Artigo
PATIFE
MIRANDA SÁ (E-mail: mirandasa@uol.com.br)
“O pior dos homens é aquele que, sendo mau, quer passar por bom; sendo infame fala de virtude e de pudor” (Juan Montalvo)
Outro dia, por acaso, ouvi num filme americano de gângsteres, dublado para o português, um cara chamar o outro de “patife”. Nunca mais tinha ouvido aquela palavra, e a minha memória levou-me ao meu pai, que costumava chamar as pessoas sem-caráter por este nome.
Os dicionários são mais diretos e incisivos: tratam “patife”, como canalha, desonesto, infame, malvado e sem vergonha. No interior de Portugal chamam patife as caixinhas de guardar rapé; e para os espanhóis é sinônimo de bandido.
Aliás, a sinonímia de “patife” é riquíssima. Vai de covarde a malvado, passando por descarado, infame, insolente e velhaco. Chega à literatura como malandro, maroto, malandréu, malandrinho, malandrim.
Cervantes, no seu Dom Quixote, usa malandrim, com sentido de “patife”. Malandrim é uma palavra de origem italiana, “malandrino”, uma coceira que escurecia a pele, semelhante à lepra.
No Brasil o termo “patife” foi repetidamente usado por Nelson Rodrigues nas suas crônicas em que entrava o personagem Palhares, o tipo pronto e acabado do canalha, que dava em cima da própria cunhada…
Na política brasileira há muitos patifes, vindos de todo lugar sob a legenda de vários partidos; mas o principal papel de patife não cabe a ninguém mais numa lista em que estiver o nome de Lula da Silva.
Embora cantado em verso e prosa em artigos, crônicas livros editados pelo governo, louvado em discursos e até com um filme bajulador, Lula nunca passou de um típico pelego sindical, analfabeto, mas esperto, que se elegeu presidente do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, pelas mãos do irmão mais velho, antigo comunista e agora propineiro apontado pela Lava Jato.
Estudos e pesquisas que vagueiam pela trajetória política e o perfil de Lula registram suas candidaturas à Presidência da República em 1989, 1994, 1998, quando se elegeu em 2002 e a reeleição em 2006.
De presidente da República bem-sucedido (na esteira do Plano Real) chega aos nossos dias como o delinquente mais investigado no Brasil, chefe da organização criminosa que assaltou o Erário, as empresas estatais e os fundos de pensão.
Pelas declarações do imposto de renda, é hoje um milionário. Seu IR aparece em 2010 com um patrimônio de R$1,9 milhão e, em 2015, subiu para R$8,8 milhões, um aumento de 360%. A revista Forbes, numa matéria intitulada Brazil’s Former President, A Billionaire? (Lula, ex-presidente do Brasil, é um bilionário?), fala em US$ 2 bilhões.
Comparando com rumores e denúncias sobre sua situação econômica, ainda pouco para o Patife. Levanta-se dinheiro e diamantes no exterior e imóveis urbanos e rurais em nome “laranjas” (familiares, amigos pessoais e empresários parceiros). A fortuna familiar dos Lula da Silva é estimada em US$ 4,7 bilhões.
O juiz federal de Brasília, Vallisney de Souza Oliveira, aceitou a denúncia contra o Patife tornando-o réu pela terceira vez, desta vez por formação de organização criminosa, tráfico de influência, corrupção passiva e lavagem de dinheiro. É acusado também de tentativa de obstrução da Lava Jato.
Por causa da blindagem da mídia, poucos sabem que Lula tem um pedido de prisão em processo que corre em segredo de justiça em Portugal e no Brasil; e que é condenado pelo Tribunal de Justiça Federal, com bloqueio de bens no valor de R$ 9.526.070,64 por improbidade administrativa.
Enfim, esclarecemos e exemplificamos o que é um “patife” que, em paráfrase, lembramos Abraham Lincoln ao dizer que se pode enganar toda gente por certo tempo; enganar alguns todo tempo; mas é impossível enganar sempre toda a gente…
GRIPE
MIRANDA SÁ (E-mail: mirandasa@uol.com.br)
“A corrupção não tem cores partidárias. Não é monopólio de agremiações políticas ou governos específicos. Combatê-la deve ser bandeira da esquerda e da direita. ” (Sérgio Moro)
Outro dia o colega tuiteiro @avpabreu postou uma interessante mensagem dizendo que “A Mentira, antes da corrupção, era uma gripe e, com a organização criminosa lulopetista, virou câncer. E câncer mata”.
Esse raciocínio deu-me curiosidade de pesquisar sobre “gripe” e “câncer”; e concluí que ele confundiu gripe com resfriado, doenças distintas…
A mentira (escrevi anteriormente um artigo sobre o tema) sempre foi e é condenável, mas sem graves prejuízos individuais ou coletivos, tornou-se tão corriqueira que as pessoas convivem com ela.
