Artigo

Artigo: Mais do que a liberdade, amo a luta pela liberdade

MIRANDA SÁ (E-mail: mirandasa@uol.com.br)

Terça-feira, dia 19 de fevereiro de 2013, 15h30min horas. Pesquisando jornais e blogs de hoje não encontrei uma só linha sobre o atentado à liberdade de expressão contra a blogueira cubana Yoani Sánchez, por grupos industriados pelos partidos no poder, PT e PC do B.

Estadão, Folha de São Paulo e até a Tribuna de Imprensa, nada; o dito independente e bem informado Blog de Cláudio Humberto, zero.

Porque essa omissão se a mulher é notícia, pelo menos nos manuais clássicos do jornalismo? Por que jornais e jornalistas estão esmagados por uma marquise de silêncio do Edifício do Poder, que caiu sobre eles como aquela do hospital de Sobral que teve festa de inauguração com Ivete Sangalo…

Tenho dito e repetido pelo meu Blog e nos meteoros libertários do Twitter que não tenho uma opinião formada sobre a ativista cubana. Não sou contra nem a favor das suas posições políticas, mesmo reconhecendo que algumas coincidem com as minhas, como a luta contra a ditadura do seu país.

Entretanto, vejo que é impossível esconder o sol com uma peneira; a imprensa não pode desconhecer a personalidade Yoani Sánchez, por sua atuação na Internet irmanada a centenas de milhares de pessoas, que divulgam as suas opiniões, felizmente – até agora – com liberdade.

Yoani mantém um Blog há muitos anos como dissidente do regime cubano, combatendo a ditadura dos Castro. Depois de 20 tentativas fracassadas junto ao governo para obter um visto de saída, só agora foi liberada e decidiu que a primeira parada do sonho real de liberdade seria o Brasil.

Esta visita é a primeira de uma série programada para ir a vários países, entre eles a Alemanha, Espanha, Estados Unidos, Holanda, México, Peru e a República Tcheca. E deveria honrar os atuais detentores do poder, que se auto-intitulam heróis da resistência à ditadura militar.

Mas não foi bem assim. Antes dela, chegou um dossiê do governo de Cuba, distribuído em reunião na embaixada do país aos representantes do PT e do PC do B, contando-se entre eles funcionários do governo. Este fato, veio ao conhecimento público através da revista Veja, reportando o esquema policialesco montado contra a visitante, pelos governos cubano e brasileiro.

Não foi só uma alopração lulo-petista como tantas outras. Mobilizou mercenários (como aqueles que agitam bandeiras nas campanhas eleitorais) para provocar Yoani Sanchéz, que encontrou 20 desses zumbis ao desembarcar no aeroporto internacional de Recife, na madrugada da segunda-feira.

Também no Aeroporto estavam o cineasta e jornalista Dado Galvão, diretor do documentário “Conexão Cuba Honduras”, no qual é entrevistada, e mais uma comitiva e correspondentes e admiradores que a acolheram com a ternura própria dos brasileiros e dos recifenses em particular.

Yoani não se sentiu constrangida com a manifestação orquestrada pela embaixada cubana e seus prosélitos. Aliás, deu uma simbólica bofetada nos presentes e seus patronos, dizendo que gostaria muito que em seu país as pessoas pudessem fazer o mesmo. “Foi um banho de democracia e pluralidade, estou muito feliz e queria que em meu país pudéssemos expressar opiniões e propostas diferentes com esta liberdade”.

Ela talvez não tenha notado que aqui também há repressão ao livre pensamento, não com censura à imprensa ou prisões para os opositores do PT-governo; e sim com a compra da mídia com bilionária publicidade e cooptação de profissionais da comunicação com patrocínios e ‘bolsas’ de vários tipos.

Como é inteligente, perceberá o jogo de cena que vivemos, envolvidos numa gigantesca cápsula de mentiras dos governantes e da pressão de seus cúmplices e parceiros. É por isso que adotei como divisa “Mais do que a liberdade, amo a luta pela liberdade” do meu xará Henrique Ibsen, poeta e teatrólogo norueguês, o maior do seu povo e um dos primeiros na sua época, assumindo um forte desprezo pelos preconceitos, a hipocrisia, e a corrupção das classes dominantes…

 

Artigo: Modo petista de governar: Petrobras e Plano Real afundam

MIRANDA SÁ (E-mail: mirandasa@uol.com.br)

Para quem tem olhos de ver e ouvidos de ouvir não sabe se não quiser, a conjuntura econômica brasileira submerge num pântano da inaptidão, irresponsabilidade e inconseqüência.

