Alas da “esquerda petista” enfrentarão aloprados
“Ao contrário do que deseja o grupo ligado ao ex-ministro José Dirceu e ao presidente do PT, Ricardo Berzoini, o 3º Congresso do partido, no final do mês, irá reabrir a discussão sobre escândalos como o do mensalão.É o que fica claro a partir da leitura das propostas divulgadas ontem pelas várias tendências que compõem o partido. Fala-se até em “ajuste de contas” interno.
O documento do grupo “Mensagem ao Partido”, liderado pelo ministro Tarso Genro (Justiça), diz que a crise que o PT viveu “ainda não foi superada totalmente”. “De forma desigual mas crescente, o partido foi se adaptando às formas tradicionais de fazer política no Brasil”, diz o texto.
Mais explícita ainda é a crítica da Articulação de Esquerda, uma das correntes “radicais” do partido. “O PT precisa fazer um severo ajuste de contas com as concepções políticas e com as práticas do grupo que teve em José Dirceu e Antonio Palocci [ex-ministro da Fazenda] duas de suas principais, mas não únicas expressões”, diz a resolução”.
(Agência Folha)
OPINIÃO: Desculpem-me os coleguinhas, mas a pauta sobre a luta interna do PT é para inglês ver. As chamadas “oposições de esquerda” falam, falam, e terminam espanando um diversionismo ideológico que favorece os pelegos que controlam o partido. A esquerda autêntica do PT desistiu de conviver com a mentira e a demagogia: os que escorreram na primeira aguada, criaram o PSTU como afirmação ideológica; e, mais recentemente, veio o PSOL, que surgiu na vertente da coerência programática. O resto é a borra degenerada do arrivismo sindical. MIRANDA SÁ
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