Artigo

CONTRADIÇÃO

MIRANDA SÁ (E-mail: [email protected])

“Duplipensar significa o poder de manter duas crenças contraditórias na mente simultaneamente e aceitar ambas” (George Orwell)

Não causa surpresa para ninguém que estiver armado do conhecimento filosófico da contradição e do método dialético de análise, a decisão tomada pelo Supremo Tribunal Federal.

O verbete contradição, dicionarizado é um substantivo feminino de origem latina, contradictio,onis:  antinomia, discordância, contraposição.  Na linguagem coloquial toma o sentido de absurdo, contrassenso, discrepância, incoerência…

Quando aparece refutando a opinião de outrem, a palavra “contradição” é usada como contestação, desacordo, desmentido, negação, objeção, refutação e réplica. Não há exemplo melhor do que a lição de Rui Barbosa que conhecia os meandros da magistratura e da política.

Rui escreveu que “Nada mais honroso do que mudar a justiça de sentença, quando lhe mudou a convicção. Aí temos a contradição, o procedimento ou atitude oposta ao que se dissera ou adotara anteriormente; colada nela, a dialética apresentando a solução dos desacordos.

Se estiverem armados da dialética hegeliana, professores ensinarão que a contradição é o confronto entre a afirmação e a negação; isto é, estas posições opostas não podem ser verdadeiras ao mesmo tempo. Platão já mostrara esta relação dos opostos em suas obras escritas.

Pelo método dialético de análise, a Lógica estabelece o princípio de que algo não pode ser ou não ser ao mesmo tempo; e, sob este princípio, a regra para se alcançar a verdade é a exclusão de toda contradição.

A coexistência de conceitos contrários vigora apenas em regimes totalitários ou na ideologia canhota do narcopopulismo, com os autointitulados “marxistas” usam na propaganda dos seus desígnios, ensinando ao mesmo tempo que a “religião é o ópio do povo” e que Jesus Cristo foi socialista…

Um estudo aprofundado da Filosofia mostra que é através da Lógica se resolvem as contraposições das sentenças jurídicas. “Tudo o que é natural, é lógico, e tudo que é lógico é realizado ou deve se realizar no mundo real, e foi o que ocorreu no julgamento do habeas corpus do condenado de Justiça, Lula da Silva, a 12 anos de prisão por corrupção e lavagem de dinheiro.

Ficou transparente a tentativa do condenado em politizar a sentença judicial que lhe foi aplicada por sua prática corrupta, recebeu, como sempre, o apoio apoiado da bancada partidária da Corte, levantando a “presunção de inocência” já desnuda nas sentenças de dois tribunais e tendo, aliás, mais três ou quatro processos por atividades criminosas idênticas.

Por ser chefe de uma facção político-ideológica, e ter ocupado a presidência da República, Lula levar para o seu campo a resolução do STF na provocação feita pela sua defesa. Seria triste contatar que vigoraria a advertência de François Guizot “Quando a Política adentra no recinto dos tribunais, a Justiça sai por outra porta”

Tivemos grandes manifestações de rua exigindo o fim da impunidade, por que a tal “presunção de inocência” não é uma carapuça que cai no cabeção de Lula… As demonstrações populares tiveram uma ampla repercussão e alcançaram sem dúvida o STF a quem coube decidir sobre a prisão de Lula já condenado em 2ª instância.

Os ministros procederam adotando o método dialético na busca de aplicar uma justiça boa e perfeita. Excluindo as nítidas intervenções políticas, prevaleceu a interpretação correta para a aplicação da justiça.

Tranquilizando a Nação Brasileira em manter confiança na Justiça, a dialética do STF me levou a uma surpreendente frase do escritor e pensador Roberto Campos, pela sua personalidade circunspecta. “A contradição é privilégio das mulheres bonitas, dos homens inteligentes e dos governos realistas. ”

E, aliviado, e alegremente relaxado, “sereno”, faço rir com o humorista Falcão que rebateu: “É melhor cair em contradição do que do oitavo andar. ”

 

BORBOLETAS

MIRANDA SÁ (E-mail: [email protected])

“Na natureza, uma repugnante lagarta transforma-se numa borboleta encantadora; entre os homens, ocorre o contrário; uma encantadora borboleta transforma-se numa lagarta repugnante” (Tchekhov)

Círculos que tratam “da ciência do absurdo”, divulgam o “Efeito Borboleta”, uma hipótese levantada nos meados do século passado por Edward Lorenz e encaixada na teoria do caos como manteiga em pão quente…

Segundo contam, a invenção de Lorenz surgiu de uma pergunta que se fez, pensando: “Poderia um bater de asas de uma borboleta no Brasil, causar um tornado no Texas?” Assim nasceu o princípio pseudocientífico do efeito borboleta, divulgado em 1963 e se prestando a várias conjecturas, como se o bater de asas de uma borboleta influenciaria o curso natural das coisas.

