Banco Mundial sugere “Manual de Sobrevivência”

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O ministro Hage, que subestima o relatório do Banco Mundial sobre a corrupção no Brasil, deveria na verdade levar o Governo Federal a se interessar pela pauta de providências sugeridas pelo banco para a melhoria da governabilidade e redução da corrupção, “ingredientes essenciais para o crescimento econômico”. As medidas aconselhadas são

1) Divulgação do patrimônio e dos ganhos dos candidatos a cargos públicos e funcionários de todos os Poderes; divulgação das contribuições de pessoas físicas e jurídicas a campanhas eleitorais, bem como dos gastos de campanha; divulgação de todos os votos parlamentares; aplicação rigorosa de leis sobre conflitos de interesse nas atividades empresarial e política; divulgação da lista de empresas declaradas culpadas por pagamento de suborno em contratos públicos; respeito à liberdade de informação, com acesso fácil a informações de governo.

2) Liberdade dos meios de comunicação; transparência fiscal e financeira dos Orçamentos públicos em todos os níveis: federal, estaduais e municipais; divulgação da estrutura patrimonial e condições financeiras dos bancos; sistema de contratação de serviços e fornecedores via internet; diagnósticos periódicos sobre gestão de governo e controle da corrupção, bem como acompanhamento austero dos gastos públicos.A orientação para que se institua, para valer, é a transparência nos atos de governo, para evitar e/ou sanar a ineficácia, a corrupção e o enfraquecimento das instituições.

O “Manual de Sobrevivência” do Banco Mundial pede compreensão da realidade, empenho, disposição de não se render ao pessimismo nem aos ditames do determinismo histórico e, sobretudo, de rejeição nacional à disseminada e bem aceita filosofia do “deixa estar para ver como é que fica”. Dora Kramer, jornalista (dora.kramer@grupoestado.com.br)

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