Comentário de Míriam Leitão hoje no Panorama Econômico
Briga dos vizinhos
A Colômbia não podia ter entrado com tropas no Equador. É violação do território. Mas o Equador e a Venezuela não podem mais ser áreas de abrigo dos bandidos das Farc. A posição mais correta no caso é a que reconhece os erros dos dois lados. Num momento em que o Brasil poderia se preparar para liderar a integração regional, o papel brasileiro passa a ser o do apaziguador de ânimos.
O que complica o cenário? A beligerante atuação de Hugo Chávez. É natural que, numa guerra interna, como é o caso da Colômbia, os que enfrentam o governo procurem refúgio em território vizinho, mas para depor armas, e não para preparar outros ataques.
A Venezuela está procurando uma guerra há tempos. Armou-se para isso: só em 2006, foram US$ 3,1 bilhões (o dobro de 2005) investidos por Chávez na compra, entre outros, de 24 caças russos, navios de guerra espanhóis e cem mil fuzis AK-103.
Seu alvo principal sempre foi a Colômbia. A posição do presidente venezuelano de negociador com os terroristas nunca teve o elemento necessário a qualquer mediação: neutralidade.
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