Notaram o meu ceticismo e aversão sobre isto, por que tem pouca seriedade e muito romantismo, tanto na origem como a enunciação da teoria. Lembro que esta ficção veio um século antes, em 1888, na novela “O Mandarim”, de Eça de Queiroz.

Eça nos apresentou Teodoro, um burocrata da administração pública, que sonhou com uma figura misteriosa lhe instigando a fazer a experiência de tocar uma sineta e com isto matar na distante China um riquíssimo mandarim. Fê-lo e deu certo: o potentado chinês morreu e Teodoro herdou a sua fortuna.

É imperdível a leitura da novela pelo belíssimo estilo que o grande escritor da língua portuguesa nos deixou. Assisti também o filme “Efeito Borboleta” (The Butterfly Effect), dirigido por Eric Bress e J. Mackye Gruber, estrelado por Ashton Kutcher e Amy Smart, que ganhou o Prêmio do Público no Festival Internacional do Cinema Fantástico de Bruxelas.

O enredo da película se baseou no “Efeito Borboleta”, trazendo a história de Evan Treborn que lendo os seus diários de adolescente, descobriu ter a capacidade de viajar ao passado e mudar situações futuras; assim consegue evitar a morte de Kayleigh, a garota que amava.

Há uma lenda em Hollywood que o bater das asas de uma borboletinha lá no fim do mundo abalou a Bolsa de Nova Iorque em 1929; e que Charles Chaplin sentiu isto antes vendeu todas as suas ações, tornando-se multimilionário na crise mundial.

Diz-se também que o adejar de uma mariposa levou ao megaespeculador George Soros os segredos financeiros do Reino Unido, e então ele faturou isto derrubando a libra, em 1992. Soros veio a ser bilionário e brinca batendo suas asas de morcego agitando as nações pelo controle da mídia de diversos países, e, segundo se comenta, apoia o islamismo na Europa e o narcopopulismo na América Latina.

A poucos dias, uma borboleta tropical do Amazonas esvoaçou e produziu um fenômeno que repercutiu no Congresso do Povo Chinês. Lá, por unanimidade deu-se ao líder Xi Jinping a direção do governo por tempo infinito, levando a China de volta à ditadura dos mandarins vermelhos…

Finalmente, especula-se que no Brasil ocorrem abalos curiosos igualmente provocados por bandos de borboletas noturnas. Comenta-se que no seu voo fizeram Lula quebrar um copo de cachaça e xingar os ministros do STF de covarde. A consequência é que o seu grito ecoou longe, em Brasília.

Na capital federal, o efeito da borboleta lulista chegou aos ministros do Supremo; o grito rouco do Pelegão fez os togados passarem por uma metamorfose voltando aos casulos como lagartas, e ali criaram uma repugnante doutrina que livrou o seu lepidopterologista da prisão e com ele, assassinos, contrabandistas, corruptos e corruptores, traficantes de drogas e pedófilos.

PODER

MIRANDA SÁ (E-mail: [email protected])

“O poder não corrompe o homem; é o homem que corrompe o poder” (Ulysses Guimarães)

Entre as sempre boas obras de Howard Fast uma das melhores, para mim, é “Poder” – um romance típico da escola americana narrando a carreira de um sindicalista cuja ambição leva-o a praticar maldades com oportunismo, esperteza, crimes e corrupção.

O perfil traçado por Fast nos oferece a figura que no Brasil chamamos “pelego”, o astucioso ativista sindical cujo amoralismo medeia os interesses de empregados e patrões para se manter no poder usufruindo das vantagens da posição.

No Brasil, um deles, Lula da Silva, elegeu-se presidente da República, levando consigo os seus comparsas para dirigir ministérios e empresas estatais e, pelas facilidades usufruídas do cargo, elegeu seus parceiros senadores e deputados…

Todos roubaram muito, por que o “poder é o poder”; e o poder provém da habilidade de se impor sobre os outros, pelo voto ou pela força, um processo próprio da política mesquinha sempre presente nos poderes econômico ou político.

O verbete “Poder” é tão poderoso e complicado que a sua qualificação gramatical é trina, aparecendo como verbo transitivo direto, verbo intransitivo ou substantivo…. A origem é latina, do verbo poteo, potēre, e do substantivo possum, potes, potŭi, posse, “o poder, capacidade de”.

Neste momento que o Brasil atravessa interessa-nos somente o substantivo. Poder é o direito de agir, deliberar, mandar, exercer a autoridade. Como função do Estado, deve ser, teoricamente, a ação necessária à execução do bem comum. Na República, são adotados três poderes, Executivo, Judiciário e Legislativo; no Império, pela Constituição de 1884, havia mais um, o Moderador, exclusivo do imperador.

A herança iluminista da doutrina dos poderes republicanos separados e iguais, é atribuída a Montesquieu – um pensador iluminista do século XVIII –, veio, entretanto, de mais longe no tempo, da antiga Grécia, com Aristóteles propondo a separação dos poderes.

