Informação
Nova ABIN em ação
A nova Agência Brasileira de Inteligência (ABIN) integrará os serviços de informações dos órgãos públicos, formará especialistas no combate ao terrorismo internacional e triplicará o número de seus funcionários em cinco anos, para 5 mil. As mudanças, elaboradas pelo presidente da agência, Paulo Lacerda, e sua equipe, dependem da assinatura de um decreto pelo presidente Lula. As alterações em curso na ABIN não prevêem a possibilidade de seus agentes bisbilhotarem a vida dos cidadãos, exceto com autorização judicial.
Para Lacerda, isso poderia ser justificável em casos de terrorismo, sabotagem e espionagem em áreas estratégicas. “O grande desafio da área de inteligência no Brasil é desmistificar a idéia de espionagem”, diz Lacerda, alçado ao cargo graças à reformulação que promoveu na Polícia Federal. “Todos os países democráticos do mundo têm na inteligência um órgão fundamental para auxiliar suas políticas”. No radar do Departamento de Inteligência Estratégica da ABIN está a avaliação de riscos do sistema de energia, questões de meio-ambiente e bioterrorismo, entre outras.
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