Quem reclamou do IBAMA, vá reclamar da Bolívia
O rato boliviano está rugindo nos fortes declives do altiplano andino. O governo do cocaleiro Evo Morales “não concorda” com a recente concessão de uma licença ambiental para a construção de duas grandes usinas hidrelétricas no rio Madeira e pediu uma reunião urgente com o PT-governo. A chancelaria da Bolívia levantou o problema ontem (12/7), através de correspondência ao ministro Celso Amorim, das Relações Exteriores, propondo um inadiável encontro a fim de analisar o impacto desses projetos brasileiros.
Não faz muito que o presidente boliviano afirmou a soberania do seu país sobre o território – nacionalizando a Petrobras e ameaçando de expulsão os fazendeiros brasileiros que lá residem, são proprietários rurais e produzem riqueza. Agora, não quer respeitar a soberania brasileira sobre se território e potencial hídrico. E a atitude do chanceler de Evo, David Choquehuanca, é relativa à altitude do seu país, vejam e julguem a sua arrogância, sectarismo e xenofobia: “Lamentamos e expressamos nossa insatisfação com o fato de ter havido a expedição da licença ambiental para a licitação dessas duas hidrelétricas” a serem construídas perto da fronteira com a Bolívia”.
A reclamação – pela ótica deles – prende-se à falta de uma análise dos impactos ambientais, sociais e econômicos considerando os afluentes do rio Madeira que correm no território boliviano. O rio Madeira, afluente do Amazonas, distribui parte de suas águas no Norte da Bolívia, usado como via de transporte ligando a cordilheira dos Andes ao Atlântico. Outra queixa refere-se ao não cumprimento de um compromisso assumido pelo presidente Lula com o presidente Evo, de informar constantemente sobre os estudos a respeito dos impactos que as hidroelétricas acarretarão sobre a flora, a fauna, a saúde e a sedimentação do rio. (MS)
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