Artigo

APLAUSOS

MIRANDA SÁ (E-mail: mirandasa@uol.com.br

“Andamos tão desencantados que ser decente parece virtude, ser honesto ganha medalha e ser mais ou menos coerente merece aplausos” (Lya Luft)

Recordo-me do Circo Casarin, de ciganos argentinos, que fazia temporadas ali na Avenida Presidente Vargas, perto do “Balança, mas não cai”… Nele exibia-se um cachorrinho com uma linda domadora com maiô de lantejoulas. Lulu – o cachorrinho se chamava Lulu – corria, dançava, pulava atravessando um arco e andava num carrinho de rolimã, avoengo dos skates de hoje.

O mais engraçado é que ao final, com as palmas da plateia, ele se ajeitava, como se sentasse, e batia palmas com as patas dianteiras.  A dona do bichinho, com um sotaque atravessado, dizia: “- “Pedir aplausos é coisa dele. Não lhe ensinei ele gosta disso…”

Todos artistas, principalmente os humoristas, se nutrem e se envaidecem com os aplausos. Há os que não conseguem interpretar para um público indiferente e silencioso.

Para os políticos, o aplauso é um veredito: Sua atuação é julgada pelos eleitores através de aplausos ou vaias… O sábio Nelson Rodrigues disse que “as vaias são os aplausos dos desanimados”.  O desânimo economizaria apupos negando votos aos ocupantes de cargos públicos através de eleição.

Uma expressiva maioria de brasileiros oferece essa demonstração de apoio aos condutores da Operação Lava Jato, policiais federais, promotores do Ministério Público e ao juiz Sérgio Moro. Agora, não regateia aplauso aos senadores que – ouvindo o clamor das ruas – votaram pela continuidade do julgamento da presidente afastada Dilma Rousseff.

Nada mais justo do que condenar uma governante que confundia o zelo pela coisa pública com arrogância, autoritarismo e suporte partidário. Não se pronuncia pelo impeachment apenas pelo crime de responsabilidade fiscal, o desprezo pelo Congresso e o desrespeito à Constituição.

Este é o processo. Mas a fração esclarecida da população vê o conjunto da maléfica condução administrativa, incompetente e leniente com a corrupção. Não dá para esquecer a responsabilidade de Dilma nos negócios escusos da Petrobras, principalmente a compra da Refinaria de Pasadena.

Como se há de tolerar a preservação de ministros propineiros, investigados e denunciados por desonestidade? Como se deve admitir a blindagem feita a Erenice Guerra, Mercadante, Gleise Hoffman?

Isto, falando apenas do desastrado e criminoso PT-governo; quanto ao seu partido, basta se confirmar a prisão de três tesoureiros e a suspeita sobre o responsável financeiro pela campanha da reeleição.

Pior do que isto, roubaram milhares de consciências impregnando pessoas de fanatismo, pondo o partido acima da Pátria, como se viu uma nadadorazinha declarar que não queria aplausos dos adversários do PT, renegando o juramento esportivo e derrotada por sua autossuficiência.

Com essas coisas, vê-se não apenas indícios ou as delações; está na cara como se diz na gíria, pois os desmandos gerais veem na esteira de uma organização criminosa chefiada por seu criador e tutor Lula da Silva, réu da Promotoria Geral da União, e quem a cidadania consciente pede a prisão pelos crimes cometidos.

Por decência, honestidade e coerência, queremos aplaudir o fim da impunidade. O povo brasileiro está mobilizado para se manifestar nas ruas e nas praças exigindo do Senado urgência para o impeachment de Dilma, e do STF o fim da impunidade, prisão para todos os corruptos.

 

 

ADIVINHAÇÃO

MIRANDA SÁ (E-mail: mirandasa@uol.com.br)

“Acertar o futuro não é adivinhação, é saber estudar o passado” (RQCavalcante)

É inato às pessoas humanas a preocupação e curiosidade com o futuro, o que multiplica nas editoras e livrarias títulos sobre a “futurologia”. Os livros vão do milenar I Ching às projeções do psicanalista Gustav Jung.

Desde a mais longínqua antiguidade, o desejo de conhecer o imprevisível faz proliferar adivinhos, astrólogos, oráculos, pais-de-santo, pitonisas e videntes que prometem fazê-lo por meio de práticas estranhas.

Baralho cigano, búzios, folhas de chá, traços na areia, vísceras de animais sacrificados, voo de pássaros, enfim, centenas de meios naturais (e sobrenaturais) são usados para projetar fatos porvir, o destino, a sorte, acontecimentos econômicos, sociais e políticos, sejam por participação pessoal ou coletivo.