Este princípio de governo, dos três poderes coexistindo, foi adotado pela primeira vez na Inglaterra, em 1653, e é hoje uma característica das democracias modernas. É pena que entre nós, atualmente, se assente apenas na teoria. É deturpada.

A desfiguração começa na indicação dos ministros da Suprema Corte pelo titular do Poder Executivo e aprovada pelo Legislativo. Que soberania e independência pode ter o Poder Judiciário se os seus membros são devedores a outrem da posição que ocupam?

É daí que nasce a degeneração dos juízes do STF, da subalternidade aos que os indicaram, os “fantasmas dos governos passados” que citei em artigo anterior, constatando com pesar que os tribunais superiores no Brasil se firmam em base contrária a que propunha Platão: é nomeada para prestar favores.

Isto ficou transparente (como água de esgoto) quando o STF concedeu uma esdrúxula liminar impedindo que Lula da Silva – condenado de Justiça por corrupção, lavagem de dinheiro e formação de quadrilha – seja preso até o julgamento de habeas corpus, no dia 4 de abril, após as longas férias pascais dos meritíssimos.

Para registro na agenda de fim-de-ano, anotem que votaram por esta idiossincrasia ajoelhados diante do Pelegão, os ministros Celso de Mello, Dias Toffoli, Gilmar Mendes, Marco Aurélio Mello, Ricardo Lewandowski e Rosa Weber. Ficaram contra, Alexandre de Moraes, Carmen Lúcia, Edson Fachin, Luiz Fux e Luís Roberto Barroso.

Paladino da Democracia, Abraham Lincoln escreveu que “quase todos os homens são capazes de suportar adversidades, mas se quiser pôr à prova o caráter de um homem, dê-lhe poder”. É assim, que aqueles que o receberam de graça, se mostram esnobando da Justiça e escarnecendo da Nação.

 

FANTASMAS

MIRANDA SÁ (E-mail: [email protected])

“É muito mais difícil matar um fantasma do que uma realidade.” (Virginia Woolf)

As minhas andanças pelo Centro, aqui no Rio, levam-me habitualmente aos sebos de livros, desde os luxentos até aos pés-de-chinelo. Dos livros raros de R$ 1 mil até os de preços atraentes a partir de R$ 1,99…

Um dia desses encontrei numa banca da saída da Estação Carioca do Metrô, um livro cujo título me atraiu “A Síndrome de Rebeca” por causa de um dos primeiros filmes dirigidos por Alfred Hitchcock, que me encantou na adolescência, “Rebecca, a mulher inesquecível”.

O roteiro veio do romance de Daphne Du Maurier, escritora britânica, que nasceu em Londres, em 1907, de uma família de artistas e intelectuais. O filme explorou o fundo psicológico do romance com o suspense característico de Hitchcock e interpretado por excelentes atores, Laurence Olivier, Joan Fontaine, George Sanders e Judith Anderson.

O filme, produzido por David O. Selznick que um ano antes lançara “E o vento levou”, conquistou duas estatuetas do Oscar, incluindo a de melhor filme.

A autora do livro “A Síndrome de Rebeca”, é Carmen Posadas, jornalista e escritora uruguaia nacionalizada espanhola. Sua obra mergulha em experiências psicológicas aproveitando-se de casos reais, propondo-se a exorcizar fantasmas do passado.

Como os “fantasmas do passado” preocupam muita gente, inclusive a mim, resolvi dar uma de caça-fantasmas como assistimos na série de televisão e vamos jogar ainda este ano jogo desenvolvido para Androide e iOS para capturar fantasmas “no mundo real”.

Na mansão gótica que serve de sede para o STF se realiza um sombrio festival de fantasmas dos governos passados, dançando ao ritmo de versões da lei para todos os gostos, contanto que atenda aos interesses fantasmagóricos.

É lá o ambiente ideal para uma caçada aos espíritos malignos, sob o reinado do egoísmo, filho da soberba e da vaidade, num cenário mórbido como o Purgatório que Dante Alighieri descreveu na sua “Divina Comédia”.

Foi de lá, dos escaninhos que arquivam a covardia e o mercenarismo, que libertaram os diabretes da impunidade, espíritos galhofeiros que querem bagunçar o Brasil, porque não conseguiram implantar aqui o desgraçado socialismo bolivariano que arrasou a Venezuela, outrora o país mais rico da América Latina.

Desfilam Marco Aurélio que com o hálito do mau humor, chamou a presidente Carmen Lúcia de “traidora”; e se segue o decano Celso de Mello, procurando os holofotes da mídia, que adora. Mostram quem são, com críticas rudes ao juiz Sérgio Moro só por que este porque pediu a manutenção da prisão após condenação na 2ª Instância.

Temos ali a imagem espectral de Lewandowski rasgando a Constituição para manter os direitos políticos da impichada Dilma Rousseff, e levando parlamentares do PT ao gabinete de Carmen Lúcia, segundo o bem informado jornalista Gerson Camarotti.

