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Fraudes
O avanço da ciência e tecnologia está criando um fenômeno horripilante das próximas décadas. Qualquer fundo de quintal dispõe de tecnologia para fazer qualquer coisa, exatamente como o produto original. Há duas semanas assisti a uma entrevista pela BBC num laboratório da Índia, cuja responsável, com a maior cara-de-pau, dizia que seu laboratório faz o remédio que o cliente quiser encomendar, com qualidade “internacional”, porém pirateado – cliente significa distribuidor ou negociante. E mostrava inclusive caixas de comprimidos para tuberculose de uma marca inglesa, em que o porcentual do produto básico estava reduzido à metade. Rindo, a responsável dizia que o paciente deveria tomar dois comprimidos, em vez de um, mas que isso não era problema de seu laboratório, que apenas formula a medicação conforme a encomenda do cliente.
Aliás, os maiores clientes desse laboratório são empresas sediadas na Nigéria – que a esta altura já deve ser um grande “fabricante” de remédios… A reportagem comentou ainda que todos os remédios na Inglaterra já têm piratas nas prateleiras. E o senhor Lula está comprando vacinas e remédios para AIDS da Índia, com todo o nosso séqüito de fiscalização fajuto! Parece que o mundo está apenas esperando que o tal Bin Laden descubra essa nova fonte de “armas químicas” representada pela pirataria dos remédios e dos alimentos, que aqui, no Brasil, já corre solta há décadas.
Ariovaldo Batista (arioba06@hotmail.com)
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