As consultas exigem disposição em perguntar a si mesmo, e muitas vezes o que se quer saber já é presumido pelos sentidos, sem que isto seja explicado. A ciência afirma que há sentidos cerebrais ainda desconhecidos ou inexplorados, e os espíritas explicam tal percepção através da mediunidade.

Fala-se muito em “sexto sentido” que reside na imaginação popular, e, é verdade que há pessoas que são mais sensíveis que a maioria, mas essa “sensibilidade” não funciona quando se trata de descobrir os números que premiarão a loteria…

Se depende de nós imaginar o que está por vir temos que agir com inteligência, procurando conhecer a realidade através de fatos concretos. É o que ocorre agora no Brasil com este salto no escuro para o futuro. Sabemos que o reinado da corrupção está chegando ao fim, mas há sempre barreiras que parecem insignificantes, entretanto podem criar desvios no que fazemos ideia.

Sabemos, por exemplo que no julgamento do impeachment que ocorre no Senado, a derrota de Dilma é praticamente inevitável; todavia quem preside o processo é o presidente do STF, Ricardo Levandowski, imprevisível pelas íntimas ligações com Lula e o PT.

E o STF é uma instância de que podemos duvidar a isenção. O aparelhamento dos tribunais superiores é inegável. É do conhecimento geral que como Levandowski há outros ministros comprometidos com o sistema bolivariano. Houve até um ministro do STJ escolhido a dedo para intervir na Lava Jato.

Dessa maneira, pelo envolvimento de juízes togados não dá para adivinhar o que sairá de suas cabeças. Resta-nos acreditar na pressão dos promotores e juízes federais e, principalmente da força do povo.

Por uma questão lógica não se pode desprezar o trabalho investigativo realizado pela Polícia Federal e o Ministério Público, denunciando centenas de corruptos envolvidos nos escândalos da Petrobras, Eletrobrás, Correios e fundos de pensão.

Não será uma loteria o que os brasileiros e brasileiras esperam, consultando a si mesmo que destino terão os assaltantes do patrimônio nacional. Ou o Brasil desperta para a conjuntura trágica que atravessa ou afundará na lama da corrupção promovida pelo lulo-petismo.

O que nos impõe a situação é desprezar o charlatanismo e os artifícios e não procurar decifrar o futuro baseado no frágil aparelhamento do STF ou nas maquinações do corrupto Renan Calheiros, mas investir na força do povo.

Não é preciso adivinhar: O PT não passa de uma sucata, o quadrilheiro Lula não tem para onde correr, e Dilma é o retrato do fracasso; cabe-nos, portanto, não pensar em adivinhação, mas no enterro dos malefícios criminosos deles…  Voltemos, pois, às ruas exigindo uma justiça boa e perfeita.

OLIMPÍADA

MIRANDA SÁ (E-mail: mirandasa@uol.com.br)

“O esporte é uma guerra sem armas” (George Orwell)

O nome “Olimpíadas” vem da cidade de Olímpia, na Grécia antiga, quando eram realizados em 776 a.C. os jogos que duraram por mais de mil anos. Como ainda o são, os jogos aconteciam de 4 em 4 anos e eram restritos, pois deles só podiam participar homens que falassem grego. As mulheres não eram admitidas.

O milionário francês, Barão de Coubertin, recriou e financiou as Olimpíadas da Era Moderna, realizando em Paris os jogos em junho de 1894, na Universidade de Sorbonne.

Foi Coubertin quem criou o Comitê Olímpico Internacional, tendo lançado o lema olímpico “Citius, altius, fortius” (mais rápido, mais alto e mais forte) consigna que foi adotada oficialmente nas Olimpíadas de Paris de 1924.

Dos meados do século passado os jogos olímpicos se desviaram dos ideais do Barão de  Coubertin caindo na influência de governos, como em 1935, por Hitler, e foram explorados por políticos e corruptos, que muitas vezes se confundem…

No Brasil, na esteira da corrupção lulo-petista, a quadrilha Lula-Cabral-Dilma-Pezão-Paes, trouxe a Olimpíada para cá – num repeteco da degenerada Copa Mundial de 2014, que favoreceu benefícios às empreiteiras corruptoras e rendeu milionárias propinas.

Carente de serviços públicos, com hospitais sucateados e escolas abandonadas, sofrendo a violência patrocinada pelo crime organizado, o “Bando dos Cinco” logrou implementar os jogos, gastando bilhões de reais escorridos em obras inacabadas e mobilizando uma multidão de cabos eleitorais como “voluntários” remunerados.

Transcorre a Olimpíada da Vergonha decepcionando o povo que construiu uma linha de metrô e não pode viajar nela, pois atende apenas os turistas.

