Comentários desativados em
Compartilhar

Planalto articula para evitar renúncia de Renan antes da votação da CPMF

O Palácio do Planalto entrou em campo para evitar que o presidente licenciado do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), renuncie em definitivo ao cargo antes da votação da proposta que prorroga a CPMF (Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira) até 2011. A Folha Online apurou que Renan foi procurado por um emissário do presidente Luiz Inácio Lula da Silva nos últimos dias com a missão de convencê-lo a permanecer apenas afastado do cargo, sem a renúncia definitiva.

O governo teme que, com a renúncia, o PMDB deflagre uma disputa interna para a escolha do sucessor de Renan, o que poderia rachar o partido na votação da contribuição. O Planalto teme que, entre outras dissidências, o senador Garibaldi Alves (PMDB-RN) se volte contra a prorrogação da CPMF caso o seu nome não tenha o apoio do partido para concorrer à presidência do Senado.

Como a licença de Renan do comando da Casa Legislativa termina no dia 29 de dezembro, o peemedebista disse a interlocutores que pode inclusive adiar a renúncia para o ano que vem com o objetivo de não tumultuar a votação da CPMF.
Otimista com a vitória no plenário do Senado na votação de amanhã, Renan disse a aliados que a renúncia não será decisiva para absolvê-lo no processo de cassação.

O senador calcula que terá entre 45 e 50 votos em seu favor para não perder o mandato –pelo menos quatro a mais que o mínimo de 41 votos necessários para escapar da cassação.
Aliados do peemedebista afirmam que os seis senadores que se abstiveram na primeira votação contra Renan vão migrar agora para a absolvição do peemedebista.

Fonte: Folha Online

Os comentários estão fechados.