Grandes clientes da Cisco são investigados
Receita e PF convocarão compradores para avaliar se são “cúmplices” ou “beneficiários” da suposta fraude em importações
Entre as empresas a serem ouvidas, estão IBM e Promon, que negam qualquer envolvimento, e CPM Braxis, que não quis se pronunciar.
A Receita Federal e a Polícia Federal vão chamar os principais clientes da Cisco no Brasil para saber se estavam cientes de que a empresa importava produtos de forma irregular, como revelou suposto esquema identificado na Operação Persona para combater sonegação fiscal no setor de TI (tecnologia da informação). IBM, Promon e CPM Braxis são alguns dos clientes que devem ser ouvidos, segundo a Folha apurou.
Com base em documentos apreendidos a partir de 93 mandados de busca e apreensão nos Estados de São Paulo, Rio de Janeiro e Bahia, auditores fiscais envolvidos na investigação querem saber se os grandes clientes da Cisco são “cúmplices” ou “simplesmente beneficiários” dessa suposta fraude, que teria resultado numa economia de impostos de R$ 1,5 bilhão em cinco anos.
A lista de grandes clientes da Cisco já está em poder de auditores fiscais. A Receita quer verificar se esses clientes podem ser apontados como responsáveis solidários. Se eles também são devedores do fisco, assim como seriam a Cisco e a sua distribuidora no país, a Mude.
“Todas as empresas que se utilizaram de importação no esquema evidenciado na Operação Persona terão seus processos de importação revistos pela Receita e serão autuadas, se ficar constatada a omissão no pagamento de tributos”, informou a Receita à Folha.
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