda há juízes em Berlim”.
Já contei essa história passada no século 18 no meu artigo “Ivsticia”, porque a frase, conhecidíssima nos meios jurídicos, consagra a retidão da Justiça. É a inteireza de caráter que uma sociedade bem informada espera dos seus juízes. E vale a pena mergulhar na História, quando o direito saía das fraldas do costume, para se impor soberano.
Deve-se a Hamurábi, rei da Suméria, o primeiro conjunto de leis escritas. Está exposto no Museu do Louvre, em Paris. Uma expedição francesa achou-o em 1901 no Irã, inscrito numa rocha de diorito, em 46 colunas de escrita cuneiforme acádica, com 282 artigos em 3600 linhas. Foi traduzido pelo abade Jean-Vincent Scheil.
É bonita a sua apresentação: “Para que o forte não oprima o fraco, para dar direitos ao órfão e à viúva, para fazer justiça ao oprimido.” Um dos seus artigos é famoso no mundo inteiro, a Lei de Talião. “olho por olho, dente por dente.”
Hamurábi pacificou e uniu sumérios e semitas no seu reino, o que levou ao direito hebreu grande parte da configuração jurídica babilônica inserta no Êxodo. Adota várias regras para ordenar o uso de bens, destinação da propriedade agrária e obrigações comerciais nos empréstimos e nas dívidas.
O mais importante no Êxodo é uma regra de ouro destinada especialmente aos juízes: “Não aceite propinas, pois a propina cega as pessoas lúcidas e compromete a causa dos justos; não cometa injustiça nos seus julgamentos; não dê vantagem ao fraco e não favoreça o grande, mas julga com justiça.”
Embora tenha alisado os bancos da velha Faculdade Nacional de Direito não me lembro deste aconselhamento, que deveria fazer parte das matérias ensinadas aos acadêmicos de Direito. Se assim fosse, um advogado ou bacharel, assessorando a presidente Dilma não a aconselharia a defender “acordos de leniência”, com as empreiteiras comprometidas com a roubalheira da Petrobras.
Pega muito mal o (ou “a”) Presidente da República fazer o papel de lobista ou consultor (a) para livrar empresas corruptas e corruptoras. Mesmo sob o argumento (que já não convence ninguém) que é para continuar as “obras” e manter os empregos. Não se precisa de um QI superior para ver nisso cumplicidade.
E o pior de tudo é que isto ocorre principalmente nos setores jurídicos do Planalto, a partir da mais alta hierarquia que é o Ministro da Justiça, que participa do núcleo acumpliciado com a bandidagem empresarial. Segue-se depois o advogado geral da União dando assistência aos petistas envolvidos no assalto. E depois, o tarefeiro na relatoria da CPI da Petrobras, comprometido com as “doações de campanha” – “legais”, diga-se de passagem…
Esta CPI da Petrobras, em sua maioria disposta presumivelmente a levar adiante as investigações, tem sido sabotada pelos deputados do PT comandados pelo relator Luiz Sérgio que procura politizá-la em vez de aplicar o discurso anticorrupção de Dilma, mostrando que a “Lei Requentada” é para inglês ver….
Aos desobedientes “juízes”, ministro Cardozão, AGU Luis Inácio Adams e relator Luiz Sérgio, não aplico o Código de Hamurábi, tampouco o Pentateuco. Vou puni-los com Rui Barbosa:
“De tanto ver triunfar as nulidades, de tanto ver prosperar a desonra, de tanto ver crescer a injustiça, de tanto ver agigantarem-se os poderes nas mãos dos maus, o homem chega a desanimar da virtude, a rir-se da honra, a ter vergonha de ser honesto.”
Sandálias da Humildade
MIRANDA SÁ (E-mail: mirandasa@uol.com.br)
Estava certo Ulisses Guimarães (que Deus o tenha ao seu lado) quando disse que “político só tem medo do povo nas ruas”. É o que estamos vendo – concretamente – após as gigantescas manifestações dos brasileiros no dia 15 de março contra a corrupção do PT-governo e pedindo o impeachment de Dilma.
O governo corrupto e corruptor, em polvorosa, correu a se explicar através de ministros petistas que escorregam nos chavões das continuadas crises políticas. Chamada de covarde, por se esconder na primeira hora, Dilma ocupou microfones e telas de TV sofismando sobre corrupção.
