Resenha da Imprensa

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§- Empresas que não conseguem cumprir as cotas mínimas previstas em lei para contratação de trabalhadores portadores de deficiência (de 2% a 5% dos funcionários) enfrentam postura severa do Judiciário quando recorrem das multas aplicadas pelas delegacias regionais do trabalho (DRTs). A Justiça tem sido rígida ao manter as sanções e a obrigatoriedade da lei, mesmo diante dos argumentos de alguns setores que alegam dificuldades para preencher as vagas.

§- Desde outubro de 2006, após o acidente com o avião da Gol, a Aeronáutica não controla mais o tráfego dos 9.800 aviões de pequeno porte, alegando falta de controladores. A medida preocupa pilotos e empresas, que criticam o aumento da insegurança. O presidente da Federação Internacional de Controladores de Tráfego Aéreo, Marc Baumgartner, disse que “é questão de tempo para que novo desastre de avião aconteça no Brasil”. Para o ministro Jobim, é pressão corporativa.

§- Ainda que se recuse a falar em corrida presidencial, a ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, 59, não hesita em combater expressão “choque de gestão”, propalada nas campanhas do PSDB. Em sabatina da Folha, disse que é um “conceito propagandístico”. Durante pouco mais de duas horas de entrevista, Dilma reagiu às críticas dos peemedebistas de que estaria resistindo às indicações do partido. “Queria deixar claro que sou assessora do presidente Lula. Não tenho iniciativas pessoais.”

§- José Sarney: Partidos deveriam decidir fidelidade; há conflito à vista – (…) Agora vemos o problema da fidelidade partidária, que devia ser resolvido pelos partidos, não pela Justiça. Não há um só estatuto de partido que considere a perda de mandato pela troca de legenda. A verdade é que não há fidelidade partidária porque não há partido, e ninguém pode ser fiel ao que não existe. A decisão do STF, contudo, tem uma vantagem e uma mensagem muito clara. “Façam a reforma política; se não fizerem, nós a faremos”. Não há dúvida de que é uma boa coisa, mas um conflito à vista.

§- O presidente Luiz Inácio Lula da Silva apelou para seu peso como cabo eleitoral para tentar estimular a união, dentro da base governista, em torno de uma candidatura única para sua sucessão. Em jantar com líderes aliados da Câmara na noite de terça-feira, admitiu licenciar-se do cargo em 2010 para subir no palanque de um eventual candidato à Presidência da República que represente o consenso entre os 12 partidos da coligação.

§- Adenauher Figueira Nunes, ex-diretor financeiro da Infraero, foi demitido por justa causa. Ele não conseguiu provar a origem de R$ 250 mil, em dinheiro vivo, usados na compra de um apartamento em Brasília. A operação foi considerada suspeita pelo Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) e motivou investigação da Controladoria-Geral da União (CGU), que apontou indícios de enriquecimento ilícito. Funcionários de carreira, Adenauher ganhava R$ 13 mil por mês.

§- O juiz federal Toru Yamamoto, de São Paulo, condenou o ex-banqueiro e ex-ministro Ângelo Calmon de Sá a 13 anos e quatro meses de prisão por gestão fraudulenta do extinto Banco Econômico S/A. Também receberam sentença de prisão o ex-vice-presidente do banco José Roberto David de Azevedo (seis anos de detenção), o ex-diretor Ildebrando Crisóstomo da Silva Filho (quatro anos e oito meses) e o ex-gerente-geral Fernando Prestes (quatro anos e quatro meses). A decisão de Yamamoto, juiz da 3ª Vara Criminal de São Paulo, é de primeira instância, e os respectivos advogados já informaram que irão recorrer da sentença

§- Ensinar no Brasil é uma missão inglória nas regiões que mais dependem do Bolsa Família. Baixo salário falta de uma política de qualificação e carência absoluta de material de apoio são problemas comuns aos professores. Senado convoca ministro Patrus Ananias para explicar sobre maus resultados do programa federal.

§- Fatos como a morte do vice-prefeito de Bom Jesus, Leonardo Silveira (PDT), que levou um tiro durante um assalto a banco, levaram alguns municípios gaúchos a restringir a circulação de carros-fortes. Em São Francisco de Paula, o transporte de valores acontece das 20h00 às sete horas. A decisão divide opiniões. Para o prefeito da cidade, a medida traz segurança. A FEBRABAN acredita que, sem o carro-forte, o dinheiro fica nas agências e expõe os clientes ao risco de assalto.

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