A visagem de Luiz Fux vagueia relatando o processo sobre o pagamento de auxílio-moradia a juízes, que retirou da pauta do Plenário, adiando a decisão para as calendas gregas; e, assombrando a quente, materializa-se o ex-advogado do PT, Dias Toffoli, que foi chefe da AGU no governo Lula, assumindo direta ou indiretamente os malefícios causados pelo Pelegão.

Na cota feminina das assombrações, a volátil Rosa Weber entre o certo e o errado, sempre defendendo o contrário; e nesta sessão, baixa Roberto Barroso ronronando uma frase antológica sobre Gilmar Mendes:  “Você é uma pessoa horrível, uma mistura do mal com atraso e pitadas de psicopatia”.

E a apavorante figura de Gilmar apelidado pelo povo como “ministro laxante” por soltar corruptos presos pela Lava Jato; ele tem engavetado no STF um abaixo-assinado que pede o seu impeachment com quase 2 milhões de assinaturas.

Outra alma penada, Edson Fachin, um ex-filiado ao PT que procura a salvação, mostrando-se fiel ao texto da lei; muito diferentemente do ex-secretário de Kassab na Prefeitura de São Paulo, Alexandre Moraes que dispensa outra apresentação…  Por fim, a figura vampiresca de Carmen Lúcia, sem saber se vai ou se fica, indefinida entre as fervorosas orações da direita e da esquerda.

Neste quadro, é uma exigência patriótica um exorcismo para esconjurar os fantasmas da ópera bufa que ridiculariza a magna figura da Justiça!

 

HERÓI

MIRANDA SÁ (E-mail: [email protected])

“Antigamente canonizávamos nossos heróis. O método moderno é vulgarizá-los”. (Oscar Wilde)

A minha geração familiar recebeu dos avoengos as lições básicas de respeito à evolução natural que chamamos a Lei da Vida, sem qualquer tipo de coerção. Fluíam esses ensinamentos no rito de passagem de pais para filhos, sem que nos déssemos conta disso.

Eu, minha irmã e primos (mais de vinte) aprendemos em casa o amor pela Pátria e o orgulho pelos heróis que a construíram e nos legaram. Adoto por princípio até hoje estes ensinamentos, até por capricho; conheci muitos países e convivi com outros povos, e me convenci de que o que foi bom para os ancestrais será para as próximas gerações.

Cresceu, porém, no século passado, a visão negativista de que Pátria e herói são coisas abstratas; e como esta ideia insensata veio embrulhada junto à utopia do coletivismo e da igualdade, num pacote envolvido de papel celofane colorido enfeitado de fitas, convenceu a fração social dos medíocres alguns até dom títulos acadêmicos!

Estes pobres de espírito, seguidores da banalização da Pátria e dos heróis, fazem de tudo para o triunfo desta idiotice: polarizam a política entre direita e esquerda, dividem a sociedade entre brancos e negros, atiçam rivalidades religiosas, incentivam o desrespeito às leis e até mudam o significado das palavras…

O desvirtuamento da língua que Rui Barbosa tanto criticava mostrando-o como sinal da degeneração de uma nação ouvimos de suas bocas e lemos nos seus escritos.

“Herói” é uma pessoa audaciosa, corajosa, destemida, notável, ousada, valente…  O verbete dicionarizado é um substantivo masculino, com versão feminina, “heroína”. Sua origem é grega, “heros”, que adotada no Latim por Virgílio, é Hërös.

Vem de tempos muito antigos a veneração e o respeito aos heróis. As diversas mitologias reverenciam os heróis como um mortal divinizado por ser filho de um deus ou uma deusa com um ser humano. Era considerado um semideus.

Transmitida através dos séculos a referência aos heróis, criou-se nos corações e mentes dos brasileiros nascidos de pai e mãe, não de chocadeira, a memória e o culto dos nossos heróis, a partir dos tiveram um papel fundamental na nossa formação, o branco, o índio e o negro representados por André Vidal de Negreiros, Filipe Camarão e Henrique Dias, resistentes ao domínio das Companhia das Índias Ocidentais.

São também inesquecíveis as heroínas Anita Garibaldi, Bárbara Heliodora, Branca Dias, Dandara dos Palmares, Joana Angélica, Maria Quitéria e Nísia Floresta. Guardamos na memória Cândido Rondon, Caxias, Frei Caneca, Osório e Tiradentes…

Estes heróis e estas heroínas dedicaram-se a defender a integridade territorial do Brasil e o interesse nacional, mantendo a ética, a decência e a moral, palavras que não constam dos manuais do lulopetismo, transformador de assaltantes do erário em heróis do PT e seus puxadinhos.