Uma das metáforas usadas foi dizer que “a corrupção é uma senhora idosa”, pretendendo dividir com outrem os ilícitos praticados pelo seu partido. Outro contra-senso metafórico foi calçar as sandálias da humildade! Falou que deseja “humildemente” o diálogo com todos… Mas na mesma frase concluiu “… os que quiserem falar comigo.”
Quando ouço falar em “sandálias da humildade”, que já foram tema de filme, movimentaram programas de televisão e apareceram em peça teatral, a memória sempre me leva a São Francisco de Assis.
A biografia deste Santo registra que um dia, quando rezava na Igreja de São Damião, ouviu uma voz, que se repetiu, dizendo-lhe: “Francisco, repara minha casa, olha que está em ruínas”. Então, ele vendeu tudo o que tinha e com o dinheiro recuperou o templo de Assis.
Aos 25 anos, entrou no sacerdócio como diácono e seguiu o Evangelho da Missa que dizia “Vai pregar anunciando o Reino de Deus e distribua gratuitamente o que recebeu gratuitamente. Não possua ouro, nem duas túnicas, nem sandálias…”
Obedecendo ao ditado, Francisco tirou suas sandálias, seu cinturão e ficou somente com a túnica. E assim a sua santidade foi reconhecida sem exibicionismo e por ter se convencido, e ensinado, que “ante os olhos de Deus o homem vale pelo que é, e não mais”.
Pelegos fascistóides e arrogantes que estão no poder jamais seguirão esta lição franciscana! Até seus condenados e presos por corrupção, são considerados heróis do partido! Vemos que os petistas valem pelo que são com sua ideologia distorcida e a mentira compulsiva.
Por mais que encham a boca com a palavra “humildade”, não passam de ladrões da Petrobras, flagrados na Operação Lava Jato, ladrões do Banco Brasil, como o fujão Henrique Pizolatto, e de ladrões sob suspeição atuando no BNDES, Eletrobrás, Correios e fundos de pensão.
Como pode Dilma ser humilde, se esconde as pesquisas que lhe dão 7% de aprovação, o quê, invertendo os valores aritméticos, corresponde a 93% dos que lhe desaprovam? E não é nada modesta por não assumir que a causa da corrupção é a incompetência do seu governo, e dela própria, que assinou sem ler a criminosa compra de Pasadena.
O que se vê é que a falsa Gerentona diante da multidão ficou descalça e se despiu da túnica, mostrando-se tal qual é uma laranja de Lula da Silva para facilitar as consultorias, aparelhar a administração pública e favorecer propinas.
A rainha ficou nua! Seu reinado abriu as comportas do mar de lama, afoga a ética e a moralidade públicas enlameando os poderes republicanos, pervertendo o Judiciário e decompondo o Legislativo.
Dilma tem o direito de errar? Tem; mas não será perdoada persistindo no erro. Precisa parar de mentir comparando desonestamente as pífias manifestações mercenárias da CUT e do MST com os milhões de patriotas que foram às ruas no domingo.
E para se auto-criticar, não deve ficar apenas na intenção discursiva, mas usar de verdade as sandálias da humildade porque só com elas poderá caminhar com altivez.
Ocultação de Cadáver
MIRANDA SÁ (E-mail: mirandasa@uol.com.br )
Quando se fala em “ocultação de cadáver” nos parece ser uma referência repulsiva, um crime hediondo, coisa assustadora. Entretanto, é tratado no artigo 211 do Código Penal como uma coisinha de nada, aplicando-lhe uma pena de 1 (um) a 3 (três) anos de prisão, e multa…
Divulgado com estardalhaço pela mídia foi o caso do goleiro do Flamengo, Bruno Fernandes, condenado pelo homicídio e ocultação de cadáver da sua amante, Eliza Samúdio. A pena foi de 22 anos e três meses, 20 anos pelo homicídio qualificado e seqüestro de Bruninho, filho de Eliza; e apenas dois pela ocultação do cadáver.
Também o crime de ocultação de cadáver agitou as reuniões da Comissão da Verdade entrechocando duas correntes jurídicas sobre a continuidade ou não do delito; entretanto, nada se concluiu ali como queriam os que defendiam que a Lei da Anistia não perdoasse responsáveis pelos caídos na Guerrilha do Araguaia e os desaparecidos na luta urbana contra o regime militar.
