julho 3, 2008
OPINIÃO
Na República do “eu não sabia”, de “recursos não contabilizados” ao invés de Caixa 2 e de dólares escondidos dentro de cueca apenas como meio mais seguro de transportá-los, nada mais natural que o empresário Marco Antônio Audi negue que tenha contratado o advogado Roberto Teixeira porque sabia que ele era compadre de Lula. Não, ele simplesmente desconhecia o fato, ora. Por que essa mania nefasta de se duvidar das pessoas?
Audi é acusado pela Justiça de São Paulo de ter sido “laranja” do fundo americano Matlin Patterson para comprar a VarigLog e a Varig. Pagou US$ 5 milhões a Teixeira só pela fama que ele tinha de ser um bom advogado.
Ricardo Noblat, jornalista e blogueiro
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