As obras inacabadas foram escondidas por uma propaganda maciça para logradouros maquiados e instalações suntuosas de duração passageira.

Justiça seja feita, salvou-se uma abertura bem arquitetada, com variações tecnológicas e quadros ilustrando a formação miscigenada do povo brasileiro, homenageando nossos ancestrais, índios, africanos, europeus e asiáticos.

A Olimpíada Rio/2016 livrou-se também de uma perda total – para sofrear a indignação nacional – pela generosidade e hospitalidade do povo brasileiro aliadas ao entusiasmo pelo esporte e, de certa maneira, subornado pelas festividades circenses…

Fica, porém, registrado que o dinheiro público gasto no evento internacional, faz falta ao atendimento das necessidades básicas da população e deixa mais uma vez patente a irresponsabilidade dos políticos que o organizaram.

Para compensar os desmandos, a incompetência e as roubalheiras dos governantes é inegável também que assistimos duas situações que entusiasmam: As forças de segurança atuam garantindo a paz; e o entusiasmo patriótico da nossa gente, com duradora alegria aplaudindo os atletas que ostentam as cores nacionais.

Como diz o nosso epigrafado, George Orwell, os visitantes levarão do Brasil, a convicção de que fazemos nos esportes uma guerra pela paz entre os povos, e deixará a memória de que não paramos de lutar por um Pais livre da corrupção implantada pelo PT!

ILUSÃO

MIRANDA SÁ (E-mail: mirandasa@uol.com.br )

“Meu partido/ É um coração partido/ E as ilusões/ Estão todas perdidas”(Cazuza)

Lembro-me de um tcheco que conheci anos atrás ao visitar a Universidade de Leipzig; ele perseguia os latino-americanos que exaltavam a inteligência dos povos miscigenados e o futuro radioso dos nossos países, perguntando: “O que há de científico nisto? ”.

Assim ele obrigava a rapaziada a estudar as realidades nacionais para defender as teses patrióticas, e a mim, particularmente, me fez matutar sobre àqueles que defendem o direito de se iludir.

A interpretação de casos, circunstâncias e situações precisa ser feita com cuidado, por que a ilusão, conforme a interpretação científica, é a troca da aparência real por uma ideia falsa.

Ser iludido é ser enganado. É viver um engano, no mínimo, um capricho da imaginação sem fundamento na realidade. Quando se mergulha na fantasia, convive com a mentira e o dolo.

Um professor que transmite aos seus alunos uma ilusão, induz a crença de que não se pode encontrar em outro conceito que ela não explica, ofuscando a razão e negando a realidade. Aí que mora o perigo.

É o que temos visto no Brasil. A escola tem afastado os professores vocacionados por causa de baixas condições de trabalho e salários insatisfatórios, cedendo lugar a diletantes irresponsáveis, despreocupados com a qualidade de ensino e o futuro de uma geração.

Nos centros de ensino cheios de jovens ávidos por conquistar uma vida melhor através do estudo, se tornam um campo fértil para o descrédito dos valores cívicos, a insatisfação grevista e a pregação de ideologias superadas e/ou distorcidas. Desiludem-se pelo discurso fácil do extremismo.

Tal ideologia foge à proposição do filósofo francês Destutt de Tracy defendendo a adoção pela ciência da ideologia, como a “consciência originada das percepções sensoriais da conjuntura sócio-política que cerca o indivíduo”.

Cientificamente, a ideologia é o conjunto de ideias, crenças e doutrinas, próprias de uma sociedade, de certa época ou de determinada grupo social, formada pela relação do indivíduo com o meio em que vive.

Entretanto, (0lhem o tcheco aí), o que vemos é o caráter baseado nos princípios do amor ao próximo e da ordem social ferido de morte pela exposição de uma realidade dividida em classes, cor da pele, crenças religiosas e negativismo familiar ou nacional.

Essa ideologia distorcida cria um espírito de negação moral e institucional, “fabricando” pseudo-revolucionários e até terroristas servindo como massa de manobra aos partidos totalitários que arregimentam o inconformismo das classes médias e a degradação proletária.

A História ensina que as emoções criadas pela demagogia populista fatalmente descambam, pela ilusão, para o fascismo . E é o que os latino-americanos bem informados e conscientes denunciaram ao oportunismo dos pelegos de alguns países, e agora assistem à desconstrução do “socialismo bolivariano”.

No Brasil, a ilusão se desvaneceu e só falta jogar a última pá de terra na cova rasa do lulo-petismo, para enterrar a ilusão da ideologia capenga do PT que fala em golpe, mas propõe inconstitucionalmente novas eleições; e que vota num “golpista” para presidência da Câmara.

