A vaia é contagiosa, quando começa não pára.
“O presidente Lula precisa examinar em profundidade, com assessores capacitados, isentos e não ambiciosos, o que representa a vaia do Maracanã. É um precedente perigosíssimo. Aberto o caminho, podem resolver atingi-lo nas mais diversas oportunidades, conseguir o que a oposição não conseguiu. De tudo o que aconteceu com o presidente Lula no primeiro mandato e nos 6 meses do segundo, o mais grave é essa vaia.
Não há dúvida: o episódio Renan influenciou a vaia. E a vaia é contagiosa, quando começa não pára. Pode ser que tendo visto que o presidente é vulnerável queiram repetir o fato.
O presidente não pode se isolar no Planalto-Alvorada, tem que andar na rua, ir aos mais variados lugares.
Mas antes, precisa saber onde está pisando, ou se abriu uma cratera capaz de engolir ao mesmo tempo ele e a multidão.
Hoje, principalmente em Brasília, só se falou no assunto vaia. Curiosidade: a oposição satisfeitíssima. A “base partidária”, displicente, sem defender o governo. “Cobram” muito pela defesa.”
Hélio Fernandes, jornalista
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