Quanto à gripe (palavra que vem do francês, “gripe”, que equivale ao termo italiano “influenza”, é uma doença infecciosa causada pelos vírus ARN da família Orthomyxoviridae. Esta enfermidade começou a ser observada nos meados do século 18 e acreditava-se ser um efeito da posição dos astros em certa época do ano; por isso atribuída à “influência” externa.
A História regista um terrível surto mundial, uma verdadeira pandemia que surgiu na década de 1918 e ficou conhecida como Gripe Espanhola. Após a 1ª Guerra Mundial se espalhou e ceifou a vida de quase 100 milhões de pessoas em menos de 2 anos.
Portanto, complementando a colocação de Tony II, a mentira era somente um resfriado que a pelegagem usou para esconder e até para justificar a criminalidade do PT e seus puxadinhos. Chegaram a um ponto de chamar de “erros” os crimes praticados.
A corrupção nunca foi exercida por um único indivíduo, nem de um grupo ou partido; mas com o lulopetismo tornou-se contumaz com fraudes e mentiras. Um câncer corroendo as entranhas do governo no organismo vivo da administração pública.
O câncer mata. Veio do grego, “karkinos”, “caranguejo” e entrou na língua portuguesa vindo do latim ‘cancer’, sem acento circunflexo, significando ao mesmo tempo a doença e o signo do Horóscopo.
O mal abrange mais de 100 tipos que têm em comum o crescimento desordenado (maligno) de células que invadem os tecidos e órgãos. São tumores que incidem principalmente na boca, mama, pele, próstata, colo do útero, fígado e pulmão.
A corrupção procedeu assim no corpo do Estado Brasileiro. Pela infiltração através do aparelhamento dos órgãos públicos, tornou-se institucional nos governos petistas de Lula da Silva e Dilma Rousseff.
É difícil encontrar-se uma só repartição pública em que não se encontre um desvio, um malfeito, um roubo. Nos ministérios, empresas estatais, fundos de pensão, associações, sindicatos e ONGs. Há um estribilho corrente, quase um coro nacional que diz “em cada enxadada na lama da corrupção, aparece uma minhoca corrupta do lulopetismo…”
Mas o Brasil é uma terra abençoada. Surgiu, primeiramente, um presidente do STF que atuou no processo do Mensalão, condenando vários corruptos, incluindo dirigentes do partido ocupante do poder. Os principais mensaleiros foram condenados e presos.
Posteriormente, veio a Operação Lava Jato ceifando os corruptos e corruptores de todos matizes, particularmente os que levaram a empresa ícone da nacionalidade, a Petrobras.
A Lava Jato – honra seja feita aos policiais federais, procuradores e ao juiz Sérgio Moro – impediu a metástase cancerígena em curso. Extirpando os tumores malignos da corrupção e anulando a expansão dos corruptos e corruptores a faxina da Lava Jato recebe o apoio e a solidariedade do povo brasileiro. E quem se levantar contra ela, cairá na fossa comum da bandidagem.
INVERSÃO
MIRANDA SÁ (E-mail: mirandasa@uol.com.br)
“A ditadura perfeita terá as aparências de uma democracia, uma prisão sem muros na qual os prisioneiros não sonharão sequer com a fuga” (Aldous Huxley)
Como explicar o resultado das eleições sem antes comprovar que o povo brasileiro despertou para a realidade, quarenta anos depois da redemocratização? Rebelou-se contra a politicagem e a corrupção como fez na passeata dos cem mil pedindo as diretas já.
Recordemos que o regime militar instalado com a derrubada do governo de João Goulart, teve altos e baixos, erros e acertos, mas foi intoleravelmente ditatorial. Era um sistema imperfeito, mas durou 21 anos.
Aplaudida pelos amantes da liberdade, a redemocratização veio, porém, incompleta: recuperou velhos políticos e suas ideias ultrapassadas, barrando a evolução para os novos tempos. A redemocratização errou ao promulgar uma Constituição desorientada, leniente e passiva, tanto na visão autoritária como na liberal.
A Carta de 88 permitiu – é difícil registrar quando começou – que se instalasse a inversão de valores morais e éticos. Este conceito de inversão social estabeleceu mais direitos do que deveres, num desequilíbrio que perverteu a Democracia, mantendo a força e a influência das minorias como ocorre nas ditaduras.
A “Constituição Cidadã” esqueceu que no regime democrático quem manda é a maioria, e banalizou a definição de ideologia e de partido, implantando a ideia de que “ideologia” é um princípio escrito e que partido é uma organização burocrática sem a necessidade de adotar uma ideologia de fato.
