DEU NO JB
Ninguém merece a guerra bolivariana
Aconteceu o pior. Equador e Venezuela romperam relações diplomáticas com a Colômbia, ou suspenderam, como preferem os que encarnam o papel de apaziguadores da crise. Em meio à tensão, à mobilização dos organismos internacionais, aos pedidos de desculpas cheio de reticências do governo Álvaro Uribe ao do colega Rafael Correa, o presidente Lula trocou idéias com a parceira argentina Cristina Kirchner e telefonemas com os envolvidos no conflito.
A posição do Brasil é tão delicada que o ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, não quer nem ouvir falar, neste momento, em movimentação de tropas brasileiras na fronteira com Colômbia e Venezuela. Sintomaticamente, o ministro da Defesa, Nelson Jobim, manteve-se ontem distante do Palácio do Planalto.
O que não quer dizer que os estrategistas militares não estejam em campo. Estão. A gravidade do momento, porém, recomenda prudência e discrição.
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