Mantega: entre o contraditório e o ridículo
Existem pessoas que não dão o braço a torcer. Aquelas que passam da firmeza de convicções ao radicalismo empedernido de não admitir estar erradas. Não raro chegam ao ridículo. Com todo o respeito, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, percorre a passos céleres a distância entre a razão e a ilusão. Dias atrás, opinando a respeito do caos no tráfego aéreo, atribuiu à prosperidade econômica o horror sofrido pelos passageiros nos aeroportos e a bordo das aeronaves paralisadas.
Pois não é que há uma semana o comandante da política econômica subiu mais alguns degraus na escalada do delírio, mesmo desdizendo-se? Afirmou que graças a uma política de crescimento moderado o Brasil deixou de enfrentar a crise agora verificada na Argentina, de falta de energia. Se tivéssemos crescido mais do que crescemos, abaixo apenas do Haiti, estaríamos enfrentando um apagão energético…
Carlos Chagas, jornalista
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