Nesta inversão de valores tudo que é incorreto, aético, desonesto e imoral é tratado como algo banal, conforme escreveu um observador da cena política no Brasil, de quem, infelizmente, não gravei o nome.
O pior de tudo é que a implantação da democracia capenga vulgarizou o desprezo pela correção, pela ética, pela honestidade e a moral. Mas isto não se deu pela força, através de uma revolução; se achegou sutilmente, sem pressa e sem que ninguém percebesse.
Dessa maneira, já temos uma geração formada pelo mecanismo da inversão de valores. Não é absolutamente por acaso que na administração pública reinam a amoralidade e a corrupção. As universidades e escolas públicas estão sob domínio de uma cultura infame, que investe contra a ordem, o patriotismo, o respeito ao próximo e a solidariedade humana.
As minorias fazem greve parando o sistema de saúde e a escola pública; e o povo, que necessita desses serviços, é o único prejudicado, pois no fim o salário dos grevistas é injustamente pago. A greve de empregado contra patrão é reconhecida historicamente; mas a greve de professores e pessoal da saúde contra o povo, é crime.
Comprovando esses desacertos, concluímos que escapamos do regime militar e caímos na esparrela de uma democracia onde o Estado sustenta com o dinheiro dos tributos associações corporativas, ONGs, partidos, sindicatos, cada qual defendendo interesses pessoais e grupistas. Esse reino da pelegagem minoritária atingiu o ápice durante a Era Lulopetista.
É com muita tristeza que constatamos isto. Ainda mais aflitivo e melancólico é ver que se trata de um projeto político, para a conquista do poder por um partido de formação totalitária.
Durante os mandatos presidenciais lulopetistas atravessamos uma caricata “revolução cultural” com os olhos oblíquos de Mao-Tse Tung na cabeça de Antônio Gramsci. O PT e seus puxadinhos agiram furtivamente em defesa do partido e da manutenção do poder a qualquer custo, sem respeitar a liberdade e a democracia. Por isto, pelo despertar do povo, estão sendo enxotados.
No Rio de Janeiro, o PSOL, frente “coxinha” do PT, convergiu com seus parceiros do PCdoB, desbotando suas bandeiras e escondendo seus símbolos para ludibriar o eleitor. Mas o eleitor não se deixou enganar.
A metamorfose fraudulenta não se expandiu; limitou-se ao discurso deles para eles mesmos, sem participação popular. Ficaram circunscritos aos guetos da Zona Sul. O povo preferiu os não-políticos e o não-voto como manifestação de repúdio à corrupção institucionalizada pelo lulopetismo, e derrotou-o.
SANTUÁRIO
MIRANDA SÁ (E-mail: mirandasa@uol.com.br)
“A consciência é um santuário sagrado em que somente Deus pode entrar na qualidade de juiz”. (Félicité Lamennais)
Um santuário (do Latim sanctuarium, de sanctus), no conceito religioso, é um local sagrado, possui objetos simbólicos usados no culto para onde, por devoção, acorrem peregrinos de regiões longínquas.
Os católicos romanos e ortodoxos guardavam nos santuários relíquias e imagens. A Igreja Romana, tendo abolido o culto de imagens, as mantêm, entretanto, como respeito às tradições.
O termo santuário também pode ser usado em sentido figurado. Na Idade Média e mesmo na transição para o Renascimento considerava-se que as igrejas serviam de abrigo, reconhecido pelo Direito Canônico para os fugitivos da justiça e criminosos em geral.
No Brasil, em pleno Estado de Direito, as casas do Congresso estão se transformando em santuários para dar refúgio a políticos corruptos, denunciados pela Lava Jato. O santuário político foi registrado pela primeira vez na Guerra do Vietnã.
Os vietcongs criaram “santuários” nas fronteiras do Laos e do Camboja e em regiões acessíveis apenas pelas “trilhas de Ho-Chi-Mim”. Lá faziam o treinamento de guerrilheiros e estabeleciam pequenas fábricas de armas e gráficas, para o combate e propaganda.
Daí em diante, o conceito de santuário pulou do campo religioso para o campo político: Está associado a um conceito ecológico, pois determina um lugar protegido, com ajuda dos humanos, para grupos de animais selvagens e/ou ameaçados de extinção.
O Dicionário Aurélio registra “santuário ecológico”, local em condições favoráveis à preservação das espécies, onde a caça é permanentemente proibida. E é o título de um filme americano-australiano com roteiro de John Garvin e Andrew Wight, e dirigido por Alister Grierson, que viveu o drama desenrolado pela película.
“O Santuário” conta a história de um mergulhador e sua equipe que são obrigados a fugir de uma tempestade mergulhando mais fundo e embrenhando-se num labirinto de cavernas subaquáticas para sobreviver.
