Fraudes em licitações chegam à Petrobrás

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A Polícia Federal deflagrou ontem, no Rio e Distrito Federal, a Operação Águas Profundas. O objetivo é desarticular uma quadrilha acusada de fraudar licitações para a construção de plataformas da Petrobrás. Pelo que vazou, há vários funcionários da estatal suspeitos de serem subornados para favorecer determinada empresa, que serão afastados dos cargos que ocupam até a conclusão das investigações.
Estão sendo cumpridos 89 mandados de busca e apreensão e pelo menos 18 mandados de prisão, tanto no Rio como em Brasília. Segundo a reportagem da TV Globo, dois diretores de uma empresa que teria sido beneficiada, chamada AngraPorto Offshore, já estão presos em Brasília. A Operação Águas Profundas é realizada em conjunto pelo Ministério Público Federal, a Polícia Federal e uma auditoria da Petrobrás. Teve início há dois anos e envolveu inicialmente 26 pessoas acusadas de corrupção ativa, corrupção passiva, formação de quadrilha, fraude em licitação, falsidade documental e estelionato, podendo ainda responder por crime de sonegação fiscal.
Segundo o MP, os réus ocultavam parte dos recursos ganhos com os contratos por meio de empresas fantasmas através de um esquema para circulação clandestina desses recursos, com emissão de notas fiscais falsas e sonegação de tributos federais. Outros atos ilícitos foram coordenados por Ruy Castanheira e Ricardo Secco, dois dos 26 denunciados. Eles desviavam recursos repassados pelo governo do Estado por meio de convênios sem licitação para ONG´s organizadas por sócios das empresas Enfrin, Virtual Line, Confisul e Pro Servic, beneficiadas com a transferência de recursos.

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