Os tempos modernos trouxeram novas definições protagônicas de heróis na literatura, no teatro, no cinema; dos quadrinhos surgiram super-heróis, personagens fictícios, e dos desenhos animados, heróis animais…

Mas nos entristece ver que há brasileiros – felizmente um grupo cada vez mais diminuto – que deturpa o verdadeiro conceito de herói, infamando-o e desonrando-o ao cultuar como tal o corrupto Lula da Silva condenado por corrupção, lavagem de dinheiro e formação de quadrilha.

Esta ignomínia nos leva a Castro Alves, no seu “Navio Negreiro” – “(…)é infâmia demais! … Da etérea plaga / Levantai-vos, heróis do Novo Mundo! / Andrada! Arranca esse pendão dos ares! / Colombo! Fecha a porta dos teus mares! ”

 

 

 

O VOTO

MIRANDA SÁ (E-mail: [email protected])

“O voto só é perfeitamente democrático se for livre e racional, o que supõe uma igualdade tendencial da informação e do poder econômico e social dos eleitores e dos elegíveis” (Francisco Sá Carneiro)

Mal saídos do regime militar autoritário, os brasileiros recebemos de um congresso eleito ao sabor emocional dos políticos oportunistas, uma Constituição feita nas coxas, contaminada pelo vírus populista inoculado por grupos de pressão. Nela foi adotado o “sufrágio universal”.

Sonhava-se em escantear o sufrágio restrito, os senadores biônicos e o bipartidarismo estabelecidos de cima para baixo para dar uma aparência de democracia ao regime militar; então deram direito de voto aos cidadãos a partir dos dezesseis anos de idade.

A palavra sufrágio é um substantivo masculino originário do latim “suffragium”, que literalmente significa “voto”. É o direito público de votar e ser votado, de acordo com a Constituição Federal; o voto é a maneira de exercê-lo, e o seu procedimento chama-se escrutínio.

Apesar do nome pomposo “sufrágio universal” ele se reduz ao direito de voto quando se trata de eleições políticas e em qualquer tipo de votação ter a participação dos aptos legalmente a votar sem distinção de etnia, sexo, crença ou classe social.

Parece uma beleza, mas no Brasil representa apenas o antepasto do banquete onde são convivas os militantes dos partidos formados na chamada redemocratização, sem uma definição ideológica, com programas semelhantes.

Para o povo, não significa absolutamente nada, pela dificuldade de cumprir as regras feitas no “arrumadinho legal” de conservadores e liberais e direita e esquerda, misturadas para se manterem no poder.

Então, temos um arremedo de Democracia com uns cidadãos mais iguais do que os outros, e uma fachada de República que deveria ser composta de três poderes iguais, independentes e separados, mas tem um Judiciário capenga, com seus membros indicados pelo Executivo e referendados por um Legislativo submisso…

Isto exposto no contexto do sufrágio e do voto, lembro uma frase de George Orwell, o genial autor de “1984” e “A Revolução dos Bichos”, que gosto muito e vivo divulgando: “Um povo que elege corruptos, impostores, ladrões e traidores, não é vítima. É cúmplice! ”

Então dou um mergulho na realidade brasileira para expressar a minha aversão pela chamada “redemocratização” que foi, sem dúvida, a deterioração do tecido político nacional e o maior exemplo disto foram as candidaturas presidenciais por eleição direta de Collor e de Lula.

Passados anos sem democracia, a “democracia” que apareceu foi a promoção de indivíduos e partidos descompromissados com os reais interesses do povo brasileiro, aproveitando-se do poder para auferir benesses, como os malfadados “foro privilegiado”, “auxílio moradia”, “cartões corporativos” e “isenções do imposto de renda”.

Para alicerçar a legalidade fajuta de tais privilégios, fortaleceram as corporações, multiplicaram os sindicatos, inventaram “bolsas” disto e daquilo, aparelharam os órgãos de governo, enfim, facilitaram todos os tipos de assalto ao Erário.

Para piorar a situação, tivemos catorze anos de PT-governo e ainda nos resta um “puxadinho” dissidente. Neste período a corrupção foi institucionalizada, a representação popular gangrenou e as cúpulas dos poderes republicanos trocaram o respeito e a credibilidade pela prevaricação.

Com o lulopetismo veio a urna eletrônica bolivariana cuja pré-disposição à fraude, leva-nos a pensar com Paul Charles Bourget que escreveu: “O sufrágio universal, a mais monstruosa e a mais iníqua das tiranias, pois a força do número é a mais brutal das forças”.

O MURO

MIRANDA SÁ (E-mail: [email protected])

“A ditadura perfeita terá a aparência da democracia, uma prisão sem muros na qual os prisioneiros não sonharão sequer com a fuga” (George Orwell)

O Muro é um marco para separar ou proteger propriedades sejam públicas ou privadas, como um tipo de parede de estrutura alicerçada e sólida. Há vários tipos de muro, mas os mais usados são os muros de arrimo nos conglomerados urbanos e os muros de pedra solta nas regiões agrárias.

Dicionarizado, o verbete muro é um substantivo masculino significando obras de alvenaria que separa terrenos contíguos; sua etimologia é latina, múrus, e sua vasta sinonímia abrange abrigo, cerca, defesa, muralha, murado, proteção, tapume, etc.