Os números (que não mentem jamais) preocupam e indignam as pessoas de bem deste País, mostrando uma inflação agravando-se, superando os 6% – conforme dados do Boletim Focus, do Banco Central.

Todas as previsões do Senhor Mercado vão de mal a pior e mesmo as grosseiras camuflagens do Ministério da Fazenda não conseguem esconder a piora e grande parte da responsabilidade governamental por esta deterioração das probabilidades de, ao menos, deixar como está…

E está tudo muito ruim. O desapontamento dos que torcem pelo crescimento econômico vem de um feixe de motivos além da inflação: contas correntes do balanço de pagamentos em prejuízo, a queda das projeções para o minúsculo PIB e as complicações que a Petrobras nos traz.

Depois de anunciada triunfalmente por Lula da Silva, a auto-suficiência do petróleo mostra-se como mais uma mentira do contumaz ex-presidente. E vieram com demagogia barata, outras simulações e fraudes com o petróleo.

É inesquecível o milagroso pré-sal, empurrado em nossas cabeças com uma maciça propaganda de muitos milhões de reais. Faz seis anos mais ou menos que foi anunciado virtualmente, o determinismo profético de que as reservas oceânicas abarrotariam os cofres do Estado Brasileiro.

Alguém do PT-governo chegou a falar de que o petróleo extraído no pré-sal iniciaria uma nova era para o Brasil produzindo a “maior capitalização da história do capitalismo” com a venda de R$ 107 bilhões em ações da Petrobras na Bovespa.

A triste realidade nacional apresenta um quadro invertido. E muito triste: Os atuais dirigentes da Petrobras admitem que a empresa se encontra “em deplorável estado financeiro”. Não precisava nem ouvi-los, por que o balanço do ano passado trouxe a significativa baixa de 36% dos lucros, e uma queda de 65% do valor patrimonial.

Isso me inspirou a fazer um plágio de bela composição de Gonzaguinha: “Eu sei que tudo poderia ser bem melhor, e será, mas desde que o povo não delira: É mentira, é mentira, é mentira…”

Não seguindo este imperativo patriótico, os lulo-petistas caem em estado de delírio, com olhos cegos e ouvidos moucos, crendo na cegueira do fanatismo que Lula nunca soube, não sabia e nem sabe de nada…

Não se pode dizer a mesma coisa do Poste que ele elegeu, a búlgara Dilma Rousseff, que atuou em quase todo governo de Lula – quando foi enaltecida em prosa e verso como gerente emérita do Brasil. É fácil recorrer à memória: Dilma, antes de ser a presidenta, foi presidente do Conselho de Administração da Petrobrás.

Era ministra das Minas e Energia quando assumiu a direção do Conselho e lá não fez apenas figuração; deu pareceres e deliberou, tomando gosto pela coisa, tanto, que quando foi para a Casa Civil manteve o posto.

Assim, os efeitos cênicos e os devaneios foram acompanhados de perto por Dilma, vivendo e atuando de dentro, nos laboratórios que criaram o imaginário que a propaganda governamental desenvolveu.

Talvez lá, junto com os pelegos que privatizaram para si próprios a empresa, a Presidenta (com o “a” exigido no final) aprendeu e gostou dos truques contábeis que maquiam hoje a economia brasileira.

Os cidadãos e cidadãs com acesso à informação não desconhecem esta situação, que levou a Petrobras, fruto de tantas lutas nacionalistas, a cair para o penúltimo lugar no ranking do setor petrolífero, e deixou a Colômbia assumir a liderança que ocupava na América Latina.

Eu escrevi todos os cidadãos e cidadãs com acesso à informação? Não, por que há a vergonhosa exceção dos políticos que dizem fazer oposição ao desastroso modo petista de governar. Com raríssimas exceções não se vê um tucano ou demo denunciar, protestar, pelo menos lamentar esse conjunto de circunstâncias.

E se acumpliciam emudecendo. Deviam ouvir Confúcio: “Saber o que é correto e não o fazer é falta de coragem”.

 

Artigo: “O Papado não é só glória, mas também martírio”

MIRANDA SÁ (E-mail: mirandasa@uol.com.br)

Relembrando a saga de Pedro, que foi a Roma liderar os cristãos e fundar a Igreja Católica, sendo crucificado a mando de Nero, de cabeça para baixo, o seu sucessor dos nossos dias, Bento XVI, disse em sua carta renúncia que Roma não é só glória, mas também martírio.

Seu afastamento chocou o mundo, mas não para a hierarquia eclesiástica, como para seu irmão padre, Georg, que disse ao jornal coloniano Die Welt, que sabia dessa decisão. O impacto, entretanto, teve a revelação de que o pontífice, de 85 anos, vive com um marca-passo há muito tempo.