Sem devoção religiosa, nem guerra, nem ambientalismo, os brasileiros se assombram e se revoltam ao ver o Senado acoitar bandidos – oficialmente – como nos tempos do cangaceirismo. Um “santuário” do mal.
O presidente da Casa, Renan Calheiros, ele próprio envolvido numa série de denúncias por ação criminosa, usa a polícia legislativa com sofisticado aparelhamento e portando armas letais para defender-se e abrigar senadores e ex-senadores corruptos.
Com tristeza, o Brasil assiste à formação de uma legião de defensores deste disparate: o Poder Legislativo, que deveria representar o povo, transforma-se num estado dentro do Estado, comandado por bandidos.
Há os que não enxergam a existência de uma polícia particular, com atiradores experientes, prontos para atender uma voz de comando e atirar contra manifestantes indefesos. E pior que isto: com um “grupo de inteligência” formado para a contrainformação, fazendo escutas e preparando dossiês.
Que País é este, que Democracia é esta, convivendo com este cenário antinacional e antidemocrático? Que Justiça é esta, que cega não para ser imparcial, mas para ser leniente com este estado de coisas?
Pedir intervenção das FFAA ou queixar-se à Mãe do Bispo para mim, não é saída. Somente a volta – POR CONSCIÊNCIA – dos patriotas às ruas, aos milhões, como juízes, para acabar com a farra do “santuário” de Calheiros…
LADRÃO
MIRANDA SÁ (E-mail: mirandasa@uol.com.br)
“Um homem que rouba por mim fatalmente roubará de mim” (Theodore Roosevelt)
O primeiro presidente Roosevelt, dos EUA, nosso epigrafado, chega à perfeição expressando como age o ladrão do dinheiro público; pode até ‘justificar’ a razão do roubo, para o partido, para a revolução, para a vitória do socialismo, mas é um ladrão, que rouba por ele, nunca pelo povo.
Ladrão é aquele que rouba. A palavra dicionarizada pode ser adjetivo e substantivo masculino. Vem do latim, latro/latronis. Quando a palavra chegou ao português, ainda no século 11 recebeu a grafia ladrones: Então, como hoje, tinha a definição de “aquele que furta, rouba, se apodera do alheio”.
O português falado no Brasil tem uma rica sinonímia da palavra ladrão: além de gato, gatuno, larápio e rato, é adjetivado como “ladrão de carteirinha”, referindo-se ao profissional; “ladrão de gravata ou de colarinho branco”, da classe alta, “ladrão de galinha”, o pé de chinelo…
O “ladrão” é tema no mundo cultural: no cinema tivemos o premiado filme francês de André Téchiné, “Os Ladrões” de 1996, e na literatura, os contos “O ladrão”, de Mário de Andrade e “Um ladrão”, de Graciliano Ramos, este último levado ao teatro.
É coloquial até o superlativo “ladrãozão”, que o Dicionário de Gíria de J.B. Serra e Gurgel dá um exemplo que parece bastante atual para ser usado: “O senador é um ladrãozão. E viva a impunidade! ”.
Os “ladronzões’ do dinheiro público sempre existiram, mas se multiplicaram geometricamente nos governos de Lula e Dilma, do Partido do Trabalhadores. Não é por acaso a prisão dos hierarcas do PT, quatro tesoureiros do partido entre eles.
A Nação tem acompanhado a condenação dos envolvidos no escândalo do Mensalão e do Petrolão envolvendo a Petrobras, Eletrobrás, empresas públicas e fundos de pensão. Na primeira fase, com a prisão do ministro-chefe da Casa Civil do governo Lula, revelou as propinas distribuídas a parlamentares para sustentar a base parlamentar do PT-governo.
Daí em diante uma corrente fluindo com centenas de corruptos nos poderes da República, evidenciou a existência de uma organização criminosa. Através da descoberta dessa organização criminosa chegou-se ao Petrolão.
A Operação Lava-Jato foi causa e consequência de uma grande faxina para varrer de uma vez para sempre os corruptos e corruptores da vida nacional. Os investigadores encontraram provas contundentes do envolvimento de parlamentares de todos os partidos.
Não há dúvida, entretanto, que o suporte do assalto ao Erário, é o lulopetismo e principalmente o seu chefe Lula da Silva. Qualquer aprofundamento nas investigações, nas delações premiadas, testemunhos e provas, aponta para Lula como mentor, articulador e usufrutuário da roubalheira.
Seguindo o levantamento dos crimes praticados leva-nos até ao passado criminoso dos lulopetistas ao chegar ao empréstimo do Banco Schahin executado pelo PT. Foi para pagar um chantagista que ameaçava acusar Lula como responsável do assassinato do prefeito Celso Daniel, de Santo André.
