PELOS JORNAIS_9.jun.07

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Onde há escândalo, há uma Ong

“Não é à toa que em todo escândalo recente envolvendo repasse de verba da União e de outros órgãos públicos se encontre uma ONG ou Oscip. Houve desvio de R$ 50 milhões no Banco de Brasília, descoberto pela Operação Aquarela, que resultou na renúncia do senador Joaquim Roriz (PMDB-DF) na semana que passou. Tem ONG por lá: são três, todas ligadas a um dos principais suspeitos, Juarez Lopes Cançado. Uma é a Caminhar, que fornecia os cartões corporativos para saques na boca do caixa por conta de pagamento de pesquisas fraudadas, feitas em casa mesmo. Havia, ainda, o Projeto Conviver e o Instituto Êxito”.
Heráclito Fortes, senador

Sobre as pesquisas de opinião pública

“Se existe um partido que não pode reclamar muito menos estranhar, a boa sorte do presidente Luiz Inácio da Silva – confirmada nas duas pesquisas de opinião divulgadas na semana passada, registrando popularidade intocada -, este partido é justamente aquele com veleidades a capitalizar o apoio dos outros 50% que não se encantam com o desempenho pessoal do presidente nem consideram seu governo ótimo e bom”.
Editoria do Estadão

Esclarecendo o atual momento político

Três notícias publicadas pelos jornais, juntas, são esclarecedoras do atual momento político brasileiro: 1) Ex-ministro do STF defende suplente do ex-senador Joaquim Roriz, Gim Argello, investigado por irregularidades descobertas pela Polícia Civil do Distrito Federal na Operação Aquarela, o qual pode e está disposto a assumir o mandato no Senado. 2) (In)justiça: todos os políticos se salvam no Supremo. 3) Fim do foro privilegiado é a saída proposta contra a impunidade.
José Carlos Alves (jc_alves@uol.com.br

Ministério da Defesa faz papel decorativo

“Relatório parcial da CPI do Apagão Aéreo do Senado, aprovado sexta-feira última, apontou o Ministério da Defesa, a deficiência técnica de equipamentos, a falta de recursos, a subestimação do crescimento do tráfego aéreo e a autorização de linhas aéreas acima da capacidade da infra-estrutura aeronáutica do país como algumas das causas da crise nos aeroportos que se arrasta há nove meses. O texto, aprovado com os votos de senadores governistas, afirma que o ministério cumpre “um papel meramente decorativo”, com “atuação insignificante” e cometeu “falhas” que foram responsáveis pelos transtornos nos aeroportos”.
Ana Paula Ribeiro, jornalista

Aparelhamento põe Caixa e BB em risco

“No primeiro mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, os bancos oficiais sofreram invasão política. O Banco do Brasil e a Caixa Econômica Federal conviveram com petistas em posições importantes. Jorge Mattoso, economista com longa carreira no PT, presidiu a Caixa. O PT indicou integrantes do partido para a cúpula do BB. Se as nomeações políticas mantiverem a tradição de resultar em escândalos, os patrimônios do BB e da Caixa poderão sofrer dano. Prejuízo certo para os cofres públicos e os investidores privados que apostaram na profissionalização contínua dessas instituições. Lula deveria ter blindado de vez os bancos oficiais. A politização de determinadas áreas do setor público é um erro que costuma cobrar um preço alto. Não vale a pena correr o risco”.
Kennedy Alencar, jornalista

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