PELOS JORNAIS_4.out.07
Lula admite licença
– Em jantar com aliados, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva revelou que seu empenho para eleger o sucessor será maior do que se possa imaginar. Lula admitiu a possibilidade de licenciar-se do cargo em 2010 para subir no palanque de um candidato que seja capaz de unir os 12 partidos da coalizão governista. “Se o governo estiver bem, se a base se unir em torno de um único nome e achar que eu sou um bom eleitor, admito me licenciar”, avisou. (Jornal do Brasil)
Câmara prepara reação a decisão do STF
– A cúpula da Câmara cogita levar a plenário a decisão dos ministros do Supremo Tribunal Federal sobre fidelidade partidária, cujo julgamento se iniciou ontem. Se o STF decidir que os mandatos pertencem aos partidos e não aos parlamentares, tese aceita pelo Tribunal Superior Eleitoral, 45 deputados podem perder o mandato por trocar de sigla após o pleito de 2006. (Folha de São Paulo)
Relator vai denunciar 25 por corrupção na Infraero
– O senador Demóstenes Torres (DEM-GO), relator da CPI do Apagão Aéreo, vai pedir o indiciamento de pelo menos 25 pessoas por irregularidades praticadas pela área de mídia da Empresa Brasileiro de Infrra-Estrutura Aeroportuária (Infraero). A lista é encabeçada pelo ex-presidente da companhia Carlos Wilson, atual deputado pelo PT de Pernambuco. Entre os indiciados, informa Ana Paulo Scinocca, figuram ex-diretores da Infraero e empresários que fizeram negócios com a companhia. O relatório de Demóstenes terá mais de mil páginas e será apresentado à CPI no próximo dia 15. O texto vai abordar ainda as suspeitas de desvios em obras realizadas em aeroportos, além das responsabilidades da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) na crise aérea. A CPI reuniu indícios de favorecimento de determinados grupos empresariais nas licitações promovidas pela Infraero durante a gestão de Carlos Wilson. (O Estado de São Paulo)
Polícia desmonta arsenal de traficantes da Zona Sul
– Após quatro horas de operação e intenso tiroteio com traficantes, a Polícia Civil conseguiu ontem no Morro Dona Marta, em Botafogo, os maiores resultados na apreensão de armas e drogas em favelas, desde o início do ano. Foram recolhidos sete fuzis, cinco espingardas calibre 12, três metralhadoras antiaéreas (duas ponto 30 e uma ponto 50), oito pistolas, um revólver, um rifle de caça calibre 38, dois mil projéteis, um lançador de flechas e duas bombas artesanais. Uma tonelada de maconha, avaliada em R$ 700 mil, e 200 litros de cheirinho-da-loló também foram achados. Dois traficantes foram presos e um suspeito morto. O secretário de Segurança José Beltrame, afirmou que “quem atirar nos policiais também vai levar bala”. (O Globo)
Bancos financiam novos gestores de fortunas
– A disputa acirrada pelos milionários brasileiros está levando bancos e gestores de investimentos a garimpar os melhores produtos do mercado para atender à demanda cada vez mais exigente desses clientes. Alguns chegam a financiar o desenvolvimento de pequenas empresas de investimento em troca de exclusividade na distribuição dos produtos. É o caso do Itaú, que apóia a criação de uma empresa de administração de carteiras por ex-diretores do BankBoston, incorporado pelo banco. Batizada de Kinea Investimentos, a companhia já está registrada na Comissão de Valores Mobiliários (CVM). Quem responde pela operação é o ex-diretor do Boston, Marcio Verri Bigoni. Negócios como este estão cada vez mais comuns no private banking, área de gestão de fortunas que movimenta cerca de R$ 450 bilhões no Brasil. (Gazeta Mercantil)
Guaribas: depois do circo, o abandono
– Escolhida para ser a cidade-símbolo do Fome Zero, o mais badalado programa social do primeiro governo Lula, Guaribas viveu o apogeu em 2003. Passados quase cinco anos, voltou ao ostracismo. Até hoje, o município piauiense de 4.334 habitantes, a 650 km da capital Teresina, espera a festejada visita do presidente da República, mas ela nunca ocorreu. “Lula nos acuda. O povo está morrendo à míngua”, apela o morador Orlando Rocha. Na cidade, onde 77,3% da população recebe bolsa-família, a evasão escolar aumentou, a saúde é precária, não há saneamento básico e a economia está estagnada. Em 2006, a agricultura rendeu R$ 459 mil ao município, menos da metade do valor arrecadado em Manari (PE), cidade com o pior índice de desenvolvimento humano do país. (Correio Braziliense)
Novatas da bolsa enfrentam mais exigências no pós-crise
– Apesar da queda forte de ontem (3,09%), a Bolsa de São Paulo já saiu da ressaca da crise dos mercados mundiais e mostrou vigor com a quebra sucessiva de recordes. Mas a história é bem diferente para empresas que pretendem estrear no pregão brasileiro nos próximos meses. “O mercado está aberto, mas o investidor está extremamente seletivo”, afirma José Olympio Pereira, diretor do banco de investimentos do Credit Suisse no Brasil. (Valor Econômico)
Senado cria CPI das ONGs
– Foi instalada ontem, no Senado, a CPI das Organizações Não-Governamentais (ONGs), para investigar fraudes nos contratos de repasse de verbas públicas a essas entidades. Na primeira reunião, em clima tenso, apenas foi escolhido presidente o senador Raimundo Colombo (DEM-SC). A decisão da líder do PT, Ideli Salvatti (SC), de vetar o nome de Valter Pereira (PMDB-MS) para a relatoria, indicando Inácio Arruda (PCdoB-CE), irritou os peemedebistas. Para acalmar os ânimos, a escolha do relator e do 1º vice-presidente foi adiada para a semana que vem. A CPI deve investigar os repasses dos governos federal e estaduais às ONGs desde 1999. Entre os alvos, estão 23 entidades que receberam recursos do Programa Brasil Alfabetizado. O Estado de Minas verificou diversas turmas cadastradas e descobriu endereços falsos ou inexistentes e alunos fantasmas, entre outras irregularidades. As reportagens levaram o Ministério da Educação a cortar o repasse de verbas a essas entidades e a fazer um pente-fino na execução do programa. (Estado de Minas)
Rede privada amplia vagas para o SUS
– Convênio de R$ 1,588 milhão, entre o Estado e hospitais, aumenta para 77 o número de leitos nas UTIs particulares. Outras 110 vagas serão abertas, em um mês, para tratamento intensivo, cuidados intermediários, reabilitação e pacientes neurológicos. (Jornal do Commercio-PE)
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