A esquerda que a direita gosta
“Duas das três principais políticas macroeconômicas, a monetária (juros) e a cambial, são executadas por Henrique Meirelles, que não “tem problemas” em ser de direita. A menos, é claro, que o PT o considere “o banqueiro do povo”. Ridículo, mas possível na facção descerebrada do lulo-petismo. A terceira política, a fiscal, é imposta pelos mercados (não os “mercados populares”, mas os financeiros). São de esquerda? Sempre haverá, entre os descerebrados, os que dirão que as bolsas-esmola são de esquerda. Não passam da aplicação prática da frase de Maria Antonieta: “Não tem pão, comam brioche”. No Brasil-2007, fica assim: não tem emprego, não tem instrução, não tem como sobreviver pelos próprios meios, comam bolsa-esmola. Nada contra, aliás. Melhor brioche que fome, óbvio”.
Clóvis Rossi, jornalista (crossi@uol.com.br)
OPINIÃO: “Descerebrados”, mais muito vivos, Rossi. Os defensores de Lula da Silva não são mais aqueles que tiravam dinheiro do bolso para comprar bandeiras e pagar gasolina para acompanhar as passeatas do PT-partido e aplaudir o “Pelegão”. Olhe em volta, procure os que você conheceu e veja como mudou a vida dos “companheiros” que hoje aplaudem Meirelles e se abraçam com Renan Calheiros… MIRANDA SÁ
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