O marca-passo é usado para manter o ritmo e os batimentos cardíacos com estímulos elétricos em pacientes que apresentam anormalidades, e segundo o jornal italiano Il Sole 24, faz somente três meses que Bento XVI se submeteu a uma cirurgia para substituir as baterias do aparelho.

É impossível esconder que os problemas de saúde tenham influenciado a decisão do chefe da Igreja Católica, embora o porta-voz do Vaticano, Federico Lombardi, tenha afirmado categoricamente que as funções orgânicas, físicas e mentais dele não apresentam qualquer gravidade.

Muitas outras versões são apresentadas por ‘especialistas’. Fala-se da influência que os escândalos sexuais, pederastia e pedofilia envolvendo sacerdotes, muito pesaram na determinação, como também as pressões administrativas e burocráticas teriam causado incômodos e sofimentos.

É claro que aos poucos receberemos informações mais precisas, porque a Historia é inexorável. De concreto, sabemos que a movimentação do Papa cumprirá uma agenda pré-datada. A Cúria Romana vai manter o calendário das atividades pontificais durante este mês, como a celebração das Cinzas, cerimônia que marca o início do tempo litúrgico da Quaresma.

Somente em 27 de fevereiro, o mundo assistirá a última aparição pública de Bento XVI numa missa a ser realizada na Praça de São Pedro. A comoção entre os católicos é imensa, diante da renúncia papal, fato inédito em 600 anos e com poucos precedentes na história de poder e espiritualidade que envolve o trono de Roma.

Sem professar qualquer religião, portanto despido de opiniões sectárias, tolerante e transigente na análise da situação, creio que o chefe do catolicismo demonstrou uma grande sabedoria e coragem. E reconheço a sua condição de ser um teólogo sem-par nos dias atuais, como se vê nas suas apuradas encíclicas, em que afasta a mensagem de Cristo da política.

Esta é a causa principal das incompatibilidades dos chamados bispos progressistas com Bento XVI. A doença infantil da esquerda católica foi medicada com doses cavalares de doutrina, ministrada por um erudito, conhecedor de Hegel, Marx, Engels e seus seguidores.

Reconheço no renunciante um defeito na sua figuração como líder e governante: a absoluta falta de carisma, uma qualidade especial de liderança que sobrou no seu antecessor, João Paulo II.

Por outro lado, a intransigência doutrinária trouxe uma sobrevida aos conservadores da Igreja Católica, defensores dos princípios eclesiásticos e do status da dignidade apostólica a qualquer custo.

Resumindo: Bento XVI não renunciou ao governo de um estado independente, o Vaticano que, com apenas 44 hectares, é o menor país do mundo. Entregou o comando de milhões e milhões de adeptos do catolicismo espalhados por todo o planeta.

Vê-se no Papa tal importância, que esta renúncia abalou o mundo inteiro, inclusive prosélitos de todas as religiões organizadas. Até os sem-religão devem-lhe respeito, e reconhecem que foi um ato de lucidez, por que o Papado não é só glória, mas também martírio.

 

 

Artigo: A Copa do Mundo na lupa do patriotismo

MIRANDA SÁ (E-mail: mirandasa@uol.com.br)

Acaba de sair o último símbolo visual da Copa/14, o pôster oficial que faltava ser apresentado. Veio de cima para baixo, como tudo que o Brasil colonizado pela FIFA recebe da matriz. Como a cretinice do ‘Fuleco’, o cartaz é meio idiota, figurando duas pernas formando simbolicamente nosso mapa ao disputar uma bola.

Nem as tortas (e mágicas) pernas do Garrincha conseguiriam o feito que o desenhista oficial conseguiu… Mas deixa prá lá! Interessa mais a incompetência e a ganância dos candangos brasileiros travestidos de ‘gestores’ que trabalham para a FIFA.

O atraso das obras é de menor importância no pacote dos escandalosos reajustes dos custos planejados. Esses atrasos só teem relevância porque as raposas do futebol usam-nos para justificar o encarecimento dos preços em quase quatro bilhões de reais. Isso, segundo o Tribunal de Contas da União (TCU).

As arenas de Cuiabá, do Distrito Federal, Fortaleza e do infeliz Maracanã, no Rio de Janeiro, para citar apenas quatro exemplos de irresponsabilidade e corrupção, estremecem de indignidade as pessoas honestas deste País.

Não poderia ser de outra forma num país dominado por quadrilhas infiltradas até em gabinete de representação da Presidência da República. Os locais estão emparceirados com gangsteres internacionais, para nos enganar, descendentes que somos dos botocudos que trocavam as riquezas nacionais por lantejoulas, miçangas e espelhinhos. 

