Renúncia
O Palácio do Planalto entrou em campo para evitar que Renan renuncie ao cargo antes da votação da proposta que prorroga a CPMF (Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira) até 2011. A Folha Online apurou que Renan foi procurado por um emissário do presidente Luiz Inácio Lula da Silva nos últimos dias com a missão de convencê-lo a permanecer apenas afastado do cargo, sem a renúncia definitiva.
O governo teme que, com a renúncia, o PMDB deflagre uma disputa interna para a escolha do sucessor de Renan, o que poderia rachar o partido na votação da CPMF.
O Planalto teme que, entre outras dissidências, o senador Garibaldi Alves (PMDB-RN) se volte contra a prorrogação da CPMF se não tiver o apoio do partido na sucessão de Renan.
Como a licença de Renan do comando da Casa Legislativa termina no dia 29 de dezembro, o peemedebista disse a interlocutores que pode adiar a renúncia para o ano para não tumultuar a votação da CPMF.
Fonte: Folha Online
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