Os muros recordam alegrias, romantismo e tristezas. Lembro-me da minha infância querida quando participando de um bando de crianças subindo nos muros para colher abios, goiabas e mangas; o romantismo leva-me a Cecília Meireles: “Pelos muros do seu peito/ durante inúteis vigílias/ desenhei meus sonhos de hera”.

Da literatura, extraímos a coletânea de contos “O Muro”, do intelectual e filósofo Jean Paul Sartre publicada em 1939, tendo como cenário a guerra civil espanhola. Sartre enfoca individualidades espantadas e hesitantes às vésperas da Segunda Guerra Mundial.

A narrativa d’O Muro precedeu o controverso existencialismo, defendido por Sartre sob forte influência do pensamento de Kierkegaard. Seu livro “O Existencialismo é um Humanismo” estabeleceu uma forte discussão sobre o sentido da vida através da liberdade incondicional e a responsabilidade pessoal.

Hoje, o Existencialismo está esquecido nos círculos acadêmicos brasileiros, que pela sua baixa formação se preocupam mais com o “golpe do impeachment” que derrubou a incompetente e corrupta Dilma Rousseff da presidência da República.

Pouco s’ importa a “Universidade da Pátria Educadora” com a inclusão da realidade concreta dos indivíduos por suas ações e forma de viver a vida… Para que lembrar o pensamento filosófico se a falta de educação, o desapego pela ética e a ideologia superada do stalinismo enchem os balões com o gás da utopia?

O “Muro” e o “Existencialismo” iluminaram o palco internacional quando a Segunda Guerra Mundial terminou e não conquistou a paz. Foi apenas o fim de uma Era e o começo da tensão entre as poderosas potências que derrotaram o III Reich e desnudaram os crimes do nazi-fascismo.

Então nasceu outro “muro”, o “Muro de Berlim”, uma muralha construída pela URSS separando a capital alemã, Berlim, entre a Alemanha Democrática e a Alemanha Comunista. Foi o símbolo da divisão do mundo e mostrou o temor do stalinismo em permitir a livre escolha entre o capitalismo e o comunismo.

O Muro de Berlim foi construído na madrugada de 13 de agosto de 1961, dele faziam parte 66,5 km de gradeamento metálico, 302 torres de observação, 127 redes metálicas eletrificadas com alarme e 255 pistas de corrida para ferozes cães de guarda. Diversas tentativas de fuga para o ocidente provocaram a morte de 80 pessoas, 112 feridos e milhares aprisionados.

Na década de 1980, quando o regime comunista se esgotou, levando a URSS à falência, surgiram dos dois lados de Berlim movimentos pela derrubada do muro; e um dia, populares com marretas e outras ferramentas o derrubaram. Sob seus escombros ficou enterrada a ideologia totalitária soviética, que as viúvas de Stálin insistem em ressuscitar nos países atrasados.

Os herdeiros da implosão natural do centralismo, da indivisão do poder, da destruição do pensamento individual, da extinção da família tradicional e do policialismo inquisitorial, agrupam-se no Brasil em torno do PT e seus puxadinhos, querendo trasladar a ditadura venezuelana dita “socialista” para o Brasil.

Desprezo os que seguem esta ideologia deturpada do bolivarianismo que reina na Venezuela, a “ditadura perfeita terá a aparência da democracia, uma prisão sem muros”.  Fazem-no por má fé ou ignorância e abomino-os lembrando Sartre: “Detesto as vítimas quando elas respeitam os seus carrascos”.

 

 

 

GREVE

MIRANDA SÁ (E-mail: [email protected])

“Vejo o direito à greve essencial numa democracia e, por isso mesmo, contesto a sua banalização” (Miguel Sousa Tavares)

Impressiona-me a convocação de uma greve por juízes. Para mal, uma verdadeira execração, não se trata de um movimento a favor da Justiça, mas em favor de privilégios corporativos que os beneficia.

Enquanto os dicionários registram o verbete “greve” como substantivo feminino, exprimindo a recusa coletiva do trabalho exigindo o cumprimento dos direitos trabalhistas, melhoria de condições de produção, para evitar a perda de benefícios e até para obter novos benefícios.

A História capitula que a palavra vem do francês grève, relacionada à Place de Grève, em Paris, que, próxima ao porto do Rio Sena, era o local onde se reuniam estivadores e trabalhadores para discutir as condições de trabalho, como também de desempregados.

Inspirados por anarco-sindicalistas, ali nasceram os movimentos reivindicatórios de paralização do trabalho, aguardando o atendimento total ou parcial dos patrões, que se não viesse, eram interrompidos para evitar punições.

É evidente que a cessação do cumprimento da Justiça não se enquadra na definição nem na história das greves pelo mundo afora. Até por que os magistrados e afins fazem parte da elite bem remunerada do funcionalismo público.