A criminalidade de Lula se estendeu ao poste eleito por ele, a destrambelhada, incompetente e inconsequente Dilma Rousseff, cuja administração institucionalizou a ação dos ladrões do dinheiro público.
É indiscutível a participação de Dilma no fato revoltante da compra das refinarias de Pasadena e Nansei Sekiyu, uma bandidagem inolvidável, cujo rombo nas contas da Petrobras é quase impagável.
O grande William Shakespeare adverte que “A suspeita sempre persegue a consciência culpada; o ladrão vê em cada sombra um policial”; é assim que se assiste o pânico das hostes defensoras do antigo regime derrubado pela prática criminosa.
PRINCÍPIOS
MIRANDA SÁ (E-mail: mirandasa@uol.com.br)
“A sinceridade é o princípio e o fim de todas as coisas” (Confúcio)
Princípio (do latim principiu) significa começo, fundamento, ou essência de algum fenômeno. É uma regra geral, a causa primária. Do ponto de vista acadêmico, é a regra ou lei que controla a forma de agir ou a postura dos indivíduos.
Podemos definir princípios como experiências, ensinamentos, normas ou saberes essenciais e imprescindíveis; na sociedade humana os princípios estão indissoluvelmente ligados à liberdade individual, sem pressão externa e influente no processo de socialização.
Na Filosofia, é a proposição ao início de uma dedução e que não é deduzida de nenhuma outra proposição do sistema filosófico. Na antiga Grécia, mãe da cultura ocidental, seus sábios estabeleceram princípios para o estudo da Natureza que, na sua visão teórica, era regida por leis imutáveis.
Para Pitágoras, o princípio das coisas era os números e induziu os seus discípulos a crer que “todas as coisas são números”. Estes filósofos do passado inspiraram os estudos matemáticos de Descartes com a geometria, e os científicos de Emanuel Kant sobre a filosofia da natureza e da natureza humana.
Em todos os ramos da Ciência encontramos o olhar analítico dos princípios que produzem pesquisas da comunidade científica, principalmente para a medicina.
Nas religiões orientais, os ensinamentos de Confúcio e Buda são os princípios adotados pelos crentes, e, no cristianismo, encontramos os princípios bíblicos do Livro de Mateus e nos Evangelhos com as parábolas de Jesus Cristo.
Dos exemplos apresentados também nascem as doutrinas e os preceitos que regem a Política que, infelizmente, uns confundem com Ciência e outros com Religião; nesta vertente do comportamento humano os princípios são geralmente questionados ou oportunisticamente inventados… É daí que neste campo, as ideologias precisam ser discutidas e disputadas.
Como aceitar, por exemplo, o princípio adotado pelos lulopetistas do “sempre se fez assim”? A vulgaridade para justificar a saga dos seus crimes, desmente as proposições iniciais do Partido dos Trabalhadores, insincero, desviando-se por atalhos que receberam o repúdio de muitos dos seus fundadores.
Ao aderir ao velho sistema, aliando-se com os 300 picaretas do Congresso, o PT precisava dar uma satisfação às correntes esquerdistas; e acolheu outro princípio, que os jesuítas atribuíram aos comunistas e que Trotsky disse ser da Congregação: “Os fins justificam os meios”. É possível que ambos estivessem certos…
Vagando na “undiscorey country” a região desconhecida e fantasiosa que Shakespeare mapeou no 3º Ato de “Hamlet” a meninada controlada pelos pelegos da UNE e da UBES repetem o mantra do “Não à reforma do Ensino”, sem sequer tenham lido o texto…
Também devemos atribuir à reversão dos princípios éticos aos eleitores do “Quanto pior, melhor”, ao apoiar no Rio de Janeiro o candidato do PSOL, defensor dos Black Blocs que agridem, depredam, vandalizam e até contabilizam uma morte com seus desatinos.
Por sorte, ainda vigoram neste País princípios jurídicos estabelecendo padrões de conduta para a cidadania e para o Estado. Assim, a Justiça Federal persegue todos os corruptos e a organização criminosa que aparelhou o governo federal para corromper e ser corrompida.
Nesta segunda semana de outubro, o juiz Moro decretou a prisão de Eduardo Cunha, considerando-o um serial infrator da Lei. Pelo princípio constitucional de que “todos são iguais perante a Lei”, fica nos devendo a prisão de Lula da Silva, o mega-corrupto chefe do quadrilhão do PT e seus satélites.