Esse quadro há de ter um fim, derrubado pelo povo nas ruas como fez no dia 31 de julho. A consciência patriótica exige o fim das mentiras, da fraude e da corrupção.

VERSÃO

MIRANDA SÁ (E-mail: mirandasa@uol.com.br)

“Ela deve estar bem consciente/ Do que praticou” (“Vingança – Lupicínio Rodrigues)

Como é dicionarizada a palavra “versão”? Segundo pesquisa, seria explicação, comentário, esclarecimento e interpretação. Pode ser tradução de um texto de uma língua para outra e, na informática é a modificação no software que os programadores fazem quando é gerada uma nova versão

Versão, no contexto da música, é a tradução livre de letras em língua estrangeira ou interpretação de poesias que se tornaram populares; na política é um desastre: uma leitura pessoal de fatos, sempre distorcendo a realidade.

Os pelegos lulo-petistas são peritos em oferecer versões para defender-se de denúncias de erros, crimes e malfeitos. A falsidade dos seus esclarecimentos, e a explicação fraudulenta do seu comportamento e interpretação enganosa das ações que fazem, são lugares comuns na trajetória do Partido dos Trabalhadores.

Do assassinato de Celso Daniel e dos dossiês dos aloprados até o Mensalão e o Petrolão o que a sociedade brasileira vê é um processo criminoso que recebe comentários disparatados, indigestos por parte dos envolvidos.

Na atual conjuntura política, na falsa interpretação dos lulo-petistas tivemos as delações do ex-senador Delcídio do Amaral, eleito pelo PT e líder do Governo Dilma cassado por seus pares, como uma traição.

Ora, Delcídio era íntimo de Lula e de Dilma, e foi enrolado por eles em tramas armadas para acobertar desvios éticos e ilegais, inclusive interferindo nas investigações da Lava Jato. Pegado em flagrante, defendeu-se dizendo que cumpria tarefas do partido…

Dilma, por sua vez, personifica este camaleônico interpretar da realidade. Sobre Pasadena, transgressões de Erenice, propinas e caixa 2 da campanha, Dilma teve cinco versões: Não existia; depois, não sabia; terceira, não participou; quarta, faltam provas; e, agora, que caixa 2 foi coisa do PT.

Mergulhado no oceano das mentiras e das fraudes petistas, até a sublime Declaração dos Direitos Humanos está na pauta da última versão lulo-petista. Os direitos humanos abrangem a vida das pessoas em sociedade. Por eles, são cobradas as práticas do Estado, sugerem-se a criação de políticas públicas e seu cumprimento através da fiscalização de órgãos específicos.

A Declaração dos Direitos Humanos combate à discriminação de qualquer tipo, de gênero, de opção sexual, prisão arbitrária, racial, religiosa e a tortura, defendendo o princípio de que todos são iguais perante a lei.

Não é que o ladravaz, cínico e mentiroso, Lula da Silva, baseado nos direitos humanos está apelando para ONU para escapar das punições pelos crimes praticados? Seus advogados Cristiano Zanin, inglês, de renome internacional, e o australiano Geoffrey Robertson, ex-juiz da corte de apelações da ONU, denunciam que o juiz Sérgio Moro está agindo com parcialidade.

Com honorários caríssimos, os defensores de Lula protocolaram petição no Conselho de Direitos Humanos da ONU, com a versão de que o juiz e os procuradores da Lava Jato cometeram “abuso de poder” contra Lula e violaram a Convenção Internacional de Direitos Políticos e Civis. Ocorre que a Justiça Federal brasileira funciona e tornou o ex-presidente réu por tentativa de obstrução de investigações.

Diante disso, os brasileiros e brasileiras esclarecidos vão para as ruas lutar contra as versões corruptivas da bandidagem que o PT-governo está bem consciente do que praticou…  Pelo impeachment de Dilma, em defesa da Lava Jato e prisão de Lula pelas práticas danosas do lulo-petismo se vão como as pedras que rolam na estrada.

PALAVRAS…

MIRANDA SÁ (E-mail: mirandasa@uol.com.br)

“Palavras, palavras, minha vida nunca foi nada além de palavras…” (Samuel Beckett)

Na minha adolescência tive um professor de português que nas suas dissertações disse um dia que as palavras nascem, adoecem e morrem como ocorre com as pessoas; agitam-se, alegram-se, entediam-se, esmorecem, congelam-se e desaparecem. Algumas escapam milagrosamente, saem da UTI e voltam a circular…

A civilização vista pelo nosso epigrafado, Beckett – intelectual irlandês, criador do “Teatro do Absurdo” e ganhador do Prêmio Nobel, inculcou-lhe a tese de que “somos criados por palavras que não vêm de nós, e não temos escolha…”

Nestes dias em que vivemos constato que tinha razão meu professor e também Beckett. As palavras regem a vida social. Nascem inesperadamente, desfilam nas passarelas da comunicação, enquanto outras são enterradas pela memória coletiva!

