AO DEBATE:
A Inquisição e a camisinha
Em tempos passados, quando a Igreja Católica perpetrou inúmeros crimes em nome do combate à heresia, teóricos da Igreja defendiam com convicção e poderosos argumentos a prática da tortura e de assassinatos – Joana D’Arc, por exemplo, foi queimada viva por ordem dessa mesma Igreja, que reconheceu o erro e a canonizou cinco séculos após a sua morte.
Hoje, com a mesma firmeza com que defendia a fogueira, ataca o uso de camisinha para prevenção de doenças sexualmente transmissíveis. Esperamos que a Igreja não leve tanto tempo para reconhecer como está errada em sua posição contrária ao uso do preservativo na comemoração do Dia Mundial de Combate à Aids.
A posição oficial da Igreja é hipócrita, anticidadã e vai contra os esforços de abnegados médicos, cientistas e pesquisadores que dedicam a vida a combater essa terrível doença. Pregar a castidade como solução é não ter noção da realidade, pois nem os padres conseguem seguir essa norma. E o papa não é Deus. Cabe aos fiéis católicos pressionar sua Igreja para mudar. E mudar logo, sob o risco de torná-la totalmente anacrônica.
Silvio Breithaupt (silviobrei@yahoo.com.br)
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