PERPLEXIDADE
Começar de novo
Na manhã seguinte à derrubada da CPMF no Senado, o governo tratou o assunto como transtorno político, não como problema econômico. O ministro da Fazenda, Guido Mantega, garantiu que as metas fiscais serão mantidas, apesar do rombo de R$ 40 bilhões no Orçamento. “Vamos manter a política de responsabilidade”, afirmou. Para 2008, a meta do superávit primário é de 3,8% do PIB.
A avaliação no governo é de que não há espaço para aumento de impostos. Por isso, a solução será cortar despesas nos três poderes, procurando preservar os programas sociais e o PAC. A área mais atingida deverá ser a de saúde. Mantega levantou a possibilidade de o governo retirar a proposta de Orçamento em discussão no Congresso e apresentar novo projeto até o fim deste mês – proposta recebida com críticas pelos parlamentares.
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