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Câmara Federal anistia desonestos

A aprovação pela Câmara de um projeto de fidelidade partidária que anistia os deputados que trocaram de legenda depois das eleições de 2006 provocou críticas do presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Marco Aurélio Mello, e a promessa de reação dos partidos de oposição. “Não se progride culturalmente com a aprovação de uma verdadeira anistia para que os que transgrediram o espírito da Constituição, da legislação eleitoral e do entendimento do TSE, adotando-se o famoso jeitinho brasileiro”, argumentou Marco Aurélio. “O principal objetivo desse projeto foi o de dar agasalho aos deputados que promoveram um troca-troca partidário.”

Marcelo de Moraes, jornalista

Proposta teve apoio do governo

“O governo federal ajudou a aprovar a proposta que estabelece novas regras de fidelidade partidária e anistia os parlamentares que mudaram de partido depois das eleições de 2006 para facilitar a prorrogação da CPMF no Congresso. O acordo foi fechado na última quinta-feira, na reunião do Conselho Político do governo, onde foram mapeadas todas as resistências à votação da CPMF. Um dos problemas detectados foi justamente a questão da fidelidade partidária. Partidos da base, como PR, PP e PTB, prometeram apoiar a prorrogação da CPMF desde que o governo ajudasse a aprovar a anistia. Esses partidos foram os maiores beneficiados pelas migrações de deputados para a base governista, depois das eleições do ano passado”.

(Agência Estado)

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