UNE defende Lula, mas combate sua política econômica
A nova presidente da UNE, Lúcia Stumpf, surge na grande imprensa trazendo com as tatuagens no braço, o piercing no nariz e as sandálias de rabicho, a contradição de ser defensora de Lula da Silva e defender a radicalização das lutas “pela transformação do Brasil e pela mudança da política econômica”.
Lúcia é a quarta mulher a assumir o comando da entidade máxima do movimento estudantil e cursa o sétimo semestre de jornalismo da Fiam, faculdade particular em São Paulo; é militante da União da Juventude Socialista – frente juvenil do PC do B – e foi candidata única à presidência da entidade.
A dirigente da UNE enaltece a política social das esmolas praticadas por Lula da Silva, cópia aperfeiçoada do governo neoliberal de FhC; obedece à estratégia do seu partido, que usufrui as verbas e o aparelhamento do Estado do PT-governo, enquanto para uso externo levanta as palavras-de-ordem que se chocam com a versão lulista-petista do neoliberalismo brasileiro apoiado nos banqueiros e nos usineiros para gozar vantagens e privilégios do poder. Também silencia quando o grande aliado prejudica os trabalhadores, na reforma da Presidência e investindo contra o direito de greve. (MS)
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