Vamos rir?
Franciscanos e cardeais
Pronunciadas em sessão do Senado, essas palavras evocam o santo dos pobres e a Igreja de Pedro. Mas baderna é a que define o ambiente onde elas ecoaram. Do eloqüente senador cabeludo já se ouve dizer que trocará a antiestética cabeleira por uma conveniente barba. Crê ele, do fundo do coração, que, depois do “apelo” intimidante, o mestre, ainda degustando o fel da última derrota, derramará o seu poderoso e imperial olhar sobre os franciscanos, dividindo-o com os cardeais. E faça-se a luz! E abra-se o cofre!
“Pois é dando que se recebe, é perdoando que se é perdoado, é morrendo que se vive para a vida eterna…” Acredita o senador mineiro que merecem receber, pois deram ao conseguir o perdão para o pecador perseguido pela imprensa farsante e pelo povo estúpido, insensato, leviano, simulacro de gente, como discursou um dos apóstolos. Quanto a viver a vida eterna, o mestre terá de aguardar… Afinal, para os santos nada é impossível.
Regina Subacius Bozon (reginasbozon@uol.com.br)
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