Essa enganação foi focada pela lupa do patriotismo… Disseram que o evento ajudaria a desenvolver nossa economia, que faria nova abertura dos portos para o turismo, que educaria as massas ignaras e deixaria obras de infraestrutura nos aeroportos e na mobilidade urbana.

Diferentemente das promessas, os puxadinhos dos aeroportos exemplificam o resto da exaltada infraestrutura; o incêndio de Santa Maria, e a insegurança implícita, foi negativo para o turismo; e a educação das massas está a cargo das facções do crime organizado, como se vê em Santa Catarina.

Descobre-se, também, que os donos da Copa/14 não são menos corruptos do que seus gestores nacionais. Valcke foi um ‘consultor’ da trinca Lula-Cabral-Paes na campanha para trazer o torneio para o País. Hoje é dirigente da FIFA, e se desculpa pelo lobismo dizendo que na época não ocupava nenhum cargo e foi contratado “por uma grande empresa baseada em São Paulo”.

Que “grande empresa” é essa, ninguém sabe ninguém viu. E Valcke diz que ajudou

“mais com a aparência do que com o conteúdo”… Não sei o que isso quer dizer; é como a qualificação de “talento extraordinário’ com que Faustão elogia seus entrevistados…

Fica também explícito que o PT-governo assinou compromissos (inalteráveis) com a FIFA, ferindo inclusive a legislação quando permite a venda de bebidas alcoólicas nos estádios.

É muito desolador, também, constatar que a gabada infraestrutura foi convertida numa “infraestrutura temporária” confirmando que o “tão falado legado social para a população que ficou só no papel” como escreveu o deputado carioca Romário Faria em brilhante artigo na Folha de São Paulo.

É de Romário, igualmente, o lamento de que “os R$ 3,5 bilhões acrescidos ao valor total da Copa dariam para construir quase 500 novas escolas técnicas no Brasil…” E é

Isso que traz a maravilha virtual do Brasil bancar a Copa, que de um lado envaidece a manada patrioteira e do outro lado nos conscientiza (e envergonha) da re-colonização do país pela FIFA, cujas decisões se sobrepõem aos poderes republicanos brasileiros.

 

 

Artigo: Lula – O Mentiroso – A Petrobras e a Gasolina

MIRANDA SÁ (E-mail: mirandasa@uol.com.br)

Dizem os que o conheceram (e conhecem) de perto, que Lula da Silva mente até para si mesmo… É da escola da pelegagem em que estudou essa formação e conduta amorais que, partindo de um agente provocador carismático, levam o Brasil ao descrédito internacional.

Entre as mentiras em série, tivemos a da auto-suficiência em petróleo – que nunca existiu – e para empanzinar as mentes fracas de neurônios veio acompanhada por uma massiva campanha publicitária que custou muitos milhões aos cofres públicos.

Eu me lembro muito bem. Foi num dos programas de rádio ‘Café com o Presidente’, transmitido pela Radiobrás em 2006. Já arquitetando patifarias para um novo estelionato eleitoral do PT, com a ‘sua’ candidata no bolso, Lula fez a declaração da auto-suficiência em petróleo, dizendo que isso significava que os brasileiros seriam donos do próprio nariz.

Lá no interior do Rio Grande do Norte, um jovem terceirizado pela Petrobras, estufou o peito de patriotismo, assinou a ficha do petismo e até hoje acredita piamente que o ‘chefe’ libertou o Brasil como nunca antes neste país…

A realidade é que a auto-suficiência do petróleo nunca teve uma existência real; não passou de uma jogada eleitoral que a Petrobras aparelhada pelo lulo-petismo foi forçada a calar e manter a farsa, pagando um preço mais caro pela gasolina importada do que transfere para as distribuidoras.

Essa impostura levou ao desequilíbrio das contas da Petrobras, fazendo-a assumir a posição de única petroleira do mundo que dá prejuízo. Protelando por vários anos o ajuste de preços dos combustíveis para transformar uma mentira em verdade, a empresa estatal definha para tristeza dos que lutaram por ela.

E com grande descaramento, o PT-governo continua usando a Petrobras. Agora serviu na fraude da redução do custo da energia elétrica, ao tempo em que se aumentou o custo da energia combustível. Alardeando em rede de rádio e televisão, o anúncio foi feito pela presidente Dilma representando a peculiar hipocrisia do PT-governo.

Nas brenhas do Sertão piauiense o diretório municipal do PT reuniu-se com o pessoal do PCdoB para comemorarem juntos o grande feito do ‘governo popular’.