CAVIAR
MIRANDA SÁ (E-mail: mirandasa@uol.com.br)
— “Caviar é comida de rico/ Curioso fico/ Só sei que se come/ Na mesa de poucos” —(Zeca Pagodinho)
O caviar é um dos ingredientes mais esnobados, luxuosos e valorizados do mundo e, por ser muito caro, desperta mais a atenção e curiosidade das pessoas para degusta-lo. O caviar legítimo é a ova de um peixe, o esturjão, capturado no Mar Cáspio.
Foram os russos e os iranianos os primeiros povos a comercializar o caviar, iguaria que era desconhecida até nas regiões mais próximas. Ao ser descoberto e apreciado, limitou-se, porém, às classes mais abastadas pelo alto custo.
No Brasil popularizou-se, entrou na letra de músicas populares e o escritor Jorge Amado ajudou na sua divulgação citando-o nos seus livros. Vadinho, personagem de “Dona Flor e seus dois Maridos”, experimentou o caviar e comentou: “tem cheiro e gosto de xibiu”.
Também os socialistas de triplex e mansões foram apelidados de “esquerda caviar”, o que veio a inspirar o jornalista Rodrigo Constantino a escrever o livro “A Esquerda Caviar”. É uma crônica divertida, agradável de se ler, além de conter uma crítica expressiva à esnobação dos que vivem uma vida nababesca e arrotam um revolucionarismo falso.
Além do mais, Constantino lista vários socialistas que levam uma vida de abundância, especialmente por causa do discurso que propagam. Artistas que mantém apartamentos em Paris e Nova Iorque se manifestam com extremismo obreirista. E também faturam com a exibição esquerdizante na mídia, auferindo com seus discursos nos governos petistas, afagos e financiamento da Lei Rouanet.
Jornalistas de alto salário que também respiram o mesmo ar das ideias superadas pela experiência em vários países, insistem em comungar com elas. A poucos dias, levaram uma porretada da ministra Carmen Lúcia, presidente do STF. Perguntaram-lhe sobre os seus vencimentos. Carmen abriu a gaveta e mostrou-lhe seu contracheque, pedindo: – “Vocês podem mostrar os seus? ”.
O exibicionismo faz parte dos prazeres dos esquerdistas narcopopulistas quando conquistam o Poder. O ideólogo do lulopetismo, José Dirceu, antes de ser preso por corrupção e formação de quadrilha, tomava vinho de R$ 1.300 a garrafa.
Assistimos igualmente nas gestões dos ex-presidentes Lula e Dilma, essa distorção ideológica e a anomalia ética. Só se hospedavam em hotéis de conforto régio, e Lula, desmoralizado como réu em três ações penais, só viaja em jatinho particular.
Por ato do governo Temer, Dilma perdeu semana passada 90 motoristas de uso particular (e familiar) e devolveu 28 carros. Sua filha também devolveu 8 carros e 16 servidores.
O luxo dos lulopetistas, é um desvio da teoria socialista; mas no caso deles é a própria razão de militar no esquerdismo. Vemos isto nas campanhas eleitorais. No Rio de Janeiro as calças rasgadas e remendadas das mocinhas que apoiam Freixo, não ocultam o perfume francês que usam habitualmente.
Em paralelo uma pesada gozação vem de baixo para cima: Zeca Pagodinho desmoraliza a “esquerda caviar” com os versos – “Você sabe o que é caviar? / Nunca vi, nem comi/ Eu só ouço falar…” E como nem só de caviar pode viver o homem, também a falsidade socialisteira não podemos suportar: Chega! Vamos derrotar no 2º Turno o puxadinho do PT e o seu candidato, Freixo.
A LEI
MIRANDA SÁ (E-mail: mirandasa@uol.com.br)
“Quanto maior o número de leis, tanto maior o número de ladrões”. (Lao-Tsé)
Modernamente, a lei é uma regra jurídica escrita. Sua expressão vem do verbo latino legere, que significa “aquilo que se lê”. Trata-se de uma norma ou conjunto de normas criadas através dos processos próprios executados pelas autoridades competentes.
No Estado de Direito, vivemos sob o império das leis; uma sociedade sem leis, retornaria a pré-história, onde os mais fortes conseguiam sobreviver e os mais fracos morriam de fome ou eram mortos pelos seus rivais.
Já tivemos a oportunidade de escrever sobre as primeiras legislaturas do mundo antigo com o seu surgimento entre os povos mesopotâmicos, impondo direitos e as punições contidos no Código de Hamurabi ou originários dele.
Ali encontramos a lei de talião, que exprime uma punição baseada na reciprocidade do crime e da pena que é a popular retaliação. É sempre lembrada através da máxima “olho por olho, dente por dente”.
As leis são ministradas pelos tribunais, que surgiram na Roma antiga, “tribunais”, do latim: significando “dos tribunos”. São cortes que possuem a competência de exercer a jurisdição, ou seja, interpretar a lei e resolver litígios com eficácia.