Desapareceu do vocabulário da política, por exemplo, a palavra “honradez” e o seu sinônimo “probidade”. Os carreiristas e oportunistas infiltrados na representação popular baniram o seu uso no comportamento e até nos discursos.

“Honradez” teve um enterro sem choro nem vela após a ascensão da pelegagem lulo-petista, que afastou da manifestação verbal a “castidade”, a “virgindade” e o “pudor”, através do amoralismo que inundou a sociedade com a adoção da libertinagem…

Também não mais se ouve falar de “Educação”, substituindo a vocação para o ensino pela agitação doutrinária promovida pelo PT-governo e o totalitarismo descompromissado com o futuro das novas gerações e o respeito à Pátria.

Apesar de estarem hospitalizados, às vezes nos lembramos e visitamos, para cobrar das autoridades, a palavra “ética” e o vocábulo “trabalho”, esquecidos na imposição do “politicamente correto” do partidarismo e das esmolas sociais…

Nos corredores da notícia, requebrando-se no samba da corrupção reinante no País e provocando a nossa indignação assistimos o bloco da roubalheira nos termos de “delação”, “propina” e “impunidade” participantes da falsidade ideológica do “ativismo”, “fanatismo” e “terrorismo”.

Neste “avesso carnaval” reina a palavra “Poder”, com soberba e arrogância. Os que usam esta fantasia deveriam conhecer uma passagem atribuída a Canuto, rei da Noruega, que estava à beira-mar quando dele se aproximou o embaixador da Alemanha para apresentar-lhe as credenciais. O alemão iniciou seu discurso com louvaminhas, dizendo: – “Vós que sois um rei poderoso…”

Canuto não o deixou concluir a frase; encaminhou-se para o quebra-mar e gritou para as ondas: – “Proíbo-lhes que me molhem! ”  Mas logo veio uma vaga mais forte se derramou sobre ele que, se voltando para o embaixador, disse: – “Vedes? Se eu fosse poderoso o mar me obedeceria…”

Creio que neste capítulo da história viking, as águas do Mar do Norte coloriam-se naquele Verão do atraente verde que que nos lembra uma palavra imortal, “Esperança”, que os brasileiros mantêm ao ver a sua Pátria sufocada no atoleiro da pelegagem, da desordem, da incompetência e da corrupção que o lulo-petismo impôs.

É esta esperança que nos faz convocar o nosso povo para ganhar as ruas no dia 31 de julho, defendendo a República livre da decomposição dos poderes imposta pela organização criminosa chefiada por Lula da Silva, ainda solto por leniência do Supremo Tribunal Federal.

LIBERDADE

MIRANDA Sá (E-mail: mirandasa@uol.com.br)

Liberdade, liberdade/ Abra as asas sobre nós/ Das lutas, na tempestade/ Dá que ouçamos tua voz”  (Hino da Proclamação da República)

Com a República criou-se para nova identidade da Nação o Hino Nacional brasileiro; foi composto com letra de José Joaquim de Campos da Costa de Medeiros e arranjos musicais de Leopoldo Miguez.

Embora na minha infância e adolescência era cantado nas escolas como o Hino da Proclamação da República e nos fizesse vibrar pela força dos seus versos, caiu no esquecimento e raramente é executado em solenidades oficiais.

Popularizou-se carnavalescamente como samba enredo da Imperatriz Leopoldinense, aproveitando o verso em epígrafe; e o povo o cantou exaltando à Liberdade, uma ideia que vem de longe, por que os gregos antigos repudiavam a tirania.

O filósofo Platão escreveu na sua “República” que “as aptidões naturais dos homens são diferentes e precisam de liberdade para expressá-las”, mas a Grécia, além de dividida estados autônomos, também o era em classes socais, mantendo a escravatura; por isso só imaginava a liberdade exercida pela classe dominante.

Como os gregos, os romanos também conceberam a liberdade somente para a cidadania, sem alcançar escravos, nem mesmo os “libertos” que representavam uma grande parcela da sociedade. Os “libertos” exerciam profissões nobres e podiam enriquecer, mas nenhum estatuto lhes permitia a mesma liberdade cidadã.

Mais tarde, a Revolução Francesa estabeleceu o conceito moderno do Liberdade: Na sua versão original de 1789, a Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão foi uma conquista dos franceses sublevados contra o absolutismo monárquico e rezava que a liberdade consiste em poder fazer tudo que não prejudique os outros e a garantia de que todos gozem dos mesmos direitos.

