Artigo para o JORNAL DE NATAL de amanhã, dia 12

Comentários desativados em Artigo para o JORNAL DE NATAL de amanhã, dia 12
Compartilhar

Gargalhadas escarnecedoras do PT-governo

MIRANDA SÁ, jornalista
E-mail: mirandasa@uol.com.br

Se a lenda for verdade as hienas riem muito. Mas duvido que esses comedores de carniça covardes e traiçoeiros emitam gargalhadas mais escarnecedoras do que os pelegos que governam o Brasil. É a alegria zombeteira dos novos ricos, espojando-se nos privilégios e vantagens que o poder oferece.

Mas a risada pode ser enrustida, silenciosa, como fez Lula da Silva fugindo em vez de comparecer ao local da tragédia que vitimou 199 pessoas no inolvidável desastre do vôo JJ-3054 do AirBus da TAM. Afastando-se dos deveres fundamentais de um chefe de Estado, Lula da Silva mostrou uma das duas faces da covardia ou da traição característica das hienas. A covardia se mostra como indiferença para não assumir a responsabilidade por acontecimentos funestos do seu governo. A traição – não precisamos nos aprofundar – está em desprezar a expectativa dos milhões que nele votaram e – segundo as pesquisas de opinião – dizem que confiam nele.

Levar 96 horas para fazer um pronunciamento à Nação sobre o grave acidente de Congonhas é uma omissão que os letrados deste país não podem deixar passar em branco. Se a massa dos miseráveis não viaja de avião e, pela filosofia do lulismo-petismo, tem o direito de achincalhar as vítimas e as famílias enlutadas; o Presidente da República não goza dessa prerrogativa canalha criada pelos seus acólitos. Ele, pela força do cargo que ocupa, se obriga a ter um comportamento no mínimo decente.

O pior é que não é Lula da Silva, apenas, quem abusa e se prevalece da complacência, pela ignorância, dos que defendem o PT-governo. Seus ministros também zombam da cidadania, como está comprovado no noticiário da imprensa. Foi Marta Suplicy, do Turismo, mandando os revoltados passageiros “relaxarem e gozarem” em vez de exigir os seus direitos como consumidores. Ainda no auge da crise do tráfego aéreo, a idiotia de Guido Mantega, da Economia, dizer que os transtornos eram o sinal do progresso do país e o enriquecimento do povo…

Para culminar a cena tragicômica da República dos Pelegos tivemos a apoteose da falta de respeito pela nacionalidade com as imagens dos assessores presidenciais, Marco Aurélio Garcia, a nível ministerial, e Bruno Gaspar, modelo dos aspones que aparelham o governo, comemorando com gestos obscenos a notícia de que a culpa da tragédia poderia ter sido de um problema técnico na aeronave.

Nada do que aqui foi escrito é mentira. A ausência de Lula da Silva num episódio histórico que exigia sua presença e a falta de consideração dos seus auxiliares para com a sociedade devem ser enquadrados como fatos políticos relevantes e por isso condenáveis. Mas não é de hoje que o desprezo governamental com a faixa populacional das classes médias, a presença marcante no tráfego aéreo – por necessidade de serviço ou por lazer.

É minha testemunha a parte mais viva do povo brasileiro, que ouve rádio, assiste televisão e procura se informar sobre a realidade que lhe cerca. Quem tem olhos de ver e ouvidos de ouvir como diz a Bíblia, sabe como os órgãos de governo, principalmente a alta hierarquia dirigente tratam os problemas que afetam a população. As escolas sucateadas, as filas para atendimento médico e a falta de segurança são rotineiras; a isto se soma agora o desprezo e a insensibilidade pela vida humana.

Os comentários estão fechados.