PELOS JORNAIS, 9.ag.07
Aumenta a pressão popular contra as empresas aéreas
– A paciência dos passageiros se esgotou. Nem o pacote anunciado pelo ministro Nelson Jobim contra a crise aérea se revela suficiente para conter a mobilização popular em busca de mais segurança e melhores serviços nos vôos. A Associação Brasileira dos Parentes de Vítimas de Acidentes Aéreos aumenta a pressão sobre as empresas do setor. Em três frentes: ações individuais contra Denise de Abreu, diretora da Agência Nacional de Aviação Civil, por danos morais; elevação no valor do seguro a ser pago por dano ou morte; boicote geral aos vôos previstos para o dia 18, em todo o país. (Jornal do Brasil)
Planalto libera verba para votar CPMF
– O governo federal decidiu acelerar a liberação de verbas para os deputados e senadores às vésperas de votar a prorrogação da CPMF, o chamado ‘imposto do cheque’, por mais quatro anos. Nos primeiros seis dias de agosto, o governo se comprometeu a pagar R$ 67,3 milhões relativos a emendas individuais dos congressistas ao Orçamento de 2007. (Folha de São Paulo)
Jobim quer avião menos lotado e multas maiores
– Em depoimento aos senadores da CPI do Apagão Aéreo, o ministro da Defesa, Nelson Jobim, partiu para o confronto com as empresas aéreas. Ele defendeu a aplicação de multas mais pesadas às companhias em caso de atraso e condenou a prática de reduzir o espaço entre as poltronas dos aviões para transportar cada vez mais passageiros. Com 1,90 metros e 110 quilos, Jobim assumiu o incômodo pessoal com o desconforto da classe econômica das aeronaves e disse ter determinado à Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) que reveja o “espaço vital” entre as poltronas. Em duas décadas, a distância diminuiu de 83,8 centímetros em média para até 77,5 centímetros. As empresas classificaram a atitude do ministro de “intervencionista” e previram aumento no preço das passagens. Desde que apresente justificativas técnicas, a Anac tem prerrogativa para mudar a configuração interna dos aviões. (O Estado de São Paulo)
Negócio beneficiou empresa uruguaia e operador da bolsa
– A Comissão de Valores Mobiliários (CVM) e o Ministério Público Federal estão investigando uma empresa uruguaia, a Vally S.A., sócia minoritária da Amazônia Celular, do grupo Bardella e da Transmissão Paulista, e o gestor de carteiras Antonio Carlos Reissmann, ex-diretor da Corretora Exata, por lucro de R$ 1,5 milhão na compra e venda de ações da Suzano Petroquímica com uso de informação privilegiada. No último dia 3, a Suzano foi comprada pela Petrobras. Anteontem à noite, a juíza da 23ª Vara Federal decidiu bloquear o lucro da transação na Bolsa. As informações sobre quem está sendo investigado, que se encontram em segredo de Justiça, foram obtidas pelo Globo, na madrugada de ontem, no site da própria Justiça Federal do Rio. Horas depois, o texto foi retirado da internet. (O Globo)
Energia neutraliza alta de preços dos alimentos
– A significativa contribuição dos preços da energia em São Paulo para segurar o IPCA de julho – que foi de 0,24%, uma ligeira desaceleração em relação a 0,28% em junho – consolida os preços administrados como a âncora da inflação neste ano, um papel até 2006 exercido pelos alimentos, que hoje são os vilões (em especial o leite). “Os preços administrados vão continuar exercendo uma pressão relativamente neutralizadora aos alimentos”, disse o sócio-diretor da R.C. Consultores Fábio Silveira. Há exceções, no entanto, como no caso da telefonia, cujos reajustes pressionam o índice para cima. Caso a neutralização fosse completa, o IPCA, índice oficial do governo e por isso usado para a meta de inflação, estaria em torno de 0,2% ou 0,1% ao mês. A expectativa é que até o final do ano gire, na média, em torno de 0,3%. (Gazeta Mercantil)
Sai hoje decisão sobre valor de condomínios
– Faz um mês, o GDF anunciou que o IPTU seria a base de cálculo do preço dos lotes para venda direta aos moradores nos parcelamentos em processo de regularização. Mas o Ministério Público se opôs. Defendeu que a avaliação seja feita pelo valor de mercado. Nesta quinta-feira, termina o prazo de 10 dias que os 16 promotores que atuam no caso pediram para apresentar uma posição final sobre o valor dos terrenos. Até ontem à noite, não havia acordo. (Valor Econômico)
Estados investem menos e obtêm superávits robustos
– Os governadores dos maiores Estados brasileiros, empossados em janeiro, encerraram os primeiros seis meses de sua administração com superávits primários robustos. No Rio, a arrecadação subiu 6,4% acima da inflação, as despesas com custeio caíram 22% e o superávit primário (não incluídas receitas e despesas financeiras) foi de R$ 2,4 bilhões, valor 148% superior ao registrado no primeiro semestre de 2006. Em São Paulo, o aumento do saldo positivo, que atingiu R$ 10 bilhões, foi de 29%. Nos demais Estados mais ricos do país, os resultados foram semelhantes. (Correio Braziliense)
BHTrans quer cortar faixa azul no Centro
– O estacionamento rotativo pode estar com os dias contados no Hipercentro de Belo Horizonte. O fim das vagas de faixa azul em quarteirões no perímetro central e a implantação do rodízio de placas de veículos são duas das principais medidas em estudo na BHTrans, a médio prazo para aliviar os engarrafamentos na região. A empresa gerenciadora do trânsito na capital mineira recorre às estatísticas para justificar a adoção de providências drásticas: enquanto a frota em circulação aumentou 42,1% desde 1999 (de 655.227 automóveis para 931.287), o ritmo de crescimento da população foi de menos de um terço (12,1%) no mesmo período, ou seja, passou de 2,1 milhões para 2,3 milhões nos últimos sete anos. Segundo admitiu o presidente da BHTrans, Ricardo Mendanha, as medidas polêmicas seriam acompanhadas de outras compensações. (Estado de Minas)
Estado continua a contratar médicos
Processo de contratação temporária deflagrado durante as demissões em massa na Saúde vai prosseguir, mesmo com o acordo entre a categoria e o governo. São 120 vagas e os interessados têm até amanhã para fazer a inscrição. (Jornal do Commercio-PE)
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