A Guerra da Independência dos Estado Unidos e o “Cartismo” na Inglaterra seguiram-se à Revolução Francesa estabelecendo os direitos de cada homem ou mulher à liberdade individual de culto, opinião e manifestação.

A intelectualidade autêntica livre de preconceitos, dogmas, fanatismo político ou religioso e, sobretudo de ideologias totalitárias, sabe que no Brasil, mesmo com a redemocratização pós-ditadura, apenas alcançamos teoricamente a liberdade do individual.

A era petista, morta, mas insepulta, garantiu liberdade à pelegagem lulo-petista, até de roubar. Lula, um reles pelego que serviu à Volkswagen e à ditadura militar, aderiu ao narco-populismo bolivariano e comandou o assalto ao patrimônio público.

Lembra a dissidente comunista alemã contra a ditadura stalinista, Rosa de Luxemburgo, que nos legou um pensamento perfeito: “Liberdade somente para membros do partido e do governo, não é, de modo nenhum, liberdade”. Foi o que vínhamos assistindo no PT-governo.

Felizmente, Lula nunca alcançou os intentos malignos do bolivarianismo, mas implantou um sistema onde os tentáculos do seu governo tiveram liberdade de invadir propriedades, prédios públicos e impedir à cidadania o direito de ir e vir assegurado pela Constituição.

O que fez no Supremo Tribunal Federal envergonha a Nação. Nomeou ministros de carteirinha do partido e acossado pela justiça da primeira instância chamou-os de acovardados; e eles, vergonhosamente, atenderam às suas provocações.

Os “supremos juízes nomeados” revezam-se para escamotear a justiça boa e perfeita, ora Teori engaveta processos, ora Levandowski adia o julgamento de impeachment, ora Toffoli solta o ladrão do empréstimo consignado, que roubava os servidores necessitados, aposentados e pensionistas.

A indignação cobre o país bafejado pelo vento encorajador da Liberdade. Vamos às ruas no dia 31 de julho para apoiar o impeachment, legalizar o governo Temer e exigir a punição dos corruptos que, além de roubar o País, tentam subtrair o nosso respeito pelas instituições republicanas!

 

 

PROTESTOS

MIRANDA SÁ (E-mail: mirandasa@uol.com.br)

“Uma maravilha! O MinC sempre foi uma excrescência! (Lobão, compositor e intérprete)

Nem todos como Lobão – companheiro de Tuitter – festejaram a medida correta de juntar o Ministério da Cultura ao Ministério da Educação. Mas sua intervenção tem “tudo a ver”, por que Cultura e Esporte são inseparáveis da Educação como políticas de Estado.

Na temporada de protestos, grandes, reunindo milhões pró-impeachment, médios, de trabalhadores reivindicando melhores salários, ou pequenos, das minorias rebeladas contra isso ou aquilo, os insatisfeitos com o fim do Minc fizeram um protesto especial, de caráter internacional, seletivo, com as mulheres de vestidos longos e os homens de smoking.

Foi em Cannes, durante o famoso festival de cinema, na sessão de gala de lançamento do filme nacional “Aquarius”, que concorria à Palma de Ouro – o prêmio que “Cangaceiros” conquistou sob o aplauso dos brasileiros.

É curioso que o protesto mediterrâneo seria contra a fusão do Minc com o Ministério da Educação; mas as placas – em inglês e francês – foram contra o governo interino de Michel Temer, apoio a Dilma Rousseff e com a hilária denúncia de que o impeachment é um golpe…

Mais curioso ainda é que o filme Aquarius – que não foi listado nas homenagens – recebeu R$ 2,9 milhões autorizados pela Ancine através da Lei do Audiovisual, 13 dias antes do apagar das luzes do governo incompetente e corrupto de Dilma, a homenageada.

Muita champanhe e deslumbramento em Cannes antecederam à descoberta da fraude na Lei Rouanet que subtraiu ao cofre público R$ 180 milhões. Dos desvios criminosos, num país onde falta assistência médica, e as escolas estão em petição de miséria.

Até agora foram 14 assaltantes “cultos” presos pela Operação Boca Livre da Polícia Federal, entre eles vários ‘corretores’ e um ‘produtor cultural’, criminosos que atuavam intermediando os benefícios de isenção fiscal previstos na Lei Rouanet.

Para granjear os pixulecos, promoviam superfaturamento, usavam notas fiscais sujas de serviços e produtos fictícios, faziam projetos duplicados e contrapartidas ilícitas para empresas ‘incentivadoras’.

