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NOTICIÁRIO

Governo ameaça abrir mercado aéreo nacional
– O ministro da Defesa, Nelson Jobim, declarou ontem em Salvador que as grandes empresas de aviação são as maiores culpadas pelos problemas no setor. Elas seguem operando no limite de capacidade e driblam restrições impostas pelo governo. Jobim disse que as companhias “esgarçaram a malha aérea” e avisou: estuda abrir o mercado nacional para ampliar a concorrência, o que poderá até incluir o acesso às estrangeiras. (Jornal do Brasil)

Jobim põe em dúvida fiscalização aérea
– O ministro Nelson Jobim, reconheceu que a fiscalização dos aviões particulares e táxis aéreos no país não é eficaz. No domingo, um jatinho Learjet caiu sobre uma casa após decolar do Campo de Marte, matando oito pessoas. “A fiscalização existe. A eficácia dessa fiscalização é que é o problema”, afirmou. Segundo Jobim, a responsabilidade pela manutenção é das empresas aéreas. (Folha de São Paulo)

Lula negocia com Bolívia a volta de investimentos em gás
– O presidente Luiz Inácio Lula da Silva terá em 12 de dezembro um encontro com o presidente da Bolívia, Evo Morales, para discutir principalmente o fornecimento de gás ao mercado brasileiro. Os dois conversaram ontem por telefone. Uma reunião preparatória ocorrerá hoje, em La Paz, entre o presidente da Petrobras, José Sérgio Gabrielli, e representantes da área boliviana de energia. A reaproximação foi iniciada pela Bolívia, cujo ministro dos Hidrocarbonetos, Carlos Villegas, esteve no Brasil há duas semanas. Um ano e meio após a estatização dos bens da companhia brasileira naquele país, La Paz livrar-se do excesso de influência do presidente da Venezuela, Hugo Chávez. Para isso, está usando o momento crítico vivido pelo Brasil no abastecimento de gás. Na do Itamaraty, o governo Morales deu sinais de que não haverá novos episódios de estatização. Como está no limite da capacidade de produção e não tem perspectivas de investimento para aumentá-la, a Bolívia interessa-se pela volta da Petrobras. (O Estado de São Paulo)

Fiscalização aérea perde verbas apesar da crise
– O governo reduziu à metade a verba destinada à fiscalização da aviação civil, apesar da crise no setor aéreo que se arrasta há mais de um ano, com caos em aeroportos e tragédias com centenas de mortes. A verba para inspeção de aviões que fazem as rotas comerciais caiu de R$ 17,2 milhões em 2006 para R$ 9,3 milhões este ano. A crise é mais grave na aviação geral, que engloba jatos executivos, empresas de táxi aéreo e helicópteros. A Anac só tem 210 fiscais para 11,3 mil aeronaves, e prioriza a aviação comercial. Ontem, foram enterradas as vítimas do acidente com o Learjet em SP. O comandante da Aeronáutica, brigadeiro Juniti Saito, informou que o governo reabrirá o processo de compra de caças em 2008. (O Globo)

Oferta de ação dispara 300% no País em 2007
-A captação de recursos por empresas brasileiras em ofertas públicas iniciais de ações (IPO, na sigla em inglês) nos dez primeiros meses de 2007 totalizou US$ 25,4 bilhões, disparando 300% em relação ao mesmo período do ano passado, segundo dados da consultoria Thomson Financial. Na mesma base de comparação, as operações do setor no mundo inteiro tiveram expansão de 17%, para US$ 237,5 bilhões. Com isso, a fatia brasileira do mercado global do setor triplicou em doze meses para 10,7% do total. O mês passado foi especialmente intenso no mercado doméstico, quando as emissões totalizaram US$ 7,9 bilhões, quase um quinto de tudo o que foi emitido por esse canal no mundo inteiro. (Gazeta Mercantil)

Sem gás, Brasil terá de socorrer Bolívia
– O presidente Lula está numa sinuca: ou ajuda o governo de Evo Morales a honrar compromissos externos, ou corre o risco de ver agravar-se a falta de gás natural no Brasil. Isso porque os planos de Morales de aumentar a produção do combustível, depois de haver ocupado e assumido o controle de refinarias da Petrobrás na Bolívia, deu errado. Em vez de subir, a produção diária caiu de 40 milhões para 37 milhões de metros cúbicos. Morales planejava chegar a 2008 produzindo 51 milhões de m³/dia. Foi com base nessa meta que renovou com a Argentina contrato ampliando o fornecimento de 7,7 milhões para 27 milhões de m³/dia. Mas só consegue enviar 5 milhões. Também não está dando conta de entregar os 32,2 milhões de m³/dia acertados com o Brasil. Para piorar, está metido numa crise política. Sem opção imediata de novos fornecedores de gás, só resta a Lula determinar que a Petrobras socorro Morales. Mais para o bem do Brasil do que para a sorte do presidente boliviano. (Correio Braziliense)

Ex-sócios do Pactual elevam apostas no setor de energia
– Capitalizados pela venda de seu banco ao UBS no ano passado, os ex-sócios do Pactual deram ontem mais um passo para aumentar sua aposta no estratégico setor elétrico: assumiram o controle integral da Equatorial Energia, depois de comprar por R$ 203,8 milhões a fatia que pertencia à GP Investimentos, que compartilhava o controle da empresa. (Valor Econômico)

Acidentes matam mais 47 nas estradas em MG
– A tragédia marcou mais um feriado prolongado nas estradas federais e estaduais de Minas, com 47 mortos em acidentes, número bem maior do que os 33 registrados no recesso de 12 de outubro, que também foi de três dias. A média diária, de 15,6 mortes, foi maior do que a do carnaval (14,5), quando morreram 57 pessoas em quatro dias, mas menor do que a de 17, nos três dias de feriado de 7 de setembro. Dois dos piores desastres ocorreram na madrugada de ontem. (Estado de Minas)

EMTU endurece com torcedores
– Com mais de 53 depredações após os últimos jogos do Santa e do Sport, já são 835 coletivos atacados por torcedores, em quatro meses. Parceria da EMTU com a PM quer fechar o cerco aos vândalos. (Jornal do Commercio)

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