Sinceramente, é melancólico constatar que até empatando o jogo no campo da economia pessoal, os discípulos de herr Goebles convencem as massas iletradas. Felizmente não alcançam os motoristas profissionais e particulares levados a cobrir o rombo da pelegagem. Proprietários de carros por mais displicentes que sejam, procurarão saber por que estão sendo punidos.

A história dos combustíveis registra que o preço da gasolina no Brasil é um dos mais caros do mundo, com gigantescos impostos embutidos nele para pagar a mentirosa propaganda do PT-governo paga pela Petrobras.

Por que a gasolina no Brasil tem que ser tão cara? Para que paguemos o escandaloso custo operacional da Petrobras, o número excessivo de diretores e cargos comissionados, serviços terceirizados perfeitamente dispensáveis, as ONGs sanguessugas e a farra das ‘consultorias’.

Mas tem uma coisa ainda mais revoltante: A corrupção desenfreada como ficou registrada na compra de uma refinaria anunciada por 100 e que recebeu 400… Um preço quatro vezes mais, numa transação que está sendo alvo do Ministério Público Federal.

Deixamos para um estudo posterior a imoralidade da adulteração da gasolina, em que para cada cinco litros, um é de álcool… Os engenheiros da Petrobras sabem que os motores flex brasileiros, “aceitam”, no máximo, gasolina (E25) com 25% de álcool anidro com teor alcoólico máximo de 99,3º, ou etanol (álcool etílico com teor alcoólico mínimo de 92,6º).

Assim, o PT-governo assalta a cidadania e perdoa, pela máxima do “ladrão que rouba ladrão tem cem anos de perdão”, mecânicos desonestos e adulteradores nas bombas dos postos de gasolina.

 

Tragédia em Santa Maria

Morri em Santa Maria hoje. Quem não morreu? Morri na Rua dos Andradas, 1925. Numa ladeira encrespada de fumaça./A fumaça nunca foi tão negra no Rio Grande do Sul. Nunca uma nuvem foi tão nefasta./Nem as tempestades mais mórbidas e elétricas desejam sua companhia. Seguirá sozinha, avulsa, página arrancada de um mapa. /A fumaça corrompeu o céu para sempre. O azul é cinza, anoitecemos em 27dejaneiro de 2013. /As chamas se acalmaram às 5h30, mas a morte nunca mais será controlada. /Morri porque tenho uma filha adolescente que demora a voltar para casa. / Morri porque já entrei em uma boate pensando como sairia dali em caso de incêndio. /Morri porque prefiro ficar perto do palco para ouvir melhor a banda. /Morri porque já confundi a porta de banheiro com a de emergência. /Morri porque jamais o fogo pede desculpas quando passa. / Morri porque já fui de algum jeito todos que morreram. / Morri sufocado de excesso de morte; como acordar de novo? / O prédio não aterrissou da manhã, como um avião desgovernado na pista./A saída era uma só e o medo vinha de todos os lados. / Os adolescentes não vão acordar na hora do almoço. Não vão se lembrar de nada. Ou entender como se distanciaram de repente do futuro. / Mais de duzentos e trinta jovens sem o último beijo da mãe, do pai, dos irmãos. / Os telefones ainda tocam no peito das vítimas estendidas no Ginásio Municipal. / As famílias ainda procuram suas crianças. As crianças universitárias estão eternamente no silencioso. /Ninguém tem coragem de atender e avisar o que aconteceu. /As palavras perderam o sentido. (Fabrício Carpinejar, poeta gaúcho)

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Artigo: “O Petróleo é Nosso” – Lutas passadas, hoje perdidas?

MIRANDA SÁ (E-mail: mirandasa@uol.com.br)

Sou de uma geração de estudantes que se preocupava mais com o futuro do Brasil do que com o status do ‘forró’ como patrimônio da humanidade… Éramos patriotas e, como tal, participamos das campanhas épicas d’ “O Petróleo é Nosso”, lutas passadas, não sei se hoje perdidas!

As derrotas se devem à entrega da Petrobras a um bando de pelegos por um governo de pelegos. Antes a tivessem privatizado, coisa impensável na minha juventude, tão revoltante como ver os inimigos da soberania nacional chamá-la de Petrossauro – referindo-se à sua fossilização como empresa estatal.

Muitos nacionalistas sentíamos indignação por nos verem retroagindo aos 150 milhões de anos do Período Jurássico, na classificação do sábio Von Humboldt… Eu, por exemplo, jamais quis ver a Petrobras como um apêndice da burocracia governamental; desejava vê-la conduzida por engenheiros e técnicos brasileiros, concorrendo mundialmente com as Sete Irmãs do petróleo, e houve um período assim.