Nem sempre, porém, a coisa funciona assim. Nas ditaduras exercidas pelos “partidos únicos”, como o nazista e comunista, ou, atualmente, sem os princípios ideológicos destes, os estados ditatoriais da África e América Latina, de regimes populistas, funcionam os chamados “tribunais de exceção”.
A máfia e os carteis do narcotráfico, assim como os ‘guerrilheiros’ como os das Farc, têm os seus ‘tribunais’ para justiçar os dissidentes, desertores e até mulheres que engravidam a despeito da regra imposta proibindo-as de conceber.
No Brasil os lulopetistas instituíram seus próprios tribunais, expulsando deputados que votaram em Tancredo Neves, participaram do governo FHC e até expressaram opiniões divergentes da hierarquia partidária, como no caso da ex-senadora Heloísa Helena.
Mas os tribunais lulopetistas apresentam, também, o seu lado hilário. No caso do esquema de corrupção que corroeram a Petrobras, Eletrobrás, fundos de pensão e até de programas sociais como o Bolsa Família, o PT adotou a ‘Lei de Gerson’…
Lembram-se da “Lei de Gerson”, que surgiu numa propaganda de cigarros? O festejado craque de futebol Gerson dava uma tragada num cigarro de determinada marca e dizia: “Eu gosto de levar vantagem em tudo, por isso adotei esta marca.
A coisa caiu na expressão popular e entrou no rol dos princípios de uma pessoa que quer obter vantagens de forma indiscriminada, sem se importar com questões éticas ou morais.
… E se é para rir, para julgar os desmandos, as maracutaias e o desapego do PT pela coisa pública, avançando no Erário e enriquecendo a patota lulopetista com propinas arrancadas de contratos do governo, eu adoto a ‘Lei de Murphy’…
Trata-se de uma gozação que correu o mundo, e um dos seus artigos reza que: “Se alguma coisa pode dar errado, dará. E mais, dará errado da pior maneira, no pior momento e de modo que cause o maior dano possível.
Cai ou não cai como uma luva para o PT e seus puxadinhos? Alerto com a ‘Lei de Murphy’ para o eleitorado que decidirá o pleito municipal no 2º turno: Sabemos que os aliados do PT, como Marcelo Freixo, no Rio de Janeiro, darão errado, por que votar neles?
AVESSO
MIRANDA SÁ (E-mail: mirandasa@uol.com.br)
“Vem do avesso do avesso/ Desse canto sonoro/ Posto pra fora sem dó” (“Avesso do Avesso” com Jane Duboc – Composição de Irinéia Maria E Raul Mir)
A palavra avesso é curiosamente adjetivo e substantivo; dicionarizada como adjetivo significa contrário, oposto: “ser avesso à mudança”; como substantivo, o lado oposto ao principal: “o avesso do casaco”. Em política, é o oposto ao lado direito: o avesso da verdade.
A História que escrevemos registra para a posteridade o grande exemplo de oposição ao lado certo, o lulopetismo, arrastando-se na estreiteza de ideias superadas, sendo contrário ao avanço econômico e social do Brasil.
Não é preciso ir muito longe no tempo para demonstrarmos como age o partido e seus puxadinhos cultuadores de Lula, autodenominados “de esquerda”, mas na realidade apresentam-se no campo político como a vanguarda da retaguarda.
Lembremos que Lula e seus asseclas foram contra a eleição de Tancredo Neves, em 1985 na transição para a redemocratização do País. Assumiu ferozmente essa posição que expulsou os deputados de sua bancada que votaram nele.
Na Assembleia Nacional Constituinte, sob a liderança de Lula, votou contra a Carta Magna de 88 que Ulisses Guimarães batizou de “Constituição Cidadã”. Com habitual cinismo, passados 25 anos da promulgação da Carta, festejou-a, distorcendo a sua atuação anterior.
Morto Tancredo, assumiu a presidência José Sarney, contra quem os apaniguados do retrocesso pediram o impedimento, e concluído o governo de transição foi eleito Fernando Collor, que sofreu o impeachment e foi sucedido por Itamar Franco.
Os lulopetistas opuseram-se a Itamar e, por incrível que pareça, se posicionaram contra o Plano Real, que Lula chamou de ‘estelionato eleitoral’.
Elegendo-se Fernando Henrique Cardoso o PT e seus tentáculos combateram violentamente a Lei da Responsabilidade Fiscal, que obriga os governantes limitarem seus gastos à arrecadação. Talvez prognosticando o que faria a sua presidente Dilma Rousseff, atentando contra ela e sofrendo impeachment por isso…
Ainda no Governo FHC votaram contra a criação dos programas sociais, Bolsa Escola, Vale Alimentação, Vale Gás e outras bolsas, que foram chamadas de ‘esmolas eleitoreiras’.