Vê-se que a figura jurídica da ocultação de cadáveres entra no capítulo político da História. No Exterior registramos que a Justiça do Estado de Israel julgou, em 1961, o bandido nazista Adolf Eichmann por crimes de guerra sob quinze acusações, inclusive ocultação de cadáveres, e o condenou à morte.
Foi rara, senão única, esta punição. Os crimes contra a humanidade praticados pelo nazismo aos eslavos, ciganos e judeus, caracterizando um genocídio étnico, racial e religioso estão quase esquecidos; e a bárbara perseguição do stalinismo aos proprietários rurais e opositores políticos, prisões, desterros para a Sibéria e fuzilamentos, foram justificados pelos seguidores do credo vermelho…
Há uma farta literatura denunciando Hitler nas bibliotecas, mas o desumano terror na URSS precisou de uma coragem inaudita de intelectuais que – embora simpáticos ao socialismo – se revoltaram com as ações funestas de Stálin.
De cabeça lembro-me do livro do jornalista brasileiro Oswaldo Peralva, “O Retrato”, que fotografa (usando um trocadilho) o que se passava no seio do partido comunista brasileiro subalterno aos comissários soviéticos; e é emocionante “O Deus Nu”, do grande escritor norte-americano Howard Fast, se auto-criticando por não haver enxergado as calamidades promovidas em nome do socialismo…
Para abrir as mentes e emocionar os corações, acuso os que se calam diante de atrocidades políticas acometidas em nome de qualquer coisa. Esta semana, ouvi no Manhattan Connection uma condenação a Jean Paul Sartre, que se acumpliciou, em nome da ideologia, aos assassinatos cometidos na URSS.
Já tinha conhecimento, através do filósofo inglês Roger Scruton (“Pensadores da Nova Esquerda”) que Sartre, pouco antes de morrer, assumira publicamente suas mentiras sobre a URSS e as atrocidades de que tomou conhecimento quando lá esteve em 1954.
Scruton responsabiliza também como enganadores, os carimbados “marxistas” Gramsci e Lukács, rivais pela maneira de justificar a vala comum dos que foram sacrificados pela “construção do socialismo”. Nada escreveu sobre a “esquerda” brasileira, nem da América Latina, com suas bandeiras descoloridas de fim de festa.
Aqui, e entre os “hermanos”, intelectuais promovidos pelos círculos oficiais ou auto-intitulados, defendem ditadores africanos e governos narco-populistas latino-americanos pela ocultação de cadáveres em nome da “ideologia”. Desde a revolução cubana que levou Fidel Castro ao poder, a violenta repressão em Cuba é aplaudida; e a sórdida caricatura chavista da Venezuela tem a chancela dos pelegos do PT-governo.
Dessa maneira, tristemente, sobrou para as Américas de Jose Marti, Ó Higgins, San Martin, Tiradentes e do próprio Bolívar, a prática de cárcere, torturas e mortes pelo governo Maduro e a marcha totalitária da pelegagem alçada ao poder no vácuo deixado pelas ditaduras militares do Cone Sul.
Registro uma lembrança: há ocultações de cadáveres que eternizam as vítimas, tornando-as cadáveres insepultos. É o caso do promotor Nizman, na Argentina, cuja morte suspeita atraiu a culpa para o Governo Cristina K.. Politizados, 600 mil argentinos realizaram em Buenos Aires um magnífico protesto, a Marcha do Silêncio.
No Brasil da República dos Pelegos, de Lula, José Dirceu e Dilma, um depoente na CPI da Petrobras diz que tem medo de ser morto… Lembrou o cadáver insepulto do prefeito Celso Daniel, cujo assassinato se atribui à cúpula do PT. Não custa lembrá-lo e reverenciá-lo nas manifestações do Dia 15 de Março, em nome da Democracia e da Liberdade.
Falta Alguém, dr. Janot
MIRANDA SÁ (E-mail: mirandasa@uol.com.br)
Eu era adolescente quando o jornalista David Nasser escreveu o livro “Falta Alguém em Nuremberg”, acusando os colaboradores de Hitler e os ditadores fascistas da Europa e América Latina. Como admirador de Nasser, lembrei-me do título “Falta Alguém” na lista dos investigados no esquema de corrupção da Petrobras pela Operação Lava Jato.
