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EDITORIAL DA FOLHA DE S. PAULO

HORA DA DIPLOMACIA

Governo da Colômbia errou ao violar soberania do Equador e precisa comprometer-se a não repetir o abuso

A Colômbia deve uma explicação ao Equador -e à comunidade internacional- por ter violado o território equatoriano numa operação militar que resultou na morte de um dirigente das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia, as Farc. Ninguém contesta a Bogotá o direito de perseguir membros das Farc como terroristas. Já faz tempo que essa organização, nascida como uma guerrilha de inspiração marxista, converteu-se numa súcia de bandoleiros que se financia com o tráfico de drogas e se dedica a seqüestrar cidadãos colombianos e estrangeiros, submetendo-os às piores provações durante anos. O imperativo de enfrentar as Farc, contudo, não confere à Colômbia o direito de invadir um vizinho para capturar ou matar guerrilheiros, mesmo que eles montem os seus acampamentos do outro lado da fronteira. O único procedimento aceitável nesses casos é comunicar as autoridades vizinhas da presença de foragidos e aguardar que elas ajam ou autorizem a entrada das tropas colombianas. Está correto o presidente equatoriano, Rafael Correa, ao exigir de seu colega Álvaro Uribe o firme compromisso de que operações como a do último sábado não se repetirão.

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