Com Rondeau, Lula reforça aliança com Renan
Está se fechando firo da corrupção. Em comentários reservados, os ministros Tarso Genro, da Justiça, e Walfrido dos Mares Guia, das Relações Institucionais, relatam a intenção de Lula da Silva em levar Silas Rondeau de volta ao PT-governo, preenchendo a vacância deixada por ele ao demitir-se ao ser acusado de beneficiar-se de uma propina de R$ 100 mil conforme suspeitas levantadas nas investigações da Operação Navalha, da Polícia Federal. Uma agente corruptora filmada subindo o elevador privativo do Ministério de Minas e Energia com um envelope na mão; foi ao gabinete de Rondeau e desceu sem o envelope que levava. A Operação Navalha, que denunciou o fato, desmantelou uma quadrilha que operava na liberação de verbas do Orçamento e licitações fajutas de obras, seu chefe Zuleido Veras, denunciado por pagar propinas à personalidade públicas, é o dono da empresa Gautama, frente legal da máfia.
Segundo o jornalista Cláudio Humberto, o retorno de Rondeau patrocinado por Lula, teria a finalidade de hostilizar a Polícia Federal e vingar-se das investigações que alcançaram o irmão Vavá, acusado de lobista. Pode ser apenas especulação, não se pode afirmar; mas o ato presidencial é certo que beneficiará Renan Calheiros, porque o ex e futuro (?) ministro faz parte da cota de indicações de Sarney e Renan.
A oposição parlamentar e muitos participantes da base de sustentação do governo criticam antecipadamente a possibilidade do convite a Rondeau antes do término da análise documental das denúncias, gravações, exame de documentos e cruzamento dos depoimentos dos 48 detidos e comprometidos com o esquema fraudulento. Foram presos vários políticos de vários partidos, como o deputado distrital Pedro Passos (PMDB); o ex-governador do Maranhão José Reinaldo Tavares (PSB); João Alves Neto, filho do ex-governador João Alves Filho (DEM); dois sobrinhos do governador maranhense Jackson Lago (PDT), Alexandre de Maia Lago e Francisco de Paula Lima Júnior; além dos prefeitos de Sinop, Nilson Aparecido Leitão (PSDB), e de Camaçari, Luiz Carlos Caetano (PT).
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