Nuremberg, a secular cidade alemã, sediou o tribunal internacional que cumpriu a tarefa de julgar os altos dignitários nazistas, generais e hierarcas do partido, responsáveis por crimes de guerra. Agora, Brasília sediará o julgamento dos bandidos que arrasaram a empresa estatal de petróleo. Espero isenção do STF, como agiu o ministro Joaquim Barbosa na Ação Penal 470, movida pelo Ministério Público contra os mensaleiros.
Joaquim Barbosa, com rara habilidade e decência, completou e preencheu a peça acusatória, condenando à prisão os assaltantes do Erário e do Banco do Brasil para comprar parlamentares corruptíveis em proveito do PT-governo.
Desta vez, no Petrolão, estão investigados 47 políticos com ou sem mandato. Detentores de mandato ficarão no STF, e os outros irão para instâncias inferiores; mas o banco dos réus é um só; tanto faz sentar-se na Alta Corte, como em outros degraus da ordem hierárquica jurídica…
Assim, é bom lembrar ao doutor Janot que no andar de baixo falta alguém. E para encontrar (ou encontrá-los), o fio da meada é o lead da jornalista Josie Jeronimo numa matéria publicada na Veja. Ela escreveu: “Quando, em fevereiro de 2011, Graça Foster assumiu a presidência da Petrobras, analistas de mercado de energia diziam que ela havia herdado do antecessor, José Sérgio Gabrielli, um campo minado”.
Então vamos lá. Gabrielli sucedeu a José Eduardo Dutra, ex-presidente do PT, exemplo completo do aparelhamento promovido por Lula da Silva ao assumir a presidência da República. Dutra, sem entender lufas de administração empresarial e muito menos de petróleo, foi apenas aplainar o caminho para ocupação da Petrobras pelos “quadros” e “operadores” do partido.
Então começou com Gabrielli, prestigiado por Lula, o esquema de irrigação de dinheiro para as campanhas eleitorais do PT, PP e PMDB, através da nomeação de diretores e conselheiros comprometidos pelo isolamento dos engenheiros e técnicos corretos.
Ascenderam com ele à direção da Petrobras Paulo Roberto Costa, Nestor Cerveró, Renato Duque, e o Barusco começou a mostrar a cara… Foram estes “auxiliares” que abriram as trancas para o cartel das empreiteiras que, corrompendo agentes públicos corruptos, explorou a grande jazida de dinheiro vivo.
Registre-se que foi na Era Gabrielli que ocorreram os assaltos nas refinarias Abreu e Lima, em Pernambuco, Premium I, no Maranhão, e Premium II, no Ceará, além do caça-níquel que é o Complexo Petroquímico do RJ (Comperj).
Em 2006, ocorreu a suspeitosa compra da refinaria norte-americana de Pasadena que, segundo o Tribunal de Contas da União, deu um prejuízo de US$ 792,3 milhões. A maracutaia foi negociada por Cerveró e aprovada pelo Conselho presidido por Dilma Rousseff.
Após esses atentados à honestidade, muito ao estilo PT, Gabrielli – com escândalo de Pasadena já denunciado –, foi substituído por Graça Foster em 2012. A mineira de Caratinga foi indicada por Dilma. Eram amigas desde o tempo em que a presidente era secretária de energia no Rio Grande do Sul e ela ocupava a gerência da Petrobras para a implantação do gasoduto Bolívia-Brasil.
As duas são tão íntimas que se tratam carinhosamente de “Dilminha” e de “Gracinha”, ou “Graciosa”, apelidos confirmados por quem privou de reuniões com elas. Esta relação explica o porquê Dilma manteve Graça na presidência da Petrobras por um tempo prejudicial às investigações que ocorriam na empresa.
Estes personagens da tragédia da Petrobras ficaram de fora do pedido de inquirições jurídicas e, embora transparentes, deixam perceber um sujeito oculto. Por isso, é aconselhável que os manifestantes no dia 15 de março, levantem um cartaz “Falta Alguém, dr. Janot”!