Considero que um País desenvolvido exige produção de energia para ser independente, e nesta atividade teem uma posição fundamental a extração, o refino e a distribuição do petróleo e seus derivados, onde a Petrobras seria a proposição relevante.

Esta empresa, em tese é estatal. Pertenceria ao governo legitimamente constituído, e sendo o governo legítimo, seria pública, pertenceria ao povo e em seu nome deveria ser administrada. Infelizmente, mesmo sem ser privatizada, passou a ter donos…

E os seus ‘donos’ promoveram a quebradeira que assistimos, por incompetência promovida pela partidarização na sua administração, motivo de desenfreada corrupção.

Isto se deve indiscutivelmente aos desregramentos dos governos do PT; aos desmandos do governo Lula mantidos no atual mandato de Dilma – inepto e descontrolado administrativamente do ponto de vista econômico, e motivado por ações político-eleitorais.

Assim, assistimos a queda do valor da empresa declinando para a insolvência apesar das esquisitas e inexplicáveis intervenções do BNDES e outros apoios governamentais. O que vemos é a Petrobras tornar-se a única petroleira do mundo que dá prejuízo.

Hápouco, as páginas do jornais derramaram notícias que encheram as cabeças dos observadores: Uma exigência da Agência Nacional do Petróleo (ANP) para que a empresa invista R$ 1 bilhão no campo de Roncador. O que isto quer dizer? Acreditando nas mirabolantes projeções do pré-sal, a manutenção do campo de Campos, no Estado do Rio, foi paralisada e nos fez perder o projeto da auto-suficiência do petróleo.

A mesma auto-suficiência que subiu aos palanques eleitorais com os demagógicos discursos de Lula na campanha para eleger Dilma – mais um estelionato da pelegagem.

Tivemos também a exploração populista da parceria fraudulenta com Chávez para construção da Refinaria Abreu e Lima, engessada num projeto com gigantescos aumentos de custo e sucessivos reajustamentos.

A incompetência aliada à locupletação dos ‘consultores partidários’ inseriu-se até nas intervenções da atual presidente da Petrobras, Graça Foster, reconhecendo o desastre da parceria com a PDVESA no Nordeste, “um erro que não pode se repetir”, no seu dizer..

Agora se faz uma mágica saída dos laboratórios alquímicos de Guido Mantega: o atrasado e ineficaz aumento dos preços dos combustíveis ao consumidor, prescrevendo aspirina para curar um câncer.

O reajuste da gasolina e do diesel, congelados pelas demagógicas jogadas eleitoralistas da dupla Lula-Dilma, chega atrasado e, sinceramente, é um atentado à economia popular, pois é o povo quem vai pagar a conta dos abusos, dos excessos e da corrupção lulo-petista.

Artigo: Fascismo lulo-petista volta a investir contra a imprensa

MIRANDA SÁ (E-mail: mirandasa@uol.com.br)
“Depois do nazismo, do Pravda, das ditaduras Vargas e de 1964, a sociedade evoluiu, salvo para os que comparam sua ideologia aos oráculos”. Roberto Romano

É impossível imaginar a democracia sem uma imprensa forte, nadando nas onduladas extensões da liberdade. E sobre a imprensa, ninguém melhor do que o pensador, escritor e poeta Machado de Assis para falar dela no lead de sua crônica “A Reforma pelo Jornal”.

Escreveu Machado: “Houve uma coisa que fez tremer as aristocracias, mais do que os movimentos populares; foi o jornal. Devia ser curioso vê-las quando um século despertou ao clarão deste ‘fiat’ humano; era a cúpula do seu edifício que desmoronava.

“Com o jornal eram incompatíveis esses parasitas da humanidade, essas fofas individualidades de pergaminho alçado e leito de brasões. O jornal que tende à unidade humana, ao abraço comum, não era um inimigo vulgar, era uma barreira… de papel, não, mas de inteligências, de aspirações”.

O fundador da Academia Brasileira de Letras escreveu este texto 153 anos atrás, em outubro de 1859. E até hoje a imprensa instiga e provoca as aristocracias, sejam as que persistem em usar punhos de renda, sejam exibindo macacões estilizados à moda de George Armani, exibidos por pelegos populistas.

Pela permanente vigilância e sendo uma ameaça real às tenebrosas transações do poder, enquanto dorme a nossa Pátria Mãe tão distraída, a imprensa brasileira volta a ser alvo dos atuais ocupantes do poder.

É por isso que é necessária a defesa contínua e ininterrupta dessa liberdade fundamental para o regime democrático. Não pode haver uma democracia ‘entre aspas’, que não respeite a liberdade de imprensa, que garanta o direito à informação e a defesa dos direitos humanos.

