PELOS JORNAIS (12.ag.07)

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CPMF paga servidores e tira o ar de hospitais

– O governo briga para manter o controle sobre os recursos obtidos com a CPMF desde 1996, quando a contribuição provisória foi adotada para ajudar a área da saúde. Mas ao longo dos anos criou-se uma distorção: a receita que deveria ser aplicada na modernização, reforma ou construção de unidades hospitalares do Estado vem sendo destinada ao pagamento de serviços terceirizados. Só este ano, de R$ 9,8 bilhões efetivamente gastos pelo governo só R$ 211 mil foram empregados em melhorias no sistema. Na outra ponta, cerca de R$ 122 milhões foram usados em contratos de serviços médico-hospitalares privados. (Jornal do Brasil)

Alckmin lidera disputa pela prefeitura

– O ex-governador Geraldo Alckmin (PSDB) se elegeria prefeito de São Paulo se o pleito fosse realizado hoje, revela pesquisa Datafolha. A mais de um ano da eleição, Alckmin lidera os cinco cenários em que é apresentado como candidato. No cenário em que enfrenta o prefeito Gilberto Kassab (DEM) e a ministra do Turismo, Marta Suplicy (PT), Alckmin tem 30% das intenções de voto, contra 24% da petista. Sem Kassab na disputa, Alckmin alcança 37%, ante 23% de Marta. O desempenho do prefeito melhora quando Alckmin é excluído da disputa. “Juntos, eles dividem o eleitorado. Com um só candidato, um herda o eleitor do outro”, diz o diretor-geral do Datafolha, Mauro Paulino. (Folha de São Paulo)

Diretora da Anac pressionou contra ordem do governo

– A diretora da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) Denise Abreu incentivou as companhias aéreas a reagir à decisão do governo de reduzir o movimento no Aeroporto de Congonhas. Em reunião no dia 26 que durou cerca de cinco horas, no Rio de Janeiro, ela discutiu abertamente com os representantes das empresas uma forma de driblar a proibição das conexões em Congonhas. O repórter Leonêncio Nossa apurou com três dos participantes do encontro, em conversas separadas, que Denise observou, mais de uma vez, que as empresas podiam recorrer à Justiça contra a decisão do governo. “Vocês podem reagir a isso, porque vocês têm poder econômico”, disse ela. “A Anac não pode fazer nada, a Anac só fiscaliza, mas vocês não podem.” (Estado de São Paulo)

PAC: apenas 25% do previsto foram contratados até agora

– Com quase sete meses após o seu lançamento, o governo só contratou um quarto (R$ 4 bilhões) dos R$ 15,8 bilhões anunciados para investimentos no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) com recursos da União este ano. Nas áreas de saneamento e habitação, há o risco de não se ter uma obra iniciada até dezembro. (…) *** O senador petista Aloízio Mercadante, ex-líder do governo Lula, faz coro com a oposição nas advertências sobre o risco de novos apagões, se o país não investir em infra-estrutura. “Se tivermos um novo apagão, o custo será muito maior que o de 2001”, diz. (O Globo)

Municípios não investem recursos do petróleo

– Aonde foram parar os R$ 68,8 bilhões pagos em royalties e participações especiais a municípios, estados e União pela indústria do petróleo durante os dez anos de abertura que o setor completa hoje? Das 18 cidades que mais se beneficiam atualmente desses recursos – e que concentram metade dos valores repassados a todos os municípios na última década -, 13 relatam investimentos menores que o arrecadado com “petroreais”, segundo levantamento deste jornal com base em dados da Agência Nacional de Petróleo (ANP) e em indicadores do Info Royalties, site na internet desenvolvido pelo Mestrado de Gestão de Cidades da Universidade Cândido Mendes em parceria coma Escola Técnica Federal (Cefet). (Gazeta Mercantil)

Começa esta semana venda direta em condomínios

– Governo publicará no Diário Oficial do DF, nos próximos dias, notificação coletiva de 443 terrenos em quatro loteamentos do setor habitacional Jardim Botânico. Morador terá 30 dias para informar se comprará o lote. Preços serão definidos com base no IPTU. (Correio Braziliense)

Maior varejista da AL traz ao país lojas para a baixa renda

– Depois de algumas tentativas mal-sucedidas de comprar empresas brasileiras, a Elekctra, maior varejista de moeis e eletrodomésticos da América Latina, vai entrar no Brasil por meio da abertura de lojas próprias. A empresas mexicana, que opera mais de mil lojas e faturou Us$ 3,2 bilhões no ano passado, escolheu o Norte e Nordeste para iniciar suas atividades brasileiras. (Valor Econômico)

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