Linguiça Calabresa
MIRANDA SÁ (E-mail: mirandasa@uol.com.br)
Meu tio João – o mais velho dos irmãos de meu pai –, com sua costumeira irreverência –, dizia que quem gosta de linguiça não deve jamais vê-la sendo feita. É claro que ele não se referia à lingüiça caseira, artesanal, feita com os cuidados de uma avó e uma tia… A feitura da lingüiça comercial visando lucro é horrenda.
Uma mistureba de todo tipo de carne e o toucinho do couro do porco com restos de pelo. Mescla-se tudo numa grande bacia e usa-se tripas de porco ou de boi para involucrar manualmente esses retalhos por um funil. Condimenta-se com alho, canela, coentro, cominho, cravo, erva doce, sal e colorau.
No balcão de embutidos dos supermercados encontramos vários tipos de lingüiça, e uma é especial, a calabresa, pois além de todos os temperos citados, entra também a pimenta do reino preta. Há outra coisa: originou-se da Calábria, a mais antiga região da península que era chamada Itália, por causa de um rei mítico, Ítalo.
A Calábria fica ao sul de Nápoles e é separada geograficamente da Sicília pelo estreito de Messina e, rival da famosa ilha, por causa da sua irmandade ‘Ndrangheta, concorrente da máfia siciliana Cosa Nostra. Não vou me enredar sobre a máfia italiana: Assistam o “Poderoso Chefão” filme de Copolla extraído do romance de Mário Puzo.
A mistura emporcalhada e o tempero da criminalidade lembra-me o PT, saído da bacia das almas para o poder federal, adubando-se e engrossado após afinar-se com os 300 picaretas do Congresso Nacional.
Há um fato curioso na política brasileira: O PT de longe é uma coisa, e internamente outra… Os passantes distraídos não vêem os lulo-petistas enchendo as tripas com as propinas da Petrobras, Telebrás, Infraero e BNDES. Por dentro é uma máfia sem cumprir o código de honra, os “Direitos e Deveres” encontrados com Lo Piccolo…
Uma coisa a Camorra petista cumpre: A “Omertá” mafiosa, o silêncio imposto pelo medo de denunciar, porque arrisca a própria vida e a vida dos familiares. Lembre-se que o PT impôs o seu poder com as mortes de Celso Daniel e Toninho de Campinas, afora os cadáveres ocultos…
A disputa das facções pelo mando no partido é incrível. A História ainda contará como Lula estabeleceu sua liderança como agente duplo do PCB e de Golbery. Um dia ficará esclarecido como José Dirceu – a indiscutível liderança ideológica do partido – foi derrubado da Casa Civil pelo fogo amigo pelo grupo do marido de Dilma e dela própria…
Ainda está meio obscuro na formação do PT, o tratamento diferenciado de Lula isolando Aloísio Mercadante, e prestigiando Gilberto Carvalho. O conteúdo da lingüiça lulo-petista também não explica a ruína da secção pernambucana pelo personalismo do sanguessuga Humberto Costa.
Mais estarrecedor e nefasto é o empurra-empurra dos propineiros do Petrolão; por exemplo, a turma de Dilma dedurou José Sérgio Gabrielli, para afastar as câmeras voltadas para a amiga e parceira Graça Foster. Nenhum dos dois é flor que se cheire, mas a Presidente confiou que cumpririam a “lei do silêncio”…
A toucinhama da Justiça, com o langanho da Advocacia Geral da União e as pelancas viscozas da Procuradoria Geral da República, se mesclaram em conchavos com Dilma, Lula, Cardozão, ministros do STF e Janot, produzindo um lanho de linguiça calabresa que salvou os preferidos…
Salvou-se a própria Dilma que, presidente do Conselho da Petrobras por ocasião da criminosa compra da Refinaria de Pasadena, ficou livre; e está flanando o bandidão Duque, que comprometeria Lula, mas foi solto por um subalterno do STF a pedido deste.
Restaram os “bois de piranha”: Uns em condições de defender-se, outros, nem tanto, mas têem à disposição a delação premiada… Nós, que não somos recheio de linguiça, nem da máfia petista, vamos às ruas no dia 15 de março, por um Brasil passado a limpo. Empunhemos o auriverde pendão da esperança, arrancando-o de quem o usa para cobrir tanta infâmia, covardia e roubos!
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