A oposição de ontem e a oposição de hoje

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“O PT de Lula sempre foi muito mais agressivo que a oposição de agora”, constata a cientista política Maria Celina d’Araújo, do CPDOC/FGV. No início de 1986, o PT organizou manifestações de protesto no campo. O então presidente José Sarney afirmou: ‘Não podendo alcançar o poder pelo voto, o PT recorre à luta armada. “Lula respondeu muitos tons acima: ‘Sarney não vai fazer reforma agrária coisa nenhuma porque ele é grileiro no Maranhão”. Em maio de 1985 militantes da CUT atacaram com pedras e uma picareta, no Rio, um ônibus que levava a comitiva de Sarney. O presidente ficou coberto de cacos de vidro.

Só nos primeiros seis meses de 1998, um ano eleitoral, o PT fez cinco representações pedindo o impeachment de FHC, ao contrário da atual oposição, que evitou chegar ao impeachment no escândalo do mensalão. No Congresso, o PT passou os oito anos de FHC cobrando CPIs para tudo. Em setembro de 2001, Lula denunciou que o acordo do governo FHC com o FMI incluía cláusulas secretas para privatizar o Banco do Brasil e a Caixa Econômica Federal. Não houve registro de que o governo FHC pretendesse privatizar o BB e a CEF, mas o governo Lula já não vê pecados em privatizar: há alguns dias anunciou a privatização de algumas das principais rodovias brasileiras”.

Carlos Marchi, jornalista

OPINIÃO: Você como eu sabemos, caro Marchi, que uma das características do pelego é o esquecimento rápido; não é “memória curta”, não, qualidade atribuída ao nosso povo. É o desinteresse dos amorais, de quem não tem compromisso com a História. O Brasil assistiu a trajetória do PT e cada um daquela antiga militância que acreditava conquistar liberdade, justiça e independência econômica, tem consciência disso. Hoje o militante está distante, só se vê pelego de picareta na mão fazendo a mesmíssima coisa que a esquerda combateu nos governos anteriores. MIRANDA

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