Com isto se vê que o suporte da ‘cultura lulo-petista’ está nas facilidades promovidas pelo governo corrupto. Caminhando e cantando em defesa da corrupção ocorreram por todo País manifestações de celebridades, sob os holofotes da TV-Globo, e atrás deles uma manada de aprendizes de atores, ex-bbbs, fanzocas imbecilizadas e candidatos a figurantes em filmes e peças teatrais.

Seria enfadonho enumerar os representantes de uma categoria promissora, os tais “produtores culturais” e os artistas decadentes, com cachês fixos no sistema Globo e/ou pendurados nas tetas oficiais. Entristeceu-me, porém, a presença de Caetano Veloso, Gilberto Gil e Ivan Lins, milionários que não precisam de propinas para atuar. Não me surpreendeu Marieta Severo, cujo marido faturava R$ 90 mil como aparelhado na administração petista.

Espantou-me, sim, a intervenção da atriz Fernanda Montenegro, que sempre esteve acima da política, pois nunca participou de protestos pelo abandono governamental dos serviços básicos de Saúde, Educação e Segurança. Morando no Rio, jamais protestou contra a corrupção estadual e municipal, nem falou do tsunami da roubalheira federal.

Para defender a perversão do Minc e o uso criminoso da Lei Rouanet, Fernanda perfilou-se com os mamadores Luan Santana (R$ 4 milhões), Detonautas (R$ um milhão), Cláudia Leite (R$ 5,8 milhões), para Concertos fantasmas sem conhecimento do maestro José Carlos Martins (R$25 milhões), inda mais com Peppa Pig, Shrek, Mc Guimê e até o Cirque de Soleil que faturou R$9,4 milhões.

Sobre a multidão de mendigos que invadem nossas cidades, das crianças abandonadas, dos doentes desassistidos e dos 12 milhões de desempregados, nenhum protesto da “Diva” nem dos “artistas rouanet” defensores da cultura da corrupção.

VOTO DISTRITAL

Trazendo o subtítulo “Este Me Representa” – o livro do economista e pensador político Antônio Figueiredo, chegou-me à mão por cortesia do autor; a quem agradeço duplamente: pela preciosidade do texto e o gentil oferecimento.

A linguagem escrita traz a simplicidade que agradaria ao seu epigrafado, o imortal poeta Olavo Bilac: Atende ao adulto sedento de informação, e à criança, com desenhos e gravuras para estimular a busca do conhecimento que lhe faça amar “com fé e orgulho” a nossa Pátria.

Valoriza ainda mais o importante e atual trabalho de Antônio Figueiredo a presença de dois conhecidos participantes das redes sociais; o jornalista Sando Vaia, falecido, mas ainda vivo na nossa memória pelas brilhantes intervenções político-filosóficas, e o professor José Carlos Bortoloti, mestre insuperável nas lições que oferece, por amor à cultura, no Tuitter.

O voto distrital é uma proposta que sobrevoa o desejo de aprimorar a representação política no Brasil, tão vilipendiada pelos partidos existentes, mantenedores do ‘status quo’; e desprezada pelos políticos profissionais corporativistas, fisiologistas e nepotistas.

A tese defendida por Figueiredo é clara e concreta; melhor ainda é a crítica contundente ao sistema vigente, com a análise acurada de situações insólitas. Mais além da avaliação da conjuntura, encontra-se propostas exequíveis, didáticas, fáceis de assimilar sem o rebuscado do ‘economês’, ‘juridiquês’ ou ‘politiquês’ que engrossam os chamados ‘livros técnicos’.

Folheei o “Voto Distrital” pensando em deixar para lê-lo mais adiante. Não resisti. Fui hipnotizado na abertura com um bico de pena de São Paulo em 1821 e a afetuosa Chamada “O cercadinho do meu Distrito”; daí sucedeu o prólogo autobiográfico, a Apresentação direta sem mi-mi-mi e o retalhamento federativo do Brasil.

Acompanhando esta obra de referência, Figueiredo anexou uma cartilha com notas explicativas sobre o voto distrital, um beabá para quem ainda não estudou o problema, embora revoltado contra o quadro eleitoral ainda dominado por facções ou grupos familiares sem autenticidade para nos representar.

(“Abro um parênteses para dizer que quando me aconselharem a ver um filme, não detalhem suas qualidades essenciais, a atuação dos personagens, os cenários e a trilha musical. Se me contarem o final, eu esgano!”)

Por pensar assim, creio que para penetrar na alma do livro e no pensamento vigoroso do autor teria que reproduzi-lo palavra por palavra, ou calar-me para sempre… rsrsrs.