Em sua 68ª Assembleia Geral da Sociedade Interamericana de Imprensa (SIP) ocorrida em São Paulo, constatou-se que a imprensa enfrenta um “clima hostil” por parte dos governos populistas da América Latina. Convidado para debater o problema, o sociólogo Fernando Henrique Cardoso disse uma coisa certa: “Estão inventando uma espécie de democracia autoritária: ganha pelo voto e governa atacando a oposição”.

Registre-se a presidente Dilma Rousseff recebeu um convite especial para a abertura da Assembléia da SIP, mas alegando compromissos de agenda, não compareceu. Sua negativa em prestigiar o evento levou o representante do jornal “O Estado de S. Paulo”, Júlio César Mesquita, a comparar essa ausência com a do ex-presidente Fernando Collor, em 1991.

A Presidente – como se viu e como se vê, – deixa de ser a Chefe da Nação Brasileira para tornar-se chefe de uma facção partidária, e o PT, seu partido, não esconde a inegável tendência de considerar a imprensa como inimiga.

Os ataques à imprensa são vários; ora tentam conquistar jovens idealistas desavisados, ora tachando-a de elitista e preconceituosa, ora de golpistas. É assim pensam e divulgam os hierarcas do PT, seguidos pelos sabujos que afocinham os restos do obsceno banquete da corrupção posto a mesa.

Como manda a boa prática fascista, estimulam e financiam jornais chapas-brancas que levam o aplauso fácil à República dos Pelegos, propondo para a imprensa independente a regulamentação dos jornais e uma inexplicável disciplina para os jornalistas.

Assim agindo, o lulo-petismo quer limitar as opiniões interpretativas, impedir as análises conjunturais, proibir a reportagem investigativa e assassinar a estimulante crítica democrática.

 

Artigo de análise política

O Clube dos 300 picaretas e Genoino, seu sócio

MIRANDA SÁ ( E-mail: mirandasa@uol.com.br )

O bigodudo stalinista Olívio Dutra, pode adotar a ideologia que for, pode continuar errado dentro de um PT que já não é o partido que ajudou a fundar, mas uma coisa é certa, não é um esquizofrênico lulo-petista que, cultuando a personalidade do chefe, perde a noção da realidade.

Com essa personalidade, Olívio Dutra não surpreendeu a inteligência gaúcha ao dizer, numa entrevista radiofônica que José Genoino esteve errado ao assumir o mandato na Câmara Federal após a condenação a 6 anos e 11 meses de prisão.

O velho militante de esquerda falou ‘ao vivo’ admoestando pessoalmente o companheiro envolvido com o Mensalão: “Eu acho que tu deverias pensar na tua biografia, na trajetória que tens dentro do partido. Eu acho que tu deverias renunciar. Mas é a minha opinião pessoal, a decisão é tua”.

A repercussão foi imediata. Entre os petistas desiludidos e alguns até indignados, despertou a esperança de ver um protesto mais amplo, envolvendo lideranças divergentes do pragmatismo pelego; mas os quadros policialescos, como André Vargas, investiram contra Dutra violentamente.

O que há de real é que assumindo como suplente uma cadeira na Câmara dos Deputados, Genoino arrasta consigo apoio dos parceiros, feridos no amor próprio ao ver vislumbrar-se neste País o fim da impunidade. São os cúmplices psíquicos de toda corrupção, de toda a roubalheira que avilta a administração do PT-governo.

Assumindo o mandato parlamentar, enquanto aguarda a tramitação em julgado da sentença que o condenou, Genoino teve o desplante de declarar que se sentia “confortável” tomando posse. Em minha opinião, talvez esteja certo, adentrando no Clube dos 300 Picaretas como sócio privilegiado, como os ex-detentos se sentem ao voltar para suas quadrilhas.

A imprensa estampou fotos da solenidade de posse. O Estadão teve um flagrante feliz clicado pelo repórter fotográfico Beto Barata, com o Ficha Suja empossado, tendo ao lado o bonzo Ricardo Berzoíni, o suspeitoso José Mentor, e o irmão, alcunhado de Capitão Cuecão no Ceará, estado de origem.

Como ensinam os sábios chineses, tem-se ali uma imagem que vale por muito mais de mil palavras.

O silêncio da ilustração não contesta que à luz do ordenamento jurídico brasileiro, Genô tem o direito de assumir, como suplente, a vaga aberta por um companheiro na Câmara dos Deputados. Mas, como já disse alguém, nem tudo que é legal e legítimo, é moral e ético.