Mais tarde, unificaram esses benefícios sociais como Bolsa Família, usando-o como propaganda eleitoral e, à maneira do coronelato, transformaram seus usufrutuários como cabos eleitorais e massa de manobra.
Não é preciso mencionar que tudo o que os lulopetistas quiseram (e felizmente, como minoria não conseguiram) foram avanços no mapa socioeconômico do Brasil. Lula cresceu no seu primeiro mandato às custas do que os outros promoveram, entretanto vendeu através de uma propaganda à la Goeblles serem os criadores da estabilidade econômica e dos programas sociais.
Os lulopetistas se beneficiaram de todas iniciativas anteriores sem fazer uma autocrítica dos equívocos, como não assumem a roubalheira desenfreada dos seus governos e hierarcas do partido. Sempre no avesso da História, o lulopetismo postou-se agora contra a aprovação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que estabelece um teto para o aumento dos gastos públicos, saída para tirar o Pais da crise herdada do defenestrado governo Dilma.
Mobilizando nas ruas seus paus mandados, e na Câmara, convocada para apreciar a PEC, fizeram de tudo para impedir o apoio dos parlamentares que terminaram aprovando-a por uma maioria acachapante.
Com o seu romantismo, Gustave Flaubert nos deixou seu pensamento de que “A recordação é a esperança do avesso. Olha-se para o fundo do poço como se olhou para o alto da torre”. Uma transferência metafórica coloca os defensores do atraso olhando sempre para o fundo do poço utópico sem ver no alto a torre do futuro…
MELADO
MIRANDA SÁ (E-mail: mirandasa@uol.com.br)
“Quem nunca comeu melado quando come se lambuza” (Ditado popular)
A sabedoria do povo ensina que quem nunca comeu melado quando come se lambuza, que se pode traduzir como aquele que se mete em política sem uma formação ética conquistando uma oportunidade, exagera.
Temos um exemplo acabado com os pelegos que com vocação para a ladroagem roubaram demais; carreiristas bem-sucedidos tornaram-se autoritários, insuportáveis, intransigentes. Lembram um ditado popular que reza: “Pior que um rico esnobe, só mesmo um pobre metido a besta”.
O melado, um xarope conhecido também como mel de engenho e mel de furo, vem do melaço, o resíduo líquido obtido pela evaporação do caldo de cana, no processo artesanal ou tecnológico de fazer o açúcar e a rapadura.
Muito antes dos portugueses e seus engenhos de cana de açúcar no Brasil, o melado já era conhecido por volta dos anos 600 antes de Cristo na Índia e na Pérsia; e a História registra que os grandes navegadores dos séculos 15 e 16, como Colombo e Cabral levaram-no nas suas viagens.
Ainda hoje, o mel de engenho é considerado um alimento nutritivo e muitos políticos nordestinos legislaram para incluí-lo na merenda escolar. É também aproveitado na Medicina com sucesso no tratamento da artrite, psoríase, tumores, varizes e até em tratamento contra o Câncer e na recuperação pós-operatória.
Também é usado como umectante para fumos na prensagem da maconha e usados em cachimbos de água, como o Narguilé. Não acredito, porém, que isto influencie a lambuzagem dos zumbis autodenominados ‘revolucionários’ que pixam paredes e realizam quebra-quebras nas manifestações políticas.
O melado entra na política pela usurpação da ética, nos preconceitos contra opositores, na prática da corrupção, no aparelhamento de militantes e participação nas propinas que arrasaram a Petrobras, Eletrobrás e fundos de pensão.
Os puxadinhos do PT e cultuadores da personalidade de Lula não deixaram sós os lulo-petistas quando se melaram e se lambuzaram. É por isto, não por um personagem ou outro que aparecem nas listas eleitorais, que devem ser combatidos.
Deliciaram-se com a doçura do poder e aceitaram e aplaudiram o projeto antidemocrático e criminoso da manutenção do poder a qualquer custo. Seguindo suas lideranças, abusaram com elas destroçando a economia nacional em proveito próprio e dos seus comparsas ditadores da África e América do Sul.
Voltando ao adágio popular, comeram melado e se lambuzaram, sem tomar uma iniciativa de lavar a cara; então é preciso que alguém o faça: Se se acumpliciaram com a corrupção, aparelharam seus militantes e participaram das propinas, que sejam higienizados pelo voto…
… E é assim que os brasileiros esclarecidos farão, derrotando todos os candidatos apoiados pelo PT, mesmo excluindo Lula e Dilma do palanque por enganação, como faz o Freixo no Rio de Janeiro.
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