Quando estudante de Direito, ouvi uma piada da turma de esquerda (não era essa esquerda populista de hoje) que punha na boca do líder soviético Wladimir Lênin a frase “Advogados, nem os do partido…”. E se registrava que ele, Lênin, era advogado…

No Brasil cartorial, desde sempre, arrasta os grilhões do bacharelismo e a magistratura sempre foi privilegiada. No Império e na República a administração pública sempre criou vagas para advogados, como um estribo de bonde, onde há sempre lugar para mais um…

Voltando à greve dos juízes, lembro que nunca passou pela cabeça pelo menos de um deles, fazer greve nos governos narcopopulistas do PT e seus puxadinhos. A ausência dessas paralizações se estendia também a todo movimento sindical, que cumpriu a uma antiga determinação doutrinária.

Veja-se que a ocorrência de greves sempre foi e ainda é desconhecida nos países comunistas, principalmente os que vivem sob regime ditatorial. Está nos manuais do Partido a proibição, amenizada pela novilíngua “se fizerem greves, os trabalhadores o farão contra si mesmos”. Isto está escrito, com todas as letras, no “Dicionário do Pensamento Marxista” de Bottomore.

Para que servem, então, os sindicatos no sistema comunista? Nós vimos com tristeza e revolta o que ocorreu nos governos lulopetistas: essas entidades se multiplicaram por 10 mil para servirem aos pelegos de caça-níqueis e trampolins eleitorais, desde que cumprissem as tarefas do PT.

A reforma trabalhista recente, felizmente, acabou com a famigerada contribuição fascista para os sindicatos, cortando a subvenção que atendia aos privilégios dos grupelhos que dominam o movimento sindical.

No caso que nos chama atenção atualmente, a greve dos juízes, faremos uma alerta estendida aos advogados que controlam a OAB. comprometidos partidariamente: Não apequenem a Justiça; os primeiros obrigam-se a respeitá-la; quanto aos outros, preservem-na como a galinha dos ovos de ouro…

 

PESO

MIRANDA SÁ (E-mail: [email protected])

“A verdade é algo que tem efetivamente muito peso… se colocada n’água afunda, enquanto a ignorância boia” (Emílio de Meneses)

O peso entra nos estudos científicos como protagonista da Lei da Gravitação Universal de Newton, mas é menos levado a sério do que o pesadelo das mulheres e dos obesos, fonte de renda de charlatães de dietas…

Dicionários registram o verbete “peso” como substantivo masculino, definindo a força exercida por um corpo sobre qualquer superfície que se oponha à sua queda; na Física, é a força exercida sobre um corpo pela atração gravitacional da Terra.

É variada a sinonímia de peso. Carga, força e gravidade referindo-se a tudo que faz pressão; politicamente reflete autoridade, crédito, influência, poder e prestígio. Usado na Saúde, é enjoo, indisposição, mal-estar e náuseas e faz parte das superstições, representando azar, atribulação, desdita, fatalidade e má sorte. Substantivando o verbo “pesar”, dá “tristeza”.

Muitos países de influência espanhola batizaram as moedas nacionais de peso, como encontramos na Argentina, Colômbia, Cuba, Chile, Dominica, Filipinas, México e Uruguai.

No Esporte são os halteres, que usam as unidades de peso adotadas pelo Sistema Internacional de Unidades, cujo padrão é o quilograma, fracionado por gramas, antigamente escrevia-se “kilograma”, com “K”, e ainda conserva o símbolo deste, “kg”.

Na linguagem jornalística o “peso” entra sempre como “força”. Como está em moda combater-se as notícias falsas, pesa, por exemplo, na imprensa e nas redes sociais as “fake news”. É pesada esta doença no corpo da informação.

As “fake news” viralizam mundo afora. O bando de Obama-Clinton, incentivado por Soros, inimigo de Trump, bombardeou a campanha eleitoral dos EUA pesadamente. Porém, por se desmoralizarem com a rapidez com que se impõem, as notícias falsas vêm perdendo as forças entre as pessoas bem informadas.

A princípio enganaram muita gente, com títulos sensacionalistas e dados alarmantes, agindo e se propagando como uma espécie de vírus. Um analista da mídia explica que a crença nas “fake news” obedece ao fenômeno psicológico chamado “viés da confirmação”, isto é, sustenta a crença já existente na pessoa que lhe dá crédito.

Os agentes do “socialismo bolivariano” que aparecem boiando no mar da corrupção, como o PT e seus puxadinhos, repetem falsidades usando a velha tática stalinista de distorcer a verdade em proveito próprio.

Mudam o sentido da realidade em defesa do seu chefe Lula da Silva. Vêm repetindo como um mantra de que não há provas para sua condenação… Entretanto, 83% dos brasileiros sabem que Lula é culpado e foi condenado pela sua deseducação e desinformação, que para seus cultuadores é um “charme”.