Dessa maneira, aconselho aos interessados numa leitura recompensadora a comprar o livro na livraria de sua cidade, não percam; é leitura obrigatória para quem quer um Brasil melhor para nós, nossos filhos e netos.  MIRANDA SÁ 

O DELATOR

MIRANDASÁ (E-mail: mirandasa@uol.com.br)

“A corrupção dos governantes quase sempre começa pela corrupção dos seus princípios” (Montesquieu)

A esperança pregada pelo Partido dos Trabalhadores na primeira campanha que elegeu Lula da Silva não passava daquele inseto ortóptero da família das “Tettigoniidae”, primo dos grilos, de costume disfarçado, cuja picada urge e incha a pele.

Na crendice popular se diz que a “esperança” dá sorte e traz dinheiro, mas da política brasileira só trouxe sorte e dinheiro para a família Lula da Silva e aos hierarcas do PT, a pelegagem que chegou ao poder e os aliados corruptos.

Entretanto, de volta ao passado, a vitória de Lula veio cercada de expectativas para a melhoria de vida dos trabalhadores, mas resultou numa aliança espúria dos picaretas do Congresso Nacional, empreiteiros e banqueiros, transformando o governo federal numa Cleptocracia arrogante e antidemocrática.

A roubalheira institucionalizada transpareceu e se difundiu quando passou a ser administrada pelo fantoche de Lula, Dilma Rousseff. O Brasil assistiu toda espécie de manobras, disfarces e ilegalidades nos assaltos dos lulo-petistas à coisa pública.

E aí se revelou que as conquistas dos trabalhadores se resumiram a propaganda enganosa, discursos demagógicos e falsas promessas na execução de uma “política social” de distribuição de benesses para um colégio eleitoral de parasitas.

Até o “empréstimo consignado” para os funcionários públicos, aposentados e pensionistas carreou vantagens para o partido e para o bolso de ministros e senadores do grupo autodenominado “de esquerda bolivariana” …

Em boa hora, graças à pressão popular que levou 10 milhões de pessoas a se manifestar em todo País, Dilma, a marionete de Lula, está sendo julgada política e juridicamente no Senado Federal num processo do impeachment.

O povão despertou ao tomar conhecimento das inomináveis bandalheiras descobertas, primeiro no processo do “Mensalão” e agora trazidas escandalosamente pela Operação Lava Jato, conduzida pelas mãos limpas da Polícia Federal, o Ministério Público e o juiz Sérgio Moro.

Neste cenário de indignação e ruidosas denúncias sobressai-se a figura do delator. Sob a coordenação de Moro apoiada na ação convincente e transparente do MP e PF a delação premiada foi adotada.

Nada mais republicano do que a Lei que rege a delação premiada impondo que nenhuma sentença condenatória terá como fundamento somente as declarações de agente colaborador (Lei 12.850/2013 artigo 4º, §16). No caso da Lava Jato sobejam agendas com anotações, memórias não voláteis de computadores, gravações telefônicas, testemunho, notas de compras e até recibos assinados!

Diretores da Petrobras, donos e executivos de empreiteiras, funcionários públicos graduados e até detentores de mandatos eletivos envolvidos em esquemas de corrupção “abriram a boca”. No momentoso caso que envolve o fundador do PT e ex-ministro de Lula e Dilma, Paulo Bernardo, temos a citação de cinco delatores!

Entre os que denunciam Paulo Bernardo (e à sua mulher, senadora Gleise Hoffman) aparece o ex-diretor de Abastecimento da Petrobras Paulo Roberto Costa, que fala da doação de R$ 1 milhão para a campanha de Gleise ao Senado. Corroborou nesta transação criminosa, outro delator, Alberto Youssef.

Acode também a delação do ex-senador Delcídio Amaral, com uma bomba: a existência de um órgão mantenedor das finanças de Paulo Bernardo e das despesas do mandato de Gleisi, a Consist Software.

Outro delator, Antonio Carlos Brasil Fioravante Pieruccin, confirmou repasses de dinheiro para a campanha de Gleisi a pedido de Alberto Youssef; segundo ele, pelo menos R$ 7 milhões teriam sido repassados ao escritório do advogado de Bernardo-Gleisi.

Finalmente um petista de carteirinha! O ex-vereador Romano, codinome Chambinho, preso durante a 18ª fase da Operação Lava Jato, afirmou na sua delação ter repassado os dólares da cueca, e detalhou o esquema do qual Paulo Bernardo se beneficiava com o crédito consignado, desencadeando a Operação Custo Brasil – a Pixuleco 2.

Importante é registrar que tudo traz “provas incontestáveis”. Mesmo assim, senadores se revoltaram com a busca e apreensão determinada pela Justiça no apartamento do casal. Casa de parlamentar é santuário para abrigar bandidos?