Nessa esteira da falta de ética e imoralidade política, o ex-presidente do PT não se refestela sozinho; ele vive uma mudança de comportamento próximo a um caso clínico, doença mental endógena que lhe põe num mundo irreal; mas seus companheiros de bancada, erram por errar, metendo os pés pelas mãos.

É o caso do presidente do Clube dos 300, Marcos Maia, que conduz a situação criada por quatro deputados condenados, como se fosse prior de um santuário medieval, como o que inspirou o grande Vitor Hugo na criação do Corcunda de Notre Dame.

Felizmente aproxima-se a troca de comando na Câmara dos Deputados, um universo paralelo ao Clube dos 300. Não creio que o futuro presidente acomode-se num parlamento parecido com uma ante-sala de cadeia.

Esta situação levaria ao apodrecimento final do Legislativo, particularmente porque na outra Casa, extravagantemente estamos assistindo o retorno na presidência do senador Renan Calheiros, que dispensa apresentações, apenas um lenço no nariz.

Visão pessoal sobre a situação da Venezuela

Autoritarismo de pelegos e a experiência venezuelana

MIRANDA SÁ ( E-mail: mirandasa@uol.com.br )

Na situação em que o Itamaraty “do B”, orientado por um comissário político stalinista do PT apóia o atentado à Constituição da Venezuela para garantir a continuidade do chavismo, os defensores da democracia confirmam a incoerência entre o discurso e a prática do lulo-petismo.

O triste é que se dizem falar – com eco na mídia cooptada – em nome do Brasil. Duvido muito que consigam uma maioria entre os brasileiros ativos de inteligência para usurpar esta procuração de falar em nome do País.

Ocorre que a polêmica é o que pode ocorrer amanhã, 5ª-feira, dia 10 de janeiro de 2013, data limite para se ver o que será se Chávez ficar em Cuba (morto ou vivo) e não tomar posse na Assembléia Nacional, em Caracas.

A Constituição da Venezuela – diga-se de passagem, elaborada e aprovada por Chávez e seus partidários – é clara: o presidente eleito, para tomar posse do mandato, deve prestar juramento diante do Supremo Tribunal de Justiça.

Os constitucionalistas mandrakes encontram várias versões para os artigos constitucionais 231, 233 e 234. Uma delas é a omissão sobre que a cerimônia de posse poderia ser realizada depois do dia 10 de janeiro e também se o eleito poderia prestar juramento em outro lugar que não Caracas, onde se encontra a sede do Poder Judiciário.

Há mesmo a chicana de que, se o atual mandato se encerra no dia 10, de que a data prevista na Constituição é apenas um “formalismo”, e pode dar-se em data posterior…

Não sei como interpretam as pretensas juristas Cristina K e Dilma R, que condenaram o impeachment do ex-presidente Lugo no Paraguai, decretado por ampla maioria do Congresso, com apoio da Corte Suprema, da Igreja e das Forças Armadas do país vizinho.

Entretanto, a oposição venezuelana defende que o governo atual termina no dia 10 de janeiro, devendo o presidente de a Assembleia Nacional assumir a presidência, de acordo com o artigo 233, e convocar novas eleições em 30 dias.

A jurisprudência internacional aprecia a situação da Venezuela como uma situação ímpar: Tornar-se o único país do mundo onde a posse do presidente da República é considerada “formalidade dispensável”. Surpreendentemente com o apoio das repúblicas pelegas instituídas abaixo do Equador.

Chávez indigitado por grave enfermidade se licenciou do Palácio Miraflores para se submeter, três dias depois e sempre em Cuba, à quarta cirurgia para combater um câncer na região pélvica, e pediu comovidamente aos venezuelanos para votar no vice-presidente que indicou Maduro

Se ele pediu votos, estava ciente de que estaria impossibilitado de prestar juramento na data prevista perante Assembleia, e que o substituto constitucional teria de convocar um novo pleito para se realizar em até 30 dias.

Assim, o autogolpe da cúpula chavista é injustificável. Exceto claro, para a pelegagem nacional e de países satélites do suposto neo-socialismo bolivariano.

Lá como cá, os pelegos distorcem as constituições, atropelam a ética e contestam o Judiciário. O que vale para os chavistas lá, como para os lulo-petistas cá, é a manutenção do poder a qualquer custo.

Politicamente, para manter o Império do Populismo, o aparato chavista está na situação de enfrentar a Constituição e jogar com todas as perspectivas, desde a improvável recuperação de Chávez ao seu falecimento iminente.

Num Estado Democrático de Direito não se agride a legislação nem as instituições republicanas. Mexer com elas, somente para aprimorá-las em função do bem público e das liberdades individuais.