Entretanto, por ser mal-educado e desinformado, corrompeu-se alucinado pelo poder e sua atuação junto a empreiteiras justifica a sentença atribuída pelo juiz Sérgio Moro, referendada e ampliada por unanimidade na 2ª Instância.

Não deve pagar somente pelo que se viu neste primeiro processo. Vem de longe o peso da sua culpa, desde o tempo em que estimulava e traía greves sindicais, e era informante do Dops de São Paulo.

Não se pode esquecer também que Lula acumulou uma fortuna, superior a R$ 30 milhões e suspeitosamente mais de US$ 50 milhões em paraísos fiscais e nas mãos de parceiros beneficiados por verbas do BNDES no Exterior.

Além disto, arrastou consigo os filhos e um sobrinho, envolvidos em tráfico de influência, organização criminosa e lavagem de dinheiro.

As provas somam toneladas de peso…  Nos levam à Lei da Gravitação Universal de Newton: “Dois corpos atraem-se com força proporcional às suas massas e inversamente proporcional ao quadrado da distância que separa seus centros de gravidade”. Esta atração vê-se nos corpos Lula e do PT, seu partido beneficiado com meio bilhão de reais em propinas e “caixa 2”.

PIPOCA

MIRANDA SÁ (E-mail: [email protected])

“Milho de pipoca que não passa pelo fogo continua a ser milho para sempre”                                                   (Autor desconhecido)

Outro dia uma das brilhantes inteligências das redes sociais foi pragmática ao lembrar que ainda restam outras seis investigações de denúncias contra Lula da Silva; escrevendo: “Lula parece panela de pipoca tirada do fogo. Ainda pipocam algumas…”

Quem tem a experiência de fazer pipoca sabe disso…  Ocorre até com as industrializadas próprias para micro-ondas que dispensam o utensílio que a finada Marisa Letícia mandou que os coxinhas enfiassem…

Os primeiros conquistadores que chegaram nas Américas encontraram a pipoca – que não conheciam – como um salgado à base de milho usado pelos índios tanto como comestível quanto para enfeitar os cabelos.

Pasmaram os europeus quando viram este produto dos grãos de milho e descreveram a pipoca, desconhecida na Europa, como um petisco em forma de flor servindo de alimento e adorno. Segundo pesquisas, ela surgiu na América há mais de dois mil anos; as sementes – de uma variedade especial do milho – foram encontradas por arqueólogos da Cordilheira dos Andes até o Estado norte-americano do Utah.

Os índios brasileiros sintetizaram a sua produção: os grãos são estourados em panela, no calor do fogo (explodem, quando aquecidos) ou atirados na brasa. Nos dias atuais o milho-pipoca (Zea mays everta) é levado ao micro-ondas numa embalagem especial.

O Dia da Pipoca no Brasil é comemorado no dia 11 de março. Já no Estados Unidos, a data escolhida pelo Popcorn Board é o dia 19 de janeiro. A pipoca é considerada o principal lanche e alimento símbolo do estado americano do Illinois, desde o ano de 2003.

Os dicionários portugueses classificam o verbete “Pipoca” como um brasileirismo, e realmente o é, pois deriva-se do Tupi Guarani pi (ra) – pele; poca – estalar; a pele rebentada.

O caroço de milho torrado e estourado, que virou acompanhante indispensável nos cinemas, é dicionarizado secamente como substantivo feminino designando “grão de milho rebentado pelo calor do fogo”. E ponto.

Quanto à gíria, multiplica-se a partir do verbo pipocar, usado no futebol como medo de dividir o lance, entre policiais e marginais como tiros de arma de fogo e entre sindicalistas, como uma forma de greve. Na Bahia, é acompanhar blocos sem comprar o abadá.

Temos o plural “pipocas”, que aparece como advérbio, nada: “não entendi pipocas do assunto”; e a figura do pipoqueiro, vendedor de pipocas querido das crianças na porta das escolas; ou jogador de futebol medroso; ou como registrou o jornalista, escritor, ator e dramaturgo Plínio Marcos, “pipoca”, bolsa de senhora, e “pipoqueiro”, punguista especializado em afanar bolsas de mulher.

Aparece, também, o masculino, “pipoco”, que quer dizer estampido e explosão, e, na política, como escândalo. Entre parlamentares registra-se também como hipérbole, “Fulano tem seguidores feito pipocas…”

“Pipoco”, escândalo na política, estoura nas descobertas que pipocam a toda hora, como a que recentemente envolveu o ex-governador da Bahia, Jacques Wagner, arrecadador de propinas que somam quase o dobro do dinheiro encontrado no bunker de outro baiano, Geddel Vieira…

Diz-se que quanto mais quente o fogo, mas rápido a pipoca estoura; entretanto, na panela (ou no pacote moderno para micro-ondas) aparece sempre um “piruá”, isto é, o milho que se recusa a estourar. Os “piruás” são como os cúmplices de Lula, que continuam o mesmo milho de sempre, não enfeitam cabelos e são indigeríveis…