A desmoralização do Congresso

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“Use-se qualquer lente e não será possível enxergar nada diferente de um amazônico desastre na aprovação da lei que institui a fidelidade partidária por três anos e onze meses, libera a infidelidade durante 30 dias a cada quatro anos, pune com perda de mandato os que trocarem de partido fora desse período e pretende proibir o Tribunal Superior Eleitoral de interpretar leis.

Poderíamos classificar a lei aprovada pela Câmara na quase madrugada de quarta-feira como uma salada de intenções fisiológicas e corporativas não se tratasse de um problema mais sério, examinado no contexto geral da desmoralização do Poder Legislativo no Brasil. A salada, vista sob esta óptica, é de ervas daninhas.

Quanto mais desmoralizado estiver o Congresso, mais desequilibrados estarão os Poderes e mais ampla será a passagem para propostas institucionalmente heterodoxas. Sob o argumento de que o Parlamento só produz malefícios, só legisla em causa própria, pode-se apresentar como solução a instituição de um foro extraordinário como este proposto pelo PT – sob o gentil patrocínio do Palácio do Planalto -, de convocação de uma Assembléia Constituinte exclusiva para “debater e aprovar” a reforma política”.

Dora Krammer, jornalista

OPINIÃO: É uma verdade verdadeira. O Congresso está cada vez mais desacreditado e desmoralizado por culpa da maioria parlamentar que é a base de sustentação dos próprios interesses. Com raríssimas e destacadas exceções, os parlamentares da atual legislatura nem sequer escondem a vergonhosa prática de legislar em causa própria como fizeram agora pegando carona no projeto imoral dos governistas de anistiar os corruptos que se venderam para garantir o apoio a Lula da Silva. Esta foi demais! MIRANDA SÁ

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