Hoje, CPMF cairia na CCJ do Senado por um voto

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Se a emenda da CPMF fosse levada a voto na CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) do Senado hoje, a renovação do tributo seria rejeitada. Há na comissão 23 senadores. Levantamento feito pelo blog indica um empate: há onze votos governistas e onze da oposição.

Mantido esse quadro, caberá ao presidente da CCJ dar o voto de Minerva. Para desassossego do governo, a comissão é comandada por Marco Maciel (DEM-PE). O voto dele é contra a prorrogação do imposto do cheque até 2011, como deseja Lula. Vão abaixo os votos de cada senador, revelados entre quatro paredes, nesta fase que antecede a negociação anunciada pelo Planalto:

A favor da CPMF: 1) Serys Slhessarenko (PT-MT); 2) Sibá Machado (PT-AC); 3) Eduardo Suplicy (PT-SP); 4) Aloizio Mercadante (PT-SP); 5) Epitácio Cafeteira (PTB-MA); 6) Antônio Carlos Valadares (PSB-SE); 7) Romero Jucá (PMDB-RR); 8) Almeida Lima (PMDB-SE); 9) Valter Pereira (PMDB-MS); 10) Gilvam Borges (PMDB-AP); e 11) Jefferson Peres (PDT-AM).

Contra a CPMF: 1) Jarbas Vasconcelos (PMDB-PE); 2) Pedro Simon (PMDB-RS); 3) Adelmir Santana (DEM-DF); 4) Marco Maciel (DEM-PE); 5) Demóstenes Torres (DEM-GO); 6) Kátia Abreu (DEM-TO); 7) Antonio Carlos Júnior (DEM-BA); 8) Arthur Virgílio (PSDB-AM); 9) Eduardo Azeredo (PSDB-MG); 10) Lúcia Vânia (PSDB-GO); 11) Tasso Jereissati (PSDB-CE); e 12) Mozarildo Cavalcanti (PTB-RR).

A reversão do placar adverso na comissão de Justiça é vital para que o governo consiga aprovar a CPMF ainda em 2007. O consórcio partidário que dá suporte a Lula precisa rejeitar o parecer da relatora Kátia Abreu (DEM-TO), para tomar a emenda do imposto do cheque das mãos dela. Do contrário, o governo ficará sujeito a uma manobra já esboçada pela oposição.

Se o relatório de Kátia Abreu prevalecer na CCJ, a senadora sobreviverá no posto de relatora na fase seguinte: a votação da emenda, em dois turnos, no plenário do Senado. Ali, a oposição planeja apresentar uma emenda apoiada pelas assinaturas de 27 senadores. O que obrigará o presidente interino do Senado a devolver a CPMF à CCJ, para uma reanálise que, pelo regimento, pode demorar até 30 dias. Prazo que Kátia Abreu não tem a menor intenção de encurtar e que fatalmente jogaria para 2008 a deliberação final do Senado sobre a CPMF.

Fonte: Blog do Josias

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