Concepção que temos de Estado
“O Estado brasileiro vive ainda, neste início do século 21, uma forte crise em seu modelo de gestão. Parte dela resulta da concepção que temos de Estado. Ainda o vemos como mero gerador de emprego e renda, intimamente vinculado ao sistema clientelista, e a principal demanda que lhe colocamos é a moralização de suas práticas. Acredita-se que, impondo-se-lhe regras cada vez mais detalhadas e de difícil monitoramento, se pode garantir ética em sua forma de atuação. Nada mais ilusório, como mostram episódios recentes.
Não é o número de regras e controles burocráticos que vai assegurar a lisura nos procedimentos. Ao contrário, quando o processo é artificialmente complicado, alguém se lembra de vender uma via rápida. Além disso, a regra não aprisiona a cultura. Se tivermos valores associados à obtenção de caminhos exclusivos, privilégios inaceitáveis para os outros, mas defensáveis no caso particular, e os praticamos em todos os domínios da vida, não será um conjunto intrincado de normas que irá, sozinho, evitar o mau uso de recursos públicos.
Claudia Costin, professora do Ibmec-SP e da Universidade de Quebec (Canadá)
OPINIÃO: A doutora Costin continua mais tucana do que nunca! Responsabilizar – em linguagem acadêmica – o “Modelo de Estado” pela frouxidão da ética, chega a ser engraçado… Adiante, fala em acabar com os “privilégios” para evitar o mau uso dos recursos públicos, o que é hilário! O que ocorre, Doutora, é que os pelegos no poder estão indo com muita sede ao pote, praticando em proveito próprio a “política de resultados” inventada nos sindicatos do ABC paulista… MIRANDA SÁ
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